José Rodrigues: Mi Corazón.

6 Isadora Greene Martins.


Notas iniciais
Essa é a nossa Isadora fiquei na duvida entre Tais Araújo ou a Jéssica Alba. A Jéssica ganhou, na fic o cabelo dela está bem mais curto.

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– Oi mãe!



O escritório da minha mãe é como qualquer outro. Branco e lotado de diplomas. Em cima da mesa á uma foto minha de biquíni aos dez anos. Essa foi tirada nas férias em Fernando de Noronha.



Ela levanta contornando a mesa. Entro no consultório. No meio do caminho trocamos um abraço caloroso. Nossas peles se destacam a dela branca como a neve e a minha morenice.



O sangue do meu pai foi mais forte em mim. O que eu tenho da minha Mãe? O porte elegante e esbelto apesar de eu estar muito mais magra agora. Por isso os braços dela me envolvem por completo.



A Dra. Greene se afasta me inspecionado de cima abaixo. Dou uma voltinha pra facilitar e fazer graça. Sua expressão sólida quebra e ela sorri.



– A que devo a honra de tela aqui hoje, tão longe de Portland? Pensei que depois de sua última... você não apareceria aqui por tão cedo.- ela se senta e me aponta a cadeira pra mim fazer o mesmo. Obedeço.



Era o que eu pretendia, mas planos mudam.



– Pois é, tive que mudar de planos. — ou as três que moram comigo vão me sufocar. Passo a mão nos meus cabelos agora curtos e repicados. Anos atrás eles eram longos.



Inclinando sobre a mesa ela cruza os braços e me encara. Seus olhos azuis iluminam. Ela sorri.



– Para onde você quer ir e quanto?



Ai. Isso doeu. Sei que aos dezenove anos ninguém vive de mesada, mas meu caso é diferente eu... Afasto o pensamento para longe. Meu pai paga minhas contas... Há compreendo agora.



– Não mãe. Não é sobre isso que vim, mas tem haver. – o sorriso dela morre. Não será dessa vez que vou pedir dinheiro a ela. Nunca pedi.



– E o que você quer Isadora? Pode pedir filha lhe darei. — diz carinhosa.



Isso eu acho que ela vá concordar.



– Quero trabalhar mãe, nem que seja meio período – falo firme. — e não importa quanto ganhe, posso até trabalhar de graça.



Vejo todas as emoções passarem em sua face. Admiração, preocupação. Orgulho. A preocupação vence.



– Não quero te desanimar Isa, mas você não tem qualificação meu bem, nunca trabalhou, nem mesmo cortou uma grama. — as sobrancelhas dela se juntam em apreensão.



Isso não vai me impedir de fazer o que eu quero. Quero ser independente uma vez na vida, mesmo que por pouco tempo.



– Sei disso mãe, mas tem algo que sou boa. Desenvolvi aqui no hospital.



O sorriso dela não chega aos olhos. Esse tempo não é bom para ela muito menos pra mim.



– Fazer amizades? – ah sou boa nisso também.



– Não, fotografar. — digo olhando fundo em seus olhos pra afirmar que não estou de brincadeira. — com uma maquina nas mãos sou boa, a senhora já viu minhas fotos.



– Sim são lindas. Só que pra isso você não precisa trabalhar. É só clicar e já foi.



Engulo minha frustração. Todos que não entendem pensam assim, mas é muito mais que isso.



– Hum... Posso ser ajudante de algum fotografo freelance. Não vai ser por muito... – engasgo – Por favor, mãe. — Não estou pedindo o céu estou?



– Não fale assim querida. — ela pega minha mão e acaricia. — Seu pai já sabe desse seu interesse?- seus olhos brilham ao falar dele.



Olha meu pior obstáculo. O senhor Felipe Martins. Meu pai. Ciumento e protetor em demasia. E que até meus dezoito anos era detentor da minha guarda.



Os dois nunca se casaram, no entanto se amam até hoje. Infelizmente por serem cabeças duras vivem separados. Eu sou o laço que os uni.



– Ele não sabe ainda. Conto assim que conseguir o emprego. Se eu estiver estabelecida ele não vai nós incomodar. Muito.



Por conta dos meus problemas... Ele não concorda que me esforce.



– Tudo bem, só que não conheço fotografo algum. E nenhuma das minhas clientes é ou tem marido que seja.



Mas tinham alguém que ela estava esquecendo que poderia ajudar.



– E aquele seu amigo, Leite, ele não é diretor do campus de arte em Portland?



– Sim e o nome é Leith. Robert Leith.


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Olho para o telefone que tenho em mãos e o recoloco no suporte. Uma velha amiga acaba de me pedir um favor. Um que não tenho com recusar. É um favor especial.



Nos últimos anos ela e sua família passaram por poucas e boas. Cláudia Greene nunca desmoronou sempre foi forte. E essa é a primeira vez que me pede algo.



Ligo o computador e procuro o que ela me solicita. Analiso a lista dos alunos e em pouco tempo encontro quem necessito.



Estou de folga por isso ligo para minha sala do campus universitário.



– Universidade de Portland. Campus de arte e cultura. Escritório de Robert Leith. Marcelle falando em que posso ser útil?- minha secretaria indaga com ar profissional.



– Marcelle!



– Sim, Senhor Leith!?



– Entre em contado com o aluno José Luiz Rodrigues do ultimo ano em arte, diga lhe que quero velo às quatro da tarde de hoje em meu escritório como sem falta.



Continua...


Notas finais
Um pouquinho da Isadora, gente por que uma pessoa dessa idade não pode trabalhar? Eu hein kkk.

A universidade de Portland existe bem como o Campus de arte e cultura.

A Mercelle é outro empréstimo.