José Rodrigues: Mi Corazón.

7 Primeiras impressões.


As últimas semanas têm sido corridas. Para começar meu pai não quis ficar comigo no apartamento. Por conta própria voltou pra casa. Ele me disse que não queria me dar trabalho. Sr. Rodrigues cabeça dura. Estou mais preocupado agora do que antes. Mesmo com uma vizinha me prometo que cuidaria dele.



Com ajuda do dinheiro da minha exposição comprei meu primeiro carro. Sobrou um bom pé de meia.



Nesse meio tempo recebi a noticia que a Ana foi sequestrada e esteve hospitalizada. Ela está bem, mas morri quinhentas vezes essa semana. Não pude vela por causa da semana de provas. Estive aponto de mandar essas provas para o inferno, mas Will e Eric me trouxeram a razão. E Kate me manteve informado sobre o estado da Ana.



Teve uma pequena brecha hoje, mas novamente foi impedido de ir vê-la.



Estou sendo chamado na diretoria do campus. Merda o que foi que eu fiz?



Sem demora vou para o prédio da diretoria. Só estive aqui uma vez, alguns alunos circulam assim como funcionários.



Falo com a recepcionista do meu reitor e ela me manda esperar. Eu me sento em uma cadeira perto do bebedouro. Ao meu lado uma pessoa usando um capuz brinca com um Androide 300*. Nossa.



Finalmente o Sr Leith me chama a sua sala. Ele explicar o porquê de eu esta ali. E me sinto injustiçado. Agora serei babá de um riquinho mimado que quer se divertir as minhas custas. Mesmo sem conhecer o cara já não gosto desse tal de Martins.



— Sr. Leith eu não terei tempo de ciceronear o Sr. Martins, estou atolado em tarefas acadêmicas, tenho que apresentar novas fotos à turma para o trabalho final e mal comecei. — tentei argumentar.



Ele é irredutível.



— Sr. Rodrigues. Sei disso tudo, se concordar você estará liberado no período dá tarde. Seus professore serão avisados. Suas notas serão replicadas... — Porra. Tudo isso e em beneficio de um almofadinha.



— O senhor poderia dispor isso a um aluno que realmente precisa. — o que não é o meu caso.



Suas bochechas começaram a ficar vermelhas acho que sou o primeiro a lhe fazer resistência. Ele inspira fortemente e solta o ar devagar.



— Tudo que você tem que fazer é lhe ensinar algumas técnicas por três meses. Ou você não é capaz disso? – filho de uma... Ele está me desafiando.



Na raiva acabo consentindo. O Sr. Leith sorri triunfante.



— Marcelle, Martins já se encontra?



— Sim está que na minha frente.



— Mande entrar, por favor.



Enquanto essa conversa rola eu bato o pé impacientemente e discretamente olho a hora no meu relógio surrado. Ouço a porta abri o Sr. Leith sorri amigavelmente quase carinhoso quando o tal Martins entra.



— Bom tarde, Robert. — fala uma voz feminina com um sotaque acentuado atrás de mim.



Essa me pega de surpresa. É uma mulher. Por isso a intimidade? Eu não me viro, espero no meu lugar. Robert se afasta pra cumprimentá-la e depois a ponta uma cadeira ao meu lado e ela senta. Olho de esguelha. É a pessoa que brincava com o androide 300. Está explicado.



— Martins...



— Isadora, Martins fica para o meu pai. — ela tira o capuz está sorrindo.



Ela me é familiar, Isadora me olha e sorri estendendo a mão em um cumprimento.



— Isadora.



— Rodrigues. — digo seco ela se encolhe com meu tom e olha pra Leith.



Leith limpa a garganta. E me faz uma serie de recomendações e uma ameaça velada “cuide dela ou você esta ferrado” entendi o recado homem. Ele nos libera. Saio da sala dele com ela no meu calcanhar.



No pátio paro e solto impróprios. Ela para assustada, mas não fala nada. Quando meu acesso passa estou ofegante.



— Você está bem?- pergunta preocupada.



Olho para o céu e gargalho sem humor.



— Estarei preso a você por três meses acha que estou bem?- indago com raiva.

Ela recua, passa à mão no cabelo curto sua expressão é triste. Já vi esse olhar. Mas aonde?

— Eu sinto muito não pensei...



— Vocês filhinhos de papai não pensam só querem e exigem, não fazem nada por se mesmo querem tudo na mão e os outros que se lasquem. – lati tudo que estava engasgado. Era pra pessoa errada, mas me fez bem.



— Se você não quer está vinculado a mim, podia ter dito ao Robert que não queria me ensinar. — Ela parece tão inocente.



— Por acaso eu tive escolha? Não.- jogo os braços pro alto.



Estou puto, tudo se virou contra mim e agora isso. Isadora olha pra além de mim e suspira. Já sei de onde a conheço. A morena da boate. A de olhar triste*.



— Você esta me seguindo? –exijo



Seu olhar é confuso.



— Como se acabei de lhe conhecer? — ela é genuinamente sincera.



Recordo-me que ela não percebeu que eu a observava na boate, e quem a seguiu foi eu. Além do mais não a encontrei. Estou sendo paranoico. Pego as chaves no bolço e atiro pra ela. Estou com muita raiva se dirigir posso acabar batendo o carro em um poste.



Isadora pega as chaves no ar e olha pra elas como se o objeto fosse de outro planeta.



— Você veio de carro?



— O que? Não.



— Ótimo! Você dirigi. — me surpreende que eu esteja tão tranquilo.



O queixo dela cai sua cabeça gira confusa.



— Por que eu faria isso?



— Já que estou preso a você. Bem que a senhorita poderia me fazer o favor de dirigir.



— Só se for pra nós matar. — ela ri.



— Esta com raiva que lhe tenha pedido um pequeno favor?- digo sarcástico.



— Não, eu não sei dirigir. — confessa. — nunca tirei carteira.



Resmungo. Bem filhinha de papai. Deve ter motorista particular. Ótimo. Caminho até meu carro. Ouço um arfar. Há, não admito criticarem o meu carro.



— O que foi não gostou? A Ferrari esta no mecânico só a pegarei na semana que vem.



Ela me ignora.



— É um impala 1967?*- os olhos dela brilham na avaliação do meu carro.



Ela entende de carros? Nossa isso é sexy. Espera o que eu estou pensando?

— Você não dirigi, mas entende de carros.

— Não entendo de carros. Entendo desse carro. E pra entender não preciso saber dirigir. — diz sorriso de orelha a orelha.



— O que?



— Vamos da uma volta?



— Por quê?



— Por que você queria que eu dirigisse, por que o carro é maneiro e você está provavelmente atrasado para ir algum lugar já que não para de verificar as horas.



Ela está certa quero ver a Ana. Tinha me esquecido. Dou-me conta que ela tem esse efeito em mim. Solto um palavrão mental. Nós dois entramos no carro sem eu pedir ela coloca o cinto de segurança.



— Você tem um nome? –ela indaga olhando pra frente.



— Rodrigues. — digo dando a partida. Pensei que tivesse dito meu nome na sala do reitor.



— Não, um primeiro nome.



Olhos pra ela de relance enquanto saiu do pátio.



— José, como o meu pai.



Ela sorri pra mim.



— E agora José? – solta uma risadinha eu não entendo a piada então revira os olhos ao perceber que não entendi a piada. — ai a frase faz parte de um poema do Carlos Drummond de Andrade poeta brasileiro. Que... esquece.



— Você é do Brasil? –isso explica o sotaque.



— Sou nascida e criada. Meu pai e brasileiro e minha mãe americana. — ela diz alisando o painel então pega uma foto da Ana que eu tinha esquecido. — sua namorada?



Retiro a foto da mão dela com raiva. E insiro no porta luvas.



— É alguém que eu quero, mas não posso ter.



— Sei qual é a sensação. — diz num tom melancólico.



— Duvido.



— Você não me conhece José. — fala aborrecida.



— Nem você a mim.



— Teremos três meses pra isso.



Não respondo minha atenção voltada para a estrada à frente.



— Pra onde estamos indo?



— Não sei. – admito, estou rodando para passar a raiva.



— Beleza, adoro uma aventura. — dizendo isso ela se acomoda melhor no banco.



Ela não se abala com nada?



— Seattle, na casa dela. – aponto com a cabeça o porta luvas.



— Ela é casada?



— Sim.



Isadora não fala nada. Antes de ir pra Seattle paro em outro lugar que preciso ir.



Continua...



Notas finais
Desculpe pelo cap anterior. Devia ter colocado um pov. no inicio dizendo quem estava afalando, mas foi outra empolgação. A fic vai ser narrada quase unicamente pelo José muito raramente pela Isadora e quando isso acontecer terá um pov Isadora .*Celular de ultima geração.*Ele a vê no cap quatro bebendo com as amigas.*O Carro que o Dean usa em sobrenatural.Um chero pra todos.