Jonathan Davis
11 11th.
Notas iniciais
R.I.P Michael Jackson.
Ao começar a subir a estrada velha, ouvi uns passos de correria e não tardei em ouvir Gerard, ofegante.
— Onde vai? – perguntou. Não respondi. Simplesmente, tinha a necessidade de ignorar fosse quem fosse. Sabem como é perder a paciência para qualquer tipo de conversa calma que não nos leva a lado algum? Simplesmente, estava com esse estado de espírito prescrito. — John. – Gerard proferiu, agarrando o meu braço. Eu parei. Olhei em frente e decidi ficar um pouco para escutar. — Ele é mesmo assim. A vida foi injusta com ele. Não tente compreender se não estiver disposto a tal coisa, mas fique. Precisa de ajuda e eu sei disso. Virei-me e ambos caminhámos até à sua grande casa. Pelo caminho, desvendei tudo o que me tinha acontecido até à altura e como me sentia em relação a todos os acontecimentos menos agradáveis. Ele apenas me escutava. Pensativo, porém, sereno. Era definitivamente bom ouvinte. Chegámos ao casarão e, ele me levou até o meu quarto. Alguém teria encomendado pizza enquanto tínhamos estado fora, e, o Way, foi extrair umas generosas fatias. Comemos no quarto. Conversámos até altas horas da noite, sobre música, cinema e livros. Ele era, deveras, uma pessoa interessantíssima. Parecia honesto e inocente. Depois de tantas horas, conversando, rindo, simultaneamente com silêncios inconvenientes, fomos dormir. Levantou-se e, de bochechas meio rosadinhas, de tanto rir, desejou-me uma boa noite e saiu, cuidadosamente para não acordar os demais.
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