Acordei ao sentir um aperto no meu braço. Era Gerard.

— Jonathan, acorda. Está um polícia querendo falar contigo! — alertou-me, assustado.

Ainda tentando habituar-me à claridade, levantei-me imediatamente, entrando em pânico.

— Como?!

— Arrombaram a porta. Não há outra chance. Tem mesmo de ser. — explicou Gerard, ansioso.

Afaguei os meus cabelos, lamentando.

Dirigi-me até ao hall de entrada, seguido por Gerard.

— Agente Rodgers.

Assim que encarei o agente, tive por impulso, voltar para o quarto, pois era Edward, talvez infiltrado, para me levar de volta ao Inferno.

Fui agarrado por Gerard, por muito irónico que possa parecer.

- Não faças isso. Só vai piorar a situação. — sussurrou.

- Os seus parentes andam à sua procura. Faça o favor de juntar todos os seus bens, para eu o levar de volta à sua residência. — disse Edward, com aquele ar de sacana inoportuno.

— Não me façam subir aí. Sem demora.

Puxei Gerard para mim e subimos os degraus rapidamente. Passámos pelo corredor aos cochichos, incompreendidos.

Empurrei-o para o interior do quarto e tentei expor a situação.

- Tens de me ajudar. — Ajoelhei-me, choroso. — Ele não é... não é. — Sem acabar a sentença, encarei o soalho, de olhar perdido.

- Ele não é o quê? Explica, por favor! — Gerard estava visivelmente preocupado.

Prevendo que iria voltar para o sítio onde tinha acumulado toda a minha dor, deixei-me cair por completo e, parei de chorar.

A dor e o medo eram tão intensos, que, bloquearam as minhas lágrimas.

Era uma reacção; ma sensação nova para mim.

Sabia que iria passar muito mal de novo, ou talvez pior, mas por alguma razão, fiquei apenas a pensar no nada. No nada que se tinha tornado a minha vida. Tão vazia e tão pobre de espírito. Tão inútil e tão dolorosa. Era minha e tinha de a viver.

Por alguma razão, todos os sentimentos inúteis e por quem ninguém tinha um pingo de misericórdia, havia isso para longe. Muito longe...

Notas finais
está a ficar confuso, mas faz parte. brevemente postarei os últimos dois capítulos.