Jonathan Davis
12 12th.
Acordei ao sentir um aperto no meu braço. Era Gerard.
— Jonathan, acorda. Está um polícia querendo falar contigo! — alertou-me, assustado. Ainda tentando habituar-me à claridade, levantei-me imediatamente, entrando em pânico. — Como?! — Arrombaram a porta. Não há outra chance. Tem mesmo de ser. — explicou Gerard, ansioso. Afaguei os meus cabelos, lamentando. Dirigi-me até ao hall de entrada, seguido por Gerard. — Agente Rodgers. Assim que encarei o agente, tive por impulso, voltar para o quarto, pois era Edward, talvez infiltrado, para me levar de volta ao Inferno. Fui agarrado por Gerard, por muito irónico que possa parecer. - Não faças isso. Só vai piorar a situação. — sussurrou. - Os seus parentes andam à sua procura. Faça o favor de juntar todos os seus bens, para eu o levar de volta à sua residência. — disse Edward, com aquele ar de sacana inoportuno. — Não me façam subir aí. Sem demora. Puxei Gerard para mim e subimos os degraus rapidamente. Passámos pelo corredor aos cochichos, incompreendidos. Empurrei-o para o interior do quarto e tentei expor a situação. - Tens de me ajudar. — Ajoelhei-me, choroso. — Ele não é... não é. — Sem acabar a sentença, encarei o soalho, de olhar perdido. - Ele não é o quê? Explica, por favor! — Gerard estava visivelmente preocupado.Prevendo que iria voltar para o sítio onde tinha acumulado toda a minha dor, deixei-me cair por completo e, parei de chorar. A dor e o medo eram tão intensos, que, bloquearam as minhas lágrimas. Era uma reacção; ma sensação nova para mim. Sabia que iria passar muito mal de novo, ou talvez pior, mas por alguma razão, fiquei apenas a pensar no nada. No nada que se tinha tornado a minha vida. Tão vazia e tão pobre de espírito. Tão inútil e tão dolorosa. Era minha e tinha de a viver. Por alguma razão, todos os sentimentos inúteis e por quem ninguém tinha um pingo de misericórdia, havia isso para longe. Muito longe...
Notas finais
está a ficar confuso, mas faz parte. brevemente postarei os últimos dois capítulos.
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