Jokes Of Destiny - Leyna

8 Capítulo 7: The real X's name


Notas iniciais
OI AMORECOS! Como meus cupcakes estão? Nesse capítulo eu desenterrei a música I write sins not tragedies do maravilhoso Panic! at the disco :) Link:https://youtu.be/vc6vs-l5dkc Enjoy!

"I'd chime in with a

'Haven't you people ever heard of closing a god damn door?'

No, it's much better to face these kind of things

with a sense of poise and rationality"

—Panic! at the disco/ I write sins not tragedies

O sinal anunciou o fim da última aula antes do intervalo, no exato momento em que a ficha não só caiu, mas despencou na cabeça de Reyna.

A maioria dos alunos saíra às pressas, acompanhados pela professora Aracne. Já Reyna estava paralisada, encarando mortalmente o garoto ao seu lado.

Ele achou que ela iria quebrar suas duas pernas daquela vez, mas quando ela o olhou, teve certeza de que era um homem morto.

Reyna apertou o lápis de forma que os nós de seus dedos ficaram brancos.

— Bem, o recado já foi dado — Leo anunciou, descendo da carteira. Até que o lápis que a menina segurava quebrou-se ao meio.

Ela agarrou o braço dele, olhou fundo em seus olhos e disse, calma:

— Estou decepcionada com você, Leo.

Pegou os materiais e saiu da classe, para se encontrar com as garotas e, dessa vez, Leo não a seguiu.

E esse foi o erro dele.

(...)

"Decepcionada".

Essa seria a última palavra que viria à cabeça de Leo quando terminasse sua vingança. Mas o que realmente lhe tocou foi o toque final da frase.

Pela primeira vez em quase um mês, Reyna o chamou pelo nome. Sem apelidos sarcásticos. Sem insultos. Apenas Leo.

Ele não podia estar arrependido, podia? Arquitetara tão bem aquele plano para, no último momento, se sentir mal por fazê-lo? Não. Não podia ser aquilo. Ou podia? Deus, quanta confusão! O que estava acontecendo com ele? O latino se lembrou do dia em que prensou Reyna na porta do quarto. Seus rostos ficaram tão perto... Sacudiu a cabeça.

Já deu, Leo!, repreendeu a si mesmo. Como disse a sábia, doce e gentil Dory, continue a nadar. Ou andar, no caso dele.

(...)

— O que houve? — Isabell juntou as sobrancelhas ao ver a expressão facial de Reyna.

— Leo.

— Hãn?

— Leo. O nome de X. É o Leo.

— Mas... Mas... Como ele pôde fazer uma coisa dessas? Ele... Ah, que imbecil! Ele não mudou nada desde que nós... — Olhou de soslaio para Rachel.

— Vocês o que? — Reyna disse. Isa baixou os olhos. Rachel apertou sua mão por cima da mesa e deu um sorriso que foi correspondido.

— Desde que eles terminaram — Rachel explicou.

— Oi? — Era a vez de Reyna ficar confusa.

— Se lembra que eu já sofri por um idiota também? — Isabell falou. — Ele pelo jeito também é seu idiota.

— Mas... Vocês já namoraram?

— Por quase um ano — a olhou nos olhos. — Éramos felizes, claro. Mas um dia ele... — Não conseguia encarar a ruiva.

— Ele a traiu — Dare falou. — Com a Calipso.

— Como ele...

— Não era a intenção dele, pois estava bêbado. — A morena esclareceu. — Mas eu os vi transando. Ele parou um pouco, mas na época bebia quase todos os dias e em uma festa quase entrou em coma alcoólico. E na festa seguinte aconteceu a traição. Sendo que ele tinha prometido nunca mais beber pra mim. Foi a gota d'água. Mudei de cidade. Depois de alguns meses fizemos as pazes e somos amigos agora. Mas mesmo assim... Eu ainda sinto um tipo de remorso.

— Isa... Eu não sabia. Eu sinto muito.

— Tudo bem. Mas... Por que decidiu nos contar que era ele?

— Ele aprontou outra comigo hoje.

E começou a lhe contar tudo.

(...)

Percy bateu as costas no sofá, rindo. Frank era um bom colega de quarto. No momento, ele o fizera rir imitando uma iguana. Aquele garoto tinha o dom de imitar animais extremamente bem.

— Muito bom, Frank — falou entre risos.

Zhang ia dizer alguma coisa, mas a porta do dormitório foi quase derrubada pelo furacão Isabell.

— CADÊ ELE?

— Ele quem, sua doida? — Olhou torto para a irmã.

— Leo! Você viu ele? — Ela parecia prestes a matar alguém.

— Ele vai fazer um trabalho com a gente... Isa, você conhece o Frank?

Eles se entreolharam. A morena apenas acenou e voltou a atenção ao meio-irmão.

— Cadê ele?

— Ele deve chegar a qualquer instante — Frank conferiu o relógio de pulso e sentou no sofá. — Ele aprontou alguma coisa com você?

— Comigo não — suspirou, encostou a porta e deitou a cabeça no ombro do irmão. — Com a Rey.

— Rey? Já estão amigas assim?

— Isso não vem ao caso, Percy. O que interessa é que ele a magoou. E acho que sei o motivo.

— Qual?

— Não posso falar.

— Mas você me conta tudo.

Aquilo foi um chute no pâncreas dela. Ela não contava tudo. Ele não sabia sobre Rachel. Nem sobre seu namoro com Leo. Nem sobre o fato de não ser mais virgem.

— Eu... Eu sei, Percy. Mas vai ter que confiar em mim dessa vez. Quando Leo chegar, vou falar com ele.

— Mas... O trabalho...

— Não vai demorar. Percy, por favor.

— Tudo bem — beijou-lhe o rosto. — Vai ter que ser rápido — levantou o mindinho, como faziam quando eram crianças.

— Eu lhe garanto — e o cruzou com o seu.

(...)

Leo repassou mentalmente o que acontecera. Ele chegou no quarto de seus amigos, depois de ir à enfermaria, e agora estava trancado no dormitório de Percy, respondendo ao interrogatório de sua melhor amiga.

— Você... É impossível! Seu... Seu... Ah! Droga, Leo!

— Mas o que eu fiz? — Abriu os braços.

— Como consegue ser tão sonso?! — Lhe deu um tapa na cara.

— Por que isso agora?!

— Eu... Eu estava torcendo por vocês!

— Isabell! — Segurou seu queixo. — O que está acontecendo?

— Reyna me mataria se soubesse que estou fazendo isso. Mas vou acabar de falar. Você a magoou.

— Eu... Sei disso — desviou o olhar.

— Então porque continua bebendo se sabe que vai acabar dando tudo errado?

— O que a bebida tem a ver?

— Ela me contou, Leo. Que você a beijou.

— EU?! Eu mal consigo chegar perto, quanto mais beijar a Reyna... Espere, então aquele tal de X que vocês tanto falam... Sou eu?

— Você não se lembra? Leo! Você prometeu que ia parar de beber... Prometeu para mim — uma lágrima acabou escorrendo pelo rosto da morena.

— Não... Não chora — secou a gota salgada. — Eu...

— Leo, porque não conta à ela que está apaixonado? Reyna é uma cabeça dura e...

— Apaixonado? — Leo teve que rir. — Sei exatamente o que estou, e uma delas não é apaixonado. A última vez que eu me apaixonei foi... Por você.

— Já conversamos sobre isso. Leo, eu sei que você está apaixonado, vá por mim. A única pessoa que te conhece melhor do que eu são seu irmão e o Jason. Pode perguntar para qualquer um, Leo. Você está caidinho pela Rey.

— Você enlouqueceu.

— Olhe para mim — pôs as mãos no rosto do latino, dando um mínimo sorriso. — Está mais sério do que eu pensava. Precisa se declarar.

— Me declarar...? Mas eu não...

— Não negue. Não adianta mentir para mim.

— Mas eu não... Ela ergueu uma sobrancelha. — Muito bem. Se, hipoteticamente, eu estivesse apaixonado por ela, o que eu deveria fazer?

— Bom, você poderia começar com um pedido de desculpas. Hipoteticamente.

— Como?

— Um bom jeito de se redimir seria lhe dando um beijo de verdade.

— Hipoteticamente?

— Hipoteticamente — deu de ombros.

— E o que seria um beijo de verdade?

— Um beijo de verdade, ué.

— E quem sabe se você me demonstrar? — Se inclinou, fazendo menção à beijá-la, mas esta parou sua boca com a mão.

— Eu não caio mais nessa. E outra, você está apaixonado por Reyna, não por mim. Não estrague tudo.

E aquela frase o assombrou pelo resto da reunião.

Não estrague tudo.

Notas finais
O capítulo está curto, mas cheio de TIROS! Mais pra frente vamos ter um flashback da história da Isa, pois vai ser importante Alguém tem algum palpite de como o Leozinho vai se declarar? Comente! Alguém chuta alguma reação da Rey? Comentem o que querem ver aqui, okay? Beijos sombrios!