Jokes Of Destiny - Leyna
8 Capítulo 7: The real X's name
Notas iniciais
"I'd chime in with a
'Haven't you people ever heard of closing a god damn door?'
No, it's much better to face these kind of things
with a sense of poise and rationality"
—Panic! at the disco/ I write sins not tragedies
O sinal anunciou o fim da última aula antes do intervalo, no exato momento em que a ficha não só caiu, mas despencou na cabeça de Reyna.
A maioria dos alunos saíra às pressas, acompanhados pela professora Aracne. Já Reyna estava paralisada, encarando mortalmente o garoto ao seu lado.
Ele achou que ela iria quebrar suas duas pernas daquela vez, mas quando ela o olhou, teve certeza de que era um homem morto.
Reyna apertou o lápis de forma que os nós de seus dedos ficaram brancos.
— Bem, o recado já foi dado — Leo anunciou, descendo da carteira. Até que o lápis que a menina segurava quebrou-se ao meio.
Ela agarrou o braço dele, olhou fundo em seus olhos e disse, calma:
— Estou decepcionada com você, Leo.
Pegou os materiais e saiu da classe, para se encontrar com as garotas e, dessa vez, Leo não a seguiu.
E esse foi o erro dele.
(...)
"Decepcionada".
Essa seria a última palavra que viria à cabeça de Leo quando terminasse sua vingança. Mas o que realmente lhe tocou foi o toque final da frase.
Pela primeira vez em quase um mês, Reyna o chamou pelo nome. Sem apelidos sarcásticos. Sem insultos. Apenas Leo.
Ele não podia estar arrependido, podia? Arquitetara tão bem aquele plano para, no último momento, se sentir mal por fazê-lo? Não. Não podia ser aquilo. Ou podia? Deus, quanta confusão! O que estava acontecendo com ele? O latino se lembrou do dia em que prensou Reyna na porta do quarto. Seus rostos ficaram tão perto... Sacudiu a cabeça.
Já deu, Leo!, repreendeu a si mesmo. Como disse a sábia, doce e gentil Dory, continue a nadar. Ou andar, no caso dele.
(...)
— O que houve? — Isabell juntou as sobrancelhas ao ver a expressão facial de Reyna.
— Leo.
— Hãn?
— Leo. O nome de X. É o Leo.
— Mas... Mas... Como ele pôde fazer uma coisa dessas? Ele... Ah, que imbecil! Ele não mudou nada desde que nós... — Olhou de soslaio para Rachel.
— Vocês o que? — Reyna disse. Isa baixou os olhos. Rachel apertou sua mão por cima da mesa e deu um sorriso que foi correspondido.
— Desde que eles terminaram — Rachel explicou.
— Oi? — Era a vez de Reyna ficar confusa.
— Se lembra que eu já sofri por um idiota também? — Isabell falou. — Ele pelo jeito também é seu idiota.
— Mas... Vocês já namoraram?
— Por quase um ano — a olhou nos olhos. — Éramos felizes, claro. Mas um dia ele... — Não conseguia encarar a ruiva.
— Ele a traiu — Dare falou. — Com a Calipso.
— Como ele...
— Não era a intenção dele, pois estava bêbado. — A morena esclareceu. — Mas eu os vi transando. Ele parou um pouco, mas na época bebia quase todos os dias e em uma festa quase entrou em coma alcoólico. E na festa seguinte aconteceu a traição. Sendo que ele tinha prometido nunca mais beber pra mim. Foi a gota d'água. Mudei de cidade. Depois de alguns meses fizemos as pazes e somos amigos agora. Mas mesmo assim... Eu ainda sinto um tipo de remorso.
— Isa... Eu não sabia. Eu sinto muito.
— Tudo bem. Mas... Por que decidiu nos contar que era ele?
— Ele aprontou outra comigo hoje.
E começou a lhe contar tudo.
(...)
Percy bateu as costas no sofá, rindo. Frank era um bom colega de quarto. No momento, ele o fizera rir imitando uma iguana. Aquele garoto tinha o dom de imitar animais extremamente bem.
— Muito bom, Frank — falou entre risos.
Zhang ia dizer alguma coisa, mas a porta do dormitório foi quase derrubada pelo furacão Isabell.
— CADÊ ELE?
— Ele quem, sua doida? — Olhou torto para a irmã.
— Leo! Você viu ele? — Ela parecia prestes a matar alguém.
— Ele vai fazer um trabalho com a gente... Isa, você conhece o Frank?
Eles se entreolharam. A morena apenas acenou e voltou a atenção ao meio-irmão.
— Cadê ele?
— Ele deve chegar a qualquer instante — Frank conferiu o relógio de pulso e sentou no sofá. — Ele aprontou alguma coisa com você?
— Comigo não — suspirou, encostou a porta e deitou a cabeça no ombro do irmão. — Com a Rey.
— Rey? Já estão amigas assim?
— Isso não vem ao caso, Percy. O que interessa é que ele a magoou. E acho que sei o motivo.
— Qual?
— Não posso falar.
— Mas você me conta tudo.
Aquilo foi um chute no pâncreas dela. Ela não contava tudo. Ele não sabia sobre Rachel. Nem sobre seu namoro com Leo. Nem sobre o fato de não ser mais virgem.
— Eu... Eu sei, Percy. Mas vai ter que confiar em mim dessa vez. Quando Leo chegar, vou falar com ele.
— Mas... O trabalho...
— Não vai demorar. Percy, por favor.
— Tudo bem — beijou-lhe o rosto. — Vai ter que ser rápido — levantou o mindinho, como faziam quando eram crianças.
— Eu lhe garanto — e o cruzou com o seu.
(...)
Leo repassou mentalmente o que acontecera. Ele chegou no quarto de seus amigos, depois de ir à enfermaria, e agora estava trancado no dormitório de Percy, respondendo ao interrogatório de sua melhor amiga.
— Você... É impossível! Seu... Seu... Ah! Droga, Leo!
— Mas o que eu fiz? — Abriu os braços.
— Como consegue ser tão sonso?! — Lhe deu um tapa na cara.
— Por que isso agora?!
— Eu... Eu estava torcendo por vocês!
— Isabell! — Segurou seu queixo. — O que está acontecendo?
— Reyna me mataria se soubesse que estou fazendo isso. Mas vou acabar de falar. Você a magoou.
— Eu... Sei disso — desviou o olhar.
— Então porque continua bebendo se sabe que vai acabar dando tudo errado?
— O que a bebida tem a ver?
— Ela me contou, Leo. Que você a beijou.
— EU?! Eu mal consigo chegar perto, quanto mais beijar a Reyna... Espere, então aquele tal de X que vocês tanto falam... Sou eu?
— Você não se lembra? Leo! Você prometeu que ia parar de beber... Prometeu para mim — uma lágrima acabou escorrendo pelo rosto da morena.
— Não... Não chora — secou a gota salgada. — Eu...
— Leo, porque não conta à ela que está apaixonado? Reyna é uma cabeça dura e...
— Apaixonado? — Leo teve que rir. — Sei exatamente o que estou, e uma delas não é apaixonado. A última vez que eu me apaixonei foi... Por você.
— Já conversamos sobre isso. Leo, eu sei que você está apaixonado, vá por mim. A única pessoa que te conhece melhor do que eu são seu irmão e o Jason. Pode perguntar para qualquer um, Leo. Você está caidinho pela Rey.
— Você enlouqueceu.
— Olhe para mim — pôs as mãos no rosto do latino, dando um mínimo sorriso. — Está mais sério do que eu pensava. Precisa se declarar.
— Me declarar...? Mas eu não...
— Não negue. Não adianta mentir para mim.
— Mas eu não... Ela ergueu uma sobrancelha. — Muito bem. Se, hipoteticamente, eu estivesse apaixonado por ela, o que eu deveria fazer?
— Bom, você poderia começar com um pedido de desculpas. Hipoteticamente.
— Como?
— Um bom jeito de se redimir seria lhe dando um beijo de verdade.
— Hipoteticamente?
— Hipoteticamente — deu de ombros.
— E o que seria um beijo de verdade?
— Um beijo de verdade, ué.
— E quem sabe se você me demonstrar? — Se inclinou, fazendo menção à beijá-la, mas esta parou sua boca com a mão.
— Eu não caio mais nessa. E outra, você está apaixonado por Reyna, não por mim. Não estrague tudo.
E aquela frase o assombrou pelo resto da reunião.
Não estrague tudo.
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