Jokes Of Destiny - Leyna
9 Capítulo 8: He changed, I swear, I can see it in his eyes
Notas iniciais
“Talk all the talk with a model's smile
Tongue like electric, eyes like a child
Buy all your highs and the classic cars
Die on the front page, just like the stars”
—One Night Only/ Say You Don’t want it
— Idiota... — Isabell resmungava enquanto ia para seu dormitório. — Estúpido... Aquele... — Bufou.
Entrou no lugar batendo a porta e com a expressão de quem seria capaz de soltar fogo pelas ventas.
Sentiu uma pontada no ventre. Cólicas... Como ela odiava aquelas dores.
Por que a natureza tinha arranjado logo aquele jeito de avisar que você não está grávida? Podia mandar só um bilhetinho ou uma mensagem pelo Whatsapp, não?
Tomada pelo incômodo proveniente do útero, se jogou na cama e afundou o rosto no travesseiro, gemendo de dor.
Ela ainda tinha aulas naquele dia, mas não aguentava comparecer, ainda mais só para ver a cara amassada do Treinador Hedge gritando "MORTE!".
Isa o imaginou se ele a visse naquele momento. Provavelmente iria berrar algo como "VAMOS, CUPCAKE! LEVANTE DESSA CAMA E NÃO DEIXE UMA DORZINHA DE NADA IMPEDIR VOCÊ DE PAGAR QUINZE FLEXÕES!"
Riu um pouco com aquele pensamento, mas logo depois voltou a agonizar em posição fetal.
Não que fosse sua intenção, mas ela acabou caindo no sono, e isso infelizmente lhe rendeu um pesadelo.
[N/A: Nem em universos paralelos ela se livra dos sonhos, tadinha :v]
(...)
Como o pior dos castigos, ela sonhou um flashback.
Isabell tinha quinze anos na época.
A brasileira estava numa festa, cuja só compareceu por consideração ao irmão que lhe implorou para que ela fosse.
E lá estava ela, sentada observando os outros dançarem animadamente enquanto bebia um copo de refrigerante.
Com toda a sinceridade do mundo: festas eram muito entediantes.
Até que ela recebeu uma mensagem no celular. Era Leo, um garoto que ela conhecera pelo Skype e por quem estava apaixonada.
Leo: Vá até a entrada da casa de festas. Tem uma surpresa para você.
Ergueu uma sobrancelha diante daquela mensagem, mas saiu do salão.
Quando alcançou a saída, quase pensou que seus olhos estavam a enganando.
O latino estava bem à sua frente. E ele era ainda mais bonito ao vivo.
— Leo...? — Ficara sem palavras. Não fazia sentido. Leo morava em Houston. O que ele estava fazendo em New York?
— Vim ver você — ele sorriu, antes da garota pular e o abraçar, jogando seus braços em volta de seu pescoço.
— Eu... Não acredito. Parece surreal — falou dentro do abraço do menino.
Se afastou um pouco, para conferir se ele era mesmo de verdade.
Mas a observação não durou nem cinco segundos: ele puxou seu rosto e a beijou.
Isabell se achava tímida, aquele foi seu primeiro beijo, mas não pôde negar que foi incrível.
~meses depois~
Isa e Leo estavam namorando, era oficial.
Mas ambos preferiram manter a relação em segredo, pois sabiam da possessividade de Percy sobre a irmã e não tinham ideia de qual seria a reação do garoto.
Ambos estavam numa festa, era a formatura de um dos colegas de Leo.
Nessa festa, uma garota de cabelos caramelo encarava o latino, dançando de forma sensual e esfregando as mãos no corpo.
— O que está olhando? — Isabell o cutuca.
— Hãn...? Nada!
— Hum.
— Beba uma dose de Vodka — lhe estendeu o copo.
— Não gosto de beber, você sabe.
— Diga isso por você — e virou o mesmo copo de uma vez. — Você quer dançar um pouquinho?
— Não estou muito a fim.
— Tudo bem — plantou um beijo em sua testa antes de rumar para a pista.
Isabell suspirou.
~horas depois~
Leo acordou num lugar completamente branco e com uma dor insuportável na cabeça.
Notou estar deitado numa cama confortável e alguns fios ligados aos seus braços.
Ele estava num hospital?
Seus olhos se moveram até acharem uma figura morena de olhos verdes ao lado de sua maca.
Mas ela não sorria como o habitual, Isa tinha resquícios de choro no rosto.
Ele mal teve tempo de dizer algo, ela o abraçara, soluçando.
— Graças à Deus — murmurou entre lágrimas.
— Isa...? O que...
— Você quase entrou em coma, seu idiota! Eu quase morri de medo, você não pensa em mim?
— Hey — enxugou seu rosto com carinho. — Está tudo bem agora. Eu estou bem.
— Prometa que não vai mais beber. Prometa!
— Eu... Eu prometo.
~semanas depois~
Leo Gostosão: Anima de vir numa festa hoje aqui em casa?
Isa: Não posso. Tenho que estudar -.-
Leo Gostosão: Ah :(
Isa: Divirta-se
Leo Gostosão: Está falando sério? :0
Isa: Confio em você
Tome cuidado e se lembre da promessa que me fez
Leo Gostosão: Ok!
Prometo não fazer besteira!
Amo você!♡
Isa: Também te amo♡
Até segunda
Leo: Até :*
~horas depois~
Isabell estava preocupada.
Leo não atendia suas ligações e não respondia suas mensagens.
Resolveu ir até sua casa, ela tinha a chave de lá mesmo.
Quando chegou ao local, o cheiro de álcool lhe subiu ás narinas.
Adentrando na casa, viu vários adolescentes desacordados e jogados por todos os cantos.
— Leo? — Ela chamou, elevando a voz.
Procurou por todo o nível térreo, mas não teve nem sinal de seu namorado.
Decidiu ir até o quarto de quem procurava.
Subiu as escadas, e quando abriu a porta, sentiu como se levasse um tiro no peito.
Leo e aquela mesma garota de cabelos caramelo estavam deitados de conchinha, e o pior: nus.
Eles tinham transado?
Ele nunca dormira naquela posição nem com ela. Certo, eles já tinham feito sexo, mas apenas uma vez.
Os joelhos dela desabaram no chão e ela se pôs a chorar descontroladamente.
Tanto, que acordou o garoto.
Leo despertou espantado, olhando para os lados. Então ligou os fatos e se deu conta da porcalhada que fizera.
Sem se incomodar com a nudez, se aproximou de Isabell e ia limpar seu choro, contudo ela deu um tapa em sua mão.
— Não toque em mim.
— Isa, eu posso explicar...
— Não quero escutar mais suas desculpas esfarrapadas, Leo. — Levantou, tirou do dedo o anel de compromisso que usava e o jogou no chão. — Acabou.
— Não! Espere! Eu nem me lembro o que aconteceu aqui! Não foi nada de importante...
— Não se lembra? Então você bebeu de novo?! — As lágrimas insistiam em cair. — Você prometeu que ia parar. Prometeu pra mim.
— Eu...
— Me esquece. Estou indo embora. Para sempre.
(...)
E ela acordou num sobressalto, assustada.
Então se deu conta que alguém lhe despertara.
— Rachel?
— Não. Leo.
Ótimo. Essa era a última pessoa que ela queria ver naquele momento.
— O que houve? — Ele perguntou.
— Como assim?
— Você está chorando — ressaltou o óbvio.
— Nada. Só um pesadelo. O que quer?
— Eu... Decidi falar com a Reyna.
— Está falando sério? — Sua tristeza esvaiu naquele mesmo instante.
— Claro. Quer dizer, não quero cometer erros dessa vez.
— Ah. Isso é bom.
— E tem outra coisa.
— O que?
— Desculpe.
— Pelo que?
— Por tudo que eu já te fiz. Sinceramente, me desculpe.
— Oh... Eu acho que está tudo bem. Eu acho.
— Vamos conversar. Preciso de sua ajuda.
— Onde vamos?
— Num restaurante.
— Certo. Me espere na sala. Onde Rachel está?
— Lá fora.
— Ah. Agora saia, vou me trocar.
Assim que ela ouviu o click da maçaneta se fechando, pegou o telefone e mandou a seguinte mensagem para Reyna:
Ele mudou. Eu juro, posso ver nos olhos dele.
Fale com o autor