Johnny... O bom detetive

103 Parte Final: Um omegaverso qualquer // Capítulo 03: Difícil decisão


Paulo recebeu a notícia da morte da sua mãe quando trabalhava no grupo. Correu para o hospital onde foi levada. O doutor explicou que ela havia morrido de infarto fulminante, que não deu tempo para salvá-la.

O delegado Renan, encarregado pela morte de Beatriz, chegou ao IML para averiguar o andamento dos exames no corpo. Constatou-se que uma mistura de cianeto com remédios foi encontrada no vinho que ela bebeu.

Enquanto isso, Lucas, Paulo e Jacques foram levados à delegacia a fim de deporem. Tudo isso foi impactante para o moreno.

— Ei, fica calmo. Vamos sair dessa. — Falou Johnny, dando total apoio.

O policial chamou Jacques para depor. Johnny também apoiou o mordomo.

Depois de chegar do IML, Renan chamou o mordomo para falar acerca do caso do vinho envenenado.

— Sente-se.

O velho viu a pose séria daquele homem forte que mais parecia um modelo. Renan era forte e um alfa dominante. Por baixo da sua roupa social havia um corpo perfeitamente trabalhado na academia. Um contraste era que ele usava óculos de grau.

— Achamos uma substância forte dentro do vinho. A vítima morreu depois de ingerir, e assim teve um infarto na ida para o hospital. Da onde veio aquele vinho?

Após o depoimento, Johnny foi o próximo a ser chamado. Lucas ficou com Jacques no corredor de espera.

Do lado de fora da delegacia, os jornalistas faziam campana para saberem acerca da morte de Marion Loyola. A notícia chegou na mansão Zawaski, e Hugo soube por telefonema de Patrick sobre o ocorrido.

— Você viu como estão os dois?

— Ainda não.

— Patrick, por favor, vá para a delegacia dar apoio aos dois. Chegarei em breve.

Hugo não se atreveu a falar com Júlia depois da conversa que tiveram.

...

À tarde, Júlia foi para a delegacia ver o filho e o genro. Passou pela multidão de repórteres até entrar no local.

— Dona Júlia.

— Lucas, cadê o meu filho?

— Depondo.

— Que loucura. A Marion morrer do nada. Será que tem alguma ligação com a morte da Bia?

Johnny saiu da sala do delegado. Renan chamou Lucas.

— Sente-se. Senhor Lucas Souza. Quero saber de onde veio aquela garrafa de vinho que o senhor ofereceu à dona Marion?

— Aquele vinho recebemos do pai do Johnny poucos dias depois da morte da Bia. Foi semana passada.

— Certo. De lá pra cá, beberam?

— Não, senhor.

— Acho isso tudo muito estranho. Dos suspeitos pela morte de Beatriz, três conseguimos os álibis pela manhã. A senhora Zawaski, a falecida Marion e o seu filho. Os únicos que nada encontramos foram você, Johnny e o seu pai. Por que você não diz logo quem se encontrou naquele dia?

Patrick chegou na delegacia representando o seu chefe. Encontrando-se com a família Zawaski, prestou apoio.

Por fim o depoimento de Lucas terminou. O delegado não deixou que os três que estiveram em contato com o vinho saíssem.

— Isso não é bom, doutor — disse Johnny ao advogado.

— Precisam se acalmar. Ficar ansioso não vai mudar em nada.

A delegacia estava cheia. As pessoas iam e vinham. Renan desligou um telefonema e recebeu um fax do juiz.

— Os dois podem vir.

Eles entraram na sala e esperaram um policial trazer um papel.

— O senhor Lucas Souza não pode sair. Eu pedi uma prisão preventiva ao juiz e ele aceitou. Senhor Lucas, o senhor está preso.

Aquilo chocou os dois. Lucas negou que tivesse matado Marion. Johnny protestou. O advogado pediu as cópias do documento.

— Eu não matei ninguém!

— Isso é um absurdo. Como pode prender uma pessoa com base em nenhuma prova?

— Esse é o teste da balística. Foram encontradas as cápsulas dos projéteis da arma legalizada do senhor Souza. Como essas balas foram parar no corpo da vítima? Aonde o senhor foi naquele horário? Conveniente que Marion Loyola morreu na sua frente.

O advogado pediu para os dois se acalmarem.

...

Na mansão, Hugo recebeu a ligação de Patrick acerca da prisão preventiva de Lucas. Ficou extremamente preocupado, haja vista o moreno já havia sido preso — e injustamente por sua culpa. Sem pestanejar, o empresário pediu ao seu motorista dirigir até a delegacia.

— O senhor está bem?

— Apenas dirija. Não posso permitir que uma injustiça ocorra novamente com aquele rapaz. Eu também sou o culpado disso.

Lucas foi levado até a cela. Ficou separado dos outros prisioneiros.

O advogado informou que pedirá um habeas corpus por conta das provas contra Lucas não serem fortes o suficiente para sustentarem a sua prisão. Johnny praticamente implorou para ele soltar o noivo.

— Calma, filho. Você parece abatido. Quer descansar um pouco?

— Não. Eu não consigo descansar com a cabeça pensando nessa prisão totalmente arbitrária. O advogado disse que vai pedir um habeas corpus.

— Sim. O Lucas é um bom rapaz. Ele é um cidadão. Vai ser mais fácil conseguir uma soltura para ele.

— Não tenho tanta certeza, mamãe. Lembra que ele já foi preso acusado de estupro? Papai fez questão de manchar o nome dele, e creio que o juiz não vai ajudar.

A limusine de Hugo chegou na frente da delegacia. Quando saiu, foi assediado pelos repórteres. Seu advogado chegou em um carro separado. Eles entraram.

Johnny viu o pai chegar, surpreendendo-se. Virou o rosto. Quem não gostou foi Júlia.

— O que faz aqui?

— Vim para depor. Não se preocupe. Não acusarei ninguém.

O empresário entrou na sala do delegado. Os dois sentaram. Mas Renan sequer chamara o Zawaski para depor.

— Veio para ajudar no caso da Ana Beatriz?

— Sim. Eu vim falar o que eu fiz naquele dia. Vim falar como matei Bia. Eu sou o assassino dela.

O advogado pediu um momento para conversar com o cliente. Renan respeitou a decisão e saiu da sala.

— Não faça isso, homem. Falo como amigo, não como advogado. Milhares de condenados querem a liberdade, e você o oposto.

— Essa é uma decisão sem volta. Se quiser ficar, fique.

Por respeito, o advogado decidiu ficar e ajudar o seu cliente. Hugo contou tudo acerca do dia do crime e, reforçando a confissão, reafirmou que matara Beatriz.