Johnny... O bom detetive
45 Parte 04: Predestinados // Capítulo 16: Vida de casal
Deitado de bruços na cama, segurando o travesseiro, Johnny levantou as nádegas para o alfa. Envergonhado com a posição, ele escondeu o rosto no travesseiro. Lucas, entretanto, lambeu os lábios ao ver a o ômega com a parte traseira arrebitada. Deu uns tapinhas e apalpou cada nádega.
— Que macio. Como de esperar de um ômega do seu nível, chefe.
— Para de falar isso. Eu tô morrendo de vergonha.
— Com um corpo desse você não precisa de vergonha, mas de orgulho.
Johnny tentou falar, porém a sua fala interrompeu quando sentiu a língua quente e úmida do companheiro entrar em seu ânus. Pediu para parar com a ação pouco comum, porém Lucas seguiu o caminho contrário, enfiando mais ainda a boca.
— Sabe como se chama isso?
— Hum... não...
— Beijo grego.
— Como você sabe dessas coisas se sempre saía com mulheres betas?
— Bobinho. Eu fazia essas coisas com elas também. Eu sempre preferi um traseiro do que uma vagina.
— Quer dizer que você fazia anal com... ACK!!!
Sem prévio aviso, o moreno enfiou um dedo até o mais fundo possível. Procurou pela próstata, iniciando uma massagem.
— Que foi isso...?
— Massagem de próstata. O que os urologistas fazem quando os homens fazem exame depois dos quarenta.
Enfiou mais outro dedo a fim de alargar ainda mais. Johnny se sentiu estranho, pedindo para que o parceiro pulasse para o ato principal.
— Como deseja. — Retirou a camisinha da caixa, colocou no pênis e se preparou para enfiar. — Sinceramente odeio pôr isso, mas respeito sempre os interesses do meu parceiro. Não reclamaria se eu gozasse dentro afinal você toma anticoncepcional.
As palavras de Lucas pegou de surpresa o detetive. Ele realmente disse naquele banheiro que tomara um comprimido anticoncepcional.
— Mas dessa vez eu vou gastar aquela caixa pois acho que você não tomou comprimido enquanto tava na casa dos seus pais.
O pênis grande e rígido do alfa entrou lentamente no orifício do ômega, deslizando centímetro por centímetro. O lubrificante natural banhou o membro do moreno.
— Respira profundo.
— Muito... grande...
— Merda. Desculpa, chefe.
Lucas empurrou abruptamente o seu órgão até a base. Johnny soltou um gemido, preferindo agarrar o travesseiro e esconder a voz.
— Puta merda. Isso é muito bom. A sensação é de que você tá chupando meu pau. É quente e úmido.
Enlouquecido, Lucas iniciou as estocadas contra Johnny de maneira mais rápida e ritmada. Gradativamente aumentou as investidas, causando o típico barulho dos corpos se chocando durante o sexo.
Como ômega, Johnny não sentiu tanta dor quando o pênis do alfa entrou. Ele sentiu estimulação durante as estocadas pois os homens ômegas eram extremamente sensíveis.
— Uwaa... que foi isso? — Questionou ao ser virado pelo outro. O alfa colocou o parceiro de lado, esticando a perna dele até apoiar em seu ombro. — Que posição é essa? Me sinto todo arregaçado assim.
— Relaxe.
As posições foram variando e o ritmo das investidas aumentaram. Durante vinte minutos Lucas ficou intenso e ejaculou no primeiro preservativo.
— Ah... ah... me sinto quente.
— Não durma. A sua esposa não ficou satisfeita só com isso. — Sussurou na orelha do outro. — Temos mais cinco rodadas. Vai logo preparando para o segundo round. Quer água?
— Quero.
Pausaram o sexo por alguns minutos para beberem água.
A cama rangia. O alfa foi mais rude do que anteriormente. Os dois ficaram na posição tradicional, possibilitando se beijarem.
...
No sábado pela manhã, Johnny acordou agarrado com Lucas na cama. Seus olhos estavam inchados, o corpo cansado e o traseiro ardendo como se tivesse comido pimenta. Olhou para o moreno durante o seu sono. Beijou-o na testa.
— Não tomo anticoncepcional...
Levantou-se com dificuldade. No criado-mudo havia dois preservativos intactos, porque na noite anterior o alfa aguentou até quatro vezes. Agradeceu por isso. Tomou banho, arrumou-se e pegou a chave da moto.
— Acorda, cachorro. Dormindo depois de acabar com a minha bunda na noite passada. Parece mais um animal depois da cópula. — Apertou o nariz do moreno.
— Chefe? Volta pra cama. Vamos aproveitar o dia para ficarmos juntos. — Lucas sorriu como uma criança.
— Precisamos voltar para a serra, lembra? Estamos no meio de uma investigação, por isso acorda. Eu que tô com meu traseiro ardendo como fogo era para estar na cama, não você.
— Tudo bem.
— Vou sair para comprar algo para o café da manhã. Levanta, toma banho e prepara os utensílios. Sinceramente a sua geladeira tá parecendo um coco com só água.
Lucas agarrou Johnny e deu um beijo na boca. Notou que o rosto do ômega estava devidamente raspado como pele de bebê.
— Ficou mais jovem. Parece que tá indo pra faculdade sem a sua antiga barba rala.
— Estou mudando de vida, não é? Mudar um pouco a aparência é válido. Agora levanta.
Antes de sair do apartamento, Johnny foi abraçado por trás. Lucas agradeceu a chance de ser o seu namorado.
— Por acaso você tem dupla personalidade? No sexo é um safado desenfreado, mas agora tá mais fofo do que um cachorrinho. Eu te elegi desde o tempo da escola.
Ele saiu do apartamento, desceu e pegou a sua moto. Saiu para o mercado mais próximo.
Felicidade foi o que o moreno sentiu ao ser aceito como namorado do homem que sempre amou. Foi tomar banho enquanto sua mente ficava nas nuvens.
No supermercado, Johnny escolhia alguns produtos quando viu um menininho correr e chamar a sua mãe. Um homem segurou-o no braço. Era um homem ômega com o seu filho. A cena chamou a atenção do detetive.
— Cheguei. — Johnny viu a mesa limpa.
— O que comprou?
— Queijo, presunto, pão de forma, requeijão, maçãs e suco de uva em caixa.
— Não vai ser difícil preparar o café. Eu sempre como ovo e carne. Sempre uso o fogão.
— Precisamos de algo com carboidrato. O suco não tem açúcar. Ah, eu quero te perguntar uma coisa.
— Fala.
— Posso me mudar para cá? Não quero voltar para casa e topar com a Bia. Ligarei para a minha mãe a fim de buscar minhas roupas.
— Sim! — Respondeu com brilho nos olhos.
— Nem esconde a alegria, né? Cachorro.
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