Johnny... O bom detetive
43 Parte 04: Predestinados // Capítulo 14: Companheiros de vida
As pessoas ao redor aplaudiram a declaração, outras tiravam fotos ou filmavam pelos celulares e algumas gritaram para se beijarem.
— Esposa? — Indagou Lucas, ruborizado.
— Ehhh? Muahauahuahau. Eu não quis dizer isso... não dessa maneira vergonhosa. O que eu quis dizer é para que seja meu parceiro, meu companheiro de vida.
— Você é casado, chefe. Como posso ter um relacionamento?
Johnny chutou a perna do moreno.
— Isso doeu.
— É pra doer mesmo. Isso foi por ter concordado com aquele velho. Pensavam que eu concordaria com uma merda daquela? Além disso, descobri que a Bia é uma adúltera.
— Quê?!
— Agora você venha, senão eu te arrasto à força até em casa.
— Minhas bagagens.
Lucas sentiu o seu coração bater mais forte ao ver Johnny puxá-lo pelo braço. Os papéis ali fora invertidos pois o ômega tomou a completa iniciativa.
Pediram um táxi para colocar as bagagens. Pagaram o taxista e deram o endereço.
— Sobe na moto.
— Hã? Não vamos de táxi?
— Que mané taxi! De moto é melhor e mais rápido. Venha, minha princesa de 1,95 de altura.
O moreno sorriu, colocou o capacete e sentou atrás. Abraçou o detetive. Aquele momento era o melhor da sua vida.
— Tem certeza?
— Sobre o quê?
— Que se apaixonou por mim? Olha pra mim. Não sou um ômega pequeno e fofo, sou musculoso e nada submisso. Não tenho cabeça para ser afeminado só porque eu me declarei para um alfa. Entende a situação?
— Sim, chefe. Não estou contigo porque é um ômega, sim porque é você. Se escolher parceiro envolvesse o requisito de ser fofo e delgado, preferiria escolher uma mulher. Você é meu primeiro amor, meu crush da escola e meu chefe. O que mais posso dizer? E não se preocupe com a questão da submissão. Se quiser, posso ser a dona do lar da relação.
— Todo cachorrinho. Segura.
Partiram na moto.
...
O porteiro escutou uma buzina. Abriu o portão para deixar os dois entrarem com o veículo. Johnny pediu para por a moto dentro.
— Se a síndica descobre, ficarei com problemas, seu Lucas.
— Falarei com ela. Tenho o número dela.
— Guardou o número da síndica? — Perguntou Johnny.
— Claro. Às vezes eu flerto com uma mulher com mais de 70 anos que mais parece uma vovozinha. Meu motivo? Conseguir os bolinhos que ela faz. Ou você acha que só na minha vida eu me interesso por sexo, ciumento?
A síndica permitiu a moto ficar, táxi chegou com as bolsas, era hora de voltar para o apartamento. Lucas abriu a porta, entrando em seguida.
— Sério mesmo que você voltaria para Cuiabá?
— Talvez eu passasse um tempo e depois voltasse. Não tava convicto de me separar tão abruptamente. Fica à vontade.
— Até porque eu iria até lá te buscar à força. Já falei para não ir na onda daquele velho.
O moreno foi para o quarto a fim de colocar as bolsas enquanto Johnny descansava no sofá. Exausto, o dia foi bastante puxado e estressante.
— Tem cerveja?
— Tenho. Duas latas. A conta certa. — Lucas entregou uma e sentou ao lado.
— Você não sabe na merda que foi hoje. Quando acordei na casa dos meus pais, fiquei louco. Ficar nos mesmos metros quadrados que o meu pai é a pior coisa do mundo.
— Ele me ameaçou. Fui preso por culpa dele. Acredite.
— Eu acredito. Minha mãe me contou tudo. Sabe por que você entrou no cio? Foi a Bia quem te drogou.
— Já sabia. Ela me visitou na delegacia e contou-me tudo.
— Cadela. Ela me traía por anos. Poderia ser um marido orgulhoso e vingativo, mas achei a melhor coisa da minha vida. — Retirou a aliança e a jogou pela janela. — Esse casamento sempre foi uma farsa e eu alimentei essa farsa por muito tempo. Fui um covarde por reprimir os meus sentimentos.
— Não foi a sua culpa, chefe. Seu pai era o grande manipulador — Lucas se aproximou por trás e viu a nuca do ômega. — Pelo visto você é mais forte do que aparenta ser.
O rosto de Johnny corou violentamente quando sentiu a respiração do outro na sua nuca. Logo sentiu um beijo em seu pescoço.
— Eu sou o melhor detetive. Ter autocontrole é meu segundo nome.
Lucas envolveu seu braço esquerdo na cintura de Johnny, cheirando o pescoço dele e sentindo o doce aroma de frutas. Aquilo foi suficiente para causar uma ereção nos dois.
— Posso avançar um pouco mais a nossa relação? — Mordeu a orelha do menor.
— Sim. — Virou-se e ficou de frente ao moreno.
Ambos se beijaram. Johnny empurrou Lucas até o sofá, ajoelhou-se e colcou a mão no pênis do alfa ainda sobre a calça.
— Chefe?
— Eu passei o dia lembrando o que tivemos naquele banheiro imundo. Meu corpo não parava de reacionar. Preciso disso — abriu o zíper, retirando o membro semiduro do alfa. Assustou-se como um pênis grande entrou em seu corpo. Preparou-se para por na boca.
— Espera, chefe.
— Não gosta?
— Claro que gosto, mas... Pffff Hahahahaha. Olhando para você nessa posição eu sinto pena de deixá-lo fazer oral. É a sua primeira vez tendo um sexo consciente com outro homem, por isso quero que seja uma noite especial.
Lucas segurou Johnny, colocou-o sentado sobre as suas pernas e de frente para si. Deu um beijo no rosto, um beijo no queixo, na testa, descendo para o pescoço. À medida que o alfa dava os beijos, Johnny ficava ainda mais com tesão.
— Vamos devagar. Não estamos no cio, portanto vamos aproveitar cada minuto.
— Sim.
Em seguida o moreno deu um beijo na boca do seu companheiro. Suas línguas fizeram contato.
— Melhor irmos para o quarto.
— Espera, Lucas. Preciso tomar banho.
— Não precisa. Aposto que aí em baixo já está úmido. — Carregou Johnny no braço até soltá-lo na cama.
Entre beijos e chupões, Johnny gemeu baixinho. Para ele foi extremamente vergonhoso.
— Tira a mão do rosto.
— Não. Vou morrer de vergonha.
Lucas o obrigou a olhá-lo.
— É desrespeitoso o marido não olhar para a sua esposa na hora do sexo. — O moreno retirou a camiseta, expondo seu tórax musculoso.
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