Johnny... O bom detetive
25 Parte 03: Investigação // Capítulo 19: Febre
Rodrigo saiu do banheiro com um roupão e viu o seu namorado ler um livro. Fechou o objeto na cara do outro, pedindo total atenção para si. O alemão jurou que penalizaria o rapaz por aquela atitude sem educação. Passou a mão sobre as suas coxas, subindo até a virilha. O beta soltou um pequeno gemido que fez o loiro sorrir. Logo os dois se beijaram e aproveitaram o tempo a sós para fazerem amor.
O alfa dominou o seu parceiro, beijando-lhe cada canto do seu corpo franzino e delicado. Os beijos, antes na barriga, subiram até os peitos e viraram chupões naqueles rosados bicos. Foster amava ser chupado naquela região, haja vista era demasiada sensível. Logo o alemão mordiscava, dando ainda mais prazer ao parceiro.
— Tira logo essa roupa. Não aguento mais essas preliminares. — Falou Rodrigo impaciente.
Em pouco tempo a dupla fez sexo. Aproveitaram que os detetives passaram o dia fora.
— Eu te amo, Fred.
— Eu também.
Enquanto isso, os detetives dispensaram o serviço da dona Selma e utilizaram um táxi. Voltaram a subir a serra e chegaram no hotel mais de nove da noite. O taxista deu uma boa noite e saiu.
— Lucas, o que foi? Desde que saímos da minha casa você age estranho.
— Só um pouco de febre. Vou tomar um banho para passar logo.
— Se quiser ir dormir...
— Não. Vou contigo. Sério, não é nada. Uma boa ducha vai passar logo.
Johnny respirou fundo e preparou-se para enfrentar Rodrigo e Fredderick. Bateu na porta tão pronto quando chegou.
— Já vai. Quem será?
Rodrigo abriu a porta, viu Johnny à frente dele. Sem nenhuma cerimônia o detetive passou de uma vez para dentro do quarto.
— Senhor Johnny? Pensei que não nos veríamos hoje. Como foi a expedição na fábrica?
— Ótima. Inclusive eu tive até uma boa surpresa. Conversei com uma pessoa que foi imprescindível para eu descobrir algo importante e que deu uma reviravolta nessa investigação.
— Mas que ótimo. Agora estamos mais perto em provar a inocência do Henkel.
— Pode parar com esse fingimento, Rodrigo. Você achou mesmo que eu seria ingênuo de não descobrir toda a verdade?
— Que verdade?
— Que esse homem na minha frente não é Germaine Henkel, e sim Fredderick Von der Kramer.
O alemão se levantou imediatamente assustado. Rodrigo também ficou aturdido.
— Filho de Greggory Von der Kramer, magnata alemão envolvido com a máfia. Usou a identidade de um empregado para fugir da Alemanha e se refugiar nos Estados Unidos. Aqui está todo o dossiê que eu consegui a respeito da vida desse homem. Vão continuar com esse fingimento? Porque eu odeio ser feito de idiota numa investigação.
O jovem Foster pegou a pasta e os papéis com as informações sobre o seu amado.
— Tudo isso tem uma explicação, detetive. — Falou Fred.
— Você fala português fluentemente! Quantas coisas me ocultaram? — Johnny pegou uma cadeira e se sentou. — Vamos. Quero a verdade agora.
— A verdade é que tudo isso foi para me proteger do meu pai. Eu resolvi fugir de casa porque senti que o meu lugar não era aquele.
— A que ponto nós chegamos. Deviam ter dito a verdade desde o começo. Agora não sei se confio em vocês.
Rodrigo segurou nas mãos do detetive e pediu que escutasse toda a história dele e de Fred.
No seu quarto, Lucas ainda sentiu a misteriosa febre. Não imaginou ser o seu ciclo de calor pois não era a data certa para isso. Pensou ser apenas uma febre comum. Despiu-se, entrou no chuveiro e foi tomar um banho.
Não ficou tranquilo pois o seu pênis endurecia só na possibilidade de pensar no beijo que deu em Johnny. Masturbou-se até o fim, e ver que a sua mão ficou quente e pegajosa.
— Eu sou o pior.
...
Sozinha, no seu duplex enorme, com as luzes apagadas, Bia não se convenceu das palavras de Lucas sobre a sua amizade com Johnny. Nunca confiou plenamente nele. Sempre tolerou a sua presença por ser amigo do marido e por trabalhar na firma de detetives. Ficou na sacada, observando as luzes da cidade enquanto o vento batia em seu corpo.
Pensou no que Hugo falara mais cedo sobre pedir a Johnny que fosse falar com ele. Não, ela não esqueceu de dizer ao cônjuge. Tudo na sua cabeça era programado para semear a semente da discórdia e livrar-se do seu rival de uma vez por todas.
Caminhou para dentro da sala ainda de roupão. Pegou o celular sobre a mesinha de centro e ligou para o sogro.
— Alô, senhor Hugo?
— Não esperei que me ligasse ainda hoje. O que quer?
— Eu decidi tomar a liberdade para falar com o meu marido por celular acerca da nossa conversa mais cedo. Algum problema?
— Nenhum problema. Pessoalmente ou por ligação o recado precisava ser dado. Mas sinto sua voz embargada. Sucedeu algo?
— É que... é que quem atendeu ao celular do Johnny foi o Lucas. Não consigo nem ouvir a voz do meu marido com esse homem por perto.
— Como assim o Lucas? Aquele Lucas que só vive grudado nele?
— Sim...
— Porque o Johnny dá tanta liberdade para esse homem? A não ser que... Não. Não pode ser o que estou pensando.
— Acho que esse Lucas está seduzindo o meu marido e se acha no direito de ficar com as coisas dele.
— Tomarei as minhas providências. Obrigado por me dizer, minha querida. — Desligou.
Sentada, bebendo um bom vinho tinto, ela se manteve calma como sempre.
...
— Fred de fato trabalhou como diretor na fábrica.
— E por que mentiram essa parte?
— Lamento, senhor Johnny. Você já foi policial, eu tive as minhas dúvidas em confiar em ti. A parte que eu contei sobre papai querer me forçar a namorar uma garota era verdade. Eu já havia me apaixonado por Fred há mais de um ano.
— Ele estava na fábrica quando o seu pai morreu.
— Eu também estava quando isso ocorreu.
Realmente Johnny ficou por fora de muita coisa omitida por Rodrigo e Fred. O detetive pediu que os dois fossem o mais claros possível.
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