Johnny... O bom detetive

14 Parte 03: Investigação // Capítulo 08: Cio do alfa


Um verdadeiro banho de feromônios. Lucas sabia que era muito perigoso continuar ali e tentou se levantar. No entanto, seu rosto não parava de arder e seu pênis a aumentar.

Johnny, apenas de toalha, exibia o seu corpo sarado, deixando o moreno com tesão. Os olhos azuis com as pupilas dilatadas, os cabelos molhados escorrendo pela testa e o corpo encharcado. A cena era demasiada lasciva.

— Desculpa, Lucas. Eu não consigo me controlar. Meu corpo está quente, meu traseiro não para de vazar e contrair. Eu nunca transei com um homem, mas, por favor, ajude-me.

O moreno viu o chefe se ajoelhar e tentar desabotoar a sua calça. Desajeitado, Johnny conseguiu chegar na cueca, mas foi impedido. Lucas o puxou e ficou por cima. Sua consciência esvaía e a vontade de transar só aumentava. Porém, um pequeno lapso de racionalidade fez com que ele puxasse Johnny pelo braço a fim de levá-lo para dentro do banheiro. Fechou a porta sanfona enquanto Zawaski tentava abrir do lado de dentro.

— Rodrigo... RODRIGO!!!

Foster escutou o grito de Lucas e foi verificar. A porta estava trancada, mas deu para ouvir os gritos dele.

— Já te falei, Leandro. Não quero que ande por aqui enquanto os detetives estiverem hospedados.

— Acha mesmo que vou te deixar solto por aí com esses alfas zanzando pelo hotel? Você sabe que eu me preocupo contigo, Francisco.

A porta do escritório foi aberta por Rodrigo. Pediu para Francico levar uma chave mestra e abrir o quarto de Johnny.

— Vá embora agora. Preciso trabalhar.

— Espere — Leandro segurou-lhe pelo braço. — Me liga.

Lulia chegou na porta do quarto e destrancou. Os feromônios saíram imediatamente.

— Henkel, se afasta! Porra, quanto feromônio — disse Rodrigo. O alemão se afastou dali.

Os dois viram Lucas suando, tremendo e com falta de ar. Estava quase desmaiando de tanto respirar os feromônios do ômega. Rodrigo perguntou, o moreno respondeu sobre o ocorrido. Tiraram ele da porta, levaram para fora até chegarem no restaurante. A distância dos quartos para o restaurante era de alguns passos. Conseguiram sentar o rapaz ali.

— A-acho que estou ficando no cio... Não consigo respirar direito.

— Que merda é essa? — Rodrigo perguntou ainda sem entender.

— Não pode ser. Você... — Lulia apontou para Henkel. — segura ele. Ele está entrando não apenas no cio, mas em o que chamamos de RUT. É o cio dos alfas dominantes. Não posso ficar perto dele também.

Os olhos de Lucas ficaram amarelos e as pupilas na vertical como de um gato. Tentou entrar à força no quarto, mas o alemão segurava-lhe por trás.

— Ele... muito forte...

Francisco pediu a alguns hóspedes alfas que barrassem Lucas de entrar no quarto. Uma confusão generalizada deu início. Lulia pediu que todos os alfas e ômegas saíssem de perto.

— DEIXA EU ENTRAR! SOLTA!!!

Rodrigo pôs um lenço no rosto e abriu a porta do banheiro. Johnny estava sentado no chão, cheio de secreção escorrendo e com o rosto bastante lascivo. Tentou agarrar o rapaz, mas Francisco chegou com um supressor injetável e aplicou em sua coxa direita.

— Seu Chico. Cuidado com a sua barriga.

— Tudo bem, senhor Foster. Em pouco tempo ele vai acalmar. Espero que o outro se acalme também pois não tenho supressor para alfas.

Depois que Johnny se acalmou, Lulia vestiu-lhe com uma bermuda e uma camiseta. Levou-o para fora do quarto a fim de deixá-lo em seus aposentos pessoais. Quando Lucas viu Johnny passar, tentou a todo custo alcançá-lo para acasalar.

— ELE É MEU!!! É MEU ÔMEGA. SOLTA, FILHO DA PUTA!!!

— Que teu ômega o quê? Ele não é casado? Se liga, senhor Lucas — repreendeu Rodrigo.

Henkel e outro hóspede não deixaram o moreno passar para o lado do restaurante. Enquanto isso, Lulia levava Johnny com o auxílio de alguns ômegas.

O segurança pegou uma arma de choque e eletrocutou Lucas na nuca, fazendo-o cair na hora no chão.

...

Rapidamente Johnny acordou depois de dormir a noite toda. Confuso e zonzo, tentou se levantar, mas foi impedido por Rodrigo. O beta pediu educadamente que ele voltasse para a cama.

— Quero morrer. Quero me enfiar no centro do mundo e não sair mais. Que horas são?

— Quatro da tarde. Você dormiu quase um dia inteiro. Parece que você entrou num cio antecipadamente, não é mesmo?

— Se vergonha matasse. E aqui...

Rodrigo se levantou, foi ao frigobar e pegou uma garrafa de água. Deu para o ômega beber.

— Aqui é o quarto do Francisco. Ele preferiu trazê-lo até aqui e mantê-lo distante do seu amigo até o cio dele passar. Foi difícil, mas conseguimos.

— O que houve com ele?

— Depois de entrar no cio, ele deu um trabalho desgraçado. Tentava te agarrar, mas Henkel e outros seguravam ele. O segurança o apagou com choque. Uma hora depois ele acordou ainda no cio, mas foi tempo suficiente paras eu ligar para o médico da minha família e pedir um supressor injetável para alfas dominantes. Depois que o médico veio e aplicou, ele foi dormir.

Para Johnny, aquela foi a pior noite possível. Nunca havia sentido tanta vontade de transar.

— O médico te examinou também. Ele disse que relações onde não há ato consumado de sexo pode levar a quadros ansiosos de ômegas e alfas. Há quanto tempo você não faz sexo?

— Meses. Eu sinceramente não quero falar sobre isso. Preciso de um banho.

Por volta das cinco, o detetive saiu do quarto com a mesma roupa e com os cabelos despenteados. Foi para a área externa fumar.

— Chefe?

Ele viu Lucas com a bagagem pronta.

— Vai aonde?

— O que eu fiz ontem foi imperdoável. Se quiser me demitir vai ficar no seu direito.

— O que você está falando, Lucas? Não foi culpa sua. Se alguém começou tudo isso, fui eu. Mesmo assim foi o nosso cio que nos impediu termos controle da situação. Portanto, guarde as suas coisas.

— Sim!

— Muito obediente.

Depois disso, os dois caminharam perto do hotel. Aproveitaram uma trilha em meio à natureza.

— Posso fazer uma pergunta?

— Chefe? Pode sim.

Johnny parou e virou-se para Lucas.

— Você me ama?