John and Dave's sex tape
2 John ainda é um babaca e Dave derrama o leite
Notas iniciais
Dave havia dormido na casa de John, e como sempre acontecia quando Dave dormia na casa de John, Dave chamara o nome de John a noite toda. Não muito alto, pois corriam sempre o risco do pai do moreno acordar; mas ainda assim era divertido, e era bom, e eles dormiam tarde sem se importar muito em colocar as roupas. John sempre acabava vestindo as boxers do Strider, e este começava a pensar que não era mais por acidente. Mas não tinha muito problema, além do loiro ter que usar as cuecas de Ghost Busters do namorado. Ossos do ofício.
Mas a (detestável) manhã havia chegado, e o pai de John os tirara da cama, e o único ponto bom em tudo isso era que tinha panqueca e ovo mexido para o café da manhã. Nada melhor, depois de uma noite como a que os meninos tiveram.
Os três comiam silenciosamente à mesa. O único som vinha dos talheres, e do relógio na parede da cozinha; tic toc tic toc tic toc...
Mas Dave mal conseguia concentrar-se em sua comida ou no som repetitivo do relógio, o que talvez o distraísse do pé descalço de John acariciando sua ereção sobre a calça, mas não, provavelmente todo o sangue que deveria circular em seu cérebro fora para o pequeno filho da puta entre suas pernas, e agora ele não conseguia pensar em nada além disso.
John começara. Ele não estava tão duro antes, só um pouquinho excitado pelo fato do namorado estar sem calças e usando justamente suas boxers, mas Egbert devia estar carente até o osso, fazendo Dave quase cair da cadeira ao alcança-lo com o pé e pressioná-lo em sua coxa.
Não lhe dirigia um sorrisinho. Nem sequer olhava para ele. Apenas movia-se debaixo da mesa, longe dos olhos de seu pai, mas tão perigosamente perto que Dave morria por dentro, tentando fingir que seu rosto não estava queimando e que toda aquela adrenalina não estava o deixando casa vez mais necessitado.
Ele agarrava o assento disfarçadamente, comprimindo os lábios, e pensou duas ou três vezes em pegar o garfo e comer como se nada estivesse acontecendo, mas:
a) Ele provavelmente derrubaria o talher; e
b) Tinha certeza de que, se abrisse a boca, ia acabar soltando um gemido muito vergonhoso e nada apropriado para um café-da-manhã com o sogro.
Então, tentou se concentrar apenas em John, cortando sua panqueca com mel, espetando-a com garfo e colocando-a na boca, e o mel escapando e escorrendo pelo canto de seus lábios...merda...
John pressionou entre suas pernas com mais força, roçando a palma do pé intensamente em seu volume, para cima e para baixo em um ritmo constante, então bruscamente espalhando os dedos e aumentando a velocidade das provocações.
Dave perdeu o controle de si mesmo. Bateu a cabeça com força na mesa, desistindo da vida, derrubando seu copo de leite (graças a Deus era de plástico) e forçando John a levantar-se, pegando um pano para limpar o desastre.
–Opa! –fez John, rapidamente erguendo-se antes que seu pai pudesse fazê-lo. Seria bem ruim se o sr. Egbert tivesse de se abaixar ao lado de Dave agora.
Enquanto isso, o dito encarava o rapaz loiro com confusão, e ao mesmo tempo alarmado, como se estivesse preocupado com sua saúde mental.
E após limpar a bagunça, com um sorriso claramente matreiro, John perguntou, olhando de baixo para o namorado:
–Tudo bem, Dave? Precisa ir se deitar?
Dave o encarou com uma cara de “Você tá fodidamente brincando comigo?”, o que era óbvio que John estava. Ele queria ver Dave embaraçar-se na frente de seu pai, não queria? Pois o Strider tinha seu orgulho, e não daria aquele gostinho a John.
–Nah –disse, ajeitando-se na cadeira- Eu ‘tô bem, valeu.
O olhou com desafio, embora John não pudesse ver seus olhos. Mas podia ver seu sorriso.
Após uma breve desorientação, o Egbert mandou-lhe um sorriso, aceitando a escolha do outro, e colocou o pano molhado na pia antes de voltar para a mesa.
–Você quem sabe –disse.
O pai do moreno tossiu, abanou o jornal e voltou a ler, intercalando a leitura com goles de café. E, não para a surpresa de Dave, assim que se instalou na mesa, John voltou a provoca-lo com o pé. Roçava-o contra as calças do namorado, que estavam prestes a estourar, e agora sim, mandava vez ou outra olhares safados, como se o instigasse a pagar o maior mico de sua vida, gemendo alto na frente do sr. Egbert.
Mas Dave não faria isso. Se recusava a perder.
...no entanto, estava ameaçadoramente próximo de alcançar o ápice, e se o fizesse, teria sair da mesa de qualquer jeito.
Mas era isso ou ficar com aquela ereção doendo para o resto do dia, e ele preferia morrer à se submeter a essa situação desconfortável.
Ele apoiou um cotovelo violentamente na mesa e usou a mão para cobrir a boca, fingindo uma posição desinteressada. Mas tinha as sobrancelhas retorcidas para baixo, e estremecia os ombros de vez em quando. John o encarou quando começou a respirar mais forte.
E foi com um “Mmnhff!”, abafado – graças a Deus – por sua mão sobre a boca, que Dave finalmente sentiu a roupa íntima ficar molhada e grudenta contra sua pele, e as orelhas queimavam mais do que nunca.
John também sentiu. Sorriu, quase bobo, enquanto tirava o pé de contato com Dave, e o loiro podia quase ver o índice de gracejo do moreno subir uns 500%. Maldito.
–Bom –disse o moreno, se levantando- Eu já terminei. Posso subir, pai? –olhou para o guardião, que respondeu com um menear breve da cabeça e um “humm”. Não parecia estar prestando muita atenção- Você ainda não terminou seus ovos mexidos...Dave. –fitou o namorado, frisando seu nome num tom brincalhão.
Fodido piadista.
–É, eu de repente perdi a fome –disse, tentando se levantar sem deixar os joelhos falharem- Mas eu diria que você não tomou todo seu copo de leite, John.
O encarava com uma certa irritação contida. O namorado retorceu os cantos dos lábios para cima com ainda mais graça.
–Não, não...eu tomei tudinho. –disse. Dave o xingou tanto mentalmente que provavelmente ganharia um tapa na boca da parte do irmão, se proferisse tudo aquilo que pensou.
–Então sobe, que eu vou atrás.
Provocava de volta. John fez um som esquisito pelo nariz, como se prendesse o riso, e tirou seu prato da mesa, dando a volta na mesma para pegar também os restos que Dave deixara. Se encararam mais de perto, o olhar revoltado de Dave se tornando mais intenso em sua direção. Egbert não disse nada, mas colocou o prato na pia, e avisando o pai que estava indo para o quarto, fez sinal para que Dave o seguisse.
Um sensual chamado com o dedo indicador, enquanto mordia o lábio, em pé no primeiro degrau da escada. Dave seria idiota se não o seguisse.
E idiota era a última coisa que o Strider era.

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