Stefan


Passei meses observando os passos de Elena e de Rebekah de longe. Era impressionante como as duas nunca ficavam sozinhas, tinha sempre alguém ao redor delas e isso me impediu de as pegar. Então uma festa da empresa foi anunciada e vi ali o momento ideal para colocar as minhas mãos nelas.
Cheguei cedo no salão da festa e escondi-me em um canto para não ser notado antes do tempo. Vi quando Rebekah entrou na festa com o maldito namorado e por mais ciúmes que estivesse ainda sorri pois ela estava linda. Maravilhosa. Observei-a por um bom tempo e só desviei os meus olhos dela quando o meu outro alvo chegou na festa, Elena.
Percebi que Elena estava a ir na direção do banheiro, mas que sempre era parada pelo caminho por algum convidado e então puxei o celular descartável que havia comprado algumas horas atrás e mandei uma mensagem a Rebekah. Enviei para ela várias fotos dela que havia tirado nos últimos dias.
Como não podia pegar as duas sozinho precisei pedir ajuda. Fiz sinal para a pessoa que me iria ajudar e juntos fomos em direção ao banheiro feminino. Escondemo-nos atrás de um pilar e quando as duas saíram colocamos um pano com clorofórmio no rosto delas e não demorou para as duas desmaiarem.
— Precisamos de as tirar daqui agora. — disse pegando Bekah no colo. — Me espere aqui.
Felizmente o banheiro ficava escondido e ninguém passava por ali. Caminhei com Bekah ao colo por um dos corredores e deixei-a em uma sala indo depois buscar Elena e o meu cúmplice.
Quando estávamos todos na sala olhei para Tanya e sorri.
Sim minha cúmplice era ela.
A loira tinha um ódio de estimação por Elena e não hesitou em me ajudar quando entrei em contacto e disse que me livraria dela.
— E agora?— perguntou ela me olhando com espectativa
— Agora esperamos. Elas devem estar a acordar.
— E se alguém aparecer aqui?— perguntou preocupada
— Este prédio é enorme e até saberem em qual sala nos estamos já o meu plano terá terminado.
— Ótimo. Você pretende matar as duas?— neguei enquanto tocava o rosto de Bekah com delicadeza
— Apenas me livrarei de Elena. Ela quem ferrou comigo e com todos os meus planos.
— E a loirinha?
— Bekah ficará comigo. Houve um tempo em que ela me amou e sei que se ficar ao meu lado esse sentimento vai aparecer novamente. Farei dela a minha mulher e juntos esqueceremos Elena e os seus amigos.
— Se você o diz... — disse ela dando de ombros


Autora


Damon e Matt acionaram a segurança e depressa as portas do salão foram fechadas e começaram a fazer uma varredura por todo o prédio. Eles contaram aos amigos o sucedido e todos ficaram preocupados.
— Melhor terminar com essa festa. — disse Kath
— Stefan pode aproveitar a confusão para sair.— disse Matt — Melhor deixar tudo correr conforme o planeado.
— E se eles já tiverem saído?— perguntou Klaus
— Não quero nem pensar nessa hipótese.— disse Damon — Vou ajudar os seguranças a procurar por eles.
— Vou junto.— disse Matt
Edward queria acompanhar os dois, mas não podia deixar a esposa naquele momento. Bella havia ficado muito preocupada com as meninas e sentido uma pequena cólica. Ele estava com medo de que algo acontecesse com a esposa e filho.
— Melhor você levar Bella daqui.— disse Elijah
— Eu não posso ir embora sem saber que Elena está bem.— disse Bella com a mão na sua proeminente barriga
— Você não pode passar nervoso, baby.— disse Edward — Assim como você também estou preocupado, mas Ana não iria querer que colocássemos o nosso filho em risco.
— Prometam nos manter informados de tudo.— pediu Bella com os olhos marejados
— Fique tranquila.— disse Kath
Edward e Bella saíram da festa sem ser percebidos, ou assim pensaram. Em uma janela do prédio Tanya via os dois irem em direção ao carro e ao ver todo o cuidado de Edward com a esposa ficava com mais raiva.
— Devia ter me livrado dela no passado.— sussurrou
— O que tanto você olha?— perguntou Stefan aproximando-se dela — Edward é claro. Esqueça-o.
— Nunca. — disse Tanya— Tudo que fiz e faço é por ele.
— Você quem sabe, mas tenho que dizer que duvido que um dia ele olhe para você.
Os dois escutaram alguns murmúrios e olharam na direção deles vendo que Rebekah e Elena despertavam. As duas estavam sentadas no chão e completamente amarradas. A última coisa que ambas lembravam era de saírem do banheiro e então tudo era escuro.
— Finalmente acordaram. — Elena e Bekah reconheceram de imediato aquela voz e olharam na sua direção.
— Stefan.— disse Bekah assustada
— Tanya. — disse Elena — O que vocês fizeram?— os dois riram
— Por enquanto nada, mas vamos fazer.— disse Stefan se ajoelhando em frente a ela — Seu tempo acaba aqui, Elena. — disse ele com um brilho no olhar
— Não faça nada do que se possa arrepender, Stefan.— disse Bekah já com lágrimas a cair pelo rosto e então ele a olhou e sorriu
— Posso assegurar que lidarei muito bem com o que pretendo fazer.— ele tocou no rosto de Bekah que se encolheu — Você costumava amar o meu toque.
— Isso foi antes dela conhecer um homem de verdade.— disse Elena e Stefan deferiu um tapa no rosto dela
— Cala a boca.— rosnou ele — Se não fosse por você nós ainda estaríamos juntos.
— Bla bla bla.— disse Elena — Se fosse mesmo amor o que ela sentia por você nada a faria se afastar. Você perdeu.
— Não, você perdeu, Elena. — ele levantou e foi até Tanya que lhe estendeu um pequeno punhal — Olhe onde e como você está e depois olhe para mim. Eu ganhei.
— Stefan...— chamou Bekah ao vê-lo ir na direção de Elena com o punhal — Não faça isso.
— Ela precisa pagar, querida. — disse ele — Quais as suas últimas palavras, Elena?— perguntou ele olhando nos olhos da morena
— Vai para o inferno.
Stefan sorriu e logo depois espetou o punhal na barriga de Elena e Bekah gritou. Gritou o mais alto que pode não acreditando no que o ex tinha feito.
Damon e Matt que ajudavam os seguranças na varredura do prédio escutaram o grito dela e assustados correram até a sala de onde vinha o som. Os seguranças arrombaram a porta e o mundo de Damon ruiu ao ver Stefan ainda com a mão no punhal... Punhal que estava espetado na barriga de Elena.
— Não...— disse ele chamando a atenção.
Stefan de imediato puxou o punhal da barriga de Elena e colocou-o no pescoço de Bekah.
— Se derem mais um passo ela morre. — ameaçou
— Você vai pagar por isso. — disse Damon — Chamem uma ambulância.— pediu a um dos seguranças que prontamente o fez
— Alguma vez imaginou este cenário Salvatore? Você aí na porta vendo a vida de Elena se extinguir aos poucos?— ele sorriu
— Stefan nos deixe ajudar Elena.
— O que você me diz Tanya?— perguntou Stefan e só então Damon e Matt notaram a presença da loira naquela sala
— Você?— disse Damon — Foi você quem o ajudou em tudo?
— Culpada.— respondeu se aproximando — A sua namorada sempre foi uma pedra no meu sapato e eu tenho por hábito chutar todas elas.
— Maldita. — Damon queria ir para cima dela, mas José fez um pequeno corte no pescoço de Bekah e isso o fez parar.
— E você não tem nada a dizer, Matt?— perguntou Stefan cuspindo o nome do rival — Achou que poderia roubar a minha mulher e que tudo ficaria por isso mesmo?
Matt com cuidado levou uma das mãos até as costas e tirou de lá o revolver que sempre carregava consigo. Com cuidado para não ser notado carregou a arma e então disse
— Aproveite o inferno, filho da puta.
Ele apontou a arma a Stefan e disparou acertando na cabeça dele. Bekah e Tanya gritaram e então o corpo de Stefan caiu para trás sem vida. Os seguranças entraram na sala e prenderam Tanya enquanto que Damon correu até Elena que estava desacordada. Matt foi até Bekah que o abraçou a chorar.
— Me perdoe por só ter chegado agora.— disse ele no seu ouvido
— Elena...— disse ela
— A ambulância chegou.— anunciou um dos seguranças e depressa os paramédicos chegaram ao local e começaram a cuidar da morena.
No andar de baixo depois do tiro ser escutado a festa cessou. Kath conseguiu soltar-se de Klaus e correu na direção do disparo. Ao chegar na sala e ver a irmã ser transportada desacordada numa maca pelos paramédicos ficou sem forças e caiu no chão. Klaus surgiu pouco tempo depois e abraçou-a garantindo que tudo ficaria bem.
Grayson ao ser informado do sucedido foi direto para o hospital. Quando viu as roupas de Damon manchadas de sangue, sangue que sabia pertencer a sua filha sentiu as forças o abandonarem e só não se deixou ir ao chão porque viu Kath encolhida em uma das cadeiras. Ele aproximou-se da filha mais velha e sem dizer nada abraçou-a.
— Shhh... Vai ficar tudo bem. — disse ele com a voz embargada e Kath ao reconhecer a voz é que se deu conta que estava abraçada ao pai.
— O sangue era muito.— disse ela
— Elena é forte. — disse ele — Logo ela vai estar bem.
— Promete?
— Prometo.— disse ele com a voz firme e ela acreditou nele e se deixou abraçar mais uma vez.
Miranda chegou no hospital algum tempo depois com Jer e ambos ficaram surpresos por ver pai e filha abraçados e sem discutir.
Damon não conseguia sossegar e por isso andava de um lado para o outro na sala de espera.
— Você precisa trocar de roupa, mano.— disse Kol ao irmão
— Não vou sair daqui.
— Imaginei por isso trouxe para você.— estendeu um saco com roupas — Elena não vai gostar de acordar e ver você sujo de sangue.
— Ela vai ficar bem, não é?— perguntou Damon e o irmão sorriu
— Sempre. — os dois se abraçaram