Tanya


Stefan morreu e nem sequer foi capaz de terminar o que havia começado.
Os policiais me levaram algemada para a delegacia e me jogaram em uma cela imunda como se eu fosse uma qualquer. Eu tinha um diploma era suposto que me tratassem de uma outra forma, mas não eles me tratavam como uma reles criminosa.
Agarrei com força as grades da maldita cela e xinguei em pensamento Stefan de todos os nomes. Quando aceitei ajuda-lo nunca pensei terminar aqui.
— Carne fresca no pedaço.— escutei uma voz dizer e então olhei para a minha colega de cela
Era uma mulherzinha vulgar que me olhava de forma estranha e senti um arrepio subir pelo meu corpo.
— O que você fez para estar aqui, madame?— perguntou ela ainda me analisando minuciosamente
— Isso não é da sua conta. — respondi e ela riu
— Tudo aqui é da minha conta.— disse ela se aproximando — Esta cela aqui é minha. Eu sou a rainha o que te torna minha súbdita.
Gargalhei na cara dela.
Rainha? Uma imunda como ela?
Depressa ela se jogou sobre mim e puxou os meus cabelos com força.
— Você vai aprender o seu lugar aqui. — disse ela com um sorriso — Ajoelha. — mandou
— O quê?
— Mandei ajoelhar. — ao ver que eu não o fazia a maldita me deu um soco no estômago e depois puxou ainda mais o meu cabelo. — Vai demorar?
Uma outra presa se aproximou. Eu nem havia dado conta que ela também estava naquela cela. Era uma mulher medonha que estava com um sorriso no rosto e com as mãos em punho. Eu havia perdido por isso ajoelhei.
— Agora beije os meus sapatos. — olhei horrorizada — Faça.— cuspiu e acabei por obedecer — É bom que aprenda desde cedo que quem manda aqui sou eu.
Por enquanto, pensei.
Eu não ficaria nesta cela por muito tempo. Tinha contactos e ao fim ao cabo não tinha feito nada a não ser ajudar José a levar aquelas idiotas para uma sala. Com um bom advogado poderia até dizer que foi coagida a fazer isso.


Damon


Era desesperante estar aqui nesta sala de espera do hospital sem saber notícias da minha Elena. Sempre que fechava os meus olhos via-a caída no chão cheia de sangue e sentia um aperto forte no meu peito.
Elena era a minha vida e não a podia perder. Ela era a minha metade e apesar de não estarmos a muito tempo juntos sabia que era para sempre.
— No que tanto você pensa, mano?— perguntou Kol sentando ao meu lado
— Como foi idiota em ter resistido ao que sentia por Elena. Se não fosse pela minha teimosia estaríamos juntos a muito mais tempo.
— Vocês tem ainda um longo tempo juntos.
— Pode passar o tempo que for que nunca me parece ser suficiente. — sorri — Elena é a minha metade e sempre quero estar com ela. Ao lado dela amando-a e protegendo-a. — Olhei para o teto — Eu falhei com ela.
— Não diga asneiras, Damon. — disse meu irmão — Stefan atacaria em algum momento, com você ao lado de Elena ou não.
— Esta situação me fez perceber uma coisa. — Kol me olhou — Estou próximo para o próximo passo.
— O quê?— perguntou ele com um enorme sorriso
— Casamento.— respondi — Estou pronto para unir a minha vida a de Elena diante de Deus e dos homens.
— Fico feliz em escutar isso.
— Não comente com ninguém, mas quando tudo estiver calmo irei fazer o pedido.


Katherine

Quando senti braços a me envolver nunca pensei que eram os do meu pai. Nós nunca tivemos um relacionamento fácil e por mais que nos últimos tempos ele estivesse a mostrar algumas mudanças eu estava reticente em acreditar. Pensei que era mais um plano dele para nos ter por perto e depois mandar nas nossas vidas.
Sentir o abraço dele neste momento de dor me deu um novo alento. E quando ele me garantiu que Elena ficaria bem acreditei nele.
Ficamos em silêncio abraçados enquanto esperávamos notícias e quando o médico surgiu nos levantamos prontamente.
— Os familiares de Elena Gilbert?— perguntou o médico com uma prancheta nas mãos
— Somos nós.— disse Damon afoitamente — Como ela está, doutor?
— A paciente esta estável. É certo que perdeu algum sangue mas a faca não acertou nenhum dos órgãos e o corte não era tão fundo como esperávamos. Ela ficará bem.
Todos respiramos de alívio e sem me conter abracei papai enquanto chorava.
— Calma Kath.— disse ele — Elena está bem.
— São lágrimas de alívio.— respondi chorando e sorrindo ao mesmo tempo — Elena é a pessoa mais forte que conheço.
— Você também o é. — disse ele e o olhei surpresa — Errei muito com você Katherine e este não é o melhor momento para conversarmos, mas saiba que me orgulho de você.
— Eu...— papai limpou as minhas lágrimas
— Como não o poderia fazer? Você junto com Emmett e Rose conseguiu abrir uma das boates mais badaladas de Seattle. Você é uma empresária do entretenimento.
— Você sempre disse que a boate era um antro de perdição.— falei e papai baixou a cabeça
— Eu estava errado. Nos últimos tempos tenho percebido que mais errei do que acertei com você e os seus irmãos, mas estou disposto a mudar.
— Isso já é um começo.
Abracei papai mais forte e Klaus piscou o olho para mim ao nos ver juntos.
— O Senhor já conhece o meu namorado novo?— perguntei com um sorriso
— Nem sabia que estava namorando. — fiz sinal para Klaus que se aproximou
— Papai este é o meu namorado.
— Klaus?— meu namorado assentiu sorrindo e segurou a minha cintura — Espero que sejam felizes.
— Já somos.— respondeu Klaus


Elena


Aos poucos foi recobrando a consciência e lembrando de tudo o que havia acontecido. Sentiu uma mão na minha e quando abri os olhos vi Damon sentado ao meu lado.
— Você acordou.— disse ele com um sorriso
— Rebekah?— perguntei preocupada
— Ela está bem. — eu não sabia como tudo havia terminado já que desmaiei quando Damon e Matt apareceram
— O que aconteceu?— perguntei
— Matt matou Stefan e Tanya foi presa. — antes que pudesse dizer algo Damon sentou mais perto de mim e tocou no meu rosto — Não quero mais falar deles. Quero saber como se sente. Você não tem ideia do que senti ao te ver desacordada no meio de sangue. Pensei que te perderia.
— Nunca. — respondi — Você não se livra de mim tão fácil. — ele sorriu e beijou os meus lábios de leve
— Eu te amo.
— Te amo mais.— respondi


Autora


Elena ficou mais dois dias no hospital e depois teve alta. Durante a sua estadia no hospital ficou a saber que Kath e Grayson se haviam entendido e isso a deixou feliz.
Tanya estava a passar um inferno na prisão. Tentou entrar em contacto com Bonnie em busca de ajuda, mas a loira rejeitava as suas ligações.
Elijah estava a conversar com o irmão na sua casa quando a campainha tocou. Os dois não estavam a espera de ninguém e quando a empregada abriu a porta ficaram surpresos em ver Hayley. Ela havia recuperado bem da surra de que tinha sido alvo e saído da casa deles três meses atrás e desde então não haviam tido notícias dela.
— Desculpem aparecer aqui sem avisar.— disse ela aos irmãos
— Você está aqui por causa da prisão de Tanya?— perguntou Elijah olhando a ex. Ela estava mais bonita que antes
— Não.
— Vou deixar vocês a sós.— disse Klaus mas Hayley o parou
— Não precisa. Eu só estou aqui para me despedir. — Klaus olhou para o irmão que estava surpreso
— Despedir?
— Não há mais nada aqui em Seattle para mim.— disse Hayley — Sei que errei muito com você Elijah, mas não poderia ir embora sem dizer um último adeus. Espero que um dia me perdoe sinceramente e que entenda que apesar dos pesares os meus sentimentos eram reais. Eu só foi muito idiota para não o perceber. — ela aproximou-se de Elijah e deu um beijo no seu rosto — Adeus Elijah, seja feliz.
Hayley trocou um olhar com Klaus e depois de dar um sorriso sem graça saiu da casa deixando os irmãos parados na sala. Klaus ao ver que seu irmão continuava imóvel falou
— Vai mesmo deixar ela ir?— Elijah olhou para ele — Sei que ela te traiu e que nunca foi fã dela, mas tenho de admitir que Hayley me parece sincera desta vez. Ela te ama e você mesmo negando também a ama. Vá atrás dela, Elijah.
— Eu..
— Não deixe a sua felicidade fugir por entre os dedos por conta do seu orgulho.
Elijah assentiu e pegando na carteira e chaves do carro saiu a correr de casa. Não sabia para onde Hayley estava a ir por isso ligou para a casa dela e uma das empregadas disse que a senhora estava a caminho do aeroporto e foi para lá que se dirigiu a toda a velocidade.