Jogo de Máscaras

22 Capítulo 22 - Tirem suas máscaras sociais


Notas iniciais
Lemon! Lemon betado pela Nonna ♥

A chuva veio de repente e não ajudou muito o trânsito que se instalava. Sasuke se amaldiçoou por ter aceitado ir à casa de Naruto. Bateu os dedos impaciente e repetidamente no guidão da moto e tentou conseguir passagem entre alguns carros. O vento que batia sem si devido à velocidade parecia facas a perfuraram sua pele, atravessando a roupa encharcada. Diante de um semáforo vermelho, cogitou dar meia volta, mandar uma mensagem para Naruto explicando que não poderia mais ir, contudo, o semáforo ficou verde antes que conseguisse concluir seus pensamentos e colocá-los em prática.

Quando chegou em frente à casa, viu Naruto parado na janela. Ele arregalou os olhos ao vê-lo e saiu correndo dentro da casa. Pouco tempo depois, Sasuke ouviu o barulho do portão da garagem se abrindo e dirigiu rapidamente para lá.

— Eu... vou pegar uma toalha — Naruto falou apressado.

Sasuke desligou a moto e retirou o capacete. Xingou baixo enquanto sentia a roupa colar em seu corpo desagradavelmente.

Sentiu frio e revirou os olhos por perceber que Naruto não tinha fechado o portão. Caminhou até onde ele deixara o controle e o fechou, suspirando de alívio quando o vento deixou de agredi-lo. Abriu a porta que o levaria para dentro da casa e foi rápido em segurar Naruto para que não se chocassem.

— A... toalha. — Naruto estendeu ao recuar e dar passagem para que Sasuke enfim entrasse.

— Preciso de um banho — disse, mais ríspido do que deveria.

— Ah, claro, por aqui — Naruto respondeu, sem jeito.

Sasuke tirou a carteira e o celular do bolso enquanto seguia Naruto até o quarto dele. A carteira estava molhada e o celular então...

— Deixa que eu vejo seu celular —Naruto sugeriu ao seu lado. — Acho que tem um secador em casa. Tome um banho antes que se resfrie.

Não pensou nem em discutir, entregou o celular de Naruto sem olhá-lo, focado apenas em tirar aquela maldita blusa de manga comprida encharcada. Deixou as roupas no chão do banheiro mesmo e ligou o chuveiro na água quente. Sentiu o choque térmico seguido de alívio. Os músculos relaxavam conforme a água os tocava e descia pela pele. Suspirou e se deu ao luxo de demorar-se um pouco entre a água quente e o vapor.

Desligou o chuveiro quando seu mau humor tinha desaparecido quase que por completo. Secou-se com a mesma toalha que Naruto havia lhe entregado e a enrolou em torno do quadril. Usou uma outra, provavelmente a do próprio Naruto, para secar os cabelos e sorriu de canto ao sentir o cheiro dele no tecido.

Saiu do banheiro sem cerimônias. Naruto estava sentado na cama, concentrado enquanto direcionava o secador de cabelo para o celular desmontado sobre o travesseiro. Suspirou, como se o tivesse vendo pela primeira vez naquele dia. Algo em sua mente se aquietou, como se estivesse viciado na presença de Naruto e enfim pudesse pegar sua dose diária para sair da abstinência, para o caos de problemas em que estava.

— Se quiser, seco o seu cabelo também. — Naruto sorriu ao percebê-lo, mas não tirou os olhos do celular.

Sasuke caminhou até a mesa onde sua carteira estava. Os documentos e o dinheiro estavam para fora, alinhados e secos na medida do possível.

— Pronto — Naruto falou. — Eu sequei o máximo que pude. Quer fazer mais alguma coisa? Algumas pessoas mergulham o celular num pote de arroz.

Sasuke arqueou a sobrancelha antes de negar. Estendeu a mão e pegou o celular, montando-o rapidamente e rezando para que ligasse. Desempregado, não compraria outro tão cedo. A tela acendeu, e Sasuke sentiu certo alívio por ver que o celular não dava indícios de qualquer problema.

Naruto o observava e se surpreendeu quando ele se sentou próximo a si na cama, de frente, encarando-o indiferente. Piscou e percebeu que Sasuke era a primeira pessoa que convidava para sua casa, mais especificamente para o seu quarto daquele modo.

Que estúpido. Devia ter notado antes, quando não estava sem saber o que fazer ou quando o coração não batia rápido que era constrangedor ouvir, quando a respiração estava tão descontrolada que havia passado a inspirar e expirar pela boca, quando seus olhos o obedeciam e não ficavam viajando pela toalha mal ajustada ao quadril de Sasuke, pelo abdômen, pelo tórax levemente molhado com a tatuagem que se estendia ao braço, pelos lábios rubros que o faziam imaginar obscenidades, pelos olhos negros que o atraíam mais do que mar em ressaca.

Engoliu em seco. Não estava só atraído por Sasuke... conhecia aquela sensação, aquele reset que seu corpo e mente recebiam quando os sentimentos se manifestavam ao máximo por outra pessoa.

Baixou os olhos e se deparou com gotas em seu lençol. Ah, é... secar o cabelo dele. Ligou o secador no quente e na potência média. Buscou forças sabe-se lá onde para erguer a cabeça e direcionar o aparelho para os cabelos negros. Sasuke não se mexia, e Naruto mordeu o lábio inferior ao pensar em como seria mexer nas madeixas escuras enquanto as secava.

E fez.

Sem pensar.

Automaticamente.

Arregalou os olhos quando sentiu a água dos cabelos dele em sua mão e então percebeu o que fazia. Ouviu o respirar de Sasuke e olhou para ele apenas para constatar que ele havia fechado os olhos e permitido o contato. Aproximou-se um pouco, e o nervosismo foi sendo amenizado conforme os ponteiros do relógio se moviam, mas Naruto juraria que sua ansiedade havia ido embora somente pela expressão serena e pelo relaxar do corpo de Sasuke enquanto sua mão passeava pelo cabelo dele.

Demorou de propósito, secando fios já secos, apenas para ter o prazer de continuar daquele modo.

Sasuke tinha razão em uma coisa: trabalhava tanto na Akatsuki, dormia tanto com clientes que era um tiro fora da curva ter chamado Sasuke para sua casa para fazerem justamente o que ele era obrigado a executar mecanicamente pelo menos três vezes por semana. E, por isso, não sabia direito como proceder.

— Acho que já está bom — Sasuke falou.

Naruto pareceu acordar de repente e assentiu automaticamente. Desligou o secador com pressa, atrapalhando-se com o fio na hora de tirá-lo da tomada.

Sasuke sorriu e se inclinou para frente. Quando Naruto se virou novamente para si, não permitiu que a surpresa nos olhos azuis fizesse Naruto recuar, segurou-lhe rapidamente pela cintura e quadril e o puxou de uma vez contra seu corpo. Itachi o havia alertado sobre as costelas de Naruto, então tomaria cuidado embora o irmão houvesse dito que não havia riscos muito altos. Naruto podia sentir uma leve dor ou outra, mas era bom tomar cuidado para não comprometer a recuperação.

O movimento fez Naruto se ajoelhar na cama e apoiar as mãos nos ombros de Sasuke. Um arrepio fez Naruto endireitar as costas assim que Sasuke desceu as mãos do seu quadril para a coxa, segurando-a enquanto a puxava. Entendeu o que ele queria e passou a perna pelas dele, deixando uma de cada lado do corpo de Sasuke.

Inconscientemente, dos ombros as mãos escorregaram para a nuca de Sasuke, e Naruto fechou os olhos com um sorriso deliciado no rosto quando fechou os dedos no cabelo daquela região.

— Saudade? — Ouviu Sasuke perguntar, e não só isso! Sentiu a respiração dele contra sua bochecha, a voz vibrar em seus ouvidos, e então abriu os olhos.

— Sinceramente? — Sorriu e moveu-se, ajeitando-se no colo dele enquanto soltava e voltava a puxar de leve os cabelos negros.

Sasuke apertou-lhe as coxas e, depois, as costas, percebendo o quanto o seu corpo parecia sentir falta daquele contato. Naruto ainda lhe sorria, de um modo diferente... Não era malícia, não era desejo, era algo mais como... felicidade? Satisfação? Não sabia, mas teve vontade de sorrir de forma parecida quando o ouviu completar a resposta anterior:

— Sim... Com certeza, sim...

A boca dele se colou a sua sem hesitação e ouvi-lo gemer de deleite com apenas aquilo foi o suficiente para que saísse de sua inércia.

Beijou-o, segurando-lhe pelas costas com firmeza enquanto as línguas encontravam-se. A boca fresca era quente, fazia-o querer perder-se apenas com aquilo, desfrutando dos lábios macios e do modo como Naruto relaxava por completo em seu colo. As unhas curtas em sua nuca o arrepiavam, e os dedos bagunçavam suas mechas, enrolando ou as puxando de vez em quando. Mordeu-lhe o lábio inferior e o sugou em seguida, só para abrir um pouco os olhos e ver o rosto de Naruto levemente corado.

Gostava das reações que provocava nele, de cada uma delas. Vê-lo daquele modo lhe lembrou da primeira vez que passou a noite com ele na Akatuski, de como o teve exatamente em seu colo, gemendo em seu ouvido enquanto buscava o ápice.

— Deite-se, boneco — pediu, rouco.

— Naruto — respondeu de imediato. — Hoje, Naruto...

Sasuke assentiu. De fato, usava “boneco” para chamar aqueles com quem não tinha tanta intimidade porque era uma associação boa; ficavam à sua mercê, deixando que se divertisse em troca de prazer, obedecendo ao que pedia, uma entrega não só do corpo como da própria vontade. Contudo, Naruto já não era um estranho... a palavra “boneco” não saía como antes de sua boca, e o fato de poder chamá-lo pelo nome dava-lhe certo prazer...

Naruto roubou-lhe os lábios mais uma vez antes de sentir o aperto em sua cintura. Sasuke o retirava lentamente de seu colo, e Naruto permitiu-se ser deitado. Cruzou os braços atrás da nuca dele, puxando-o para um novo beijo enquanto Sasuke posicionava o corpo entre as pernas dele.

Gemeu quando os dentes de Sasuke passaram por seu queixo e os lábios vieram atrás para chupá-lo. Agarrou o tecido da toalha e a tirou com pressa enquanto gemia com as mordidas depositadas em seu pescoço. Fervia, cada parte de si que entrava em contato com Sasuke fervia como se estivesse ganhando vida pela primeira vez. A língua serpenteava da clavícula ao lóbulo da orelha, e era uma tarefa quase impossível manter-se parado.

— Mãos acima da cabeça, Naruto — Sasuke sussurrou, e a língua contornou o lóbulo da orelha de Naruto antes de chupá-lo.

Naruto obedeceu, tão rápido que se surpreendeu. Sentiu a mão de Sasuke segurar seus punhos unidos, e o viu olhar ao redor atentamente.

— Você tem uma venda ou algo do tipo?

— Não... isso fica apenas para o trabalho. Sou uma pessoa normal fora de lá, sabia? — Naruto provocou, e Sasuke lhe olhou com um sorriso travesso.

— Eu tenho algumas em casa e não trabalho no seu ramo.

— Você, certamente, não é minha definição de normal, Sasuke...

Sasuke passou a língua pelos lábios ao ouvir o apelido e sentou-se sobre a pélvis de Naruto enquanto se inclinava e arrastava a boca sobre a dele.

— Pessoas normais são palavras soltas em uma frase. Nós não, nós somos a poesia, Naruto. Agora, como não temos uma venda, vou ter que pedir para que feche os olhos... e não abra enquanto eu não mandar. Nem tente se soltar — frisou, apertando os punhos de Naruto.

— Se eu ganhar...?

— Achei que não precisava transformar isso num jogo para você confiar em mim quanto a te dar prazer. — Sasuke sorriu, maldoso, e viu Naruto corar e virar o rosto, contrariado. Aproveitou-se e beijou-lhe o pescoço à mostra, mordendo com mais força, do modo como sabia que Naruto de fato gostava. — Se conseguir ficar com os olhos fechados e com as mãos acima da cabeça, mesmo sem eu ter que segurar, te dou direito a um pedido...

— Um pedido? Como assim? — Naruto franziu o cenho.

— Um pedido, qualquer coisa que queira, feito? Então, feche os olhos.

Naruto obedeceu. Confiava em Sasuke de um modo que sabia que era até perigoso, mas não conseguia fazer diferente. Ainda tinha seus punhos segurados, mas seu corpo relaxou assim que o corpo nu de Sasuke deitou-se e relaxou sobre o seu. As pernas dele estavam por fora das suas, as pélvis coladas assim como os tórax, e a cabeça dele estava estrategicamente encaixada na curva de seu pescoço.

Movia-se involuntariamente, excitando-se com as mordidas e com os beijos molhados por seu pescoço, gemeu quando sentiu um chupão mais forte e virou o rosto na direção de Sasuke. Ele entendeu, e os lábios logo cobriram os seus enquanto os quadris se impulsionavam para frente e faziam os membros se chocarem. Arfou, seu cabelo foi puxado para trás com força e o beijo se aprofundou. Sentiu como da primeira vez, a estranha convicção de que poderia abandonar o próprio corpo nas mãos de Sasuke...

A mão quente entrou sob sua camisa, e Naruto quis abaixar os braços para livrar-se logo do tecido que o impedia de tocar a pele de Sasuke por completo. As bocas se separaram, e Naruto ouviu a blusa sendo arrastada por seu corpo, subindo lentamente até expor seus mamilos. Apertou os lençóis quando Sasuke arrastou o quadril sobre seu membro e desceu por seu copo.

Arqueou as costas quando as unhas arranharam as laterais do corpo e gemeu quando Sasuke se aproveitou do movimento para capturar um de seus mamilos. Remexeu-se, inquieto, o calor crescendo em seu corpo e convergindo para sua pélvis onde o membro passava a endurecer. A língua de Sasuke rodeava-lhe o mamilo, deixando-o endurecido antes de morder e puxá-lo. Não pode pensar muito, logo o mesmo processo era feito com o outro mamilo e o tempo que poderia ser usado para reclamar da dor era totalmente ocupado com sua vã tentativa de conter os gemidos quando Sasuke acariciava seu corpo ou deslizava a mão por seu membro.

Eram rápidos, os toques eram rápidos e intensos, como se Sasuke não se decidisse que parte tocar, morder, beijar, apertar! E isso excitava Naruto! Saber que deixava o outro fora do seu controle era algo extremamente excitante! O barulho estalado dos beijos o fazia fantasiar com a boca de Sasuke engolindo sua ereção, os apertos em suas coxas ou cintura o faziam imaginar como seria enfim ter Sasuke dentro de si, se ele o apertaria daquele modo enquanto o fodia!

— Sasuke...

O apelido saía tão fácil de seus lábios, como um mantra que buscava a insanidade, o prazer, o nirvana. Jogou a cabeça para trás e apertou o lençol quando suas nádegas foram apertadas e sentiu a língua de Sasuke perto de seu umbigo. Ela fazia o contorno de sua tatuagem enquanto as mãos trabalhavam rapidamente no fecho da calça que usava. E Naruto não pode não mover o quadril para cima em busca de contato. Aliás, como queria ver aquela cena! Os olhos negros certamente o encarariam, como se fossem o próprio íncubus a lhe encarar e convidar para um sonho erótico.

Cerrou os olhos com força, apertou os lençóis e escondeu o rosto no braço quando a mão de Sasuke envolveu sua ereção por sob a cueca. A calça foi arrastada pelas pernas, mantidas na altura dos calcanhares assim como a cueca, e Naruto gemeu arrastado, manhoso, quando um dedo lhe circundou a glande, espalhando a excitação.

— É bom, não é? — A voz de Sasuke de repente estava próxima a seu rosto, a boca colada ao seu ouvido de forma que podia senti-la se abrir e se fechar conforme ele falava. — Se sentir desejado, saber que é o alvo do desejo desenfreado de outra pessoa, saber que lhe importuna a mente e o corpo — sussurrou enquanto começava a masturbá-lo.

Naruto se encolheu e ouviu Sasuke rir antes de acelerar os movimentos com a mão e beijá-lo na face até o canto da boca. A mão livre virou o rosto de Naruto para si, e boca não demorou para tomar posse da outra enquanto o corpo todo de Naruto se contorcia em agonia.

— Sasuke... Mais rápido...

— Não... — Naruto o ouviu sussurrar e sentiu-o se locomover pela cama sem parar de masturbá-lo. — Quando dança, é nisso que pensa, não é? Você gosta que te olhem, que te desejem, que te venerem e fiquem desesperados para te tocar... Já eu... gosto que você fique desesperado que eu toque, gosto que mergulhe tão fundo em seu próprio prazer que fique sem máscara alguma, sem nada que te impeça de ser você mesmo e implorar às lágrimas se preciso!

Naruto choramingou, mas a surpresa quase o fez abrir os olhos quando a boca de Sasuke desceu sobre sua ereção sem avisos. Era difícil manter as mãos quietas, difícil se conter e perder aquela cena, difícil demais... O calor que o dominava o fazia suar, podia sentir as gotas de suor escorrendo por sua fronte, o sangue corria depressa, dificultando qualquer que fosse o raciocínio. A língua de Sasuke subia e descia por seu membro enquanto os lábios o pressionavam, aumentando a pressão que Sasuke impunha. Os dedos dele espalhavam a saliva por seus testículos, e Naruto não mais se importou em controlar os gemidos. Sentiu lágrimas em seus olhos fechados, a boca seca, o quadril em frenesi pela boca alheia.

E ainda tinha o riso, o maldito riso que fazia tudo vibrar em torno de seu membro, que arrepiava até o último fio de seu cabelo.

Sasuke ia devagar, devagar demais para sua sanidade! Ele subia com a língua deslizando de um lado ao outro e chupava a glande fazendo barulho estalado de propósito. Quando descia, era rápido, apenas para mantê-lo até o fundo por longos segundos, tantos quanto durasse o gemido que Naruto soltava naquela hora. Os testículos não escapavam, um após o outro, sendo envolvidos pelos lábios quentes e torturados pela língua venenosa.

— Sasuke, por favor, mais... por favor — engasgou-se com a saliva ao pedir.

E Sasuke sorriu. Arranhou o abdômen de Naruto com as duas mãos antes de voltar à felação. Ia fundo, mais rápido que antes, desejando que Naruto passasse a gritar como no passado. A face rubra, os olhos fechados que deixavam escapar filetes finos do que seriam lágrimas, a boca entreaberta e avermelhada a liberar súplicas e a doce melodia do insano.

Apertou-lhe as coxas, afastando-as para que facilitar o que fazia e aproveitou para deslizar um dedo pelo caminho que levava ao ânus. Sentiu o corpo de Naruto se contrair de súbito, e o gemido lânguido lhe anunciou o que havia acontecido antes mesmo do líquido quente preencher por completo sua boca. Olhou para Naruto, o corpo todo dele tremia enquanto a prova física de seu prazer o deixava. Sasuke engoliu e não resistiu a chupar uma última vez o membro amolecido antes de engatinhar sobre o corpo arfante de Naruto.

Braços erguidos, olhos fechados, cabelos desalinhados, face corada e suada, pernas abertas, sêmen manchando os lençóis. Sasuke gemeu e lambeu os lábios.

Sua mão acariciou o rosto de Naruto sem que pensasse para isso, retirou o cabelo úmido da testa dele e se inclinou para beijar-lhe de leve a boca.

Era um fato. Estava apaixonado por Naruto. Tão apaixonado que percebeu que poderia passar minutos apenas o observando daquele modo, mas foi o fato de querer desesperadamente ver os olhos azuis que o fez perceber isso.

—Abra os olhos...

Naruto abriu, lento, cansado.

— Ganhei. — Sorriu, e Sasuke revirou os olhos como se aquilo não fosse grande coisa.

Naruto riu, e Sasuke puxou a blusa dele para cima para terminar de livrá-lo dela. Naruto chutou a calça para longe e, depois disso, sentou-se, puxando Sasuke pela cintura de modo a tê-lo sentado em seu colo.

— Já vai usar seu pedido? — Sasuke perguntou ao sentir as mãos de Naruto apertarem suas nádegas.

— Não — Naruto beijou-lhe a pele pálida, marcando cada pedaço enquanto a assistia se arrepiar toda vez que mordia ou chupava com mais força. — Adorei ter você daquela vez... — sussurrou e apertou a cintura de Sasuke para obrigá-lo a rebolar. — Mas hoje... preciso de você por completo, preciso que me faça seu, eu preciso te sentir dentro de mim, Sasuke...

Com um impulso para frente, Naruto segurou Sasuke e o deitou na cama. Sentou-se sobre o quadril dele, e viu Sasuke sorrir quando levou dois dedos aos próprios lábios.

— Não... Deixe que eu faço isso — Sasuke disse. — Eu te preparo enquanto você me chupa...

Naruto mordeu o lábio inferior e se virou de costas para Sasuke. Seus joelhos ficaram ao lado da cabeça dele, seu quadril bem acima dele, oferecendo fácil acesso aos seus testículos e ânus. A mão de Sasuke afastou seu membro semi ereto, e Naruto deixou o corpo acomodar-se sobre o outro.

Beijou-lhe a pélvis, apertando com prazer os quadris de Sasuke antes de lamber a glande do membro ereto à sua frente. Em contrapartida, gemeu deliciado e seu corpo todo cedeu quando a boca de Sasuke tocou seu períneo e a língua deslizou ao ânus.

Fechou os olhos, com força, trazendo a ereção de Sasuke para sua boca antes que os gemidos o impedissem de dar prazer ao outro. Era difícil concentrar-se no outro quando as sensações que lhe eram passadas eram tão intensas e, por isso, quando viu Sasuke dobrar as pernas, agarrou-se a elas como a pilares, fechando os olhos enquanto o prazer nublava sua mente. Deslizou a boca para cima e para baixo, não se importou com os movimentos do quadril de Sasuke forçando-o a engolir ainda mais a ereção, aliás, até agradeceu por isso, já que, assim que Sasuke introduziu o primeiro dígito, perdeu a noção do que fazia e onde estava.

Sasuke engoliu a própria voz, a boca e as mãos de Naruto por seu corpo deixavam um rastro de vida, um rastro ardente de que era difícil se desfazer, e isso o fazia suspirar, ansiar por mais, desejar o ápice. A mão livre apertou Naruto com mais força que o recomendado, conseguia ver as marcas que estava deixando pelo corpo dele, e quis mais... quis que ele sentisse o que sentia, na mesma intensidade, na mesma loucura!

Acrescentou dois dígitos ao primeiro e sorriu por Naruto ter sido obrigado a abandonar seu pênis para gemer, derrotado. Sentiu a cabeça dele repousando sobre sua pélvis, próxima a sua cocha. Ele arfava, gemia, tremia, tentando masturbá-lo sem ritmo algum enquanto a próstata era momento ou outro atingida. O quadril se movia, Sasuke sentia o membro endurecido de Naruto pulsar contra seu peito, e o desejo de vê-lo gozar daquele modo não demorou muito.

Naruto se apoiou nos braços, tentando se erguer em vão enquanto começava a impulsionar o quadril no ritmo das estocadas dos dedos de Sasuke. Sentia-os se abrindo em seu interior, girando, e, toda vez que Sasuke tocava sua próstata, seus braços perdiam a força e sua voz ganhava volume.

— Mais forte, por favor, mais forte.

E Sasuke não hesitou em obedecer. A mão livre apertou com força uma das nádegas, afastou-a do caminho para que seus dedos entrassem com mais facilidade na cavidade apertada.

— Sasu... — Naruto choramingou e apertou as pernas dele.

Mordeu o lábio e sentiu o gosto de sangue se misturar com o salgado das lágrimas. Sua ereção doía a ponto de perder o controle e buscar alívio com qualquer fricção!

E Sasuke sorriu ao sentir as contrações aumentarem, ao perceber os gemidos ficando mais altos, enquanto suas coxas recebiam arranhões violentos. Sua mão livre acertou uma das nádegas de Naruto com força, e esse foi o ápice. Sentiu, naquele exato momento, o interior de Naruto travar seus dedos enquanto o líquido quente ejaculado lhe sujava o abdômen e peito. A voz de Naruto se perdeu em um gemido desconexo, e Sasuke adorou ver o corpo dele impedir a saída de seus dedos.

Esperou, esperou até que Naruto voltasse a deitar a cabeça em seu corpo e recuperasse a respiração. Tirou um dedo de cada vez, ouvindo o resmungar baixo contra sua pele. Saiu debaixo do corpo dele e tocou a ereção dolorida. Naruto o observava com um sorriso malicioso no rosto, e Sasuke gostou daquilo enquanto abria-lhe as pernas e ficava entre elas. Sua mão acariciou a base da coluna de Naruto e subiu por toda ela até se prender nos cabelos loiros para puxá-los para trás.

— Lembra o que eu te disse da primeira vez? — perguntou, provocando com o membro já posicionado contra a entrada dele. — Sobre te fazer desmaiar de tanto prazer?

— Ainda estou louco para ver isso. — Naruto sorriu e empinou o quadril em desafio.

Sasuke estreitou os olhos e, de uma única vez, penetrou o corpo alheio. Gemeu, alto, sufocado, sentido seu membro ser acolhido e apertado por todos os lados. Apertou a cintura de Naruto com força e só afrouxou porque lembrou-se das costelas machucadas. Inclinou-se para a frente, colando o peito às costas de Naruto. Uma mão se apoiou na cabeceira da cama enquanto a outra percorria o corpo de Naruto do abdômen ao pescoço, onde se fechou.

— Confia em mim, Naruto? — sussurrou no ouvido dele.

— Confio — Naruto respondeu.

— Se apoie nos cotovelos e empine o quadril. Caso queira que eu pare, bata duas vezes na minha mão, entendeu?

— Sim. — Naruto assentiu.

Sasuke beijou-lhe a nuca e saiu do corpo dele para poder voltar com força. Naruto suspirou, cerrando as mãos e os olhos com a eletricidade que o percorreu. Gemeu baixo e sua mente ficou em alerta quando o aperto em torno de seu pescoço aumentou junto do ritmo das estocadas.

Desconfortável, o aperto era desconfortável, mas parecia intensificar as sensações, como se lhe privar de ar fizesse todo o corpo despertar e passar a sentir com muito mais fervor. Empinou o quadril e rebolou. Sasuke entrava e saía de si com força, saindo devagar, voltando rápido, chocando os corpos e produzindo um som que o excitava ainda mais. Sentia o suor dele, o deslizar dos corpos, e o que mais amava era os gemidos roucos tão próximos ao seu ouvido.

As pernas tremiam, fracas, sem forças mais para se manterem naquela posição, mas Naruto as obrigou. Apertou a mão de Sasuke e sorriu, revirando os olhos em prazer, querendo mais, muito mais, muito mais.

— Mais forte... Como eu fiz com você...

Sasuke riu, deliciado, ao ouvir aquilo.

— Como queira.

Apertou o pescoço dele com mais força, e movimentou-se dentro da cavidade com tanta violência que via Naruto escorregando pelos lençóis enquanto gemia. Segurou-o no lugar pelo pescoço, mordeu-lhe os ombros e a região apertada pela mão, deixando ora marcas de chupões ora de seus dentes. Não recusou a boca dele quando Naruto virou o rosto para o lado em busca do seu, e o beijou com fome, descontrolado.

Gemeu, alto, erguendo o corpo e trazendo Naruto junto.

— Apoie-se na cabeceira — mandou, voltando a estocá-lo.

Naruto obedeceu, as mãos apoiadas com firmeza na madeira enquanto sentia o quadril sendo puxado pelas de Sasuke. Tocou-se, no mesmo ritmo com que Sasuke saía e entrava em si.

— Sasuke... eu...

Sasuke colou ainda mais os corpos, puxando com força o cabelo dele para o lado. Apoiou a cabeça no ombro dele, gemendo arrastado, sentindo o corpo se unir ao de Naruto de forma que não sabia de quem era o coração que batia desesperadamente.

E, como se combinassem, como se não houvesse outra saída, o orgasmo veio ao mesmo tempo para os dois, como se fizessem parte de um efeito “causa e consequência” em que ninguém saberia a quem pertencia qual.

Naruto caiu para frente, e só não foi de encontro à cabeceira porque Sasuke ainda o segurava.

Sasuke o puxou para trás, saindo do corpo dele com cuidado enquanto ouvia o riso baixo.

— Te machuquei? — perguntou, baixo, tentando acalmar a respiração enquanto se sentava na cama e se apoiava nos braços.

— Não. — Naruto balançou a cabeça de um lado para o outro, ainda sorrindo enquanto se virava para Sasuke e arrastava o corpo até o dele. — Ainda falta uma.

— O quê? — Sasuke arqueou a sobrancelha ao se deparar com o sorriso sacana do outro.

— Você disse que ou eu desmaiaria ou me faria gozar mais que três vezes... Ainda falta uma, Sasuke...

Sasuke riu e puxou Naruto para o colo, sentindo as pernas dele cruzarem atrás de suas costas.

— Que tal no banho?

— Tenho lubrificante no armário da pia — Naruto respondeu ao lamber o canto da boca de Sasuke.

— Melhor ainda...

* * *

Sasuke acordou com o celular tocando incessantemente. Atendeu sem olhar o nome, tinha certeza que era Itachi, e simplesmente respondeu que logo iria para casa.

Virou-se para o lado com cuidado, sentindo o peso de Naruto sobre si. Normalmente, aquilo o incomodaria, mas, por algum motivo, não com Naruto... Afundou o rosto nos cabelos loiros, sentiu o cheiro do condicionador que ele havia usado na noite anterior e sorriu minimamente com as lembranças.

Afastou o lençol para olhar o corpo dele em busca de sinais de que o havia machucado e apertou de leve as costelas, sem ter qualquer reação de Naruto.

— Dobe, acorda — falou, baixo, com preguiça de fazer aquilo que pedia ao outro. — Preciso ir para casa e você deve ter perdido aula.

Naruto abriu os olhos assustado, sentando-se, meio perdido, em busca do celular.

— São oito horas — Sasuke falou.

— Ai que merda! — Naruto levantou-se às pressas.

Sasuke revirou os olhos, conferindo as mensagens no celular. Vestiu-se enquanto assistia Naruto correr de um lado para o outro em busca de roupas, material, carteira e chaves. O café engoliram como se fosse o último gole da vida, e Naruto se desculpou por aquilo meio sem jeito.

Quando Sasuke subiu na moto, pronto para ir embora, ouviu Naruto destrancar o carro e esperou. Ele caminhou até si, com uma expressão duvidosa escondida pelo sorriso, mas dava para notá-la pelas mãos inquietas e o girar da chave em seus dedos.

Estendeu a mão para ele e o puxou com calma, embora ele o olhasse desconfiado. Deslizou a mão para a nuca dele e colou os lábios com sutileza, na esperança de que aquilo respondesse o que Naruto queria saber.

— Nos vemos depois — disse ao se afastar e ligou a moto. — Boa aula.

— Ok... — Naruto sorriu, aéreo.

* * *

Não era difícil saber que Itachi estaria puto, no mínimo, pelo seu sumiço, mas não imaginava que o irmão estaria... estranho.

— Itachi? — chamou ao vê-lo na cozinha.

Como sempre, o café estava pronto, a casa organizada, mas Itachi estava sério, pensativo, tão pensativo que, quando reparou em Sasuke, não conseguiu nem iniciar seu costumeiro sermão.

— É bom estar com fome, fiz comida de mais.

— O que te distraiu? — Sasuke franziu o cenho.

— Nada. A culpa é sua por não ter me avisado que passaria a noite fora.

— Está mentindo, aniki. — Sasuke revirou os olhos e sentou-se para comer.

— A cidade está um caos desde ontem... Aliás, vocês não fizeram nada estúpido, né?

— Um caos? Por quê?

— Saberia se ligasse a TV — ele resmungou ao se sentar. — E não mude de assunto. Não fizeram nada idiota ontem como seguir o prefeito ou Orochimaru, certo?

— Não, Itachi, a gente fez sexo e só isso — Sasuke respondeu com mau humor. — Por que um caos?

— Ao que parece, Ten-Ten Hyuga passou muito mal em um aeroporto e foi levada às pressas ao hospital.

— Pode ser fingimento.

— Não é — Itachi respondeu de imediato. — Eu vi os vídeos e conheço algumas enfermeiras que estão no hospital, Matsuri está lá e foi aluna de Anko. Foi grave, Sasuke. E Neji está lá com ela, não vai sair de lá tão cedo pelo que Matsuri me disse.

— O que ela teve?

— Sigiloso, Matsuri não pôde me falar também. Alguns jornais e sites estão dizendo que as pessoas que presenciaram o ocorrido disseram que ela está grávida. Mas o estranho é que...

— Eles estavam num aeroporto. Por que estavam lá? — Sasuke franziu o cenho, confuso. — Neji não pode viajar no momento, não com todas as questões que está enfrentando. E duvido que Ten-Ten fosse deixá-lo sozinho.

— Eu também não sei, só te avisei porque pensei que fosse querer saber para pesquisar depois.

Óbvio que pesquisaria! Não era como se sua curiosidade fosse deixá-lo em paz depois daquela notícia, não é? Faria isso depois, assim que terminasse as pesquisas daquele dia. Problemas, problemas e mais problemas... Mal via a hora de acabar com aquilo e expor a todos...

Notas finais
Eae!! Demorei um pouquinho, mas é porque fiquei doente assim como disse lá no face =( Ainda to para ser sincera, mas espero melhor logo. Reviews? Recomendações? Curtiram o lemon?