Jogo Perigoso
30 Um dia triste
Notas iniciais
Pov Oliver
— Curtis algum resultado?_ Questionei o assistente pessoal de Felicity assim que paramos a duas quadras do departamento de polícia, todos vestidos enquanto o mesmo permanecia de olho em seu tablet procurando pela tal madame e Tobias Church, mas o mesmo fez uma expressão de frustração, então ainda estamos as cegas, como em menos de 24 horas eles conseguiram armar uma fuga de tão grande porte? Não tenho ideia. Mas no momento em que viram que a equipe Alfa estava na ativa e que tinham Tobias em seu poder, resolveram agir. Quando escutei e vi o jeito horrível em que o pai de Helena morreu, entristeci-me, ela chegou na cidade a poucas horas e já receberá uma notícia como essa, por isso seu pai sempre a manteve afastada disso tudo, mesmo assim essa tragédia aconteceu. — Como faremos líder?_ Perguntei virando-me para Laurel. Que se comunicava com Sara para saber de toda a situação que me parece caótica mesmo de longe, posso escutar o barulho dos disparos, civis corriam pela rua sem saber o que fazer ou que estava realmente acontecendo e tudo isso sob a luz do sol, por só um detento.
— Curtis fica no carro até encontrar Tobias, ok?_ E ele logo assentiu compenetrado no que fazia. — Os dois._ Apontou para eu e Felicity que colocava no lado de suas pernas duas Glocks, não para ela e sim para Tommy que pediu com urgência e em seu cinto de armas arrumava cada uma das suas facas, se fico preocupado com ela? Com certeza, mas saber que a terei sob meu olhar e proteção é como um pequeno alivio. — Entraram pelos fundos. Eu entrarei pela frente junto a Dig e os diretores que acabaram de chegar lá.._Explicou enquanto colocava em seu ombro uma AK-47 a pedido ou gritos e xingamentos de Meghan. Ela disse os diretores?
— O que eles fazem aqui?_ Questionei com um pingo de raiva em meu tom. Eu ainda não havia esquecido o que eles fizeram não mesmo.
— Por que eles vieram?_ Foi a vez de felicity falar, andando estrategicamente atrás de mim e Laurel que fazíamos sua proteção. Qualquer um que ousar atirar em nós morre e ponto.
— Dig não me falou o motivo, só disse que estão lá e me esperando para entrarmos, escutem os dois, ainda não os perdoei, mas nesse momento toda ajuda é bem vinda, entenderam?_ Ela quis saber sem os menos nos olhar, não serei mimado e dizer que não aceitarei ajuda de ambos, eles lá estão na linha de fogo e por nós, então irei aceitar, todavia esquecer o que fizeram? Não vou.
— Por mim tudo bem._ Felicity disse prontamente rispída.
— Por mim também._ Repeti.
— Ok. Liguem os comunicadores, nos vemos na dentro._ A líder da equipe disse se distanciando, dei uma olhada analisadora em Laurel, sua aparência permanecia pálida, dizem que nas primeiras semanas de gravidez a mulher enjoa e se sente mal e mesmo assim ela não se permite abater. Ela estava certa em pedir que eu não falasse nada a ninguém, realmente esse bebê seria um trunfo a Chase, mas não quer dizer que não a protegerei e meu sobrinho. Eu e Felicity então seguimos nosso caminho em total silêncio sabendo mais ou menos o que nos esperava, como ela ativei o comunicador e barulhos estridentes de tiros com gritos tomaram conta.
— Estamos prontos para entrar._ Anunciei pelo comunicador, assim que paramos de frente a porta dos fundos do departamento. Permiti que Felicity passasse a minha frente.
— "Ainda bem, vocês demoraram"— Sara foi a primeira a se pronunciar com a voz arrastada.
— " Venham logo, vão perder toda a festa!"_ Tommy esbravejou e com um só chute minha loirinha abriu a porta e passei a sua frente com a arma ainda em mãos mirando no primeiro mascarado que pulou em minha frente seguimos caminho pelo corredor, parece que por aqui a "festa" havia terminado, já que tinha dezenas de corpos jogados pelo chão.
— Isso é o que ele chama de festa?_ Felicity exclamou ao meu lado, apoiando-se em meu corpo no momento em que um dos homens mascarados caídos segurou sua perna e antes que eu pudesse responder ela retirou uma lâmina de seu cinto e lançou direto na mão nele que gritou agoniado e com uma das pernas solta chutou sua face o fazendo desmaiar. — Estamos oficialmente na festa._ Continuou, passando em minha frente.
—" Entramos."_ Laurel falou e escutamos um estrondo no momento seguinte.
— Oi lindinha!_ Um dos mascarados disse olhando diretamente para Felicity e mais dois aparecerem, atirei sem pena no peito do mesmo e caiu para trás em um baque surdo, como se fosse um despertar para a loirinha, ela se jogou contra os outros dois literalmente puxando da mão deles sua armas e jogando no chão, corri em para fazer sua retaguarda impedindo qualquer um dos outros, cinco ou seis mascarados que apareceram , sei que Felicity da conta dos dois então meu trabalho é abaixar o números de adversários para ela.
— Abaixa Arqueiro!_ Ela exclamou e eu obediente o fiz , agachei-me atirando em mais dois que se aproximavam e disparavam contra nós, então um dos adversários foi lançado por cima de mim e senti meu corpo sendo puxado para trás. — Fecha os olhos!_ Felicity gritou , tampando meus ouvidos com suas mãos e eu fiz o que pediu, então uma explosão e eu entendi seu ato, ela havia jogado uma granada grudada ao corpo do mascarados.
— " NA PRÓXIMA VEZ AVISEM QUE VÃO SOLTAR GRANADA, QUASE FIQUEI SURDA!"— Meghan vociferou e Felicity riu, levantando-se e me ajudando a fazer o mesmo. — Olha minha AK-47 chegou, parece que a festa vai subir de nível._Soltou e pudemos ouvir no momento exato que a "festa subiu de nível" já que os disparos com sons ensurdecedores começou. Psicopata maluca.
— VAMOS!_ Gritei e com a ajuda de Felicity me ergui e corremos até encontro dos outros, o tiroteio estava pior do que imaginei e ao ver que cinco deles encurralaram a líder da equipe, apontei para ela e Felcity entendeu o que eu faria e foi dar apoio a meu pai e Malcolm. Com rapidez , atirei em dois deles, Laurel chutou um deles em minha direção e com toda força acertei um soco na face do mesmo. Colocando a arma de lado mirei meu cotovelo no mascarado que por distração de Laurel, conseguiu acertar um chute no abdômen dela e se jogou para trás protegendo a barriga. — Verme!_ Vociferei socando consecutivamente o mesmo então com um tiro certo em seu joelho vindo da arma de Tommy meu oponente caiu, girando sobre um dos pés, chutei o rosto do que havia sobrado, ele agarrou minha perna e tentou me lançar longe, mas com agilidade impulsionei meu corpo para frente e segurei em seus braços , fazendo pressão para que o mesmo me soltasse.
— Arqueiro, cuidado!_ Laurel disse apontando para mais dois deles que vinham em minha direção, lancei a parte superior do meu corpo contra o chão, trazendo meu oponente junto a mim, que rapidamente soltou meus pés, puxando a Glock da mão de Laurel dei com ela na cabeçado meu oponente que cambaleou e corri para os outros dois, pude ver Laurel se levantando e canalizando seu grito em pequenas concentrações de som, para que só o mesmo escutasse, foquei meu olhar nos dois que juntos vieram contra mim, desviando e atacando com socos e chutes me vi em desvantagem, pois eles são mais treinados que qualquer um dos outros que enfrentei até aqui, me mantendo longe da linha de tiro, pulei por cima de uma das cadeiras caídas e pegando-a pela mão joguei em cima de um deles e o outros conseguiu acertar um chute em minha costela, arfei. Investindo contra ele, desviei quando o mesmo tentou me segurar e com um movimento que aprendi observando Felicity saltei por cima de seu corpo e quando ele tentou se abaixar, usando seu corpo como apoio, agarrei em sua nuca, ainda de cabeça para baixo e deixei meu corpo cair , seu corpo se ergueu no momento em que toquei o chão e de debatia em meus braços, mais logo perdeu as forças e desmaiou.
Procurei Felicity com o olhar , apontando para todos que se aproximavam da mesma e os incapacitando antes de chegar a ela. Confio que minha namorada pode acabar com qualquer um deles, mas nunca a deixarei desprotegida.
Pov Felicity
Quando Oliver se afastou para dar apoio a Laurel, fui em direção a Malcolm e Robert, ainda me sinto raiva de ambos pelo o que fizeram e como nos manipulara, mesmo assim nesse momento, estou de frente ao pai do meu namorado e o pai do meu cunhado, é estranho chamar Tommy assim, mesmo assim...
A recepção do departamento estava um caos completo, se eu pensei que aqueles homens no corredor em que passamos eram muitos, aqui é o extremo disto. Todas as janelas quebradas, tendo em média 30 homens já caídos no chão e outros ainda de pé que enchiam todo o espaço, cadeiras jogadas de lado, policias ainda desesperados sem saber o que fazer e lutando para sobreviver a esse massacre que se tornou tudo isso, Chase, a madame quem for. Ordenou que tirassem Tobias, mas também que nos distraíssem, matando policias, tirando a vida de homens inocentes que apenas cumprem o seu dever. E isso sim me enraivecia de uma maneira, que me deixava com mais foco em prende-los, todos, para pagarem por seus crimes.
Corri quando percebi que um deles me tinha em sua mira, mas logo o mesmo foi ao chão, Dig piscou em resposta quando sorri em agradecimento, ele me salvou, literalmente. Sem muita paciência, pulei nas costas do mascarado que lutava contra Malcolm que tentava se soltar sem sucesso, agarrei-o pela nuca e o mascarado soltou o diretor indo para trás e se balançando para que eu caísse ou o largasse, sei que ele estava me ofendendo de inúmeras maneiras, mas com os sons de disparos por todo o lado, sua voz passava apenas de um ruído, liberei uma alta carga de choque em seu rosto e ele estremeceu na mesma hora, minhas luvas nunca me deixavam na mão, o mascarado caiu de joelhos e como uma boa aluna que fui e por conhecer tão bem Malcolm Merlyn, me afastei no momento que a sangue frio, o mesmo atirou na cabeça do meu adversário, não olhei para ver o corpo sem vida e ao menos para seu carrasco, apenas continuei a seguir em frente, toda essa adrenalina uma hora irá sair do meu corpo e eu entenderei cada coisa que está acontecendo, mas por agora, só posso agir.
Lancei duas facas em direção aos oponentes de Robert que sinalizou agradecido enquanto derrubava ambos e com agilidade usando o corpo de um dos mascarados caídos, pulei sobre o que ia por trás para acertar Meg que tinha seus olhos distraídos por atirar e vigiar o desempenho de Tommy e o protegendo como pode, não irei julgá-la, mesmo sabendo o local exato em que Oliver está , quero ir ao seu encontro para que lutemos juntos e protejamos um ao outro, mas não o fiz, Oliver não me tira da sua mira e confia em mim o suficiente para saber que eu não vou me ferir e me protegerei o suficiente. Meg abaixou percebendo o que eu faria, com destreza soquei o rosto do homem que respondeu prontamente chutando meu abdômen, ele de estatura mediana e desarmado ao menos esperou que eu me recuperasse, segurou meu cabelo, puxando o óculos do meu rosto diminuindo minha visão em 90%, fechei os olhos instantaneamente, mais um chute veio ao encontro do meu joelho fazendo com que eu desequilibrasse e um soco acertou meu rosto, mordi a língua e o gosto de sangue tomou conta da minha boca, tossi com força, eu vou mesmo acabar com ele.
— Está tudo bem, não se preocupem comigo._ Falei pelo comunicador, para que todos escutassem, inclusive Oliver.
O mascarado voltou a segurar minha nuca e com isso, mesmo as cegas e com um golpe reto, soquei suas partes baixas e indo no embalo, abri o olhos enxergando embaçado mais o suficiente para não perde-lo, chutei seu rosto, uma , duas , três vezes, puxei minha lâmina do cinto e montei em seu peito quando o mesmo caiu no chão e por instinto ou ódio, cravei a mesma em seu ombro e seu grito uniu-se aos disparos incessantes, mas quando fui repetir o ato, senti meu braço sendo segurado, não lutei, por saber exatamente de quem era aquele toque.
— Acabou._ Oliver falou colocando meu óculos de volta ao meu rosto atirando no peito do mascarado. — Temos que sair. Curtis achou Tobias._ Ele falou e eu assenti, os homens de Chase não eram mais numerosos fazendo minha escolta, vinha Oliver, Dig e Meg, mas minhas irmã voltou para dentro assim que chegamos na saída do departamento, Curtis veio com o carro e parou em nossa frente entramos mais que rapidamente, Oliver pegou o volante, sentei ao seu lado e Curtis e Dig foram atrás, não consegui segurar o riso seco, quando a expressão do meu amigo, passou de séria para envergonhada, Oliver e John me olharam sem entender nada, no entanto Curtis deu uma careta revirando os olhos, algo que só nós dois entendemos e Oliver balançou a cabeça em negação como se nem quisesse nos entender.
— Então para onde vamos?_ Oliver questionou diretamente meu amigo.
— Queen's Consolidated, parece que Tobias e alguns dos mascarados invadiram sua empresa e estão a caminho de pegar seu jatinho._ Curtis explicou. O olhei abismada, como ousam? Sim, Oliver Queen tem um jatinho na própria empresa, mas todos os bilionários nessa cidade tem, eles não deixariam algo tão claro assim, sabendo que podemos impedidos, ou deixariam?
— Na minha empresa droga, eu mato Church._ Oliver exclamou batendo a mão sobre o volante e acelerando o carro.
— Isso está fácil, por que sua empresa ? Seu jatinho? Quando ele poderia retrucar o que vocês fizeram com algo mais complexo?_ Dig questionou sério e eu pensava o mesmo. Church deveria se v,ingar de mim minhas irmãs, se ele fez algo assim pode ser sido por ordem da madame, porém, porque a QC?
— Merda!_ Curtis Gritou e Oliver freou o carro fazendo com que nós fossemos jogados para frente.
— O que foi Curtis?_ Esbravejei sentindo um filete de sangue escorrendo em minha testa. Averiguei o estado de Oliver que apenas espumava raiva e Dig mirava diretamente o tablet nas mãos de Curtis com uma expressão pesada e olhar chocado.
— Não pode ser... como tiverem coragem?_ Dig disse baixinho. — Ah Lis.
— O que foi?_ Quis saber já que os dois me observavam sem saber como me dizer algo.
— Chefinha, eu não tinha como saber._ Curtis disse com a voz embargada, meu amigo choraria? O que está havendo.
— Me deixa ver._ Oliver pediu e Curtis lhe deu o tablet, de raivosa a expressão de Oliver mudou para assustada e depois triste. Droga. O que está havendo?
— Oliver, o que está havendo?_ Questionei com a voz fraca. Então ele apenas esticou o tablet em minha mão e eu o peguei, em uma tela aparecia Tobias invadindo a QC e na outra, a Smoak Tech em pedaços, mostrava minha empresa desmoronando, literalmente... meu sonho, meu trabalho de uma vida desaparecendo sob meus olhos, não impedi minhas lágrimas de caírem. Olhei mais uma vez para a tela menor e mirei Tobias com raiva.
— Vamos para a QC._ Falei sem dar um oportunidade para retrucarem e Oliver voltou a dirigir, com todos em silêncios, Curtis chorava copiosamente e eu voltei a ver as filmagens o expediente havia acabado a 15 minutos todos os meus funcionários dos andares superiores já haviam sido dispensados, procurei mais atentamente as últimas gravações e pude ver o momento exato em que uma mulher alta, mascarada vestida de negro acenou para a câmera e deixou uma bomba no estacionamento subterrâneo da ST e sumiu como fumaça, meus instintos me dizem que foi a madame, ele havia feito isso, ela havia destruído tudo. Analisei as filmagens dos estabelecimentos vizinhos procurando por porteiros, seguranças, faxineiros, todo o pessoal que ainda estaria na empresa, sentindo o olhar de Oliver queimando sobre minha pele, continuei procurando informações e logo sincronizei com o programa local de Star que noticiava o acontecido.
" — Sou Susan Willians e falo diretamente da Smoak Tech ou o que sobrou dela. Ainda não sabemos a causa do desabamento do prédio, mas estaremos no local até ter mais informações, podemos confirmar que todos os funcionários dessa multinacional estão vivos, alguns com hematomas porém nenhum em estado grave, não tivemos contato com a CEO ou qualquer responsável pela a empresa, esperamos ansiosamente por um parecer deles. Digo não como jornalista e sim como mãe e irmã, que uma calamidade dessas não pode sair impune, os policiais locais discutem se foi proposital ou não, sem certezas. Contudo, nessa empresa jovens iniciaram carreira, pessoas ganharam uma nova perspectiva de futuro, essa empresa ajudou e ajuda milhares de pessoas nessa cidade! Então volto a dizer, não só por mim e sim por todos que precisam desse emprego, que quem fez isso irá pagar. E agora como ficaram os funcionários? Como a Ceo conseguirá resolver isso? Espero que continuem comigo e acompanhem o restante desse dia trágico para Star City. Para completar acabamos de saber que o ataque ao departamento de Policia de Star cessou, o FBI está no local e a única coisa que podemos afirmar é que perdemos hoje um grande homem que lutava pelo direito de ir e vir de cada cidadão dessa cidade, um homem que não era só um agente da lei e sim, um amigo para cada um de nós, sinto-me triste em dar-lhes a notícia de que o Tenente Bertinelli faleceu nessa tarde. Meus sentimentos aos familiares e agora voltemos ao estúdio."
Senti a mão de Curtis em meu ombros e sorri em resposta, coloquei o tablet sobre meu colo e mantive meu olhar no caminho em que seguíamos, já estávamos próximo a QC e eu lutava para não chorar, não me deixar levar pela tristeza de ver tudo o que trabalhei tanto para ter ir ao chão, eu estou com ódio, quero o fim de Chase, Madame, Tobias e todos que os seguiam, mas nem tudo é tão fácil, deixei uma pequena gota de lágrima rolar em meu rosto. Tenho tantas coisas para resolver, meus funcionários... eu ao menos sei o que lhes dizer, não sei o que fazer. Estou tão perdida, mas ainda não posso mesmo desabar, quando voltei a ser agente e sabendo as consequências, tinha a leve consciência de que usariam tudo o que amo contra mim e eles de fato usaram. Mesmo assim não me deixarei abalar.
— Curtis. Preciso que envie uma nota oficial em nome da empresa dizendo o ocorrido e que estamos inteiramente a disposição para ceder mais informações. Mande para todos os funcionários um adiantamento do pagamento, mais um extra pelos danos causados a cada um deles, diga que estaremos em recesso por 1 mês, mas todos os pagamentos ainda serão depositados, não estou demitindo nenhum deles, apenas ganhando um tempo. Ok?_ Falei rapidamente enquanto Curtis anotava tudo com cuidado.
— Poderia me deixar no próximo sinal?_ Curtis perguntou a Oliver que assentiu, meu amigo fez o que fez por mim, mas essa vida não é a dele. Não mais.
— A Smoak Tech, a invasão na empresa do Oliver, Tobias, Church e a tal Madame querem atacá-los publicamente, nada as escondidas._ John disse com cuidado e todos nós concordamos.
Oliver parou carro e com um olhar triste , Curtis se despediu sem nada dizer. Todos nós estávamos imersos em nossos pensamentos e o silêncio dentro do carro prevaleceu. Pude ver ao longe dois carros oficiais do FBI parados em frente a QC e os agentes evacuando os civis. Descemos do carro com rapidez indo ao encontro deles.
— Ainda o temos no terraço agente?_ Dig questionou a um deles.
— Sim, parece que estão esperando algo. Recebemos ordens explicitas da líder Canário para que não os comnfrontássemos. ._ Explicou com cuidado.
— Fizeram certo. Bom trabalho agente._ Falei verdadeiramente e o rapaz pareceu enrubescer, mas Oliver o olhou com a expressão fechada e recebendo a dispensa de John, ele saiu de encontro aos outros.
— " Estamos chegando. Nos esperem."— Escutei a voz de Tommy pelo comunicador e um conversível, o de Oliver que ainda estava no poder de Meg voada no asfalto. Tommy, Meg e Sara saíram do carro em disparada.
— Vamos subir._ Oliver deu a ordem. E com rapidez entramos no prédio. Tobias esperava por nós, eles queria nos provocar e parece que deu certo, pois eu estou com muita raiva. — Snniper e Observadora, vocês vem comigo. E vocês três._ Continuou, apontando para John, Sara e Tommy. — Vão pelo elevador de serviço._ Decretou e os três concordaram se afastando de nós.
Entramos no elevador exclusivo que nos levaria até o terraço, encostei a cabeça contra a parede de metal, fechando os olhos. Meu corpo foi acolhido em um abraço receoso, mas me deixei ser acolhida e a abracei de volta, não é o momento certo e nem mesmo Meg é de abraço, mas nesse momento, eu necessito disto.
— Nós vamos, acabar com aquela vagabunda._ Soltou baixinho.
— Se preparem meninas. Snniper tome a frente, Observadora atrás de mim._ Oliver falou assim que a porta do elevador se abriu e logo os disparos começaram.
— Eles só podem estar de sacanagem!!!!_ Meg vociferou assim que pude ver Tobias dentro do jatinho, em pleno ar. — NO CHÃO!!!!_ Gritou e senti meu corpo sendo protegido pelo de Oliver .
— Eles também tem um franco atirador!!!_ Oliver disse. Então os tiros em nossa direção cessaram, os outros apareceram atirando contra os mascarado que atirava contra nós com uma metralhadora, M2, entendi perfeitamente o desespero de Meg.
Oliver ajudou-me a me erguer enquanto atirava diretamente na direção de Tobias, que nos olhava com divertimento, então o jatinho começou a se afastar.
— FOI ÓTIMO ESPERAR POR VOCÊS! COMO EU DISSE, VOCÊS NÃO ESTÃO PRONTOS PARA NÓS!_ Esbravejou. Então eu corri, literalmente, passando por cima dos homens mascarados caídos, desviando de Tommy e Sara, retirei a lâmina de meu cinto e atirei usando toda a força do meu braço e mira, para que o acertasse, por hoje ele pode até ter vencido, eles estão muito a nossa frente, mas ele não sairia ileso e dito e feito, minha faca se clavou em seu ombro . — MALDITA!_ Vociferou e Meg apareceu ao meu lado atirando no jatinho e então como um rato Church fugiu, fizemos tanto por nada.
— Você está bem?_ Ela questionou baixinho, olhando para a paisagem a nossa frente, prédios e mais prédios, os carros se tornaram pequenos tamanho a altura em que estávamos, o vento batia com força contra nosso corpo, mesmo assim, conseguíamos ver a extensão de tudo o que aconteceu hoje.
— Vou ficar irmã._ Respondi com um pequeno sorriso.
— Vou começar a marcar entrevistas, temos que dar nosso pronunciamento sobre o que aconteceu a empresa._ Laurel apareceu no meio de nós duas, sem nos olhar observando tudo em volta, dei uma olhada longa em minha irmã mais velha, ela ainda me parecia tão pálida, Laurel não é de ficar doente, mas nada falei. Se algo estiver acontecendo ela nos dirá.
— Como achar melhor irmã._ Falei.
— Ollie, Tommy e Dig estão levando os capangas de Chase para as celas da base de Star agora que o departamento foi comprometido._ Sara pronunciou enquanto se aproximava de nós.
— Bom. Ainda temos muito a fazer._ Disse em voz alta.
— Temos sim._ Responderam em uníssono.
— Chase quer nos tirar tudo o que temos, outra vez._ Falei com um tom frio. Os sons das buzinas dos carros lá embaixo se misturavam com o barulho do vento, deixando minha voz entrecortada, mesmo assim audível.
— Ele e sua equipe estão a passos em nossa frente._ Laurel esclareceu com pesar.
— Mas dessa vez não estamos sozinhas._ Sara falou com confiança.
— Não mesmo._ Respondi com a imagem de Oliver se formando em meus pensamentos.
— Dessa vez acabaremos com ele , custe o que custar irmãs._ Meg soltou com firmeza e todas nós concordamos.
— E salvaremos a todos que estão em seu poder._ Falei, pensando no que Thea passou e por ter que fugir dele, em Ava que nem sabemos se está viva e em todas as mulheres que estão presas a ele.
— Nós levaremos todas para casa._ Sara disse com veemência, não a encarei, minha irmã ainda não sabe que pode ter perdido o amor de sua vida... e assim se mantinha forte.
— Mas antes eu quebro a cara daquela madame até essa mulher perder todos os dentes._ Meg disse ríspida, tirando um sorriso de todas nós.
— Te ajudarei com isso._ Disse em sua direção e ela sorriu malvadamente.
— Tenho medo por ela._ Laurel brincou esticando ambos os braços e aproximando-nos para um abraço. — Eu não sei o que faria se perdesse uma de vocês._ Completou, apoiando sua cabeça na minha.
— Nunca precisará saber irmã._ Respondi.
— A muito tempo não temos um abraço em família._ Meg soltou. — Eu odiava isso. Agora é até tolerável.
— Cala boca, vadia, aproveita o abraço._ Sara disse beliscando minha gêmea. E assim aproveitamos nosso momento de paz, com tudo caindo aos pedaços aos poucos nós tentávamos nos manter assim, unidas, contra tudo e todos, meu alicerce são elas e mesmo que tudo mude daqui em diante, nós continuaremos juntas.
— Papai e mamãe, vão cuidar de nós, independente do que aconteça._ Murmurei sentindo minhas lágrimas descerem copiosamente, podendo libertar tudo o que prendi em todo esse tempo, enquanto a adrenalina saía do meu corpo, podendo não ser forte e seus olhares triste, contradiziam toda a força que tentavam manter, nós tínhamos medo de que tudo em nossa volta desabasse de uma forma que não pudéssemos impedir.
— Eles vão e eu prometo que cuidarei de vocês, enquanto eu puder irmãs, tenham certeza disso._ Laurel falou com calma, minha irmã sempre fora protetora e sei o que suas palavras significam, ela faria de tudo por nós, sempre.
— Eu amo vocês, parem com essa papo triste, nós vamos vencer._ Sara indagou, enquanto nos soltávamos.
— Eu odeio vocês, mas concordo que vamos vencer, no final, iremos vencer._ Meg completou.
— Vamos sim._ Falei, enquanto caminhávamos até o elevador, eu não sei o que nos espera no final de tudo isso, temo pelo que pode custar nossa vitória e fico com medo pelo o que pode nos acontecer, mas minha esperança é focalizada em nós, minhas irmãs, John, os meninos e todos que nos amam, que quando precisarmos, eles estarão lá por nós.
Pov Oliver
Desde o momento que Felicity se despediu de mim na base, nós não tínhamos nos visto. Somente vi seu rosto pela TV enquanto ela ao lado de Meghan e Laurel eram entrevistadas sobre o ocorrido a Smoak Tech e em todo momento quis ir ao seu encontro e para lhe dar um abraço, pois desde que a vi no carro, tentando se manter forte, vendo sua empresa ir ao chão por causa de uma das façanhas de um homem que já lhe tirou tanto, me fez ter raiva mais raiva ainda desse psicopata, mesmo afastada de mim ou qualquer outro, além dar irmãs, ela se manteve firme.
Depois de dias dormindo fora, essa noite dormi na mansão, assim como Tommy e Sara, mas logo cedo recebemos a notícia do enterro do pai de Helena e eu me despedi de ambos, com um destino certo, mandei mensagem para Felicity perguntando se ela iria comigo, dar apoio minha amiga e ela aceitou de primeira. Mesmo vivendo um pesadelo, ela ainda se preocupa com os outros, não esperaria nada diferente da mulher que está ao meu lado.
Estacionei em frente ao prédio de Felicity, local que conheço tão bem ela já estava parada conversando com o porteiro que apenas acenou em minha direção e ela se despediu e rapidamente entrou no carro.
— Como Helena está Oliver?_ Perguntou de primeira enquanto sentava-se no banco de carona, vestida com um vestido preto de mangas longas e óculos escuro, seu sorriso era triste, o que fez meu coração se entristecer mais por não poder te dar o apoio que precisava.
— Ainda não sei, mas é uma tragédia, no mesmo dia em que ela volta para a cidade e ter acontecido isso, seu único laço familiar era com ele e não consigo imaginar como ela deve estar._ Confidenciei, sem ligar o carro virando-me para Felicity e colocando uma de suas mãos sob a minha.
— Helena deve estar desolada, ela perdeu a única família que tinha e isso é horrível._ Ela disse com a voz embargada, aproximei-me dela abraçando seu corpo ao meu, Felicity também perdeu os pais, sabe exatamente a dor que minha amiga deve estar sentindo e sei o quanto pode machucar. Não tenho ideia do sentimento verdadeiro, mesmo que eu diga que não respeito Robert como pai, vê-lo ontem arriscando-se por Felicity e por todos nós, lutando ao nosso lado, pude ver que eu amo meu pai e sei como ele é. Não posso dizer que o que ele fez foi certo, não mesmo. Mas não me imagino sem ele aqui, puxando minha orelha e lutando por mim quando for preciso. Igualmente a minha mãe, ela viajou sem dar notícias, tipico dela. Mas tenho um pressentimento bom de onde ela deve estar, se não a mesma estaria junto a nós com suas broncas e sutilidades, no entanto desconfio que esteja com Thea, minha mãe sempre protegeu demais nossa pequena. Por essas coisas digo que não sei como seria sem eles, sem a proteção de ambos. Mas sinto a dor de Felicity nesse momento e ela me corrói por dentro.
— Nós daremos todo o apoio que ela precisar._ Disse e ela concordou afastando-se de mim. — Agora me diga, como você está?_ Questionei.
— Estou lidando com a situação do melhor jeito que posso._ Falou com pesar. — Perdi um grande projeto, que construímos por meses, perdi minha empresa, tenho funcionários no hospital que visitei, cada quarto e conversei como cada familiar, recebi o carinho de todos o que eu ao menos mereço. Fiquei ao lado de Laurel quando ela convenceu os acionista de que não foi algo criado por má gestão minha e segurei Meghan quando a mesma quis sufocá-los por dizer que eu deveria estar atenta a esse tipo de acontecimentos. Eu estou lidando com tudo, tenho minhas irmãs e Curtis que nossa, está se virando para me ajudar com tudo, mesmo sem ter um local fixo de trabalho, mas sabe de uma coisa? Estou lidando com tudo, com meus pensamentos focados em você, eu preciso tanto de você Oliver._ Continuou, dessa vez retirando os óculos e olhando dentro dos meus olhos, os seus eram suplicantes, vermelhos com marcas de choro e expressão de quem não descansou um segundo, então mais uma vez me aproximei, deitando a cabeça dela em meu peito, com todo o cuidado e delicadeza que eu poderia lhe dar.
— Desculpa por não estar com você._ Disparei enquanto acariciava seu rosto.
— Desculpa por não ter pedido que ficasse comigo, estou tão acostumada em ter só as minhas irmãs, que esqueço de todo o resto._ Assumiu.
—Eu entendo, que precisou de espaço, mas a partir de agora não sairei do seu lado._ Confidenciei com a voz baixa, fechei os olhos, senti seus braços rodearem meu quadril e assim ficamos, meu carro já tinha seu cheio floral por todo ele e meu coração também esse momentos raros raros ao lado dela me deixam com mais certeza do que sinto, mesmo com o mundo desmoronando lá fora, nós ainda superamos cada obstáculo posto por estarmos juntos, eu nunca pensei que chegaria a amar, sim é essa a bendita palavra que resume o que sinto por Felicity, é amor, puro e verdadeiro amor. Sei que não é o momento certo para te dizer como me sinto, mas demonstrarei em cada ação minha, o mu sentimento por ela.
— Obrigada Oliver, também não quero que me deixe em momento algum._ Falou erguendo a cabeça e dando um beijo rápido em meus lábios, mas não permiti que se afastasse, colei seus lábios aos meus, tornando nosso beijo lento e calmo em algo memorável, passando-lhe segurança, permitindo que ela pudesse ver o quanto eu quis estar ao seu lado, senti Felicity suspirar entre os beijos, colocando as mãos em meu peito e segurando-a pela nuca e pela cintura mantive a parada, sugando seus lábios e a beijando levemente, seu lábios doces correspondiam aos meus , com conhecimento e intimidade me deixando mais apaixonado, me fazendo amar ainda mais minha loirinha e sentindo que nós ainda teríamos um longo dia pela frente encerrei nosso beijo e nós dois voltamos a nossos lugares.
— Vamos, Helena precisará de nós._ Ela falou recolocando seus óculos e eu assenti em resposta.
Pelo resto do caminho Felicity nada disse e eu preferi deixa-la junta de seus pensamentos, assim que chegamos ao local em que o pai de Helena seria enterrado, estacionei o carro, no momento o corpo do Tenente era deixado na capela em que todos poderiam dar o último adeus, o local era coberto por jornalistas e repórteres, além de uma multidão de pessoas chorando pela morte do mesmo, ele era amado pelos cidadãos da cidade. E ninguém mancharia sua imagem, mesmo sabendo o que sabemos, depois de sua morte, segurei na mão de Felicity e pude ver Dig ao lado de Helena, ele havia se voluntariado para fazer sua segurança durante o funeral, já que não sabemos onde a madame ou Chase atacariam, preferimos prevenir.
Enquanto caminhávamos, foquei no rosto de Helena marcado por lágrimas e uma expressão cabisbaixa, nada tipico dela, quis poder a apoio a ela e Felicity vendo o mesmo que eu soltou minha mão dando sinal para que eu fosse até minha amiga e a mesma foi até Dig que a recebe com um forte abraço, assim como fiz a Helena que ao me ver se pois a chorar, copiosamente, essa mulher sempre foi a mais sorridente que conheci, nunca se deixava abalar por nada, suas loucuras era as mais impressionantes e seu jeito de lidar com tudo era o mais difícil. Porém agora, ela era apenas a sombra da Helena Bertinelli que conheci a anos atrás.
— Ollie, por que meu pai? Por que ele Ollie?!_ Perguntou-me com a voz desesperada , abraçando-me mais forte. — Eu o vi uma única vez eu não deveria ter voltado a essa cidade maldita, Ollie, meu pai Ollie... como viverei sem ele!!!_ Exclamou chorando mais abertamente, seu corpo tremia e eu tentava não deixa-la desabar, seu sofrimento é nítido, ela perdeu quem mais amava.
— Ele está em um lugar melhor Helena, por ele seja forte. Você pode ter vê-lo no fim de tudo, voltar não foi ruim. Ele te amava tanto._ Falei calmamente Felicity se aproximou dela e Helena então abraçou minha namorada que a recebeu em seus braços e apertou minha amiga contra si.
— Sei que demorará para assimilar tudo isso e que não nos conhecemos a tanto tempo assim, mas se precisar de qualquer coisa Helena. Estou aqui para você._ Felicity disse lentamente.
— Obrigada Felicity, vi o que aconteceu com sua empresa e quero dizer que o que precisar... foi algo tão triste._ Helena respondeu com a voz chorosa.
— Tudo bem. Meus sentimentos a você Helena e saiba que tudo irá melhorar._ Felicity proferiu as palavras com certeza, olhando em meus olhos, com um brilho diferente o que aqueceu meu coração e depois focou novamente em Helena.
— Vai sim, após o enterro irei embora. Não tenho um motivo para ficar nessa cidade, não mais._ Confessou e eu concordei. Ela precisaria de um tempo para si, para ingerir o que aconteceu.
— Porém se precisar estaremos aqui por você, ok?_ Felicity falou e ela concordou brevemente.
— Agora tenho que liberar o corpo para que seja enterrado, se me dão licença, adorei conhece-la Felicity, obrigada por tudo Ollie, desejo o melhor para vocês, de verdade._ Se despediu acenando e logo todos caminhavam ao seu lado enquanto o caixão era erguido e mais uma vez segurei a mão de Felicity.
— Queria poder fazer mais por ela._ Felicity confidenciou enquanto víamos há distância a caminhada fúnebre.
— Ela ficará bem, eu também queria , mas ela precisa desse tempo para si._ Disse e Felicity concordou.
— Eu não estou me sentindo bem nesse lugar Oliver. A última vez que passei por isso foi no enterro dos meus pais._ Explicou apertando forte minha mão contra sua. — Podemos ir?_ Questionou e eu concordei.
— Vou tirar o dia para cuidar de você, vamos para casa._ Confessei e pela primeira vez seu sorriso veio verdadeiro, acenei em despedida para Dig e saí com Felicity ao meu lado, nossa caçada contra Chase ainda não acabou, vamos resgatar todas as mulheres em seu poder, mas por hoje, cuidarei da mulher que amo.
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