Jogo Perigoso

31 Promessa


Notas iniciais
OPA! Que é dia de capítulo novo! Sei que estão ansiosos, mas eu gostaria de dizer algumas coisinhas, se puderem dar uma mega atenção as NOTAS INICIAIS! CRONOGRAMAS DE POSTAGEM NA RETA FINAL: 11/03: PENÚLTIMO CAPÍTULO 18/03: PRIMEIRA PARTE DO ÚLTIMO CAPÍTULO 22/03: SEGUNDA PARTE DO ÚLTIMO CAPÍTULO 29/03: EPÍLOGO Obs: Como alguns dos leitores sabem, parei de postar duas vezes por semana por estar tendo bloqueio e quando minhas férias acabaram, nossa tudo voltou a ser um caos e por um momento pensei em dar um tempo da fanfic... mas putz! A cada capítulo lançado, mesmo só aos domingo vocês me incentivam tanto que eu fico pensando que não posso abandonar ela dessa forma, já que todos vocês me receberam tão bem, aceitaram a ideia que propus na Jogo Perigoso, então eu agradeço pelo incentivo, pois mesmo cansada, mesmo que as vezes fique sem ideias para nada. Penso em todos os leitores que estão comigo nessa caminhada. Sim, mudei as datas finais, mas é por pura disponibilidade de tempo, tudo bem? Espero realmente que me entendam. Tenho a perguntar vocês nas notais finais. Boa Leitura!

Pov Felicity

Assim que chegamos em meu apartamento, Oliver foi firme em me pedir para tomar um banho dentro da banheira, enquanto ele preparava algo para comermos. Não discuti, ele parece querer me distrair de qualquer coisa ruim e eu fico contente por isso.

Nosso dia não começou bem, ir ao enterro do pai de Helena me fez relembrar toda a dor e sofrimento que passei na morte dos meus pais, seu rosto demonstrava uma tristeza imensurável e eu me vi em seu lugar, com a mesma expressão e o mesmo jeitinho de querer fugir de tudo. Posso ter errado em desconfiar de Helena assim de primeira e me arrependo, ninguém deveria passar pelo o que ela está passando.

Comecei a retirar minha roupa com cuidado, caminhei lentamente até a banheira e senti que a água já estava como gosto, inibida e precisando de um momento de descanso, entrei na mesma e permiti que a água me cobrisse por inteira. Soltei o laço do cabelo e me recostei, fechando os olhos e deixei meu corpo se relaxar o suficiente para que eu pudesse ficar em paz, em meus pensamentos.

Saber que Adrian está por ai, apenas esperando o momento certo para fazer mais alguma coisa contra nós me deixava apreensiva, ver o que a Madame pode fazer em apenas algumas horas me assustava e ter Church solto novamente me fazia temer, era algo tão simples no começo e agora, estamos jogando o jogo que eles arquitetaram. Eles nos tem sob controle e consegue me desestabilizar apenas com uma jogada, pensei que estávamos na vantagem, mas é ao contrário, somos apenas levados a ir contra ações já preparadas por eles. Chase antigamente, era sozinho, agia por si só, porém, como nós com o tempo ele também mudou. Ainda não sei como a mente desse psicopata funciona, se ele apenas reage a nós ou que ser assim, ruim e doente dessa forma é o seu jeito de ser, não digo que Adrian mereça qualquer tipo de misericórdia, pois ele não merece. Mas quero poder saber sua linha de pensamento, para poder chegar a frente, poder impedir suas ações, premedita-las.

Sinto raiva pelo o que me fizeram, antes e por minha empresa, meu sangue ferve em ver como o ser humano pode ser ruim a essa maneira, mesmo assim, com Oliver ao meu lado, posso raciocinar o suficientemente bem, para saber que no momento certo, eles irão pagar por tudo.

Estamos chegando ao fim de tudo o que ele fez a nós, pois iremos retrucar, nós iremos salvar as meninas e tenho fé que dessa vez Chase não fugirá, nem mesmo seus parceiros. Eu tola eu me refugiar em meus medos, quando ele nos atingiu a primeira vez, posso ver claramente, que quando tivemos a oportunidade de salvar meus pais, eu falhei por ter medo, por permitir, que ele me tornasse cega, eu falhei. Mas dessa vez será diferente.

— Felicity?_ Escutei a voz de Oliver, baixinho ao meu lado e abri os meus olhos, encarando suas orbes azuladas sobre mim. — Posso?_ Questionou apontando para a banheira.

— Não._ Falei com um biquinho de irritação, totalmente falso e ri quando sua expressão se tornou confusa. — Vem Oliver._ Continuei e ele entendendo o recado, retirou suas roupas com cuidado ficando totalmente nu e dei espaço para ele e permiti que Oliver se sentasse atrás de mim, o que fez com que metade da banheira se esvaziasse e eu ri mais abertamente, mas quando ele se acomodou, encostei minhas costas sobre seu abdômen e a cabeça permaneceu em seu peito, Oliver rodeou meu corpo com suas mãos em um abraço e recostou o queixo em meus cabelos.

— Perdão, sei que prometi cozinhar algo para nós, mas meus pensamentos e meu corpo queriam estar ao seu lado, baby._ Oliver falou, sem seu tom cretino habitual, apenas como um homem cansado, pensei em protestar pelo apelidinho, mas no momento eu até que gostei.

— Fico feliz que tenha vindo._ Ronronei — Com você me sinto em paz, você sabe disso, amor._ Soltei com delicadeza, puder sentir o corpo dele se retesar e escutar seu coração acelerar ao ouvir minhas palavras, soltei um pequeno sorriso, ele reage a qualquer coisa que eu fale.

— Amor?_ Questionou com cuidado.

— Sim, meu você é o meu amor Oliver._ Salientei e ele me abraçou com mais força, fazendo com que água da banheira de agitasse contra nossos corpos. — Obrigada por estar comigo._ Agradeci verdadeiramente.

— Estarei com você para tudo, Felicity. Eu... sei que não é o momento ideal, mas preciso te conta algo._ Falou apreensivo, apenas me dediquei a escutar. — Eu estou com medo de que seja rápido demais para dizer ou que você não esteja pronta para tal, os últimos acontecimentos... estão mais que recentes e pode ser que nem sinta o mesmo, mas eu queria te dizer que.. te...

— Amo._ Falamos em completo uníssono. Me calei no momento em que notei o que eu disse e para digerir suas palavras. Oliver disse mesmo que me ama? Eu não estou alucinando? Ele me ama? — Repete o que disse._ Pedi.

— Eu te amo, amo tanto que tive medo de te dizer, amo tanto que saber que você me ama, me faz parecer um menininho apaixonado. Felicity você me ama? Mesmo?_ Questionou receoso.

— Amo Oliver, te amo mais do que poderia imaginar, não sei exatamente quando aconteceu, mas de repente, eu estava te amando e poder te dizer isso, as três palavrinhas é libertador, pois eu te amo que não conseguia mais fingir, me apaixonei por um homem impulsivo e cabeça dura, que com o tempo, percebi que é o amor da minha vida, dizem que quando amamos, nor tornamos cegos e eu digo que é uma mentira, por te amar como amo Oliver, vejo seus defeitos e qualidades, enxergo a forma que protege a tudo e a todos ao seu redor, te observo bem antes de nos conhecermos e mesmo querendo manter distância do playboy mulherengo, muitas vezes agradeci por você não permitir que a Sarinha se metesse em confusão e a protegesse como sua irmã, observo o jeito como você cuida de Tommy mesmo que viva o chamando de idiota, Oliver, você protege quem ama. Ri de felicidade em ver você ultrapassar as barreiras de proteção da Meg a ponto dela se sentir bem ao seu lado e mesmo fingindo que não, posso ver que tem algo relacionado a Laurel que não sei, vejo os olhares cúmplices que trocam, mas não peço que me diga, só agradeço por zelar por ela, independente do que for, você me conquistou por várias maneiras, mas o que me fez simplesmente te amar é por que posso deixar minha vida em suas mãos e de quem amo e saberei que você sempre estará lá por nós, você se tornou família, se tornou tudo para mim e Oliver, mesmo parecendo uma boba, chorando assim enquanto me declaro como uma apaixonada, só quero dizer que se um dia eu quiser me afastar, peço que não me deixe, peço que insista, pois nunca senti isso por ninguém, apenas por você... meu amor._Respirei com calma, as lágrimas rolavam em meus olhos e eu sorria, mesmo de costas para ele e de olhos fechados, senti Oliver dedilhando minha silhueta, seu coração batia com mais força e sua respiração tentava se tornar calma, eu não me arrependo de nada que falei, não mesmo. — Eu te amo Oliver Jonas Queen._ Completei com a voz embargada pelo choro.

— Eu te amo, Felicity Smoak Lance. Não posso competir com o que me disse, nem tentaria, mas também te digo, você é o amor da minha vida, minha mulher perfeita, minha pura e verdadeira felicidade, algo que não planejei e apenas quando me perdi no seu olhar eu descobri quem sou. Apenas sentindo o seu suave toque eu entendi o significado de amar. Com você, eu não preciso de muita coisa pois eu já tenho a maior riqueza que alguém pode sonhar. Por você eu sou capaz de tudo, eu lhe dou o meu sorriso só para não ver você chorar. Eu tomo as suas dores só para ver você feliz. Eu caio primeiro para evitar que você caia. Eu faço qualquer coisa só para ver esse sorrisinho lindo no seu rosto, esse sorriso que me faz delirar, eu nunca me entreguei a alguém dessa forma Felicity, nunca amei assim. Me desculpa por falar coisas que não devia, por às vezes fazer coisas sem pensar, pelas palavras que a magoaram, por tudo o que eu fiz e por tudo o que eu não fiz! Pois eu vou errar muitas vezes, não por não te amar e sim por amar até demais! Quero um lar, quero um família, quero te dar tudo o que puder, pois meu coração já é seu..._ Arfou e eu me virei para lhe olhar nos olhos, mirando o rosto do homem que amo, marcado também pelo choro, encostei meus dedos em sua face, limpando suas lágrimas, nós dois tivemos um dia difícil e procuramos abrigo um no outros. Somos duas pessoas procurando ser completos juntos e parece que estamos conseguindo. — Obrigada por me permitir te amar._ Finalizou, aproximando seu corpo do meu e com seus lábios macios, beijando minha testa, um gesto de cuidado, demonstrando seu carinho...

"I know that we’re not the same
But I’m so damn glad that we made it
To this time, this time, around, yeah"

" Eu sei que nós não somos mais os mesmos
Mas eu estou tão feliz com o que nós construímos
Neste tempo, nesse tempo, ao nosso redor, yeah"

Pov Oliver

Descobrir que Felicity realmente me ama, foi surpreendente. Após nosso banho, a coloquei em meu colo e carreguei até o quarto, a fiz comer algo, mesmo que a mesma só quisesse dormir ao meu lado e logo atendi a seus pedidos, dormimos por horas a fio, sem fazer nada, apenas abraçados um ao outro, em momento algum da minha vida me imaginei tão entregue a uma mulher, mais com ela é diferente, me sinto completo ao lado de Felicity e poder observar o jeito em que respira constantemente enquanto dorme, seu sorriso imperceptível mesmo assim se fazendo presente, o rosto não mais marcado por lágrimas, me fazia sentir o homem mais sortudo do mundo. Sem me mexer muito, apoiei a cabeça sobre o cotovelo e mirei toda a extensão do seu corpo belo, suas madeixas estavam tampando parte do seu rosto, seu corpo era coberto por uma camisa do arqueiro verde a mesma que ela usava quando trouxe bombons para ela, quando me sentia arrependido pelo o que fiz, nem parece que tem mais de um mês que isso aconteceu e eu era mesmo um idiota, suas lindas pernas estavam expostas o que me deixava a delirar. Seu pequeno short branco contra sua pele me permitia ter pensamentos nada inocentes.

Quando estou com Felicity, nada ruim consegue nos atingir, todo o mundo lá fora para nós, está um caos, mas aqui posso fazer de tudo para lhe dar paz e amor, muito amor. Ela me ama mesmo. Felicity me ama. Me recordo com vivacidade de como suas lágrimas não lhe pertenciam ao expor seus sentimentos, a forma em que me tocou fundo, onde eu ao menos sabia que existia amor. Mas Felicity fez com que tudo em mim se expusesse ao escutar palavras tão belas e como um homem apaixonado, apenas senti, apenas deixei se libertar uma emoção tão grande que não cabia mais em meu peito. Felicity me mudou completamente.

— Oliver... para de me olhar assim sei que estou horrível!_ Ouvi sua voz sair junto a um bocejo e como um bobo, a abracei, enquanto beijava rapidamente seus lábios.

— Você está linda, amo zelar por seu sono._ Respondi não dando a miníma para seu bico de irritação.

— Eu sou horrível dormindo._ Retrucou, levando a mão até a cabeceira para pegar seus óculos e logo o pôs. Revirando os olhos em minha direção. — Para de rir como idiota!

— Seu idiota!_ Voltei a irrita-la. Seus tormentos estão constantes em sua mente, posso ver, seu olhar denuncia, mas poder a fazer sorrir, ter sua atenção em mim, já era o bastante, poder fazer com que ela queria estar bem, me faz bem.

— OLIVER!_ Rosnou socando meu peito ferozmente. — Desculpa, eu não quis fazer isso!_ Se desculpou a ver minha expressão se tornar triste e então comecei a rir abertamente a soltando como um foragido corri, para para a outra parte do quarto. — OLIVER! VOCÊ ESTÁ ME MANIPULANDO!_ Vociferou lançando um travesseiro em minha direção e logo desvivei.

— É engraçado baby._ Murmurei cretinamente então mais um travesseiro foi jogado do qual mais uma vez desviei mas Felicity correu em para mim e em segundos caímos quando seu corpo se chocou contra o meu. — Ai, muito pesada._ Soltei sem medo.

— VOCÊ ME CHAMOU DE PESADA?_ Questionou ficando vermelha, ela não está corada, seu olhar transmite fúria. Eu fui longe demais, Felicity irá me matar.

— Baby, calma. Calma! Sem violência._ Comecei a falar mansamente, tentando segurar seus braços enquanto ela como um boneco exorcista encarava todos os lados do quarto, porém quando seu olhar bateu contra um de seus saltos ela sorriu assustadoramente. Psicopata demais até para ela. Por um momento pude ver a identificação real de Felicity com suas irmãs psicomalucas.

— Sem violência._ Repetiu tentando se levantar porém não permiti e girei meu corpo e pude ficar acima dela, prendendo-a com todo meu peso e rindo ainda mais de como Felicity parecia explodir e me olhava com total fúria.

— Te amo._ Falei mansamente, beijando sua bochecha. — Te amo._ Repeti bem baixinho perto de sua orelha e senti sua pele arrepiar contra a minha. — Está mais calma baby? _ Questionei a mirando de esgrelha.

— Cretino_ Soltou revirando os olhos. — Também te amo, mas quero te matar Oliver._ Ponderou respirando mais devagar.

— Só me mata se for de amor._ Disse rindo um pouco.

— Para de idiotice Oliver._ Retrucou se levantando e eu desta vez permiti que o fizesse e a mesma me ajudou com cuidado, analisando cada um dos meus atos.

— Idiotice? Você estava rindo Felicity!_ Retruquei a colocando em meu colo e caminhando pelo corredor.

— OLIVER!_ Exclamou enquanto descíamos as escadas.

— Meg? Tommy?_ Questionei ao ver ao ver ambos deitados sobre o sofá de Felicity.

— Me põe no chão._ Minha namorada pediu e assim o fiz, obediente, já que seu tom de voz demonstrou irritação.

— Calma irmãzinha, eu vim dar um aviso._ Meg foi a primeira a se defender como Tommy que havia se levantado e ido para trás de sua namorada, que encarava a minha com temor. Eu no lugar de Tommy faria o mesmo, nos tornamos fracos.

— O que eu falei sobre ficar quebrando minha segurança Meg? Eu te expulsei daqui exatamente por isso!_ Felicity vociferou para a irmã que parecia se encolher ao ouvir a voz de minha loirinha tão dura.

— Não por isso se me lembro bem._ A loira provocativa falou e logo Felicity revirou os outros irritados, mas com um sorriso e Meghan piscou em resposta. Encarei tome confuso, realmente que só as duas entendem. Irmãs. Gêmeas.

— Como entraram?_ Felicity perguntou cruzando os braços.

— Janela, você reforçou a segurança._ Meghan falou como se fosse óbvio.

— Janela?_ Perguntei a Tommy que assentiu. Igualmente loucos, os dois. Insanos.

— E você concordou Tommy?_ Felicity encarou meu amigo inquisitiva.

— Liiiiiiiiis, eu te amo. Mas ela me forçou!_ Respondeu se afastando de ambas, Tommy... como consegue assinar seu diploma de idiota assim de graça? Ele pede para morrer.

— Indo contra mim docinho?_ Meghan indagou, mirando meu amigo enquanto retirava de seu bolsa uma pistola e a girava , dei um passo para trás. Por puro instinto de proteção.

— Lis posso me esconder em seu quarto?_ Por favorzinho._ Tommy perguntou a minha namorada que por um segundo nos encarou e colocou a mão sobre a cabeça. — Me protege Lis!!!_ Pediu correndo em socorro de minha namorada, parece que o jogo virou.

— Dessa vez você errou, deveria ter ficado ao lado dela, como Curtis fez da última vez._ Ela disse e Meg como uma maníaca concordou, por um momento me senti deslocado por todos saberem de um assunto especifico e eu não ter ideia do que eles estavam falando.

— Você me defendeu da última vez._ Meu amigo retrucou colando seu corpo ao de minha namorada, respirei fundo, eles são cunhados, amigos, Tommy é meu melhor amigo, mas por que ainda sinto ciúmes da aproximação de ambos? Cruzei os braços, observando minha garota abraçar meu melhor amigo, como se realmente precisasse desse toque, diferente de como foi comigo, fora do contesto da situação, pude ver a própria Meghan sorri ao analisar o mesmo que eu, porém sei rosto logo tornou a volta a mesma expressão maníaca de antes, no momento em que Tommy a olhou de esgrelha. Como ela pus em meu rosto uma indiferença falsa. Minha namorada ainda busca forças para encarar tudo o que está dessa porta para fora.

— Da última vez eu preguei uma pegadinha enquanto você dormia no quarto de Felicity._ Meghan soltou em provocação. — Ainda medroso docinho?

— Por que ele dormiu no seu quarto?_ Me meti na conversa e então Felicity me olhou sem nada dizer.

— Por causa do meu pé._ Explicou e eu assenti.

— Não só por isso, ela dormiu agarradinha comigo de conchinha o momento mais especial da vida dela, quem diria Ollie, pela primeira vez peguei a garota primeiro que você._ Tommy provocou com total diversão e pela primeira e última vez desejei uma arma, convivência com Meghan, eu mato ele.

— Não poderia perder a oportunidade não é? Tommy!_ Minha namorada sussurrou, sentando-se retirando toda a proteção sob ele e Tommy se vendo entre dois olhares assassinos se direcionou a porta.

— Posso?_ Questionei pedindo a arma de Meghan que mais que sorridente a trouxe até mim e Tommy nos encarava com medo.

— Cunhado, mira nas bolas._ Ela falou firme.

— Mirarei._ Respondi, segurando a Glock em minhas mãos.

— Então dormiu com minha namorada Tommy? Ok._ Falei apontando para ele que tentava sem sucesso destravar a porta então correu para a janela da sala, fui ao seu encontro e o que eu menos esperei, ele jogou seu corpo contra a janela já aberta e assustado pela sua atitude fui averiguar, Tommy descia correndo pela escada de incêndio.

— DORMIIII!!!!!!! TOMMY MERLYN DORMIU COM SUA GAROTA!!!!!!! E PRIMEIRO QUE VOCÊ!!! AH!!!!! TOMA ESSA OLLIE!!!!!!!_ Gritou com total infantilidade, idiota.

— Ele vai voltar._ Meghan disse.

— Vocês assustaram ele. Tadinho do Tommy._ Felicity se pois a dizer.

— Para que eu vi você rindo._ Meg retrucou e Felicity em fim soltou um sorriso genuíno, me fazendo rir de sua risada gostosa e Meghan nos acompanhou, quem diria que as besteiras de Tommy nos fariam dar gargalhadas!

— Vamos diga, qual o recado que veio nos dar?_ Questionei e seguida.

— Laurel está em Los Angeles. E parece que nessa madrugada ela armou um plano e viajou para lá para arquitetá-lo. Dig e Sara estão nos esperando para que embarquemos ainda na hora do almoço._ Explicitou e eu assenti. Enquanto todos nós tentávamos digerir tudo o que aconteceu, a líder da equipe criou um plano de resposta, enquanto nós cuidávamos uns dos outros, ela pensou a frente. Parece que mais uma vez teremos que encarar nossa realidade fora do apartamento.

— Parece que finalmente pegaremos Chase._ Falei por alto, para ela ter ido para onde sabemos que esse monstro fica, pode ser que seja nossa última tentativa de ataque e a primeira para recuperar as mulheres em seu poder.

— Parece que o final disso tudo está chegando._ Felicity se pôs a falar com um brilho perigoso no olhar. — E eu estou ansiosa._ Completou.

Pov Ava

Há exatamente 48 horas não tenho notícias de Chase, há exatamente 48 horas, me banharam e trocaram minhas vestes, há exatamente 48 horas, limparam minhas feridas e me alimentaram e há exatamente 1 hora e 55 minutos me avisaram que o "senhor" Chase deu ordens explicitas de que eu fosse para o salão e se pestanejasse, levaria uma bala na cabeça.

Nesse momento entendi onde era meu cativeiro, no bordel Lux, hoje pela primeira vez permitiram que eu saísse do bendito quarto e me reuniram as outras, sim, as outras mulheres que Chase mantinha sob seu poder.

Um dos homens nos dava instruções enquanto eu e mais algumas éramos obrigadas a limpas, mesas e cadeiras, enquanto outras entre choros ensaiavam sensualmente com aqueles homens tocando em seus corpos se permissão e as olhando com cobiça.

E eu não podendo nada fazer, tenho muita sorte de não estar morta, Chase não me quer viva, ambos sabemos. Mas ele quer respostas e fará de tudo para obtê-las. Sei que se eu desobedecer alguma ordem, levarei um tiro diretamente na cabeça, pois um dos homens me acompanha desde a saída do quarto e mostrava a todos a quem ele apontava aquela pistola e seu alvo, sou eu.

Meu corpo ainda não se regenerou , sinto cada um dos meus ossos se retesarem em cada movimento que faço, mas não reclamo, nem posso. Recebendo olhares atravessados de algumas das mulheres, foquei em minha tarefa, peguei a esponja, jogando-a dentro d'água e apertando para tirar o excesso e voltei a esfregar o balcão, colocando toda a atenção no ato, preciso que vejam que realmente estou interessada nisso e não em procurar formas de mandar a localização do local para Sara, não em fugir. Pois sei que realmente não conseguirei, já que a todo momento os homens de Chase chegam aos montes, só preciso de um celular e logo Sara e as irmãs saberão a localização exata. Para quem estou mentindo? Eu só preciso escutar a voz de Sara, a uma semana atrás, pensei que morreria, a dois dias atrás vi meu fim, mas estou viva, ainda estou viva, nunca acreditei em um Deus ou em nada que pudesse me fazer ter fé . Mas se realmente existe alguém lá em cima, ele está olhando por mim, mesmo com toda a dor, mesmo com todo meu sofrimento. Acho que ele pode apenas estar me mantendo viva, para ver ou escutar a mulher que amo pela última vez. Não sei se é verdade, mas é a única coisa em que posso me agarrar no momento, meu fio de esperança.

Estranhei quando muitos dos homens começaram a passar pela entrada, um alvoroço, vozes em alto e bom som, sobressaindo o silêncio em que estávamos e todos inclusive eu paramos nosso trabalho e encaramos quando Tobias Church, quem bem conheço passou com um sorriso vencedor, com o braço coberto por curativos, mas ainda sim sorrindo.

— VOLTEI ! UM BOM FILHO DA PUTA A CASA TORNA! QUERO DUAS DAS MAIS GOSTOSAS SUBINDO COMIGO, TENHO UM NEGÓCIO PARA MOSTRA A VOCÊS DELICINHAS._ Vociferou e por pouco não revirei os olhos, que homem asqueroso. Fingindo limpar, me escondi atrás de um dos homens, pois eu estava quando Tobias foi preso há anos atrás e já tenho com o que me preocupar, prefiro ficar fora de seu radar. Duas meninas, com menos de 18 anos não sei o certo, foram ao encontro de Tobias que sorrindo maliciosamente para ambas e logo saiu de minhas vistas.

— Patético._ Exclamou a madame, que entrou majestosamente pela entrada olhando sério para cada uma das meninas. Ela realmente havia conseguido tirar Tobias da equipe Alfa, quem é essa mulher? E por que sinto raiva?! Ela não tinha ao menos um arranhão em sua pele branca. Tento não pensar em como Sara ou os outros podem estar, sei que são fortes, mas temo pelo o que essa mulher possa ter feito, já que já experimentei do seu lado ruim e perverso. Duvido que ela ao menos tenha um lado bom. — SHARPE!_ Falou duramente, olhando em minha direção e o homem que me acompanhava, mirando a arma em mim, apenas indicou que eu andasse, larguei tudo que estava em minhas mãos e fui, andei lentamente, todos abriam o caminho para que eu passasse, uma meninas me olhavam com pena e outras ao menos me olhavam, sou apenas mais uma, dentre as sobreviventes que estão nesse lugar e muitas já se foram e temem que eu seja uma delas. — Boa menina._ Disse com sarcasmo. — Eu vi sua tão amada Canário._ Salientou com vontade, encostando seus lábios, pintados e vermelho sensualmente me causando ânsia.

— O que fez a ela?_ Questionei diretamente, com medo e que algo realmente tenha acontecido a Sara, porém, preferi não demonstrar.

— Nadinha. Fique tranquila. Ela foi apenas um joguete, mas se posso dizer, ela está realmente bela._ Ponderou dando e ombros. — Será uma peninha ter de matá-la se ela ousar se meter em meu caminho.

— Você não vai tocar nela!_ Vociferei dando um passo a frente e logo todos os seus seguranças, apontaram suas armas contra mim. Todas as mulheres em nossa volta deram passos para trás.

— Abaixem as armas._ Ela ordenou e todos obedeceram automaticamente. — Eu não quero tocar nela. Até gostei dela. Mas o que posso fazer, ela é uma Alfa e Chase as quer mortas e quando elas entrarem em meu caminho as matarei._ Falou com toa a inocência do mundo.

— Você não irá conseguir isso. Elas são mais fortes que você._ Exclamei convicta sem medo do que ela poderia fazer. A madame parecia querer apenas me usar de brinquedo, para divertisse.

— São mesmo? Vou te contar uma coisinha, estive com o Arqueiro e a Observadora, fiz tudo por baixo dos olhares deles e acredita que eles não desconfiaram de nada?? Aliás, eu realmente não gostei da Observadora, boazinha demais. Pensei em matar a Snniper quando tive a chance e até o Arsenal quando ele me pegou de surpresa. Mesmo assim não o fiz, gosto de um bom espetáculo._ Soltou sorridente.

— Eles irão te encontrar._ Pontuei, não me permitindo abalar. Ela não me parece mentir ao dizer que esteve com eles mas também, sinto que ela é muito mais o que parece ser.

— Enfim, estou muito feliz e já te atormentei o bastante, quero que se apronte, pois quando a boate abrir, te darei como presentinho ao meu cão, ele voltou e merece um bom prêmio._ Disse com calma. Cão? Tobias? Ela me entregaria a Tobias?

— Qual o motivo e sua felicidade?_ Perguntei com a voz fraca, ganhando tempo e pensando em como fugir.

— Matei meu papai. Já era hora o velho partir e eu dei uma ajudinha, até mais tarde, Sharpe._ Despediu-se andando até a escada que levava aos quartos. Ela está feliz por ter matado o próprio pai. Ela está sorrindo por ter matado o sangue e seu próprio sangue, o quão cruel ela pode ser?

— Anda, você tem muito trabalho a fazer._ Um das meninas me entregou o balde e a esponja que eu segurava antes então voltei para a bancada, senti queimar o olhar de todos em mim, mas não dei importância, eu preciso avisar a Sara desse lugar, eu realmente só preciso escutar sua voz.

3 HORAS DEPOIS

— Está pronta novata?_ Uma das mulheres que ajudou a me vestir questionou com rispidez. Há três horas, não vejo Helena ou Tobias. Minutos atrás ordenara que eu vestisse um vestido, mais que curto, deixando meu corpo atualmente magro e com marcas de violência expostos. Maquiaram meu rosto e forma deslumbrante, sem ao menos dizer uma única palavra, todas as mulheres se arrumavam com delicadeza e não ousavam dizer nada. Vejo em seus olhos o medo. Algo que era nítido em mim. Não pelo o que serei mandada fazer e sim por saber que estarei assinando meu pedido de morte certa, no momento em que Tobias bater os olhos em mim.

— Estou._ Respondi com cautela. A mulher em minha frente, devia ter 1,70cm de altura, magra, cabelos longos e loiros, o que me fazia pensar instantaneamente em Sara, mas seu olhar não era feroz como da mulher que amo então me entristecia pela falta que ela me faz.

— Vamos, temos um cliente que o senhor Tobias recomendou para você, pediu para que te dissesse que mais tarde ele tratará de você._ Soltou e eu apenas assenti a seguindo, respirando com alivio e temor, por saber que terei que me entregar a alguém, como uma prostituta, sofrer mais ou igualmente ao que essas mulheres sofrem a todo momento, apenas para a diversão de Tobias, pois sei que antes de acabar comigo, ele quer ter diversão, quer me humilhar e mostrar quem manda. Entrei no salão e a música se fez presente, homens engravatados dançavam alegremente agarrados a jovens que respondiam aos seus gracejos com vigor, desviei meu olhos, mirei a quantidade e homens armados no segundo andar da Lux, mirando em cada uma delas, se fazendo presentes, quem frequenta este local, sabe a procedência, não são leigos, não mesmo, sou homens e mulheres doentes que querem sexo por dinheiro, prazer com mulheres que não lhes pertence e pagam caro por isso. Revirei com olhos com nojo.

— Senhoritas?_ Um dos seguranças indagou quando nos aproximamos da área vip, pelo o que percebi.

— Pediram para que eu trouxesse ela._ A mulher apontou em minha direção e ele assentiu.

— Então ela passa._ Ele incitou e a mulher deu meia volta sem ao menos me olhar, fiquei estática observando a porta atrás do mesmo e sendo encarada por ele. — Vamos não tenho todo o tempo do mundo._ Mandou e eu obedientemente concordei, andando em sua frente, o corredor era pouco iluminado, ainda assim mantive meu foco em segui-lo.

— É essa?_ O guarda do quarto questionou a minha frente, encarando o homem que me levará e ele assenti em concordância.

— Vou deixá-la, agrade ao cliente. Temos ordens claras para matá-la caso faça qualquer gracinha, não se esqueça disto._ O homem ao meu lado disse e eu balancei a cabeça em resposta.

— Venha._ O guarda ordenou e eu passei pela porta do quarto temerosa, o vestido em meu corpo me sufocava e meus cabelos soltos em cascatas me incomodavam e então ele se foi, trancando-me junto a um homem de terceira idade, que me despia apenas com o olhar, sentado sobre uma poltrona, um olhar sedento e autoritário.

— Bem que a Madame disse que eu iria me deliciar essa noite._ Indagou com superioridade, retirando seu cinto, eu só preciso do celular. Olhei por cada parte do quarto procurando escutas ou câmeras e logo mirei localizada em cima do abajur a mesma e em seguida uma escuta, em baixo do mesmo. Revirei os olhos, amadores. Eu posso mesmo não escapar desse lugar, não creio ou penso tão positivamente. Mas não deixarei esse homem me tocar e farei tudo para escapar, se houver apenas uma chance, eu irei tentar, mesmo que me leve a morte.

— E você irá._ Retruquei piscando. Caminhei até seu cola e mesmo me sentindo enojada, o ajudei a retirar a sua camisa, eu sei quão pequenas são minhas chances, estou em desvantagem numérica. Mesmo assim, com tudo contra mim. Só para escutar a voz de Sara, vou tentar. Somente e sempre por ela.

— Me disseram que você seria arisca._ Soltou permitindo que eu embolasse a camisa em minhas mãos e a lançasse sobre a câmera, andei lentamente até lá e passei a mão pela escuta a puxando com força, continuei sorrindo para o mesmo.

— E eu sou._ Retruquei, mudando meu sorriso, para uma expressão séria. Com um chute em seu peito o mesmo caiu para trás junto a poltrona, agilmente coloquei a escuta em sua boca e a tampei, ele se debateu por exatamente 35 segundos e então desmaiou. Tenho minutos até que cheguem até aqui. Rapidamente procurei em seus bolsos e nada, corri até seu terno e por sorte o achei e sem senha, caminhei até o banheiro do quarto, sem janelas ou qualquer meio e fuga, serei pega. Mas, terei concluído meu objetivo.

Disquei o número de Sara o qual eu sabia de cor. E escutei chamar, sentei ao lado do box, no chão, com borboletas em meu estômago por ansiedade e expectativa.

LIGAÇÃO ON:

— Quem é?_ A escutei questionar, ela sempre ficava desconfiada com um número desconhecido, segurei a emoção, mentira, primeira vez que posso dizer que em meu rosto rolam lágrimas de felicidade.

— Sou eu, Ava._ Falei com a voz fraca, abraçando meu corpo. Era Sara, minha Sara.

— Eu não estou entendendo..._ Ela disse incerta mas ouvi atrás da mesma murmúrios e então tudo se silenciou.

— Sharpe?_ Pude escutar uma voz masculina no celular e identifiquei como a do Arqueiro.

— Rastreie a ligação, estou dentro do bordel._ Mandei formalmente ainda chorando. — Tobias está aqui, como a Madame e Chase._ Informei.

— Já estamos fazendo isso. Não sabíamos que ainda estava viva. Obrigado, por ter salvo minha irmã. Nós iremos te tirar desse lugar._Falou convicto em agradecimento.

— Vocês não conseguiram me tirar daqui, posso falar com ela?_ Perguntei e ouvi mais uma vez murmúrios.

— Estou aqui._ Sara disse com cuidado. — Nós vamos te salvar._ Falou com certeza, chorei um pouco mais, meu corpo contra o chão tremia, mas eu só estava feliz por ouvir sua voz.

— Não conseguirão. Mas espero que salvem essa mulheres..._ Disse para que ela entendesse.

— Nós iremos, prometo que irei te salvar._ Ela afirmou, notei em sua voz dor, essa não era a mesma Sara que vi chorando no banheiro quando menti dizendo que a trai, nem a mesma impulsiva e que me amava, essa Sara estava distante, mesmo assim me fazia promessas.

— Não prometa o que não pode cumprir._ Retruquei.

— Eu irei cumprir minha promessa._ Salientou e meu peito por se encheu de esperança. E se? E se eu realmente tiver uma chance?

* * *

"And I will stay up through the night
Yeah, let's be clear, I won't close my eyes
And I know that I can survive
I'll walk through fire to save my life
And I want it, I want my life so bad
And I'm doing everything I can
Then another one bites the dust
It's hard to lose a chosen one"

"E ficarei acordada durante a noite
E sejamos honestos, não fecharei meus olhos
E sei que posso sobreviver
Vou andar através fogo para salvar minha vida
E eu quero isso, quero muito a minha vida
Estou fazendo tudo que posso
E então mais um vai ao chão
É difícil perder quem eu escolhi"

Notas finais
Estou sendo questionada sobre isso direto, então vamos lá. PERGUNTINHA: O que acham de uma segunda temporada? ( Não estou confirmando nada, apenas quero que pensem em uma resposta para mim até o dia 29/03, quero a opinião de cada um, até lá, beijos!)