Jogo Perigoso
11 Tempo de mudança( Parte 2)
Notas iniciais
Pov Sara
— Ah de novo não!!!_ Escutei Ollie reclamar assim que percebeu que Tommy e Meg estavam mais uma vez se provocando.
— Você é totalmente inofensivo docinho, nada que diga ou faça vai me fazer parar de te chamar de medroso!_ Meghan exclamou de sua poltrona que era a minha frente.
Desde o momento em que saímos da Base, tem sido assim, todos nós desistimos de impedir um ao outro de se matar , mas não os impede de nos irritar com o falatório.
Tommy estava com Ollie perto da porta do piloto, pois era melhor manter uma distância entre ambos e Laurel mantinha-se do meu lado, encostada contra a janela, estranhei o fato dela não ter mandado Meghan ficar em silêncio ou dado um basta em tudo isso. Mas a deixei com seus pensamentos.
Estávamos a mais de 1h dentro do jato e sem saber para onde iríamos. Realmente é uma missão de fato curiosa.
— Gracinha, não adianta me chamar de inofensivo quando sei que seu corpo me quer e você nega isso a si mesma. A delícia que é Thomas Merlyn._ Tommy exclamou.
— Iludido._ Meghan devolveu, emburrando a cara. Ela normalmente quando se estressa acaba com tudo atirando em alguém mas não, como conheço minha irmã, percebo que ela está gostando de ser desafiada. Maluca.
— Sara?_ Escutei Ollie me chamar e apontou o banheiro. Me levantei para ir, contudo me lembrei que tem duas crianças precisando de supervisão.
— Tommy comporte-se pode ser? Não dê bola para ela até nós dois voltarmos._ Pedi em alto e bom som para que todos escutassem. Laurel fechou os olhos, simulando um sono mas posso dizer que entre nós ela é a mais atenta.
— Sarinha porque manda ele se comportar e não eu? Sou sua irmã ora essas ! Você e a Lis estão me trocando agora?_ E emburrou totalmente, fui até ela e depositei um beijo sobre sua testa e sussurrei.
— Se eu pedisse para que se comportar, você faria o contrário._ Ela concordou e caminhei para o lado de Tommy.
— Vai fazer o que eu pedi?_ Perguntei.
— Vou, mas agora que vocês dois fizeram as pazes não se desgrudam, estou com ciúmes, mandarei mensagem para a Lis, pelo menos ela gosta de ficar comigo._ Reclamou dramaticamente, quem diria que ele é um homem de 29 anos, sorri, mas é só de ele mencionar minha irmã me faz mais feliz, ela o está deixando mais mole enquanto Meg o atormenta a cada minuto.
— Para que nós te amamos Tommy._ E beijei a testa dele também, pude ver ele pegando o celular. Ollie havia trocado a camisa rasgada assim que entrou no banheiro e estava segurando gaze, atadura e outras coisas para fazer curativo. O encarei, entendendo o que ele queria.
— Fecha a porta Lance._ E assim o fiz e logo encostando-me nela. — Agora estica as mãos vamos cuidar disso, antes que pegue uma infecção._ E mais uma vez fiz o que ele pediu. Cuidar de mim e a forma dele demonstrar o quão arrependido está pelo o que me disse e também para dizer sem palavras que nada mudou e estará sempre comigo.
— Vai arder tio Ollie?_ Brinquei, assim que ele removeu os pedaços da camisa que estava amarrada em minhas mãos. E começou de forma lenta a lavar ambas.
— Com medo de uma leve ardência Sara? O que aconteceu com aquela agente durona e imbatível?_ Respondeu entrando na brincadeira.
— Sou imbatível é?_ Retruquei com outra pergunta.
— Sempre. Agora vou fecha isso aqui._ Apontou para os machucados. Concordei com um aceno.
Enquanto ele aplicava um splay anestesiante me perdi em pensamentos, aliás deixei minha mente me guiar até o momento em que causei esses machucados em eu mesma.
FLASHBACK ON:
— Ava? Amor?_ Chamei enquanto tateava a cama, nada, abri os olhos a procurando por todo o canto do quarto e nem sinal dela. Merda, ela prometeu que ficaria. Merda Ava!
Ciente da minha nudez caminhei até o guarda roupa, vesti uma langerie, e caminhei até o celular, o relógio marcava 06h10 da manhã. Onde Ava teria ido? Aliás, porque ela ficaria? Só por ter me prometido, sorri secamente. Sai do quarto e fui em direção a cozinha, já que acordei tão cedo comer seria uma boa.
Contudo, assim que passei pela porta que dava aos fundos da casa escutei uma voz entre murmúrios. Em qualquer outra ocasião eu iria na mesma hora pegar uma das minhas facas que ficam espalhadas pela casa para acertar meu oponente, porém, eu sabia quem estava lá. Sem ocultar minha presença, abri a porta.
— Não é para ela saber ainda._ A escutei sussurrar e ao se dar conta de que eu estava ali virou-se assustada. Franzi o cenho, ela nunca expressava nada, Ava não era mulher de ser pega distraída. — Tudo bem amor, ainda estou no trabalho, mais tarde estou em casa, pedirei folga e ficarei o dia todo com você, te amo._ E por fim fechou o celular. Dei um passo para trás, amor? Te amo? Ela nunca demonstrou comigo esse afeto e carinho que só em uma frase disse a quem estivesse no outro lado da ligação.
— Ava? O que foi isso?_ Perguntei, com a voz trêmula. Caralho Smoak, controle-se.
— Desculpa Sara não era para você estar acordada._ Falou que vi que seu olhar transmitia dor, mas pelo o que? Eu fui traída, eu! Eu que a anos a amo, que me doei nessa relação que agora posso ver que é unilateral. Eu sou uma idiota, por que eu pensei que poderia ser feliz?
— Desde quando? Desde quando você tem outra pessoa Ava?_ Sussurrei. Sem medo ou restrições, se nunca tive com ela nesse momento não teria, ela não podia ter feito isso comigo, Meghan me preveniu tanto, dizendo que só eu estava inteira nessa relação, Laurel pediu para que eu me afastasse um pouco de Ava pois eu poderia me machucar e Lis, ah, a pessoa que mais me escutou falando do quanto eu amo, ou amava essa mulher e nunca me repreendeu , contudo é a mesma que não abre o coração para o amor com medo de que possa se magoar ou perder quem ama. Eu deveria ter sido assim ou pelo menos ter dado ouvidos as minhas irmãs, não teria me decepcionado, não teria dado meu coração para quem nem o queria e só brincou comigo.
— Não pergunte se não quer ouvir a responta Sara._ Respondeu. Percebi que ela estava somente enrolada em um lençol, ela não tinha ido embora, somente levantou para atender o celular, se eu não tivesse acordado, nunca teria descoberto. Que porra de pensamento é esse Sara? Ela está errada! Não pense o contrário.
Esperei que ela passasse pela porta e a bati com força e caminhei até a a sala. Eu só queria sair sem rumo, só queria por meus pensamentos em ordem.
— NÃO ME DIGA A PORRA DO QUE EU QUERO OUVIR OU NÃO AVA SHARPE. VOCÊ NÃO SABE!_ Gritei. Lutando para as lágrimas não descerem. Ela não teria esse gostinho. — FOI BOM PARA VOCÊ FINGIR QUE ME AMAVA? FOI BOM BRINCAR COMIGO? SE O OBJETIVO ERA ME MACHUCAR, PARABÉNS, CONSEGUIU!_ Exclamei mais ainda. Sem pensar peguei o vaso favorito dela que estava sobre minha estante e taquei contra a janela e o baque contra a janela fez a mesma se quebra.
— Sara se acalma. _ Pediu. Mantendo uma distancia segura de mim.
— Estou calma, estou muito calma._ Falei andando de um lado para o outro. — Estou com raiva, uma puta raiva e estou decepcionada. Estou muito decepcionada._ Soltei as últimas palavras para que só eu as ouvisse. — Porque fez isso comigo? Comigo que tanto te amei?_ Entrei no banheiro e deixei meu corpo escorregar até o chão e assim fiquei. Escutei os passos de Ava e um lado para o outro. E logo depois ela entrou no banheiro, inclinei a cabeça para olhá-la. Seu rosto estava marcado por lágrimas, mas porque ela choraria? Se foi ela quem me feriu. E senti seu olhar de pena contra o meu. Engraçado, quando amamos alguém a mais que nós mesmos essa pessoa tem total liberdade para nos ferir do jeito que achar melhor. E eu estou sentindo na pele.
Ela agachou, totalmente vestida e sem encostar em mim, se aproximou o bastante para que eu sentisse seu hálito, como ontem, quando entregou seu corpo para que eu a satisfaze-se, quando prometeu não ir embora. E agora estamos aqui de novo na mesma posição.
— Espero que algum dia me perdoe._ Ava murmurou. Sem conter as lágrimas, vendo-a daquela maneira, deixei as minhas rolarem, se ela estava sofrendo, que sentisse meu sofrimento também. — Tudo o que nós vivemos foi verdadeiro, não se esqueça disso._ Não a impedi quando deu um selinho em meu lábios. Antes esse ato faria com que meu corpo se alegrasse em respostar, mas só consigo sentir dor.
— Não precisa se preocupar, eu quem errei em tudo isso._ Falei e ela colou os olhos aos meus. Respirei e continuei. — Eu errei, já que me apaixonei pelo o que inventei de você._ Completei. — Então se você tem outra pessoa, espero que seja feliz, não vou mendigar seu amor, se um dia sentiu algo por mim. Todavia, saiba, não tem mais volta. Ninguém me machuca uma segunda vez._ Finalizei.
— Nunca deixarei alguém te machucar uma segunda vez, por isso estou te deixando._ A escutei dizer aos sussurros. Sem mais nada a falar, se levantou e soube que ela saiu da casa pois bateu a porta da frente.
Ergui meu corpo e me pus de frente ao espelho, procurando meu defeito, algo que me disse o motivo de eu não poder ser feliz, tenho que ser cretina mesmo, já que amo uma mulher quase a vida toda e ela me traiu. Soquei o espelho com toda raiva que consegui, soquei diversas vezes, deixando a frustração, o ódio, a mágoa, a decepção, o medo e todos os sentimentos ruins e confusos saíssem, quando dei por mim, não tinha mais espelho já que o mesmo estava em pedaços no chão e minhas mãos sangravam por ter ficado pequenas partes do espelho grudados enquanto eu socava a parede.
Deixei que sangrassem, dor nunca me incomodou. Vesti a primeira roupa que achei e fui fazer a única coisa que me veio a cabeça, beber.
FLASHBACK OFF:
— Sara? Está mesmo ardendo? _ Escutei Ollie perguntei e demorei mas foquei em seu rosto, ele estava preocupado comigo, já havia feito o curativo em minhas mãos e entendi o motivo da preocupação, uma lágrima solitária rolou antes que eu pudesse impedi-la.
— Claro que não está ardendo._ Sorri para que ele entendesse que estava tudo bem. Senti seus braços circundarem meu corpo, Ollie como eu não é do tipo que se abre, mas sabe exatamente quando alguém precisa de apoio, deixei que o carinho que ele me transmitia levar embora todos os pensamentos ruins. — Vamos sair desse banheiro, minha irmã e Tommy vão se matar lá fora.
— Vamos sim e Sara, você sabe que pode me falar se não conseguir carregar mais essa dor sozinha, não sabe?_ Perguntou enquanto mantinha os braços sob meus ombros.
— Sei Ollie e obrigada, por se preocupar._ E mais uma vez ele me abraçou com mais força que antes.
— Você é minha durona e indomável, sempre me preocuparei, não agradeça._ Me soltei para encará-lo e o que vi me fez suspirar, a sinceridade e a verdade em seu olhar tirou toda a confusão que ainda tomava conta de mim.
— Sempre é?_ Indaguei com desconfiança.
— Sempre. Agora vamos pois, pode ser que nós os encontremos mortos lá fora, ficaram muito tempo em silêncio.
Ambos rindo saímos do banheiro apresadamente e acabamos por encontrar nossas crianças, comportadas e sem se alfinetar, se é um milagre? É um verdadeiro milagre.
Pov Felicity
"
— Felicity? E assim que quer que eu faça?_ Oliver me perguntou, enquanto mais uma vez encostava a boca em minha intimidade, fazendo meu corpo estremecer de calor, como na vez que estivemos dentro do elevador. Senti ele erguendo minhas pernas em volta de seu pescoço, enlaçando-o, completamente nua e sentindo meu corpo pingar inclinei-me para frente para segurá-lo com mais força. Deixei minhas pernas caírem de lado e comecei a arranhá-lo, na medida em que sentia ele sugar o líquido que saía de mim, quente em sua boca, causado por ele e para ele. Não tive tempo de aproveitar o prazer do orgasmo, já que ele jogou meu corpo contra a cama novamente, prendendo meus braços junto ao corpo, pude admirar o quão forte é esse homem, ele permanecida de cueca mas pelo volume era algo que me faria subir nas nuvens, murmurei manhosa.
— Te quero dentro de mim amor._ Pedi.
— Quer é? O quanto você quer?_ Falou, pondo minhas mãos sobre minha cabeça, prendendo-as com uma das suas e com a outra incitando o bico do meu seio. Não esperei que perguntasse de novo. Levantei os pés contra a cueca dele e fui descendo-a até onde consegui, vendo meu olhar de desespero ele deixou de me segurar e ele mesmo acabou de tirá-la. E ficando gloriosamente nu por cima de mim, ele é muito grande.
— Por favor! Te quero, dentro, por favor!._ Implorei.
— Eu queria muito mais agora você vai acordar , que pena._ Falou. "
Eu comecei a notar, era meu quarto, com Oliver Queen que só falei duas vezes, eu não queria nada com ele, com certeza tinha que ser um sonho mesmo, pesadelo...
Sorri para a versão do meu sonho de Oliver Queen, enquanto escutava meu celular e fui despertando, encontrando uma cama ensopada se suor, demorei a controlar a respiração foi um pesadelo e tanto.
Fui ver o visor e era Laurel. Então atendei, assim que percebi que estava bem para falar.
Ligação On:
— Laurel qual motivo de me ligar essa hora? Depois de dois dias sem falar comigo?_ Reclamei.
— Preciso conversar, não desliga._ Pediu.
— Desembucha, são 03h da manhã aqui sabia, você me esqueceu, Sara me ligou para me informar que estão em missão e me contou sobre o que houve entre ela e Ava, Meg me mandou mensagens para a todo momento, Tommy me ligou e você nada!_ Expus seu erro.
— Me desculpa?
— Desculpo, o que quer me dizer em? Eu te conheço. Como foi o encontro com Ray?_ Perguntei.
— Virou vidente agora para saber sobre o que quero falar? A vidente que tudo vê!
— Sem enrolar, estou caindo de sono._ Menti.
— Está bem, o encontro foi legal e diferente._ Disse somente.
— Diferente como irmã?_ Quis saber.
— Nós não transamos e meu objetivo era só transar, mas nada foi como eu arquitetei, nós conversamos, caramba, ele é um nerd como você é totalmente atrapalhado e sem filtro._ A escutei rir. — E ele me surpreendeu ao dizer que ama os filmes de época, Lis, você sabe o quanto amo esses filmes e depois disso, falamos de tudo um assunto após o outro, sabe quanto tempo não tenho uma noite assim? Ele foi cortês comigo por toda a noite e no final dela, me deixou em casa, beijou minha mão e disse que quando eu quiser ou precisar de outra noite agradável como essa, era só eu ligar que ele viria ao meu encontro. Lis, estou confusa demais._ Suspirou pausadamente.
— Está confusa pois gostou de ser tratada assim? Ou por não ter tido sexo?_ Perguntei.
— Ambas as coisas. Eu nunca quis esse tratamento e nem tratei nenhum homem assim Lis, eu sempre demonstrei o que queria para começo de conversa e nesse momento não sei o que fazer._ Confessou.
— Ele quer te cortejar para que o veja diferente de outros homens._ Expliquei. — Você sente medo de se apegar, não é?
— Sinto, Sara se deixou ser feliz ao lado de Sharpe e agora parece que perdeu o rumo, ela finge que está tudo bem contudo, não está, Meg é feliz da forma dela, entretanto, sabemos que ela é tão medrosa quanto eu e você, Lis , se fechou para o amor, mas é feliz da mesma forma. Eu tenho receio._ Murmurou.
— Você só não quer se machucar irmã, como todas as outras, todavia, acho que deveria ver no que dá. Ray pode ser seu final feliz.
— Você é uma romântica incorrigível mesmo. Não sei o motivo de ainda de pedir conselho._zombou.
— Porque eu sempre saberei o que te dizer, sua idiota. Agora, vai dormir, quando voltar de missão, aproveita o que Ray tem para oferecer.
— Está bem, Titia Lis._ Zombou.
— Te odeio megera.
— Te amo irmãzinha, até.
Ligação Off
Larguei o celular e rezei para que não houvesse mais nenhum sonho ou pesadelo com esse homem, por que ele não sai dos meus pensamentos? Droga.
Pov Oliver
Após nosso pouso em nada mais e nada menos que Vancouver/Canadá, no meio da neve, algo que não nos foi avisado, buscamos nossas bagagens e caminhamos para a "casa" que ficaremos durante esses cinco dias. O jato partiu em seguida.
— Eu já disse que odeio neve?_ Escutei Meghan reclamar, ela estava vestida no momento com uma jaqueta azul, do mesmo jeito que Sara, elas sempre que estão juntas vestem roupas parecidas. A bagagem dela era maior que a nossa e o fato não passou despercebido por Tommy, pela força que ela fazia para carregar as três bolsas, além da mochila nas costa, separaram nas bolsas armas, Tommy sabia onde mexer e se manteve calado quando poderia fazer uma brincadeira qualquer. Ele percebeu o perigo.
— Você ama neve Meg!_ Sara gritou para a irmã que estava mais a frente, enquanto nós caminhávamos sem muita pressa.
— Eu odeio e pronto._ Exclamou.
— Para de ser maluca._ Sara gritou.
— Calem a boca, a casa é aquela ali, chegamos._ Laurel fez as irmãs se calarem e estava certa. A casa mais afastada e ainda sim bonita, grande.
— Capricharam nas acomodações em, deve ser tratamento vip por vocês estarem aqui._ Tommy tirou as palavras da minha boca.
— Ganhamos o que merecemos docinho._ Meg o respondo, vai começar outra vez.
— Vou te mostrar o que você merece gracinha._ Falou e no minuto seguinte, fez uma bola de neve e lançou no cabelo dela que pegu em cheio. PORRA. Se escondeu atrás de mim.
— Que saber ? Foda-se! Vou matar ele!_ E tirou sua Glock que parecia de estimação, sempre na cintura e ela disparou, pegaria em mim? Não, acertaria na única parte de Tommy que estava exposta, a cabeça já que ele ficou por cima do meu ombro, para olhar o estrago, quando pensei em virar para tirar Tommy da reta, uma faca, a bendita faca de Sara passou diante os nossos olhos e desviou o curso da bala. Foi por pouco. Muito pouco.
— MEGHAN! THOMAS! QUEREM SE MATAR? Vocês vão! Venham aqui agora! _ Laurel gritou, para ambos.
— Cara eu me ferrei, me defende Ollie. Você viu o que eu vi? Por que não me impediu de fazer merda?_ Choramingou.
— Se eu soubesse que ela tinha a mira tão boa teria saído correndo e não deixado você se esconder atrás de mim._ Assumi, enquanto Meghan caminhava até Laurel, Sara recolhia sua faca. Ela sempre foi boa lançando sua arma favorita, mas desviar o trajeto de uma bala, atirando a faca segundos depois? Impressionante. Posso dizer que estou ficando mais interessado nessa missão, para ver as três em campo juntas. Só falta saber o que Laurel sabe fazer também. Levei Tommy na direção da mesma enquanto ele choramingava e dizia que não seria mais meu amigo.
Meghan e Tommy ficaram de frente para um Laurel que não parecia querer brincadeira, fiz como Sara e peguei uma distância dos três. Mas perto o suficiente para escutar o que falariam.
— Vocês dois, chega de provocação , Meg sem apontar sua arma para ninguém da equipe a partir de hoje, entendido? Não se mata um companheiro. Não quero escutar sua voz e é uma ordem até amanhã._ Laurel advertiu, virando-se para Tommy. — Eu vou arrancar suas bolas com um canivete se eu ver ou escutar suas voz durante 24h entendeu? E nada de tacar bola de neve nela enquanto estivermos nesse lugar. _ A encarei. Se eu achei que querer me atacar é um dom dessas irmãs, ser ameaçadora é o maior dom. Ela e minha mãe devem se conhecer pois a reação de Tommy foi a mesma que teria caso dona Moira o repreendesse, concordo balançando a cabeça. — Agora, eu, Oliver e Sara vamos entrar, o trabalho de vocês será carregar todas as bagagens para dentro._ Anunciou. Pensei em dizer que não, que isso seria demais, porém ver Tommy tão acuado era a melhor coisa. Soltei as minhas bolsas de lado, imitando Sara. — E se eu ver você._ Apontou para mim. — Ou a senhorita._ Apontou para Sara. — Rindo deles dois, faço pior com ambos._ Assentimos. O que? Diferente de Tommy eu ser respeitar a cópia viva de Moira Queen. Falando nela o que minha mãe deve estar preparando para seus dias na empresa? Quer saber? Não posso pensar nisso.
Pov Felicity
Local : Smoak Tech
— Chefinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Estou tão feliz que voltou! Estou vendo que está andando direito, que felicidade._Ouvi Curtis exclamar assim que sai do elevador.
— Para de me bajular, sem Meg você fica manso, mas te conheço._ O repreendi. — Estou feliz de estar de volta. Ficar três dias deitada é horrível. Tenho algo importante para hoje?_ Perguntei no momento em que passei em sua mesa.
— Sim e ela está na sua sala._ Disse com tom conspiratório.
— Ela quem ? Minhas irmãs ainda não voltaram._ Falei.
— Felicity querida, sou eu. Quanto tempo._ Como naqueles filmes de terror que o monstro aparece girando a cabeça, assustando todo mundo, essa foi minha reação ao ver nada mais e nada menos que Moira Queen, em pé, na porta da minha sala, vestida impecavelmente com uma saia lisa preta e uma blusa rose acompanhada de um blazer de tom escuto, salto preto e um colar que deve custar mais do que meu apartamento, não é que eu não goste de Moira, mas é quase três anos sem ter contato, porque eu preferi assim. Ela continua linda e exuberante como sempre. Percebi que fiquei muito tempo sem dizer nada e pisquei.
— Senhora Queen, sem ser indelicada, o que faz aqui?_ Perguntei diretamente. Vi que minha indelicadeza não a afetou, típico de Moira.
— Sem formalidades querida, já passamos muito tempo distantes, sei que suas irmãs estão em campo novamente e quero conversar com você, por isso vim._ Disse diretamente em resposta. Sem rodeios. Ela e Laurel são a mesma pessoa e ninguém sabe.
— Vamos conversar na minha sala._ E ela se virou para fazer o que pedi. Com isso, ajeitei minha saia xadrez e a blusa coral que estou usando, no dia que resolvi vir confortável comigo mesma, a rainha da beleza vem me visitar, só pode ser brincadeira.
Sentei ao seu lado em um dos sofás e esperei que falasse..
— Então querida, como meus filhos e suas irmãs se conheceram por ironia do destino, achei que era hora de voltarmos a ter um contato como antes._ Falou. — Sara vive mais na minha casa que eu. Meg está sempre me telefonando e eu e Laurel nunca deixamos de estar juntas, tudo o que soube de você todo esse tempo foi por meio delas._ Confessou. Não me é estranho o fato dela e de Laurel não terem se afastado, minha irmã sempre foi tratada como filha pela matriarca Queen. Pelo o que sei, é tratada de melhor forma que a filha legítima dela. Meg idolatra ela do mesmo jeito que a Laurel e Sara é parte da família antes mesmo de ser amiga dos filhos dela.
— Senti sua falta Moira, mas te conheço o suficiente para saber que tem mais a falar._ Joguei verde. Realmente senti falta já que quando ficamos sem nossa mãe, ela foi a única presença materna que esteve conosco e eu por medo me afastei, com receio de esquecer minha própria mãe, mas hoje vejo que Moira só queria nosso bem, eu fui imatura na época.
— Ainda esperta Felicity, estou como CEO da QC durante essa semana, Ray comentou comigo os números e deixou sair que vocês estão no meio de um grande projeto e se recusam a ter qualquer contato com a QC ou GM, que perdemos nossas TI para você e que fizemos uma boa contribuição em dinheiro para o tal projeto._ Assenti e pedi para que continuasse. — Essa parte nem precisaram me dizer que foi obra da menina Laurel, ardilosa ao extremo. Enfim, quero te fazer uma proposta, que ninguém sairá perdendo e vamos dar uma boa visibilidade as empresas além de arrecadar muito para a cidade, o que me diz?_ Como eu disse? Sempre tem mais.
— Você me conhece bem e sabe que não vou aceitar nada que tenha a ver com festa ou junção da Smoak Tech com a QC ou a GM._ Falei.
— Conheço. Mas o que me diz de um jantar._ A encarei, lá vem. — Com todas as pessoas influentes em Star, na mansão, para arrecadar patrocínios para o seu projeto e em seguida beneficiará a cidade estou certa?_ Mais uma vez assenti. Ponderando sobre suas palavras, não estávamos precisando de patrocínio e ela sabe. mas eu posso usa-lo para contratar mais pessoas e com isso diminuindo a taxa de desemprego que é tão alta na cidade. Meu objetivo é manter Star City como uma cidade modelo. Então faço tudo ao meu alcance.
— E seria no sábado pois suas irmãs estão de volta e elas matariam a nós duas se soubessem que fizemos algo assim sem elas, além do que estou sabendo que a menina Laurel está encantando o Ray e quero vê-los juntos._ Assumiu. Ela e essa mania de ser cupido.
— Você sabe que vou concordar._ Falei sorrindo de sua empolgação.
— Claro querida, e Ray me dizendo que era loucura vir aqui._ Falou.
— É por que temos um passado tempestuoso._ Disse dando de ombros.
— Entendo, querida não precisa se preocupar com nada, eu farei esse jantar acontecer, maravilhosamente._ A encarei. — E formal sem ser chamativo como você gosta, o tempo passou e você continua essa menina que tanto admiro. Deita aqui em meu colo._ E assim o fiz, sorrindo. Quando meus pais se foram... me afastei de muita coisa e a chegada de Tommy e a volta de Moira me fazem ver que eu faço a diferença na vida deles, é bom. Senti ela retirando meus óculos no momento em que deitei em seu colo. Tirou o elástico que prendia meu cabelo e ficou alisando-o.
— Isso me lembra os velhos tempos, de quando eu era mais nova e meu pai estava em missão e minha mãe enlouquecia tendo de cuidar de mim de das outras enquanto queríamos ir também com ele. E você saia de casa, deixando seus filhos com o diretor e chamava todas nós para deitarmos nos sofás lá de casa e cantava músicas bobas junto a minha mãe e afagava meu cabelo e eu era a primeira a dormir, nunca ouvia a música até o final, contudo ficava em paz por saber que as duas estavam lá cuidando de nós._ Confessei, mantendo-me de olhos fechados e deixando as lembranças correrem em minha mente.
— Verdade, Thea era novinha quando eu a levava para ficar com vocês, ela não se lembra, nem reconheceu Sara quando a levou lá em casa, fiquei surpresa, mas gostei, esses momentos que tivemos me fazem querer voltar no tempo. De impedir Donna de ir atrás do seu pai quando aquele carro o levou, dando início a toda essa dor. Eu queria ter feito mais por você, por elas. Eu queria._ Pensei em levantar ao escutar seu suspirar pesado, ela também carregava uma dor por ter perdido a melhor amiga. — Não se levante querida, eu só precisava falar. Temos que conversar sobre um assunto delicado. Sua volta a equipe Alfa.
— Eu não vou voltar Moira, desculpe-me, sei que quer ver sua filha de volta, mas não penso em voltar. Seus filhos e minhas irmãs irão conseguir sem mim._ Falei.
— Eu e minha filha estávamos em um momento ruim quando ela foi, sem se despedir._ Confessou. — E confio que todos eles possam fazer um bom trabalho trazendo Thea de volta. Todavia, como mãe, tenho um pressentimento ruim desde o momento em que soube que ela foi, e não só por Thea, por todas as mulheres é um esquema grande demais, eu não vou ser egoísta em dizer que quero só minha filha. Sou uma ex agente e vejo o que falhar nessa missão pode causar a todos eles, as sequelas que carregaram. Querida, você sempre será os olhos das suas irmãs, a segurança. Quero que proteja meu Oliver e ao Tommy também, peço que volte e zele também pelos meus meninos e ajude a trazer minha garotinha a salvo , junto com todas as outras que já sofreram tanto. É o pedido de uma mãe, promete pensar?_ Perguntou, depois de sutilmente jogar uma bomba sobre mim.
— Eu não sei..._ Assumi.
— Você tem medo querida, acha que Sara não teve ao voltar a ser agente? Ou Meg e Laurel ? Thea quando foi em missão solo sem saber se voltaria viva? Medo é um sentimento que nos dá coragem. Todas elas tiveram coragem. Sua mãe teve coragem quando foi atrás de seu pai e ficou com ele até o fim. Felicity, sei que tem medo de que Chase._Estremeci ao escutar esse nome. — Faça algo a vocês, todos nós temos. Mas prefere deixar suas irmãs desprotegidas? Do que superar seu medo e cuidar delas?_ Me questionou.
— Ah Moira..._ Resmunguei.
— Querida, um ato de coragem é o seu primeiro passo para conseguir se livrar desse medo. Suas irmãs estarão com você, eu, Robert e todos que gostam de você. Até um assistente pessoal deveras enxerido que está chorando atrás da porta. Entre Holt._ Coloquei o óculos para poder ver Curtis entrando com um lencinho na mão e com o rosto todo molhado por lágrimas.
— Não me culpem, não é sempre que vejo a mamis Queen, rainha e soberana, colocando juízo na cabeça da minha chefinha amada._ Falou sentando no meio de nós duas.
— Ele parece estar te bajulando desde a hora que cheguei ou estou errada._ Sorri.
— Ele e dona Meg aprontaram._ Expliquei.
— Normal. Queria quando se sentir pronta volte ou se quiser conversar sabe onde me encontrar, não te deixarei me afastar dessa vez, estamos entendidas?_ Moira perguntou levantando-se. — Vida de CEO de duas empresas é corrida, por isso tenho que ir._ Prendo meu cabelo outra vez. E fui abraçá-la. Pegando-a de surpresa, o que posso fazer, ela é minha única presença materna e quem me conhece como ninguém, mesmo sem eu nada dizer.
— Estamos entendidas._ Falei baixo.
— Vem Curtis, tem abraço para você também._ Moira chamou meu amigo.
— Ahhhhhh adorooo!_ E ficamos os três assim.
— Mas uma coisa Holt, sábado teremos um jantar na mansão, pedirei a Shado secretária de meu filho para ainda hoje te enviar todas as informações, quero te ver lá._ Moira o informou.
— O que? Vai ter festa mesmo? Santa Moira Soberana Queen, esses dias mesmo eu estava reclamando por não ter nenhum divertimento nesse lugar e ela não me deixar ser livre._ Apontou para mim.
Ergui os braços descontente. Nos separamos.
— Sabia que ia gostar, tchau queridos, manteremos contato._ E saiu e pude perceber o quão tudo foi rápido.
— Ela nunca vai mudar não é?_ Exclamei caminhando até a mesa.
— Não! E eu agradeço a Deus por isso! Vamos ter gatinhos Palmer, Queen e Merlyn no mesmo local e eu não poderia querer outro tipo de paraíso.
Ah meu Deus. Mais essa. Eu veria Oliver de novo. O dono dos meus sonhos mais impuros.
Fale com o autor