Jogo Perigoso

35 O fim (Última parte)


Notas iniciais
Venho desejar uma boa leitura! Até as notas finais ,bjs!

Pov Felicity


And I’m at the point of breaking
And it’s impossible to shake it

"E eu estou a ponto de surtar
E é impossível deixar pra trás"

— Felicity!_ Oliver exclamou, segurando em meus braços.

— Minha irmã, Meg..._ Sussurrei. Tobias morto, Meg, gritos, tiros. Respira Felicity, respira.

— Felicity, preciso que você nos coloque no jogo novamente, okay?_ Dig falou fazendo que nós dois o mirássemos, assim que Tommy e Sara foram ao encontro de Meghan e os outros em direção oposta a nossa, percebi que eu não estava mais prestando atenção em nada, escutei Laurel me pedir algo, mas mesmo assim não entendia, então só respirei, estou calma, mas tremendo ao mesmo tempo, isso não é hora para ficar nervosa, Meg está bem e eu consigo... eu não consigo. — Felicity, eu preciso que você se concentre, Lis eu preciso. Onde nesse local poderíamos encontrar um sinal?_ Dig repetiu dessa vez insicivo , olhei para Oliver que me mirava com esperança no olhar e até mesmo John, eles acreditam em mim, nós concluiremos a missão.

— Está bem, o local mais próximo que consigo sinal é no topo da Lux, no terraço, preciso chegar lá com meu tablet, Curtis deve estar tentando se comunicar, mas tenho que conectar-me a qualquer satélite ativo e operante nesta área e conseguirei restabelecer a comunicação com a base._ Falei apressadamente. E senti Oliver respirar normalmente e com um sorriso imperceptível, característico dele. Vou fazer valer a pena, o feito de Meghan.

— Essa é a minha Lis._ John exclamou. — Vamos, tenho uma ideia de onde podemos ter acesso ao terraço._ Completou e Oliver se colocou ao seu lado, me protegendo enquanto os dois avançavam pelos corredores, que estavam silenciosos desde o grito de Meghan e o som das balas. Foca Felicity!

— Não acredito, que porra é essa?_ Oliver soltou do nada enquanto me prensava contra a parede e Dig se agachou, percebi o que o motivo do xingamento, duas portas totalmente vigiadas por 15 homens de Chase. EU ODEIO ESSES MASCARADOS, QUE DROGA! — Qual o motivo de tudo ser tão complicado, Dig me diz que não precisamos passar por essas portas para encontramos o terraço._ Oliver questionou.

— Acho que uma dessas duas dá acesso ao terraço._ Dig disse com pesar, ao recarregar sua arma.

— Eu odeio essa nossa sorte._ Falei altiva e ambos concordaram.

— Pega._ Oliver disse tirando lâminas de seus bolsos e me entregando. Agradeci com o olhar.

— Ah, tenho algo para você também._ John disse colocando entre meus dedos um soco inglês. Ual. — Dessa vez, ninguém irá nos surpreender._ Salientou e eu entendi. Não cairíamos em nenhuma armadilha dessa vez. Não mesmo. — Ninguém fica para trás._ Falou. E Oliver tomou a dianteira.

— Eu vou me aposentar com certeza depois disso tudo._ Oliver disse no momento em que foi visto, e prontamente atirou no primeiro mascarado que tentou atirar sobre ele e no outro que apontou em minha direção. — Não se atira na mulher de um homem puto!_ Ri no momento errado, mas ri.

Dig rapidamente atirou contra os outros e eu corri para longe da confronto, mas três deles me identificaram na hora e não puxaram suas armas, isso de não poder me matar, estão levando a sério demais, me pus em posição. Eu só preciso me concentrar, não tremer, não chorar, só preciso finalizar a missão e salvar a todos. Pois foi para isso que voltei.

— Não atirem nela, é a Observadora._ Um dos mascarados vociferou entre dentes, avançando em minha direção com um soco, enquanto os outros dois nos cercavam, prontos para também avançarem, já que todos os outros estavam ocupados com Oliver e John.

Abaixei-me, concentrada e logo me pus a lutar, antes que o mesmo pudesse desferir outro ataque chutei seu tórax e corri em direção aos outros dois retirando e lançando as duas lâminas no pescoço de cada um, tomada novamente pela adrenalina. Todavia, o grito de Meg ecoava em meus pensamentos, e a raiva tomava conta de todo o meu corpo. Antes que o terceiro me alcançasse, aproveitei a lamúria e desespero de ambos e me aproximei o bastante para afundar mais, ambas as lâminas e mais que rapidamente o meu primeiro adversário que vendo meu olhar de ódio não pensou duas vezes em sacar sua pistola, mas antecedendo seu ato, no momento exato soquei sua mão, lançando a pistola para longe, ele recuou e eu sorri, mais uma vezes tornei a socá-lo, mas desta vez o mesmo desviou e chutou minha coxa, me fazendo urrar de dor, me joguei para trás e corri em sua direção, saltando e com mais força que o necessário esmurrei seu rosto e ele vacilou me dando a oportunidade de avançar, socando e chutando contra ele, forçando-o a cair e continuei socando e socando, em algum momento os tiros cessaram, em algum momento bati com a cabeça dele contra o chão, ele não mais se debatia e eu não conseguia parar, apenas escutava Meg, apenas...

— FELICITY!_ Oliver exclamou passando os braços em meu corpo e me erguendo, senti meu corpo ser sacudido diversas vezes. — Acabou._ Ele disse, beijando de forma calma meu lábios, então Oliver me abraçou e cada batida do seu coração tomou conta de mim, ele estava calmo, para me manter calma. Oh Oliver.

— Estou bem._ Soltei, encarando Oliver que me soltou, Dig e todo o estrago que fizemos. Mas não sobrara nenhum mascarado. — O que faremos?_ Perguntei e Dig me entregou meu tablet.

— Vasculhei a primeira porta a direita. Verifiquei, é uma armadilha, mas é o terraço. A outra é sala de armamento_ Dig respondeu-me com a voz cansada.

— Odeio armadilhas._ Oliver disse ríspido.

— Vamos._ Incentivei-os. Pisquei olhando para o homem que eu extravasei a minha raiva, mirei minhas mãos sujas de sangue, mas John e Oliver, que também as analisavam, nada falaram, apenas seguiram em frente. Esse pode ser o fim, mas está me custando demais, mas quando não custa? Mesmo que não seja diretamente, Adrian Chase deixa em mim cicatrizes que nunca irei esquecer, e eu nunca irei esquecer do que acabei de fazer, por descontrole.

These battle scars, don’t look like they’re fading
Don’t look like they’re ever going away
They ain't never gonna change
These battle...

"Essas cicatrizes da batalha, elas parecem que não vão desaparecer
Parece que elas nunca vão embora
Elas nunca vão mudar
Essas cicatrizes..."

Pov Oliver

Por um momento o pensamento de perder Felicity tomou conta de mim, entretanto tê-la em meus braços, senti um alívio que me fez voltar a sanidade e este fato fazia eu me sentir culpado, Tommy está a beira da insanidade e tenho certeza que caso o grito fosse de Felicity, eu estaria como ele, mas Tommy foi salvar a mulher que ama. E eu sigo mantendo a minha sã e salva, para que nos salve, ela é a mente da missão, essa loirinha inteligente mesmo danificada, mesmo que esteja aos poucos esteja fraquejando, é a força que nos levará a concluir a missão.

Tomei a sua frente assim que começamos a subir a escada para o terraço, já que a outra porta era apenas um dos esconderijos de armas e logo, eu e Dig pegamos mais munições, ao subir o corredor pedi para que não fosse uma armadilha, mesmo sabendo que sim. E sinto que tem Helena metida nisto.

— Arqueiro?_ Dig chamou, no momento em o teto foi se abrindo, e eu conseguia ver o céu, e nada mais que surpreendente, armas apontadas para nós.

— Eu odeio armadilhas._ Retornei a dizer.

— Subam!_ Um dos mascarados ordenou. E assim mais que rapidamente, eu, Felicity e Dig saímos, mas ficando a uma distância razoável. — Mãos na cabeça, e fiquem de costa._ Gritou. E obedecemos. Havia no máximo 10 homens, entretanto, o que nos parou, evitou que atacássemos, foi observar, Helena Bertinelli, vestido como todos os mascarados, caminhando até onde estávamos, com uma expressão impassível, essa que nunca vi no rosto da Helena que conheci, entendo o que ela se tornou, não sei o começo, os meios que a levaram a isso, porém, sabemos que aqui é o fim, depois de tudo o que ela fez.

— Ollie._ Murmurou parando a centímetros do meu rosto. — Não deveria ser assim._ Continuou, pisquei diversas vezes, lembrando-me, que esta não é quem eu conheci, ou talvez fosse, mas eu nunca saberia a diferença.

— Acho melhor, você se afastar dele._ Felicity se fez presente, sem ao menos olhar para Helena e quando o fez, senti todos os pelos do meus corpo arrepiarem, ela transmitia apenas com o olhar a raiva que sente por Helena, e não é para menos. Notei que ela se afastou apenas para rir descaradamente, enlouquecedoramente e parou, mirando minha loirinha que parecia tentar pensar racionalmente. Mas, então percebi, iríamos agir, sem enrolações desta vez.

— Felicity._ Helena sibilou. Notei o corpo pequeno da loira ao meu lado tomar uma postura agressiva, entretanto não como antes, Felicity ao menos respondeu a provocação de Helena que a olhava com zombaria, e essa postura, só vi quando lutou ao lado de suas irmãs antes de tudo acontecer, minha loira está de volta, ou o ódio por Helena a fez calcular antes de agir.

— Vadia._ Minha loirinha disse, com um um sorriso macabro estampado no rosto e então avançou, não avisou, apenas foi em direção a Bertinelli que por mero segundo ficou surpresa. Todavia, se recompôs ao sentir o soco de Felicity encontrar o seu rosto.

— Matem-os!_Helena gritou, mas Dig já havia lançado uma granada em meio aos homens e nós dois corremos para o lado oposto da explosão e começamos a atirar, protegendo-nos atrás de colunas, dentre a fumaça eu não podia ver Felicity, mas esperava que ela estivesse bem.

Pov Felicity

— EU TE ODEIO!_ Vociferei desferindo um soco no rosto de Helena, eu simplesmente agi, toda minha raiva veio a tona, no segundo em que coloquei os olhos nessa mulher. Ela nos usou, explodiu minha empresa, destruiu o meu sonho, matou o próprio pai, esteve ao lado de Adrian, ela... ela...

— Oh, ainda ressentida pela sua empresa? Não guarde mágoas._ Debochou, mas uma explosão nos lançou longe, da entrada do terraço, senti meu corpo batendo no chão pesadamente. Meu tablet estava dentro do meu colete, temo que esse impacto pode tê-lo danificado.

Antes que eu pudesse voltar a raciocinar, senti o peso do corpo de Helena em cima de mim, tentando acertar golpes em meu rosto, enquanto eu apenas bloqueava e a analisava, ela tentou e conseguiu tirar muito de mim, e ainda assim continuava ao lado de Adrian.

— Oh grande Observadora! Amada por todos! Amada pelo O-L-L-I--E..._ Exclamava, em minha posição, com a fumaça se dissipando eu podia ver claramente, Oliver e Dig lutando contro os mascarados. Contudo, ainda não conseguia me afastar de Helena, ela carregava tanto rancor, como se eu tivesse feito algo a ela._ Amada por Adrian, a doce Felicity, linda e sorridente, FELICITY!_ Sibilou raivosamente, no momento em que pisquei e um soco seu acertou em meu rosto, que absorveu todo o impacto.

— Você o ama._ Constatei, no instante que inverti nossas posições e me coloquei sentada sobre seu abdômen, ela pestanejava e se debatia, Helena não é ao menos uma lutadora.

Agarrei em seu pescoço batendo contra o chão, mantendo-a imobilizada e descontando tudo o que ela me fez sentir, a Thea, a Ava, segui permitindo que ela sentisse na pele, tudo o que causou. Helena, conseguiu me desequilibrar, rapidamente nos colocamos de pé, seu rosto estava ensanguentado, reflexo do meu. Ela avançou em minha direção, no momento em que tateou atrás de sua arma, a chutei. Todavia, ela não caiu desta vez, foi rápido demais, mas, grunhi quando uma das minhas lâminas foi cravada em minha coxa. Helena, havia pego, quando caímos com certeza.

— E ele te ama._ Ela respondeu com pesar. — ELE TE AMA! EU FIZ DE TUDO POR ELE, MESMO ELE TE AMANDO. ESSE É O NOSSO JOGO E NÃO IREMOS PERDER._ Ela gritou desesperadamente. E eu não conseguia mais conciliar ódio com pena.

— Você é de dar pena. Mas, não me surpreende, você é decepcionante._ Falei venenosamente, atraindo sua atenção para mim. Enraivecendo-a. Só preciso que chegue mais perto.

— EU SOU DE DAR PENA? Você não me conhece!_ Sibilou avançando contra meu corpo. E, logo, chutei sua coxa, com a minha perna boa, e quando ela arqueou, segurei pelos seus cabelos, fazendo que ela me olhasse nos olhos.

— Não, Helena. É você, quem não me conhece._ Retruquei, levanto sua cabeça contra meu joelho, que doeu ao absorver o impacto, e a soltei. Arfando pesadamente.

— Helena, permaneça onde está. Você tem o direito de ficar calada. Você está presa e responderá pelos crimes que cometeu._ Oliver decretou se aproximando e apontando sua arma em direção a Helena, enquanto Dig a algemava, olhei ao redor e todos estavam presos, mortos ou desacordados. Pisquei, sentindo a tontura me vencer, mas logo, um calor se apossou do meu ombro e soube que era Oliver.

— Sairemos todos mortos daqui Ollie, todos mortos._ Helena falou, assim que foi posta junto aos outros.

— Nos ponha no jogo._ Pediu ignorando as palavra dela. E eu assenti, respirando fundo. Ainda não acabou. — Você fez muito bem._ Ele disse e eu assenti mais uma vez. — Minha garota._ Murmurou. Tentando debilmente, limpar o sangue que escorria em meu rosto. Porém, a dor em minha coxa, era o que me preocupava. E as palavras de Helena e a ameaça de Chase, era o que me assombrava. Eles com certeza tem uma carta na manga.

— OLIVER!_ Exclamei me dando conta do óbvio. — O jogo está ganho para eles, se morrermos, não importa, eles nunca tiverem o objetivo de sair daqui com vida._ Falei convicta e temendo pelos outros.

— Nos põe no jogo, o mais rápido o possível._ Dig pediu ao escutar minhas palavras, agradeci ao ver que meu tablet estava intacto, vamos Curtis, rezei, vamos. Só preciso de você. E de um sinal. Pestanejei.

Pov Sara

— Consegue carregar ela?_ Questionei Tommy a minha frente, precisávamos sair, tirar Meghan que perdia muito sangue, mas estávamos perdidos, derrubei todos os mascarados que nos interceptaram, mas, tudo parecia piorar a cada corredor, sabíamos onde deveríamos sair. Todavia, sem o apoio necessário da equipe gama, seria em vão.

— Consigo. Nós precisamos da Lis._ Tommy murmurou com pesar. Com minha irmã inconsciente em seus braços. Vamos Meg, aguenta, não posso te perder.

— Nós vamos conseguir sair._ Disse convicta, então foram ouvidos passos apressados. Até demais. — Se esconde._ Ordenei, seja quem fosse, não iria passar por nós.

— SARA!_ John exclamou ao me ver. Respirei aliviada. — Ativa o comunicador._ Pediu, exasperado. Com um corpo, jogado em seus ombros e notei que era da Bertinelli. Mas, não questionei, Lis conseguiu nos conectar novamente.

— "Canário negro? Arqueiro?"_ Chamei. Nossos próximos passos, irão ser comandados por eles.

"Fique onde está. Não estou conseguindo colocar a comunicação entre todos vocês."— Foi Curtis quem disse, com a voz cansada. Porém, era algo, era uma esperança.

"Então, só temos que esperar? Curtis. Meghan, ela..."— Tommy tentou dizer, mas sua voz sumiu.

" Já irei tirar vocês daí. Um minuto. Só preciso de um minuto."— Curtis voltou a dizer. E mais passos foram ouvidos, e todos nós encaramos Laurel, Thea e René, vindo ao nossos encontro. — "Chegaram?"_ Ele questionou.

— "Sim. E agora?"_ Quis saber.

"A Canário Negro saberá o que fazer. A equipe gama está a caminho. Vamos começar a evacuar o local. Lis, ela quer todos fora. Chase, ele não pretende vencer, pretender matar todas vocês."_ Ele explicou, como eu, tenho certeza que todos escutaram as palavras dele. Nos olhávamos, procurando um alicerce. Faltava pouco. Tão pouco. Não questionei Lis e Ollie não estarem conosco, eu sabia que Felicity, iria dar tudo de si, caso aquilo, aquela constatação fosse verdadeira. Respirei, independente do que acontecer não permitiria que Chase, me tirasse elas, não como fez com meus pais, não como tentou fazer com Ava. Eu não perderia mais ninguém.

— Então? O que faremos líder?_ Questionei olhando para Laurel. Que mais uma vez, tinha a decisão em suas mãos.

— Achei as vítimas! PORRA! Achei as mulheres. Irei guiar vocês._ Curtis voltou a dizer empolgado. Todos nós olhamos para Laurel que parecia pensar. Eis... o fim. Iremos finalmente, salvá-las.

Pov Laurel


''I cannot stay
I'm reaching out wide
Trying to catch myself before I fall
Too little too late''

''Eu não posso ficar
Eu estou fora dos limites
Tentando me agarrar antes que eu caia
Um pouco tarde demais''

— "Arqueiro?"_ Sussurrei. Chamando-o pelo comunicador. Sabendo que Felicity não me escutaria, Sara muito menos, mas a missão tende ser finalizada. Nós já estávamos tão perto. Esse é o final, afinal de contas, o verdadeiro final.

"Líder".— Pude escutar ele responder, todavia, sabia que como eu, Oliver estava tentando achar outras formas, outros meios, porém, não há.

— Todas as mulheres já foram evacuadas do local?_ Questionei. Desde o momento em que ouvi o plano de Adrian, percebi que era pior que imaginávamos, todavia, agora estou presa nele, mesmo que inconsequentemente.

"Retiraram também todos os feridos. Meghan, Dig, Tommy e Thea, junto a equipe gama, estão fora de perigo."— Mencionou, quis rir de como era cômico, mesmo sentindo a dor da bala cravada em minha perna, sentei e me ajeitei o máximo o possível, pisquei algumas vezes tentando me manter calma, mas ao ver o corpo de René estendido e sem vida, na minha frente, destruía todo o tipo de pensamento que eu poderia ter. Entretanto, preciso... eu preciso, dar a ordem.

Quando descobrimos onde todas as mulheres foram mantidas, salvá-las foi meu primeiro intuito, porém, foi mais uma armadilha.

Flashback on

— René, você vem comigo. John guie o Arsenal até a saída, Meghan precisa de cuidados imediatos. Canário encontre o Arqueiro e a Observadora, de apoio a eles e o que vir em sua frente, mate. Temos 55 segundos até a que a equipe gama chegue, iremos fazer valer a pena._ Dei as ordens, Sara assentiu me mostrando que concordava, suspirei assim que cada um deles foram sumindo pelos corredores da Lux. Minha irmã caçula lutando para viver, depois de ter se sacrificado por nós e eu não posso demonstrar o quão está me quebrando por dentro. Cada um deles, da minha equipe, minha família, desacreditado, eu posso ver o quão fortes estão sendo para não ceder e concluirmos a missão. Pisquei diversas vezes. Ao notar o pequeno assentir de Diggle ao se afastar. Thea e René mantinham guarda ao meu redor, sem nada dizer, lembro como se fosse ontem, o jeito em que John descobriu da minha gravidez e com Oliver, ficou feliz, porém mais cuidadoso, e me pediu para contar a Ray, realmente eu preciso contar a ele. Ah, Ray. Permiti minha mente vagar, até nossos momentos juntos, tudo o que ele representa no momento, ao porto seguro que se tornou, oh, estou romântica agora, era só o que me faltava, ri secamente, controlasse Laurel Smoak Lance, você tem dezenas de pessoas para salvar, sua família e equipe. E irá conseguir. — Vamos._ Indiquei.

— Curtis? Estamos perto?_ Perguntei pelo comunicador. Ele assim que a comunicação foi restabelecida, graças a Lis. Havia descoberto onde as mulheres estavam, o que nos ajudou a não cair em mais nada planejado por Chase, mesmo que infelizmente, ele ainda esteja aqui e provavelmente, irá de encontro a nós, ou Lis, sinto isso, assim que virei no corredor, senti um frio na espinha, algo ruim estava perto, mas não permiti que isso me consumisse, mesmo que todos os poros do meu corpo sinalizassem que algo está se aproximando.

"Duas portas a frente, líder. Tem uma assinatura de calor perto, todavia, não se move, tenham cuidado."— Pediu. Thea, sinalizou que ficaria naquele ponto, e eu e René seguimos, encontrando mais três homens de Chase vigiando a porta em que entraríamos, contudo, ela foi mais rápida e com três tiros certeiros os fez cair. Incrível. Essa garota, é realmente incrível.

— Sigam._ Falou rapidamente, enquanto recarregava sua arma. — Laurel, cuidado._ Disse e eu assenti seguindo.

— Vou na frente._ René decretou. O corredor estava escuro, todas as luzes apagadas, nada mostrava que havia se quer uma pessoa viva naquele corredor. O que me corroía por dentro. René, deu mais dois passos, distanciei-me de Thea, para dar cobertura a ele. Nos aproximamos da porta em que Curtis sinalizou que as mulheres estariam.

— Curtis, faça varredura da área, quero que identifique cada ponto de calor presente neste local. Quero uma contagem exata._ Pedi, como um murmúrio.

"Só um segundo. Líder. A assinatura de calor que mencionei esta se movimentando, cuidado"._ Pediu mais uma vez.

— Não consigo ouvir nada._ René pestanejou. Com sua arma em mãos, chutou a porta e lá estavam elas, dezenas de mulheres. Todas amarradas, algumas nuas, outras chorando, outras sinalizando algo. O olhar delas de pavor, elas, estavam nos alertando.

— René!_Gritei ao escutar os disparos e tudo foi rápido demais, era Chase! Atirou diversas vezes em René, eu não conseguia enxergá-lo com exatidão, atirei em sua direção, mas o mesmo, mas, não o acertando, senti o chute de Adrian, me lançando contra a parede. Ouvi passos, gritos das mulheres. Os passos eram de Thea, ah não. Atirei mais algumas vezes. E antes que Chase pudesse vir em minha direção. Thea o confrontou, todavia, Chase, exibiu um sorriso que a paralisou. — THEA, SAI, CORRE!_ Exclamei, motivando Chase, que a segurou pelo pescoço, colocando-a sobre a parede, Thea se debatia. E eu tremia, como nunca em minha vida.

— Canário, Speedy._ Ele sibilou. — O minha doce Thea._ Falou enquanto ela o estapeava e chorava. Eu podia escutar, Curtis, Oliver, Lis, todos, falando em meu comunicador. Porém, eu só não conseguia.

— " LAUREL, ACORDA, ACORDA COBRA VENENOSA, ACORDA!"— Curtis gritava. Gritava comigo. Adrian, ele parecia contemplar Thea, eu não conseguia me mexer. — " Você está com duas assinaturas de calor em si, Laurel!"— Curtis disse desesperado.

— Estou grávida, Curtis._ Sussurrei, e o silêncio foi total em meu comunicador. As mulheres gritavam, Thea ia contra Chase, observei o momento exato, em que ela lhe deu uma cabeçada, o afastando.

" Laurel, Ray precisa saber que é pai. Você precisa agir. Por favor. Você é a nossa líder."_ Escutei a voz calma de Oliver. E pisquei, Adrian, ia novamente de encontro a Thea, ele não irá tocar nela. Me levantei apressadamente. Atirando em sua direção.

— Que surpresa._ Ele falou ao me ver diante de si, ele usava colete, corri em sua direção, Thea chutou seu abdômen, soquei seu rosto, ele me desarmou, rápido demais, preciso demais. Efetuou dois disparos. Minha perna formigou, droga. A dor se alastrou. Inferno. — Uma pena que não poderei continuar com vocês. Preciso ir ao encontro da minha Observadora._ Decretou. Ativei meu grito sônico, no mesmo instante, e da mesma forma que ele apareceu entre nós. Ele sumiu.

— " O que está acontecendo ai?"— Oliver questionou.

— René foi atingido, estou ferida, estamos com as mulheres e Chase sumiu._ Rapidamente. Thea quebrou uma janela, iluminando o espaço então vimos todo o estrago, Thea com marcas avermelhadas em seu rosto, eu com a perna sangrando. As mulheres, todas elas com expressões assustadas. E René, estirado no chão.

— "Precisam retirar as mulheres. Estamos aqui fora."_ Escutei Barry Allen, dizer com urgência.

— " Alguém tem que ficar na sala. Todo o prédio, está com bombas, se não houver assinatura de calor neste local, ele irá ir para os ares, todo esse território irá explodir."— Curtis disse, com certeza que todos estavam escutando.

— Ele está morto._ Thea chorou abertamente, sob o corpo de René. Caminhei pesadamente até seu lado, fechei os olhos de René. Descanse em paz.

"Laurel, precisa me mandar as mulheres!"_ Caitlin quem exclamou dessa vez.

— Olá?_ Viemos salvar vocês._ Falei virando-me para as mulheres que me olhavam amedrontadas. — Eu preciso que confiem em mim, em nós. Temos que tirar vocês daqui agora. Por favor._ Pedi, e todas elas assentiram. Agora vem a parte mais difícil. — Aquela, é a Speedy, e ela sofreu como vocês. Apenas peço, para que a sigam. Ela irá salvar vocês._ E todas confirmaram, ainda desacreditas, mas confirmaram.- Thea._ Chamei, e ela se recompôs, mesmo que estivesse longe, mesmo que ela tenta-se permanecer firme, vi nela, todas as minhas irmãs, todo o sofrimento, tudo o que Chase poderia causar a uma pessoa. — Preciso que escolte elas até a saída._ Falei.

— E você?_ Ela questionou desconfiada. Alinhando as mulheres, pondo sua arma em mãos. Ela será uma ótima líder um dia.

— Eu fico. Vá. Boa sorte._ Falei e ela ao menos se moveu. — Thea. VÁ!_ Exclamei.

— Eu não quero perder mais ninguém, por favor, por favor, vá conosco._ Choramingou, suplicou. Respirei. Como eu queria ir, mas...

— Alguém tem que ficar Thea, vai. Estão te aguardando._ Expliquei, e ela me abraçou apertado, retribui e a empurrei para a saída. E assim que todas saíram da sala, me recostei na parede e permiti que meu corpo escorregasse.

" Eu darei um jeito de te tirar daí."— Curtis falou com convicção, pelo comunicador.

— Eu confio em você Holt._ Falei com calma e pude ouvir sua respiração se acelerar.

"Eu te odeio, por dizer isso só agora, cobra peçonhenta."_ Ele respondeu e me permitir sorri.

Flashback Off

— Quando for a hora. Matem-no._ Ordenei. — Não recuem por mim. Eu não quero ser salva. Não permita que Felicity recue por mim._ Falei incisiva.

"Eu não sei se posso, Lau, eu não..."_ Ele gaguejou. Sorri, com aquele novo apelido. Ele neste momento, estava vendo uma Felicity que nunca, jamais foi vista. Oliver, estava lá para minha irmã, a frente do nosso carrasco. Vendo de perto o qual perturbado e doentio ele é. Mas, quando eu precisei, ele me acordou. Então, irei retribuir, ele tem que salvar minhas irmãs.

— Oliver, você é o líder, caso eu não esteja apita a continuar, você esta ai, não eu, você é o líder é quem precisa salvar os que ainda estão na boate antes que tudo exploda."_ Exclamei.

"Lau."— Ele disse como se procurasse palavras. Contudo, não havia mais o que ser dito.

— Curtis, corte nossa comunicação. Certifique-se de que eles saiam daqui, inteiros._ Pedi, inclinando um pouco a cabeça. Cansada. Eu estou cansada.

"Fiz como pediu. Agora, é com eles. Não irei interferir, estou mandando a equipe gama de volta, para tirarem vocês dai. Está quase acabando."— Curtis falou, com esperança.

— Curtis, consegue me conectar a Ray?_ Perguntei. Usando minhas mãos como apoio, joguei meu corpo para o lado, perder tanto sangue, estava me deixando tonta. Apoiei a cabeça em algo que encontrei, e repousei, minhas mãos em minha barriga quase inexistente. Eu sabia que Curtis estava no outro lado, o que me trazia paz, mesmo que em silêncio, ele estava tentando fazer o que pedi. A perspectiva de morrer soterrada, ou em uma explosão, não me era atraente. Mas, não posso desmoronar. Sou a irmã mais velha, sou a líder de uma equipe e sou eu quem ainda acredito em mim, acredito que tudo dará certo. Tem que dar, pelo meu bebê. O meu Deus. Eu preciso salvar meu bebê. Solucei, ao entender finalmente, mesmo dizendo aos outros, mesmo permanecendo firme. Não há saída dessa vez.

— "Ray na linha em três, dois, um..."— Curtis falou apressadamente, imagino o qual difícil foi conseguir uma conexão entre ele e eu. Mas, Curtis, é um gênio. E eu só tinha a agradecer.

Ligação on

Alô?_ Escutei a voz do homem que amo, funguei, porque eu quis mesmo falar com ele? Meu Deus. Como irei contar tudo agora?

— Amor._ Falei de maneira doce, escondendo todo o turbilhão de sentimentos que me invadia.

— Laurel? Onde você está? Eu estou tão preocupado amor, por favor volte para casa, estou com saudades. Sei que está ocupada, mas por favor, não fique tanto tempo sem dar notícias, sabe que eu, desculpa estou me enrolando, eu te amo tanto, sinto tanto a sua falta.— Ele falou apresadamente, soltei uma risada rouca. Ray nunca mudaria.

— Prometo que irei voltar amor. Preciso te contar algo._ Disse em seguida.

Me conta pessoalmente amor, eu espero._ Ele pediu. Mas, não havia mais tempo.

— Amor, estou grávida. De semanas ainda, mas estou, eu queria te falar pessoalmente, porém, receio que irá demorar um pouco, então estou te falando, nossa, peguei sua mania de falar apressadamente._ Falei, e ele riu, com aquela risada gostosa pela qual me apaixonei.

Eu vou ser pai. Pai. Eu vou ser pai. VAMOS TER UM FILHO!_ Ele exclamou.

— Ou filha._ Completei.

EU TE AMO TANTO, OBRIGADA POR ISSO, POR TUDO, MEU AMOR, EU NÃO PODERIA ESTAR MAIS FELIZ!_ Ele exclamou, pude ouvir ele gritando para quem quisesse escutar, que ele seria pai. Ele seria pai, caramba. Então comecei a chorar. — Laurel? Amor? Por que esta chorando? Calma.— Ele implorava e eu só sabia soluçar, e chorar, nada me acalmava, eu nunca me imaginei sendo mãe e mulher de alguém e como eu quero isso agora, como eu quero ser mãe dessa menininha que vive dentro de mim, como eu quero ser a mulher do homem mais especial desse mundo, eu quero sobreviver.

— Eu te amo muito._ Falei, abri meus olhos ao escutar passos e pude ver Sara, que correu ao meu encontro e me abraçou, me acalmando. Ela voltou, por mim.

Eu também te amo amor. Me diz o que está acontecendo?— Ele pediu, mas antes que eu pudesse responder escutei um disparo.

Ligação Off

Don't let me go
Hold me in your beating heart
I won't let go
Forever is not enough
Let me lay my head down on the shadow by your side
Don't let me go
Hold me in your beating heart

"Não me deixe ir
Segure-me em seu coração pulsante
Eu não vou deixar você ir
Para sempre não é suficiente
Deixe-me colocar minha cabeça para baixo na sombra ao seu lado
Não me deixe ir
Segure-me em seu coração pulsante"

"Não consegui manter a conexão, me perdoa."— Curtis, disse pelo comunicador. Chorando.

— Obrigada por tudo Curtis. O que faz aqui, Sara?_ Questionei e ela se deitou ao meu lado, com os olhos vermelhos, rosto suado. — Por que voltou? Que droga!_ Xinguei.

— Eu não posso te perder, não posso._ Falou, ela analisava o corpo de René, seu fiel escudeiro.

— Sara..._ Não pude continuar. Pois o chão começou a tremer em baixo dos nossos corpo, agarramos uma a outra.

— Eu amo você._ Dissemos juntas.

" Felicity, matou Adrian."— Foi a última coisa que escutei, antes de tudo desmoronar. Não soube, se a frase veio de Curtis, ou Oliver, mas finalmente, Chase estava morto.


"And only I can save me now
I’m holding on a light
Chasing up the darkness inside
And I don’t wanna let you down
But only I can save me"

"E apenas eu posso me salvar agora
Estou segurando uma luz
Estou caçando minha escuridão interna
E não quero te decepcionar
Mas apenas eu posso me salvar"

Pov Felicity

"All I need is what I have
Then fell a tear of happiness
Oh...
She watched it all crumble away
Is this the end of yesterday?
"Lord, I hope so" is all he said
All gone are the old guards
Gone are the cold, cold wars
And as we go forth
I pray we'll remember this day"

"Tudo que eu preciso é o que eu tenho
Em seguida, caiu uma lágrima de felicidade
Oh...
Ela assistia tudo desmoronando
è o fim do ontem?
"Senhor, eu espero que sim" é tudo o que ela diz
Todos os guardas antigos desapareceram
Todas as frias, frias guerras desapareceram
Nós vamos adiante
Eu oro para que possamos relembrar desse dia"

— Fique atrás de mim._ Oliver pediu. No momento em que escutou, que Adrian, viria atrás de nós. — Eu não irei permitir, que ele toque em você._ Disse sucinto.

— Ele esta me esperando Oliver._ Falei com lágrimas nos olhos. — Eu irei até ele._ Falei de maneira cansada. Restabelecer nossa comunicação, foi algo que me deu motivos para ter esperança. Mas, tudo o que se sucedeu. com os outros, tudo por causa de Chase, René... oh, meu Deus. Thea, Laurel apavorada. Tudo, por causa de um sentimento doentio. Tudo terminaria aqui. Terminaria hoje.

— Não importa, fique por perto._ Ele pediu, vasculhamos todas as salas ao nosso redor, todas vazias, todos estavam mortos, pois os que estava presos, John tirou todos, assim como Helena, todos seriam levados para longe do Bordel.

— Sara?_ Indaguei. Vendo que minha irmã arfava. Desculpe a demora. — Eu me perdi no meio do caminho._ Falou sincera. Então, antes que eu entendesse o que estava acontecendo, senti meu corpo sendo puxado, uma das salas que vasculhamos.

— Como eu disse, eu te aguardava, para o nosso confronto final, pequena Observadora._ Chase disse calmo, enquanto tapava minhas lábios, ele desceu em um entrada atrás de um armário, por isso se locomove tão rápido. Passagens secretas. Me debati. O pavor tomava conta de mim, mas a raiva, tudo em mim queria acabar com isso, eu tentava transformar meu medo em ódio, não irei permitir que ele tome conta dos meus pensamentos. Arrastou me corpo, dentre as escadas, na primeira oportunidade que tive, me joguei para trás, e nossos corpos foram de encontro ao chão, mas antes que eu pudesse me equilibrar, Chase socou meu rosto com força, duas, três vezes. Pensei que eu iria desmaiar. Mas, ele riu alto. Então. Oliver apareceu, correndo, e jogou para longe, Sara, me arrastou para um canto, enquanto meus ouvidos zumbiam, Oliver e Adrian lutavam, insanamente, todos os seus golpes eram precisos.

— Eu irei ajudar. Fique aqui._ Sara me disse e eu assenti, tudo doía, mas me coloquei de pé novamente. Sara, acertou um chutem em Chase, e ligeiramente cravou uma faca em seu braço, Oliver e ela, eram uma boa dupla, esquivavam, avançavam, e tudo isso, lutando contra uma pessoa, Chase, combatia os dois, de maneira, que me assustava, ele ria, seu olhar encontrou os meus, no momento em que ele puxou sua arma, mas Sara, o desarmou, jogando-a, para minha direção mesmo que inconscientemente.
Oliver, ficou se desequilibrou por um momento, Adrian ganhou abertura, observei o momento em que ele tirou a faca de seu braço e direcionava a Oliver, puxei uma das minhas lâminas, e lancei, acertando em sua mão, o surpreendendo. Me surpreendendo. Oliver, xingou, acertando-o com força e Sara, o derrubou, imobilizando-o, mas Adrian, não desistiu. Tentou jogar minha irmã, para o lado incontáveis vezes. E quando, finalmente, o fiz, levantando-se, chutando seu corpo. Oliver, investiu novamente contra ele, Sara se ergue e ele suspiravam alto, mas não desistiam, e eu me vi, naquele momento apenas como uma telespectadora.

Olhei para arma jogada ao meu lado. Eu poderia acabar com isso. Pensei em todos, eu sabia que Curtis, todos estavam se comunicando entre si, no comunicador, eu consegui ouvir algo, sobre Laurel não poder sair, sobre todo o território do Bordel está rodeado por bombas. Muitas informações. As vitimas, sendo retiradas. Barry gritando, tudo ao mesmo tempo. Tudo sendo feito, enquanto eu só olhava. Todos, tentando salvar Laurel, isso eu captei, e nos salvar. Contudo, mais uma vez, Chase havia calculado, de uma forma, que ele tiraria alguém de mim. Ele não tem planos de sobreviver, ele não vai sobreviver. Escutei, quando Laurel disse que estava grávida. Então esse era o segredo. Ouvi, quando ordenou que Thea saísse, tudo. Ela é a personificação de Quentin Lance, tão mandona e tão heroica. E eu, sou a personificação de Dona Smoak. Como Sara mesmo, disse, e eu não permitiria, que nada acontecesse a quem amo. Não dessa vez.

— PAREM!_ Gritei. Com as mão trêmulas. Segurando a arma de Chase e apontando para ele. Enquanto Oliver, me olhava assustado e Sara, estática. — Acabou Chase._ Falei me aproximando e ele levantou as mãos em rendição, mas avançou contra mim, e eu bate com arma contra o seu, nariz, e soquei sua fase, com o soco Inglês, que Dig, havia me emprestado. — ACABOU, ADRIAN!_ Vociferei, apontando mais uma vez a arma em sua direção. E ele finalmente, entendeu. E Sorriu, retirando, algo do seu bolso. Um dispositivo.

— Nunca pensei que o jogo acabaria assim. Sempre soube que terminaria entre nós dois. Mas, você sempre me surpreende._ Ele disse, caindo no chão, sem soltar o dispositivo, Oliver veio para o meu lado. Sem nada dizer. — Por isso me apaixonei por você._ Falou e o olhar de Oliver se tornou furioso. Mesmo assim, ele apenas media a Chase. Confiando em mim. Apoiando-me, estando ali comigo.

— Eu te odeio. VOCÊ MATOU MEUS PAIS, VOCÊ FERIU PESSOAS IMPORTANTES PARA MIM, VOCÊ DESTRUIU TUDO O QUE MAIS AMEI, QUE PAIXÃO, É ESSA QUE SENTE POR MIM, ADRIAN? VOCÊ É DOENTE!_ Vociferei, e cuspiu sangue. Sem perder, a pose de antes, de quem sabia de algo a mais.

— Me apaixonei, quando você foi a única que pensou da mesma maneira que eu, até me prender, me apaixonei, pois, quando sequestrei seus pais, você sempre sabia onde eu estaria, me apaixonei porque, você é um desafio para mim. Inalcançável. Você, superou seu medo, para me enfrentar, Observadora. E eu, prefiro morrer ao seu lado, do que permitir que viva, com alguém como ele._ Falou. De uma maneira que me causou enjoo.

— Você é doente!_ Repeti.

— E o que você fará? Me matar? Vamos lá. Você nunca o faria, você não atira em pessoas. Me prender? Oh, Eu não posso sair do bordel se não ele explode._ Falou, tomando nossa atenção. — Tomei precauções. E caso, me deixe aqui vivo, explodirei tudo, antes que pense em correr. Não há como desarmar as bombas, são muitas. Ou você me mata, e morremos os dois, e mais quem estiver nesse prédio, porque ele irá explodir, logo. A contagem regressiva começou no momento em que te encontrei. Ou, eu explodo todos nós. Não me importo._ Ele falou. E tudo zumbiu. Tudo ao mesmo tempo, eu ainda mirava Adrian, que ria e tossia descontroladamente. Oliver, falava algo, Laurel dizia algo no comunicador. Curtis também. Tudo ao mesmo mesmo. Tudo rodava, era o fim. Mas, Chase realmente não permitiria que saíssemos vivos. — E sabe? Eu sei que você não terá coragem de apertar o gatilho, você sempre foi protegida, não consegue ser a irmã que carrega sangue nas mãos, pelo menos, as outras, eram assassinas. Helena, também. Mas, eu me apaixonei, pela irmã, boa e fraca._ Chase me provocou. Olhei para Oliver. Observei Sara correr. Ela entendeu o que eu faria. E eu, torcia para que ela se salvasse. Ninguém falava nada, no comunicador. Estranhei, mas era o final de tudo aquilo. Não importa mais, nada mais.

— Oliver._ Chamei. — Vai embora._ Pedi ao sentir ele se aproximando e abraçando o meu corpo. Seus rosto molhado. — Vai embora, não fique aqui, esse é o meu fardo. Oliver.

— Felicity, uma vez você me pediu para ficar, então eu vou ficar._ Falou. Ele estava disposto a ficar comigo, enquanto tudo desmoronava. — Eu te amo, minha loirinha._ Completou, permanecendo comigo.

— Eu te amo muito mais! Então sai daqui._ Falei, me dilacerava, pensar que ele embarcou nessa comigo, tudo o que eu toco ruína, tudo dá errado, tudo!Maldito dia que ficamos a sós, naquele elevador, maldito dia que ele se apaixonou por mim, maldito dia que eu disse que o amava. — Oliver._ Implorei.

— Eu vou com você, até o fim._ Falou convicto. E eu entendi, ele não sairia daqui. — Acabe com isso._ Completou.

— Estou emocionado. Continuem, tem piores formar de morrer. Já passo nos explodir?_ Chase questionou. E então olhei em seus olhos, e ele viu, percebeu que algo havia mudado. — Você não teria corag..

— Se esqueceu Adrian? eu sou a irmã má._ Então disparei, um tiro certeiro em seu peito, ele soltou o dispositivo, me olhava incrédulo, até seu corpo escorregar sem vida, e o chão tremulou. Soltei a arma e me agarrei em Oliver.

— VEM!_ Gritou, agarrando em minha mão, e corremos. Mas quando o chão começou a desabar em nossos pés. Percebi, que não conseguiríamos sair. E, ele me abraçou, antes de despencarmos. — Obrigada por me amar._ Ele falou. Fechei meus outros enquanto despencávamos. Escutando as explosões.

— Te amarei para sempre, Oliver._ Respondi, com lágrimas quentes rolando em meu rosto. Desejando que todas estivessem a salvo. Agradecendo por ter acabado, e com esperança, de que tudo ficasse bem. Pois, não poderia acabar assim... não depois de tudo o que vivemos.

"Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma ideia vale uma vida
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós
Algo de uma criança"

Notas finais
Bom, estou atrasada, um ano e alguns meses, com esta última parte. Tantas coisas aconteceram. Eu poderia me justificar de tantas formas. Mas, desta vez não o farei. Apenas, quero agradecer, a quem continuou comentando na fanfic, as meninas, que tenho em minhas redes sociais, minha família e amigos que sabiam, o quanto eu queria terminar, apenas não conseguia. Eu, precisava estar bem, mas notei, que estar aqui, escrevendo, lendo e interagindo com vocês, me faz bem. Então, me permitir finalizar está história. Teremos o epilogo em julho. ( Minhas férias) Mas, tem um tempo que penso em finalizar uma fanfic minha, excluída, então irei repostar ela. Já que tem capítulos prontos, então estarei atualizando-a constantemente. Não é Olicity. É Sasuhina. Uma fanfic cômica, que eu particularmente, adoro escrever. No futuro pretendo retornar a usar esse casal que tanto amo, mas por enquanto finalizar a Jogo perigoso, me faz uma pessoa realizada. Obrigada a todos de coração. E até julho. Observação: Estarei respondendo os comentários antigos.