Jogo Perigoso

36 Epílogo


Notas iniciais
E pela última vez, lhes desejo uma boa leitura!

"Tente! (Tente!)
E não diga
Que a vitória está perdida
Se é de batalhas
Que se vive a vida
Han!
Tente outra vez!"

POV THEA


"Speedy. Me promete que se algo acontecer, você irá cuidar da minha filha?"

Aquela frase, que na hora me pareceu algo distante. Repetia-se em minha mente consecutivamente, assim como a visão de Renê sendo morto diante dos meus olhos. Eu havia prometido, cuidaria de Zoe. Sua filha. Eu prometi, pouco antes dele ser morto por Chase. Senti uma raiva inumana tomar conta do meu corpo e solucei mais uma vez. Já se passaram três dia. Desde que tudo acabou. Ainda estávamos em Los Angeles. Residindo na área hospitalar da Base do FBI.

Observei os agentes sendo trazidos após alguma missão em que estiveram, o entra e sai no andar era contínuo, caminhei até a recepção. Hoje, era a chegada dos meus pais, Ray e do meu marido. Minha mãe chegou logo no dia seguinte. E desde então não saiu do corredor, em que todos estavam internados. Ninguém ousou tirar os pés daquele lugar, na verdade.

— Você deveria ir tomar um café._ Ava falou vindo ao meu encontro. Ela havia sido retirada do coma a poucas horas. E tive que contar tudo a ela, já que Tommy ficou com a missão de revelar tudo sobre nós para Ray, Curtis e John tiveram que retornar a Star, levando Helena e todos os presos e a mando de Lyla. — Thea?_ Indagou. Eu ainda absorvia o quão diferente Ava estava, mais magra e cheia de curativos, mas em seu olhar algo brilhava. Mesmo depois de escutar tudo, como foi encontrar os corpos de Sara, Laurel, Oliver e Felicity, entre os escombros. Ela demonstrou dor. Todavia, mostrava uma força... Algo, que me intrigava.

— Como consegue?_ Questionei.

— Consigo o quê?_ Ela quis saber, me olhando de forma duvidosa.

— Se manter firme. Diante de tudo._ Respondi simplesmente.

— Da mesma forma que você Thea. Mesmo que não note. Sabe? Eu deveria estar morta. Quase morri muitas vezes. A mulher que eu amo, perdeu a memória, me salvou, me pediu em casamento. A mulher que eu amo foi encontrada abraçada a irmã debaixo de escombros. Você deveria estar morta, mas está aqui na minha frente. Entende? Nada é como deveria ser, para que aja algo de bom, infelizmente, coisas ruins tende acontecer, não conseguimos controlar. E eu tenho certeza, que eles ficarão bem. Sabe, porque?_ Ela me perguntou, enquanto eu permitia que minhas lágrimas rolassem com seu relato.

— Por que?_ Perguntei, com a voz baixa.

— Pelo motivo de merecermos ser felizes, Thea. Olhe para trás._ Ela indicou e quando o fiz, observei Roy, estático me analisando, sem se aproximar. Senti Ava me empurrando de leve. Todo o barulho da recepção desapareceu, no momento em que corri para os braços do meu marido.

— Me diga que não estou sonhando._ Ele implorou, sendo esmagado pelo meu abraço, me apertando e beijando, chorando, tudo ao mesmo tempo, senti olhares sob nós. Entretanto não importava. — Por favor, que eu não esteja sonhando!_ Disse mais uma vez.

— Estou aqui amor, estou aqui com você, finalmente._ Exclamei, colando nossos lábios. E nada no mundo poderia me dar tanta paz. Eu estava em casa. Eu voltei pra casa.

"Merecemos ser felizes."

É Ava tem razão. Até nós merecemos ser feliz.

1 SEMANA DEPOIS
SEDE DO FBI — L.A

— Roy, tem certeza que quer isso?_ Questionei novamente ao meu marido. Zoe, participou do enterro de seu pai, aqui em Los Angeles. Com uma das assistentes sociais que estava responsável por ela. Pelo seu caso ser raro, diferente do que acontece, ela não tinha nenhum membro da família, então seria enviada a um abrigo. Contudo, com muita persuasão dos meus pais, conseguimos a guarda dela. Assinamos os papéis ontem, e hoje seria o dia de conhecê-la.

Roy havia entendido meu motivo para querer cuidar dela. Mas, me surpreendi com meu marido, no momento em que ele concordou e ficou mais do que contente em poder zelar por aquela menina. Roy realmente era muito mais do que eu mereço. Muito mais.

— Para de perguntar a mesma coisa. Quem deve querer ou não ficar conosco, é ela. Vamos lá._ Me puxou para a sala em que Zoe nos aguardava. Entramos em silêncio. Ela estava sentada ao lado da minha mãe, a menina se afeiçoará a Moira nesses dias. Um dos motivos da minha mãe ter saído do lado de Ollie, permitindo que Robert e Malcolm, estivessem na espera de que todos ficassem bem.

Meghan logo estaria acordada. Caitlin, havia dito a Tommy para fazer com que ele descansasse um pouco. Mesmo que bastante ferida, ela tinha se recuperado de forma surpreendente. Mas, não havia acordado ainda. Porém, seria por pouco tempo. Era o que pedíamos todos os dias.

— Você é a Thea._ Escutei ao me sentar a sua frente, pisquei para minha mãe que sorriu de leve. — E você é o Roy._ Zoe voltou a dizer, encarando-nos, senti medo, ela parecia analisar cada traço do nossos corpo.

— E você é a Zoe._ Meu marido respondeu, apoiando-se sob a mesa, devolvendo um olhar corajoso em direção a menina.

— Acertou!_ Ela retrucou, cruzando os braços. — Vó Moira, eles não parecem ser nada daquilo que a senhora disse._ Zoe falou diretamente para minha mãe. "VÓ?"

Olhei incrédula para Roy, que parecia anestesiado, assim como eu. "VÓ?"

— Zoe, você nem permitiu que eles falassem, querida. Darei um tempo a vocês. Comportem-se._ Minha mãe disse, já se levantando e saindo da sala. Okay, Moira nunca perderia seu jeito sutil de ser.

— Me fale sobre você._ Zoe, repentinamente pediu. Olhando para mim. Respirei profundamente, encarando aqueles olhos que tanto me lembravam Renê. E tomei a coragem necessária.

— Bom, sou casada com ele._Comecei apontando para Roy. — Ainda não entendo como cometi essa loucura. Falei fazendo graça e ela sorriu contida. — Gosto de comidas salgadas, detesto acordar cedo, odeio que me acordem, tenho dois pais, dois irmãos, um está internado agora, mas logo vai melhorar, o outro bem, ele está cuidando de tudo por enquanto, eles são os melhores irmãos do mundo, você irá amar conhecê-los, são lindos._ Indaguei, e notei que ela prestava atenção em casa palavra que eu dizia, e como Roy, debruçou-se sob a mesa, seu cabelos estavam bagunçados, seus olhinhos vermelhos, mas, ela ainda tinha um jeito de quem sabia o que quer, que me lembrava tanto Renê, Zoe não deveria estar passando por isso, tão nova. Respirei, pronta para continuar. — Sou dona de uma boate, gosto muito de dançar. Detesto quando me chamam de pequena!_ Exclamei e ela riu.

— Eu também não gosto, mas papai disse que eu ainda vou crescer muito._ Zoe respondeu, um pouco mais triste. Então Roy tomou sua mão, apertando-a e logo, percebi que o rostinho dela, se banhou de lágrimas. E antes que eu pudesse fazer algo, ele se levantou e a abraçou. — Eu só queria ele aqui. Porque o papai me deixou? Eu não quero ficar sozinha, eu quero meu pai!_ Ela gritava, entre o choro, apoiada no ombro de Roy, que a colocou no ombro e caminhava com a menina pela sala. Falando algo baixo para que a acalmasse, mas, eu não conseguia escutar direito. Apertei as unhas contra apalma de minha mão. Rene não irá voltar, e eu prometi tomar conta da filhinha dele. Está na hora de ser realmente forte, porque agora, não sou só eu. Seria uma espécie de mãe para ela. E eu faria dar certo.

— Ele sentia sua falta._ Declarei e seus olhos vieram de encontro aos meus.

— Verdade?_ Ela questionou. Roy caminhou até o meu lado e depositou a menina em meu colo. Ela pesava um pouco, mas não tenho do que reclamar. Ela já não chorava mais. Roy sentou no chão abraçando nossos pés. Também me olhando.

— Sim, ele sentia muito a sua falta._ Confirmei e Zoe parecia digerir aquilo. — Houve uma vez, que ele brigou comigo. Porque eu estava sendo muito boba, com saudades de Roy._Confessei e ela me olhou intrigada. — E ele sentia a sua falta, e eu só brigava com ele. Seu pai tinha razão, mas eu estava com saudade oras._Exclamei, Zoe fez um sinal de negativo da cabeça, porém, ainda me escutava. — Durante a missão, ele me pediu para ficar com você, cuidar do maior bem dele, caso alguma coisa acontecesse._Falei apressadamente. Notei, que minha mãe estava escorada na porta, nos observando. — E eu tive muito medo, pois, você pode não gostar de nós dois. Com medo de não sermos suficientes para você. Só tive medo._ Continuei e ela piscou várias vezes.

— Eu estava com medo de ninguém me querer._ Ela confessou com um soluço. — Vovó Moira, disse que isso nunca ia acontecer, mas, e se vocês não gostassem de mim?_ Ela pareceu refletir.

— Zoe._ Roy a chamou. — Você nos aceita? Para cuidarmos de você e protegermos você de tudo. Não sabemos como criar uma criança ainda. Mas, você poderia nos ajudar._ Falou e Zoe ficou de pé, enquanto meu marido de joelhos, esperava sua resposta, ansioso como eu.
— Eu acho que vou ter que cuidar de vocês, Vovó Moira disse, que só faaaazem bobeiras._ Respondeu com um enorme sorriso. E escutei o gargalhar da minha mãe. Então, senti seus bracinhos me rodeando, e logo, todos nós nos abraçamos.

Esperança. Senti adentrar em meu peito, ao perceber que ainda havia esperança, tudo daria certo. Continuarei a ter fé. Se eu fiz algo de bom nessa vida, estou recebendo os frutos nesse instante, pois nunca me imaginei sendo tão feliz, em meio ao caos. E amando tanto.

— Amo tanto vocês._Sussurrei. Recebendo um beijo da minha mãe na testa. Eu finalmente, estou viva. Depois de tudo.

"É preciso saber viver
Saber viver, saber viver!"

POV TOMMY

Meghan havia sido retirada da UTI, e enviada para um dos quartos durante a noite. Caitlin, me deu autorização de ficar com ela após duas horas, e aqui estou. Após diversos pedidos a Ray, para que fosse comer. Ele havia aceitado. Mesmo que a contragosto. Ele não sabia da frente da porta do quarto onde todos estavam internados. E eu não posso julgá-lo, já que permaneci ao seu lado, por todos esses dias. Contando inutilmente cada segundo e pedindo para que todos acordassem. Tendo que lidar com o pavor de que eles não conseguissem voltar, pois Caitlin explicou, Meghan, desmaiou pela dor, perdeu sangue, mas foi socorrida a tempo e respondida bem ao tratamento, o que me aliviava. Ela sempre foi a mais forte de nós dois. Essa loirinha, era mesmo um vazo ruim. Sorri, com meu péssimo humor, peguei a cadeira de espera e sentei perdi de sua cama.

Seu corpo estava coberta de cicatrizes, algumas antigas e outras que ganhou recentemente, sua respiração era regular, seus cabelos curtos, espalhados pelo travesseiro e uma expressão serena. Ela descansava, repeti comigo mesmo.

Oliver foi encontrado, protegendo o corpo de Felicity, contra o seu. Meu melhor amigo, protegeu quem ama até o último segundo. Refleti. Eu faria o mesmo. Sara, mesmo abraçada a Laurel, encobria seu corpo, esse foi uma dos fatos agravantes para que Laurel não perdesse seu bebê. Que eu tenho certeza que é um garotão. Meus dois melhores amigos. Protegeram quem amam. A todo momento, o batimento deles cai, lembro de Barry comentar com meu pai, que os médicos estavam lutando para manter todos vivos, entre convulsões e paradas cardíacas, além de não responderem aos medicamentos, eles tiveram fraturas por todo o corpo, Laurel era o pior caso, pois podia perder seu bebê caso continuasse rejeitando os medicamentos. Ollie, quebrou tantas partes do seu corpo que não podia nem pensar. Mas, ninguém perdia as esperanças, e eu não o faria.

Olhei mais uma vez para minha loirinha. Eu pensei que a perderia dentro daquele bordel. Não perdi. Então, o que posso fazer é continuar a visitar a pequena capela da Base e rezar, por cada um deles. Que irônico. Ri comigo mesmo. Pegando meu terço. Eu não reconheceria esse Thommas Merlyn, caso alguém me falasse sobre ele. Eu apenas riria. Quantas coisas mudaram. E eu que já estava acostumado a ser indomável, encontrei com essa loira que é imprevisível, achei que sabia tudo sobre amar e vida, mas ela me mostrou que tava em outro nível. Ela havia mudado tudo, sem ao menor perceber, virou minha vida de cabeça para baixo.

— Estou com tanta saudade gracinha._ Murmurei, encarando o objeto em minhas mãos. — Lembra quando, falamos sobre viajar quando tudo acabasse? Não dá para fazer isso com você dormindo. Só para lembrar, você aceitou se casar comigo, e eu vou cobrar!_ Falei mais alto, sentido meu rosto ser tomado por lágrimas. Eu não queria, contudo, era involuntário. — E, a alguns dias atrás foi o seu aniversário. Então, temos que comemorar, não importa, quando você acordar iremos festejar, do jeitinho que quiser. Não importa, se eu tiver que levar você vestida dessa forma, porque você é linda de qualquer jeito!_ Exclamei, libertando tudo o que sentia. — E eu não vou ligar que gaste todo meu dinheiro comendo, eu nunca liguei mesmo. Te ajudo a roubar o conversível de Ollie, já que você ama tanto aquele carro. Quer saber? Compramos um. Ou dez. Não ligo!_ Falei como um sussurro. — Eu só queria ouvir sua voz, sua risada, ver sua santa boca convidativa me provocar mais uma vez, sei que irá acordar, mas eu sou um idiota e estou aqui chorando. Um tolo que morre de amor por você. E que fala sozinho também._ Completei e limpei meu rosto com a camisa, colocando o terço novamente em meu bolso.

— Concordamos... Você é idiota._ Escutei, virando rapidamente em direção a Meghan, que me olhava. — E eu quero um conversível, docinho._ Falou, soltando um pequeno sorrisinho provocativo. Caminhei até ela. Encarando-a, como se fosse um fantasma. Eu não sabia reagir, eu só queria agarrar essa mulher. Todavia, eu tenho que chamar uma enfermeira. Ela. Ela. Ela.

— Você. Você. VOCÊ!_ Indaguei trêmulo. Segurando uma de suas mãos, e ela retribuiu ao toque mesmo que fraco.

— Eu preciso de aguá e anestesia. Tudo dói aqui, docinho._ Ela respondeu calmamente.

— Vou chamar a enfermeira._ Falei. Eu não conseguia, eu só precisava de ar. Depois desse tempo de quase perder ela. vê-la ali, me olhando, tudo estava me consumindo ao mesmo tempo.
— Fique um pouco._ Ela pediu, apertando meus dedos. — Se você sair, sem ao menos dizer que me ama, vou ficar só. E eu não posso ficar mais sem você. Thommas._ Falou com a voz embargada. Me inclinei e a abracei com cuidado. Tudo parecia girar. — Eu não sei de tudo o que aconteceu, e eu estou em pânico, Mas, se você sair, eu vou ficar só..._ Ela voltou a dizer.

— Eu sempre estarei com você, Meghan, sempre._ Respondi, beijando de leve sua bochecha e em seguida seus lábios. Ela havia voltado para mim. E eu me sentia um filho da puta sortudo, o mais sortudo de todos.

"Mas quando ela passa, tudo muda
Ela me tira o ar e eu fico mudo
Não sei se eu falo algo, paro e penso
Como essa mina me deixa tão maluco?

Prometo que vou te fazer sorrir
Se a tristeza um dia te procurar
Mas se eu for motivo da sua dor
Por favor, me ensina a fazer sarar
Hoje eu só quero sair daqui
Contigo pra qualquer outro lugar
Talvez a gente veja o Sol nascer
Deitado na areia de frente pro mar"

1 MÊS DEPOIS
BASE DO FBI — L.A

POV AVA

— Eu realmente odeio quarto de hospital._ Sara falou assim que abriu seus olhos e percebeu onde estava. Já havia se passado um mês desde que tudo aconteceu. Um mês em que ela demorou para voltar, mas aqui esta a mulher da minha vida. Que havia recobrado a consciência a alguns dias, agora estava apenas aguardando para ter alta.

— Você sempre diz isso, loira._ Indaguei ajudando-a a se sentar. Passei os olhos pelo seu corpo e notei quando ela sorriu de lado. Do seu modo, Sara não era uma mulher que corava, mas sua timidez as vezes era explicita por um pequeno sorriso. — Trouxe roupas._ Indiquei a sacola que carregava e ela assentiu.

— Como estão todos?_ Questionou. Levantando-se.

— Thea retornou a Star. Com Roy e Zoe. Está sendo complicado estar todos longe e a garota não poderia ficar mais tempo aqui, tudo lembrava a morte de seu Rene._ Comecei a dizer, ela assentiu de lado, mesmo que triste pelo falecimento de seu amigo. — O corpo da Laurel, começou a aceitar a tratamento, que está sendo intensivo, pois ela não pode mais ficar desacordada. Felicity e Oliver estão na mesma situação, mas Oliver parece que será acordado em alguns dias. Já que Cait o induziu ao coma, para poder operar ele._ Expliquei enquanto ela assentia novamente.

— O que pensa que está fazendo?_ Questionou cruzando os braços e ficou a me observar.

— Indo te ajudar. Você não pode ficar caminhando sozinha. Nem pensar._ Respondi, mesmo vendo uma veia saltar de sua testa.

— Irei me trocar sozinha, Sharpe._ Ela falou autoritária. Quis rir. Sara ficava impossível dentro de um quarto de hospital. Mas, nem seu mau humor poderia me afetar. Estar viva e permanecer no lado da mulher que amo, tudo isso valia mais do que seu cara brava, que eu amo com toda a certeza desse mundo.

— Ou eu te ajudo, ou você saíra daqui com esse macacão de hospital, Smoak Lance._ Respondi a altura. — Poxa amor. Tanto tempo que não te vejo... nua._ Confessei. E seus olhos mudaram de raivosos para atentos. Comecei a caminhar em sua direção, enquanto ela se afastava, até o momento que bateu contra a porta, sem saída. — Tanto tempo, que não te sinto._ Sussurrei, olhando dentro de seus olhos, e percebi que ela arfava. — E eu prometi que seria sua mulher. SUA!_ Exclamei com um sorriso. Então encostei o dedo em seus lábios, enquanto Sara fechada os olhos, deliciando-se com meu toque. — E se eu não puder estar com você em todos os momentos, não terá válido de nada tudo o que passamos._ Finalizei me afastando. — Mas se quer se trocar sozinha. Pode ir._ Soltei virando de costas. Todavia, senti suas mãos gélidas me parando.

— Eu te amo. Mas, nunca mais faça isso! Me provocando assim! Acho melhor eu me trocar bem aqui, e na sua frente. Esse jogo, será jogado por duas._ Devolveu altiva. Era tão bom ver seu sorriso, ver minha Sara ali, não aquela mulher de meses atrás, a mesma que deixei em Star, esse era o nosso recomeço, e viveremos nosso para sempre, todos os dias, em cada minuto das nossas vidas.

— Senti sua falta._ Murmurei e ela correu para os meu braços. — Eu já te disse isso mil vezes. E direi até acreditar que está mesmo comigo._ Confessei.

— Ora Sharpe, eu nunca te deixaria. Quem iria infernizar sua vida? Com tanto amor e breguices? Só eu._ Ela brincou. — Sua mulher._ Completou com um sorriso. — Te amo, meu amor._ Sussurrou colando nossos lábios. E por um instante meu coração parou. Nosso primeiro beijo depois de tudo, agarrei-a com afinco. Esse é o meu lugar, ao lado da mulher que me amou acima de tudo e todos, quem me tirou a dor e a solidão. A mulher mais especial desse mundo. A minha Sara Smoak Lance.

"Veja!
Não diga que a canção
Está perdida
Tenha fé em Deus
Tenha fé na vida
Tente outra vez!"

POV OLIVER

"Obrigada por me amar."
"Te amarei para sempre Oliver."

— Oliver? Preciso que abra os olhos._ Escutei longe. Todo meu corpo protestava, mas aquela voz, me chamava a todo momento, pedindo para que eu abrisse os olhos. Não era minha Felicity, tenho certeza. As últimas palavras ditas entre nós dois, eram meu pior pesadelo e alívio, eu queria saber o que havia acontecido, entretanto, não conseguia retomar a consciência, durante os dias consegui ouvir, tudo o que era falado a minha volta. Mesmo assim, tentava responder, mas nada saía.

— Meu filho. Sou eu, vamos. já está na hora de acordar, meu bebê._ Dona Moira, mamãe então acariciou meu rosto, queria dizer que eu estava escutando, que precisava dela. Porém, creio que ela não conseguiria me escutar.

— Filho._ Desta vez era meu pai. Reconheci imediatamente. — Sei que nunca irá me perdoar, mas, volta. Nós sentimos tanto a sua falta._ Queria gritar que o perdoava. Nada mais importava, nada mais.

— Senhor e senhora Queen, preciso que saíam, ele está respondendo bem ao tratamento, tudo ficará bem._ Ouvi novamente aquela voz, era Caitlin, a médica, agora pude reconhecer sua voz.

— Já se passou mais de um mês, eu quero meu filhinho de volta._ Minha mãe falou de uma forma, que meu coração se apertou tão forte, ouvi passou, eles se afastavam, não quero que se afastem, eu estou bem. Estou bem.

— Eu... Estou... Bem, mã...e._ Tentei dizer, tossindo descontroladamente, sendo amparado por enfermeiras, tudo rápido demais, abri os olhos, e minha mãe e quanto meu pai me olhavam apreensivos, senti meu corpo ser tomado por uma dor insuportável, então visualizei o momento em que Caitlin, aplicou uma injeção em meu braço, fazendo com que eu relaxasse.

— Oliver. Preciso que se acalme. Você sabe onde está?_ Fui questionado pela médica, que anotava algo em sua prancheta. Mexi a cabeça em negativo.

— Felicity?_ Questionei. Mamãe caminhou até minha cama, assim que recebeu autorização, vindo seguida por Robert.

— Oliver, preciso que me responda. Do que se recorda?_ Caitlin voltou a questionar-me.

— Estou em Los Angeles. Agora em um hospital._ Comecei no momento em que tudo retornava a minha mente. Pisquei diversas vezes, mantendo me centrado. — Me lembro de tudo, até o momento em que a Luz desabou, cadê a Felicity?_ Perguntei calmamente, o silêncio de todos me assombrava.

— No quarto ao lado._ Robert respondeu firme, notei que não me falaria mais nada. E eu assenti. Analisei meus pais, seus olhos mesmo que apreensivos, mantinham-se firme, como sempre, porém, suas olheiras denunciavam noites mal dormidas, quanto tempo eles estavam aqui?

— Obrigada por estariam aqui._ Indaguei, surpreendendo-os. Notei Caitlin, dar instruções a uma das enfermeiras e se despedir com pressa.

— Sempre estaremos com você meu filho._ Robert voltou a dizer. Mesmo que parado atrás de dona Moira, que me assustava cm seu silêncio.

— Mãe?_ Chamei-a, apontando e pedindo que sentasse do meu lado. — O que foi?_ Perguntei e pude ver quando toda sua barreira desabou e ela me abraçou com todo cuidado, mesmo que chorando baixinho, meu pai nos abraçou, e por um momento, não pude respirar. Não havia pensado o quão duro seria para eles, me perder, eu só precisava ir com Felicity até o fim, mas agora, vendo meus pais, sentindo um pouco do que eles passaram, sinto algo dentro de mim ruir.

— Você me deixou tão preocupada, meu menino. Nunca mais, nunca mais faça isso! Nunca!_ Minha mãe exclamou, entre soluções, sendo amparada por Robert que não conseguiu conter suas lágrimas. Por fim, notei que eu mesmo não sabia mais como conte-las.

— Onde está Thea e Tommy?_ Perguntei assim que se afastaram. Meu corpo apresentava sinais de cansaço, sentia-me ser puxado para a escuridão, mas de maneira leve, eu precisava descansar.

— Thea retornou a Star, Tommy está com Ray no momento, quer que o chame?_ Minha mãe se pois a falar. Ray? Aqui? Quanto eu havia perdido?

— E Felicity, mãe?_ Perguntei no último momento de consciência que me restava.

— Ela ainda não acordou meu filho._ Escutei sua voz distante. Tão longe, que não pude responder.

DIAS DEPOIS

— Está sendo um tédio ficar aqui, Ollie._ Escutei assim que recobrei a consciência, encarando Meghan, sentada em uma poltrona. — Amém, esse lugar é um porre, sem ter você para infernizar, como está se sentindo?_ Questionou-me, se aproximando, vestida com roupas casuais, nada parecidas com o que usa normalmente, mas ela parecia não ligar. — Sede?_ Perguntou mais uma vez. Olhei em volta, eu estaria alucinando?

— O que faz aqui? E meus pais?_ Indaguei, tentando me sentar.

— Opa, nada disso. Vou pedir ajuda. E seus pais, foram descansar. Olha, eu realmente gostaria de saber como o docinho lida tão bem com os Queen._ Respondeu exasperada, sumindo no corredor, permaneci na posição em que estava, esperando seu retorno, Meghan, com poucas palavras podia ser ameaçadora, e eu não me atreveria a desobedecê-la.

— Ollie!_ Ouvi a voz de Sara, então ela correu e me abraçou.

— Dói._ Falei apenas. Então ela se afastou momentaneamente me analisando.

— Você já foi mais resistente aos meus abraços, Ollie._ Exasperou. E com o auxiliou de Meghan, ambas me ajudaram a sentar, sob a cama.

— Pega leve comigo, Sarinha._ Pedi e ela riu de lado.

— Meg, pega algo para ele comer._ Minha amiga falou e Meghan assentiu se retirando.

— Você está horrível._ Soltei. Vê-la inteira em minha frente, era algo que me surpreendia de uma maneira inimaginável, e eu não sabia como por em palavras, Meghan, inteira como se não houvesse se ferido, quanta coisa teria acontecido? E Felicity? Laurel? O bebê? Todos?

— Como se você estivesse melhor que eu, pelo menos tive alta._ Ela se vangloriou. Sentando-se ao meu lado, e por fim, encostou a cabeça em meu ombro. Único lugar que parecia não doer, enquanto o resto...

— Vou ter que implorar, ou irá me atualizar de tudo?_ Pestanejei.

— Calma. Eu só quero fingir um pouco de normalidade._ Respondeu sem se mover.

— Isso aqui só seria um pouco normal, se me aparecesse Meg e Tommy brigando e Laurel repreendendo-os._ Soltei e ela riu, mas , então parou, quando a porta foi chutada, por Meghan que gritava para meu amigo que carregava uma bandeja em mãos, fiquei estático.

— Seu desejo foi realizado._ Sara provocou.

— GRACINHA! Eu sou o melhor amigo dele, eu sei o que ele gosta de comer. Oi Ollie. Vocês nem se gostam, que inferno!_ Tommy brigava com ela, não dando a miníma atenção para nós dois, todos eles agiam de maneira tão natural, que era como se os últimos acontecimentos não existissem. Continuei olhando-os.

— Eu sou a cunhada dele. Pelo amor de Deus docinho, como você conseguiu entrar com hambúrguer aqui? Ele não pode comer isso!_ Meg retrucou.

— Mas, ele tem que comer! Foi muito complicado entrar com esse hambúrguer!_ Ele exclamou passando por ela com a bandeja vindo em minha direção.

— EU ESTOU FALANDO QUE ELE NÃO VAI COMER ISSO, DOCINHO!_ Meg levantou o tom de voz, por Deus, que essa mulher não atire nele, não aqui. Por que eu desejei vê-los mesmo?

— VAI SIM, CERTO, OLLIE?_Tommy perguntou, exaltando-se também, por Deus, cadê as enfermeiras? Caitlin?Qualquer um.

— Ferrou._ Sara exclamou, ela que ria de toda a situação.

— Eu não posso me distanciar de vocês, por meros 5 segundos, que tudo vira uma grande algazarra? Quero os dois fora daqui._ Laurel, vestida com um macacão branco, parecido com o meu, decretou, encostada na porta, seu corpo estava quase totalmente coberto por curativos, mesmo assim, seu olhar transmitia a mesma dureza de antes. Me assustando, assim como a todos dentro do quarto. — Oliver, fico feliz que esteja bem._ Falou, caminhando até mim.

— Amor, você não pode fazer esforço... Ollie?_ Escutei uma voz conhecida, e lá estava Ray, me olhando de forma curiosa, e então se dando conta de que era realmente eu, pareceu relaxar. Todos estavam naquela sala. Entrosando-se entre si, discutindo a melhor maneira de cuidar de mim, e aquela imagem, era tudo o que eu precisava, mas mesmo assim, tudo estava muito confuso, e droga! Cadê Felicity? Respirei fundo. Eu realmente preciso entender tudo o que aconteceu, todos estão bem, vivos e tudo parece normal, com eles aqui, porém, falta minha loirinha, e essa dor de não vê-la me consumia.

— Alguém, poderia me contar tudo o que aconteceu desde o momento em que a Lux desabou._ Pedi calmamente, fazendo que todos parecem e me olhassem. — E eu quero ver minha namorada._ Completei, e não deixei de perceber a expressão triste que se estampou no rosto de cada um deles.

— É uma longa história._ Sara começou.

— Para começar, irá completar dois meses, desde que a Lux desabou._ Tommy seguiu, e eles se entreolharam, que droga, por que eu me sentia excluído de algo.

— Estou a quase dois meses desacordado?_ Questionei duvidoso.

— Sim, mas eu retornei ao mundo dos vivos, essa semana também, então, meio que também fiquei._ Laurel tentou amenizar. Mas, quase dois meses? Dois meses?

— Okay, me contem tudo._ Pedi. E então, Meghan, começou desde o principio, me explicou o retorno de Diggle, com os presos para Star, o retorno de Curtis, para que conseguisse o caos que estava em Star City depois, que todos os CEO mais influentes, sumiram magicamente. Tommy me falou tudo desde o momento em que contou sobre nós para Ray, Thea e Roy adotando a filha de Rene, que realmente havia falecido. Aquilo me surpreendeu, ao mesmo tempo que entristeceu, mas continuei a escutar.

Sara explicitou então duramente, como fomos encontrados, seu rosto se tornou doloroso, e Ray contou como foi para nos mantarem em vida, cada um de nós, quase morremos, e eu percebi que eles tentavam me dizer isso claramente, mas o fizeram, mostraram a dor e o sofrimento, que passaram a cada dia, a espera do retorno de todos.

Laurel então falou que como eu, ela teve que escutar tudo desde o inicio, todavia, quem lhe contou tudo sem rodeios, foi Malcoln, pois nenhum dos outros teve coragem, nenhum deles perdeu a esperança, mas relembrar tudo me corroía e eu podia verem seus olhos. Ray a abraçou, alisando sua barriga, sua expressão se suavizou, e por esse segundo eu pisquei em sua direção, feliz por ela, que retribuiu assentindo.

— E então, você acordou._ Sara tomou a vez. — E precisamos da sua ajuda._ Falou com cautela. Notei que esse era o motivo de esconderem tanto sobre Felicity.

—Lis, acordou no mesmo momento em que você._ Tommy disse. — Sendo, que ela... É complicado._ Ele exasperou.

— O que é complicado?_ Questionei, com uma calma que não era minha. E eu não conseguia entender o motivo de simplesmente não ter explodido com tudo e ido atrás dela. Mas, eu precisava saber de tudo. E isso me motivava a cada segundo.

— É como se ela não conseguisse entender que acabou, temos que controlar ela a todo momento Oliver, para Felicity, a vida dela acabou quando caiu, e desde que acordou, seu pesadelos são frequentes, ela já nos viu, mas era como se não fossemos nada. Lis não fala, ela parece não estar presente entre nós, entende?_ Laurel tomou a dianteira falando e então eu entendi, o motivo de tanto exitarem.

— Posso vê-la?_ Perguntei.

— Amor, Tommy, o levem até Lis._ Laurel se pôs a falar e ambos, me ajudaram a levantar. — Meg e Sara, vocês vão avisar a Caitlin que estou mudando de quarto. Oliver, irá ficar junto a Lis._ E as duas assentiram, se retirando, não antes de me lançarem um sorriso acolhedor. — Podem ir._ Falou sentando-se na cama. — Aparentemente, eu não posso ver minha irmã caçula, já que seu estado pode me desestabilizar. _ Laurel deu de ombros. — Trás ela de volta._ Me pediu.

— Trarei sim, se cuida líder._ Brinquei.

— Que amizade estranha._ Tommy se fez presente, e logo se afastamos do quarto. Finalmente eu poderia estar com minha loirinha. Finalmente.

POV FELICITY

"- FIQUE LONGE DE MIM!_ Exclamei mais uma vez, eu sabia que não era verdade, mas era tão real, corri mais uma vez, sabendo onde daria. Senti meu corpo ser arrastado por Chase pelas escadas, tudo se repetia. A todo momento, eu sabia que não estava acontecendo aquilo. Todavia, não conseguia fugir. Escutei um grito. Era Meghan. Ouvi o momento em que falaram que Laurel não poderia sair e seria soterrada. Me debati nos braços de Adrian, usando toda a minha força que mais uma vez, era em vão. Visualizei-me na cena seguinte, preste a atirar nele. Sara correr. Meu Deus, eu seria a responsável pela morte de todos, mais uma vez. Então atirei. E logo, meu corpo ser puxado por Oliver. — Te amarei para sempre, Oliver._ Repeti mais uma vez, desabando colada ao seu corpo.

Tudo era culpa minha, Adrian destruiu nossas vidas por minha causa, eu sabia que não deveria ir por esse caminho, mas como? Quando eu perdi tudo, por causa de um amor doentio, de um psicopata lunático, fui a causadora da morte das pessoas que mais amo. Matei o homem da minha vida. Eu o matei... No momento em que apertei o gatilho. Eu sempre fui a menina gênio do FBI, e no momento que era preciso salvar a todos, não o fiz, eu falhei, errei como todas as outras vezes.

— FIQUE LONGE DE MIM!_ Exclamei quando novamente meu corpo fora puxado e arrastado por Adrian. E tudo repetidamente. — Por favor, para._ Implorei. Sem forças, eu não aguentava mais reviver, tudo aquilo.

— Foi culpa sua Felicity, tudo culpa sua! Assuma!_ Adrian vociferou. Entretanto dessa vez. não seguimos o roteiro, ele quem apontava a arma para mim, Oliver caído ao seu lado sangrando. Sara me olhava com raiva. Aquilo não é real. Felicity, isso não é real. Repeti mais uma vez. Eu queria gritar. SIM, EU CAUSEI TUDO ISSO! Porém, minha voz não saía, eu tentei, eu queria, mas não conseguia falar tais palavras. Chorei copiosamente, desolada e sozinha, já que Chase, mais uma vez havia sumido. E tudo se iria começar, mais uma vez, não sei eu já havia vivenciado, as mesmas cenas, os mesmos momentos tantas vezes, que sabia sempre o que aconteceria, e a dor me consumia."

— Volta pra mim. Se acalma, estou aqui._ Pude ouvir, me corpo era acalantado. A voz permanecia lá. Repetindo as mesmas palavras, e com o resquício da força que eu tinha abri os olhos. Confusa. Desorientada. Olhei tudo em minha volta. Eu já vi isso antes. O mesmo quarto branco. Mas, era diferente, eu sentia que era. — Felicity._ Escutei, aquela mesma voz, não seria a voz dele... — Felicity, volta pra mim, estou aqui, minha princesa._ Ouvi, aquele jeito de falar, o apelido, só Oliver ousaria me chamar assim. Virei o rosto com cuidado encontrando seus olhos. Tão intensos, me analisando. Eu não conseguia expressar e nem respondê-lo, eu só estava ali. — Sei que está me escutando, e eu preciso que converse comigo, eu estou aqui com você. Como disse que faria para sempre, meu amor._ Ele continuou, aproximando-se com cuidado. Oliver estava mesmo na minha frente? Seria mais uma alucinação. Se fosse, eu não aguentaria. Pois, meu corpo respondia, ao seu toque, o seu calor. Ele me parecia tão real. — Estou aqui._ Voltou a dizer. Então, visualizei Adrian, no canto da sala, este Oliver pareceu acompanhar o meu olhar. E eu apenas senti as lágrimas correrem em meu rosto. Não, por favor, não me tire ele novamente. De novo não. Eu não posso ver tudo aquilo mais uma vez. — Felicity?_ Ele parecia me olhar assustado.

— Adrian, não! POR FAVOR. NÃO!_ Gritei, porém, meu corpo foi abraçado por aquele Oliver, então pisquei e Chase não estava ali. Eu estaria alucinando? Estou sonhando?

— Shiiiiiii. Acabou. Você o matou. Ele não pode nos fazer mais nenhum mal._ Escutei sua voz mesma que baixa, e me pus a chorar abertamente, eu só sabia sentir, era meu Oliver, que seja ele. Que eu não esteja louca.

— É você mesmo?_ Perguntei olhando em seus olhos. — Se não for, eu não irei aguentar a dor de te perder mais uma vez._ Completei. Tocando em seu rosto. Enquanto me corpo reclamava pelo movimento, mesmo que tenha sido simples.

— Sou eu, e não irei a lugar nenhum._ Ele falou me abraçando com carinho. E eu chorei, era ele, meu Oliver. Ele está vivo. VIVO! E na minha frente. — Eu senti tanto a sua falta, eu não saberia viver em um mundo sem você._ Confessou, percebi que ele mesmo não conseguia mais se controlar. E não precisava, estamos juntos e é isso que importa.

— Nunca precisará saber._ Soltei. Indicando que deitasse ao meu lado. — Como sobrevivemos?_ Questionei.

— Longa história. Mas, todos estão salvos._ Ele declarou, deitando-me com cuidado. Eu estou viva. Todos estão.

— Acabou._ Falei. — Acabou..._ Repeti, realmente havia terminado. Todo o jogo, tudo o que me assombrava e que me fazia temer, tudo tinha acabado. — Finalmente. Já não era sem tempo._ Disse baixinho. Sentido uma dor me consumir, mas a felicidade de estar deitada ao homem que amo, me impedia de reclamar de qualquer coisa. Acabou. Acabou.

— Finalmente._ Oliver falou. Inclinando-se e mesmo que rápido, beijou meus lábios, me convencendo que tudo era real. — Eu te amarei para sempre, Felicity._ Declarou, sorrindo de lado.

— E eu te amarei em todos os segundo da minha vida, enquanto eu viver._ Respondi com sinceridade, admirando o homem que ficou no meu lado até o fim. — Te amo, Oliver._ Soltei mais uma vez. E fechei os olhos, eu só precisava nesse momento dele e de como me faz sentir segura. Eu estava viva. Todos estavam. Então era hora de recomeçar, e com Oliver ao meu lado, sou capaz de tudo.

And I've always lived like this
Keeping a comfortable distance
And up until now I had sworn to myself that I'm content with loneliness
Because none of it was ever worth the risk

Well, you are the only exception

"E eu sempre vivi assim
Mantendo uma distância confortável
E até agora eu tinha jurado a mim mesma que eu estava satisfeita com a solidão
Porque nada disso algum dia valeu o risco

Bem, você é a única exceção"

4 MESES DEPOIS

— Definitivamente, eu sempre irei agradecer ao gato de Merlyn, por te presentear com esse prédio._ Curtis exclamou ao meu lado, desde o momento em que reabrimos a Smoak Tech no antigo prédio da Global Merlyn, meu melhor amigo se sentia mais contente e repetia isso para todos. — Quem imaginaria? _ Ele indagou.

— Curtis eu sei que houve seu dedo nisso, e não irei te agradecer, odeio que me escondam as coisas._ Falei pela décima vez, mesmo que esse feito tenha me deixado muito mais do que feliz. Estava quase no final do nosso expediente, e o dia seria corrido, nomeação dos novos diretores da base do FBI de Star, já que Robert e Malcolm decidiram se aposentar, há alguns meses atrás, e em seguida haverá a revelação do sexy do bebê de Laurel, algo que virou uma discussão entre a família e gerou, muitas apostas.

— Assim você me magoa tanto chefinha!!_ Curtis exclamou, enquanto arrumava suas coisas. — Sabe quem serão os novos diretores?_ Questionou me mais uma vez, sim, eu sabia! Porém, era segredo. Após nosso retorno a Star City, Malcolm me confidenciou quem seria sua sucessora, o que me surpreendeu no início, mas não discordaria da escolha dele. Voltar a aposentadoria, foi algo que me assustou um pouco, retornar as nossas vidas sem se esconder no perigo, me amedrontou por um tempo, eu não sabia mais como viver em paz. Todavia, Oliver esteve comigo em todo momento, mostrando-me como ser feliz todos os dias, com jantares, presentes, tudo que me fizesse mais feliz, ele fazia, e eu não poderia reclamar. Oliver Jonas Queen se mostrou um verdadeiro homem romântico, nada parecido com aquele que conheci a meses atrás. — Já está fazendo aquela carinha, de quem está pesando no playboy cunhado._ Meu assistente voltou a dizer, quando uma careta da minha parte, totalmente infantil da minha parte.

— Vamos Logo. Antes que eu te deixe aqui!_ Retruquei, caminhando até o elevador com ele em meu encalço.

— É o amoooooooor, que bate na cabeça dela e a deixa assim, com cara de boba e sorridente pensando no Queen..._ Curtis cantarolou, correndo e entrando no elevador. O que eu fiz para merecer um melhor amigo desses?

—CURTIS!_ Vociferei enquanto ele ria, e logo, acompanhei sua risada. Eu tinha o melhor amigo do mundo. E agradeceria a ele todos os dias por ter salvado a vida de todos nós.

HORAS DEPOIS

— Agradecemos primeiramente a presença de todos._O diretor Queen, após se levantar, iniciou o seu discurso. Oliver, estava sentado ao meu lado, chegou na base minutos antes de tudo começar, assim como todos os outros, Curtis me fuzilava por ter chego cedo, mas o que posso fazer? Laurel me acostumou a ser sempre pontual, falando na minha irmã mais velha, ela estava na primeira fileira, com Ray sentado ao seu lado, enquanto acariciava a sua barriga agora totalmente exposta, sorri para ela que retribuiu alegremente. Tommy e Meg, estavam ao nosso lado silenciosos, em expectativa. Lyla e Dig, assim como Ava e Sara, estavam de pé e uniformizados ao lado dos diretores. Sara, nunca deixaria o FBI, minha irmã realmente ama o que faz. Tommy se aposentou, assim como Oliver, eles optaram por não estar mais na corporação, o que era motivo de implicância, Thea dizia todos os dias, que eles foram domados por nós, o que os irritava, mas eles nunca descordavam. Aumentando gradativamente o ego de Meg, e por assim dizer, o meu também. — Hoje é um dia de recomeço. Fui escolhido para discursar, pelo fato do meu fiel companheiro ser um pouco acanhado._O diretor Queen brincou.

— Fala como se eu fosse um cachorro. Segure-se Queen, estou disposto a chutar sua bunda ainda._ Malcolm se fez presente, e todos começaram a rir instantaneamente. Há anos, eu não via esse complexo tão cheio, e mesmo com tudo o que aconteceu, sei o quanto os diretores são amados por todos. Eles fizeram por merecer.

— Pois bem, não quero me prolongar muito, mas queria dizer algumas coisas, antes de me tornar um velho aposentado._ Revirei os olhos, como se eu não soubesse que ele e Moira iriam tirar férias no Caribe. — Durante todos esses anos, todas as missões e ordens dadas, eu me perguntava, se era isso, se estar aqui era mesmo o que nós queríamos._ Gesticulou apontando para Malcolm e ele. — E a cada dia aprendíamos, o que significa estar nesse lugar. E não é só a glória, é quem salvamos, mostrar a cada uma das pessoas que resgatamos que ainda há outra chance, que eles vão poder viver mais um dia, é o que fazemos, somos a luz para cada pessoa que escolhemos salvar._ Senti Oliver apertar sua mão contra a minha, assim, apoiei minha cabeça em seu ombro. — Eu conheci um homem, que hoje em dia não está mais entre nós, porém, ele particularmente me ensinou que ser um agente, não é somente lutar, dar tudo de si para prender alguém. Isso, é o nosso trabalho. Nosso dever. Porém, ser agente, é se por no lugar do outro, entender que nunca saberemos o que cada uma das vítimas passou, entender que são apenas pessoas que precisam de nós. E quando damos nossa vida, para que alguém siga, é a maior demonstração de que sabemos o que significa ser um agente do FBI. Entrei neste assunto, pois a todo momento perdemos alguém, e de fato nada torna isso menos doloroso, mas temos que ter em mente, que eles, morreram sabendo o que queriam, ninguém escolhe morrer, mas escolhe como viver e eu tenho certeza, que cada agente que perdemos, foram os maiores heróis que conheci._ Segurei minha respiração, o amigo citado era o meu pai. Oliver me abraçou, murmurando que estava tudo bem, enquanto eu me atentava as palavras de Robert. — Hoje é o começo de uma nova era. De hoje em diante, tudo o que passamos sendo boas ou ruins, estamos ganhando a chance de fazer de novo, e melhor! Tive o prazer de treinar os melhores agentes do mundo, tendo as melhores equipes de toda a história do FBI, aqui nesta sala, meus amigos! Nós sempre podemos fazer o melhor, e eu sempre acreditarei em vocês!_ Exclamou e pude ver os recrutas agitados, batendo palmas. — E como sei que todos estão curiosos para saber quem são as novas diretoras, não irei enrolar._ Completou, arrancando risos de todos.

— Meu pai está emocionado._ Oliver indagou. — Aquela ali é dona Moira chorando?_ Ele apontou e eu assenti, ela havia acabado de chegar, sentando-se ao lado de Laurel.

— Foi uma escolha muito difícil._ Malcolm começou a dizer. Ele no começo não aceitou nosso retorno a aposentadoria, queria que eu e Laurel tomássemos nossos lugares de direito, como ele mesmo disse, mas nenhuma de nós duas, sequer pensava nisso. E nem em voltar. Não era mais a nossa vida. Mesmo que tenhamos vivido intensamente todos os momentos em que estivemos ativas novamente. — E nós esperamos e desejamos, as novas diretoras, toda a sorte do mundo, pois não precisam de competência, elas tem de excesso e cada uma das duas tem habilidades excepcionas, para estar nesse mais alto posto da agência. Com vocês, as novas diretoras: Thea Dearden Queen Merlyn Harper e Ava Sharpe Lance._ Malcoln anunciou e tudo se tornou um caos, todos aplaudiam, ambas nesse momento recebiam abraço de todos, e eu só sabia sorrir. Não poderia a ver escolha melhor. Esse era realmente, um bom recomeço.

— Minha irmã está crescendo._ Oliver falou com orgulho ao meu lado. — Obrigado por estar comigo neste momento, sem você creio que eu não estaria tão controlado.

— Você deveria ir parabenizar ela._ Comentei. — E eu estarei sempre do seu lado, sabe disso._ Completei olhando em seus olhos, e pude ver neles um brilho diferente, com mais amor, devoção, acho que está refletindo o meu.

I'll be with you from dusk till dawn
Baby, I am right here
"Ficarei com você do anoitecer até o amanhecer
Amor, estou bem aqui"

2 HORAS DEPOIS

— Felicity, eu tenho certeza que é um menino._ Oliver exclamou ao meu lado, estávamos todos na sala de estar da Mansão Queen, como ainda havia a comemoração na base, nos retiramos para nossa própria reunião.

— É menina._ Retruquei, esse era nosso embate de todos os dias, estiquei a perna sob seus joelhos, estávamos esparramados no sofá, Oliver havia levantado as mangas de sua camisa social, deixando-o mais lindo, como se fosse possível. Porque meu namorado é um homem maravilhoso e não havia como se acostumar, não mesmo.

— Fe-li-ci-ty!_ Ele devolveu e eu sorri de lado. Tem que ser uma menina.

— Concordo com o Ollie, é um menino._ Tommy se fez presente, este que estava literalmente jogado no chão e Meg, ao seu lado, analisando sua aliança, era estranho ver minha irmã como uma Merlyn, os dois simplesmente viajaram, e retornaram casados, sem nos avisar, ou algo parecido, parece ser de família, já que foi deste maneira que Thea se casou. O que me deixava irritada, era que dessa vez, não era só Meg que invadia meu apartamento, mas Tommy também. Oliver, quase os expulsava sempre. Sendo que muitas vezes eu o mandava embora também. Ele não pode ficar mandando minha irmã embora, caramba. Ri timidamente, esse era o nosso cotidiano. Nossa rotina e eu a amava.

— É menina._ Meg devolveu. — Precisamos de mais uma menininha forte na família. Se for um menino será mimado demais por vocês._ Falou justificando seu argumento.

— Claro, como se você não fosse mimar a menina._ Sara falou, ela também acreditava que fosse uma menina.

— E você não?_ Indaguei.

— Eu pretendo mimar o menino!_ Thea se intrometeu e tanto Oliver quanto Tommy sorriram com aprovação. — Irá beber no meu bar com certeza.

— Minha sobrinha, irá ter as melhores armas do mundo. Devo conseguir armas de pequeno porte, algo sútil, elas irá saber se defender desde o momento em que vir ao mundo._ Meg disse como se fosse uma disputa.

— Meu afilhado, vai ter os melhores tios do mundo, não tem coisa melhor._ Tommy disse, levando um leve tapa de Meg.

— Minha sobrinha saberá arremessar facas como ninguém._ Sara falou orgulhosa e Ava revirou os olhos, estas duas estavam na poltrona. Elas que casaram a um mês atrás em uma pequena cerimônia, apenas para familiares, e desde então só as vejo cada dia mais felizes.

— Meu afilhado, será o mais pegador de Star city, meu garoto._ Oliver disse com total orgulho em sua voz e fiquei o encarando. — Calma loirinha._ Ele completou e neguei com a cabeça, velhos hábitos nunca mudam mesmo.

— Manterei o bebê muito, muito longe de cada um de vocês._ Laurel falou, entrando na sala, ela com uma barrigona, ainda usava salto, coisas que só ela sabe fazer. — Ray, como conseguimos ordem de restrição, para minha família? Não quero nenhum deles perto do nosso bebê.

— Hey! Não falei nada!_ Me defendi.

— Desculpa Lis. Mas, se eu te conheço! Quem tem mais a perder nessa aposta?_ Palmer, que agora falava abertamente comigo quis saber, ele tentava cada dia ser menos tímido, o que alegrava a todos. Contudo, assim como eu, quando nervoso ainda falava apressadamente, um charme dos nerds, com certeza.

— Ollie e Meg. Apostaram seus conversíveis e sabem como são com esses carros._ Thea explicou. E eu pude ver Oliver se mexer desconfortável, olhando a chave do seu carro, se ele perdesse, passaria pra mim, assim como o de Meg passaria pra Tommy, todo mundo apostou algo importante, mas eles tinham certeza que iriam ganhar.

— Bem. Vamos acabar com isso!_ Laurel disse abrindo o envelope que trouxe em suas mãos, riu, deu um sorriso e encarou cada um de nós. — Caramba.

— Lau, meu carro não._ Oliver reclamou.

— Meu carro não, irmã!_ Meg resmungou.

— CALEM A BOCA! Fala, qual o sexo do bebê?_ Sara perguntou com expectativa.

— É uma menina. Minha pequena Donna._ Ray quem disse e minha irmã concordou, passando o exame de mão em mão.

Não sei como levantei tão rápido mas quando me vi, já estava abraçando minha irmã mais velha, assim, como Sara e Meg, e parecia não existir mais ninguém, eram risadas entre sorrisos, lágrimas, tudo misturado. Ela escolheu o nome da nossa mãe, uma homenagem, a mais bela homenagem, me senti acalantada como se naquele momento, não estivéssemos apenas nós quatro naquele abraço. Como se por um segundo, Quentin e Donna, papai e mamãe, nos abraçassem, e os queríamos aqui, nesse momento das nossas vidas. Porém, sabemos que eles nunca sairiam dos nossos corações.

— Amo vocês._ Dissemos juntas, por coincidência. Nós tínhamos uma família, e choramos, nós havíamos conseguido.

— Eu sei que é muita emoção, mas também queremos abraços._ Tommy resmungou. E os chamamos, abraçando-nos todos.

— O maior abraço em família que já tive._Oliver falou, sendo puxado por mim, que logo, sorriu. Ele entendia o quanto era importante para nós aquele momento.

— Nem parece que sempre ameaçamos nos matar._ Meg disse.

— Você quem ameaça as pessoas._ Ava indagou.

— Verdade Meg._ Concordei e ela me beliscou.

— Gente, eu estou sufocando._ Thea que milagrosamente, era um pouco menor que eu exclamou. — POR QUE SOU SEMPRE EU QUE ACABO COM O MOMENTO EM FAMÍLIA?_ Ela vociferou quando nos afastamos, rindo da mesma. — Ufa, quase morri.

— É uma fedelha mesmo._ Tommy falou bagunçando os cabelos da irmã, e correndo da mesma.

— Posso me acostumar com isso._ Oliver disse enlaçando minha cintura.

— Com o que?_ Perguntei passando a mão pelo seu pescoço.

— A toda essa loucura. O que acha de casarmos? Você ficaria linda com o sobrenome Queen._ Ele soltou naturalmente enquanto eu me assustava com suas palavras. Não que aquilo não se passasse em minha mente a um tempo.

— Não é assim que eu quero ser pedida em casamento, Oliver._ Resmunguei. Beijando seu rosto.

— VÃO PARA UM QUARTO._ Exclamaram e Oliver fez careta para todos, uma das minhas manias, infantil demais. Lindo ao extremo.

— Então quer ser pedida em casamento? Interessante. Então como gostaria que fosse?_ Perguntou sério, como em seu colo e caminhando pelo jardim em que foi a festa dada por Moira, no dia em que conheci o terraço, me abri com Oliver, quantas memórias.

— Hm, eu gostaria de ser surpreendida, na verdade. Porém, gostaria que fosse em um lugar especial, para nós dois, e com você ajoelhado e com um anel, como nos filmes mais clichês, eu gosto dessas coisas bregas._ Expliquei inclinando a cabeça para o lado, e senti um beijo casto em meus lábios, assim que ele me colocou de pé. E parou no meu do jardim, se ajoelhando. O que Oliver está fazendo?

— Ajoelhado, dessa maneira, com um anel e em um lugar especial, certo?_ Ele questionou tirando a caixinha de veludo do bolso.

— Oliver?_ Indaguei confusa. O que ele pensa que está fazendo?

You don't know, babe
When you hold me
And kiss me slowly
It's the sweetest thing
And it don't change
If I had it my way
You would know that you are

"Você não sabe, amor
Quando você me abraça
E me beija lentamente
É a coisa mais doce
E não muda
Se dependesse de mim
Você saberia que você é"

— Estou a meses pensando, será que devo? Será que não estou sendo precipitado. Será que ela aceitaria?_ Ele começou, segurando meus dedos e agora estão trêmulos. — Mas, decidi arriscar, assim como fiz durante todos os dias que estivemos juntos. Já que eu não consigo mais viver sem saber que você aceitará ser a minha mulher. Passamos por muita coisa, não é mesmo?_ Ele perguntou me e eu apenas assenti, atenta as suas palavras. — E ter você comigo, baby. Foi o que me fez invencível. Há alguns meses atrás, eu não sabia o que era o amor, então, você simplesmente apareceu, com seu santo sorriso inteligente. E dois socos que nunca irei esquecer._ Riu com esse comentário, meu corpo já não estava sob meu comando. Eu só sabia escutá-lo, tentando não chorar. Oliver, mais uma vez, me surpreendeu. -Todos os dias quando acordo, sem você ao meu lado, me amaldiçoo, porque eu te quero ali, a cada segundo, quero dormir ao seu lado, observar o jeito que seu cabelo fica jogado em seu rosto ao acordar. Quero poder gritar o mundo que eu tenho a mulher mais linda do mundo. E eu tenho! Eu nunca me considerei um homem sortudo, mas Felicity, eu tenho você! E não me diga que não é sorte. Eu nunca mereceria, uma mulher tão perfeita. Porém, tenho você. E ainda não consigo acreditar e creio que nunca. Nunca. irei conseguir agradecer o suficiente, por ter escolhido ficar comigo. Ser a minha melhor parte. Pois sem você, sou apenas um homem sem rumo. E eu nunca mais ser esse homem, e de hoje até o fim dos meus dias, quero poder te chamar de minha. Só minha. O amor da minha vida. A mulher que me mostrou como é amar e ser amado, a mulher que me mostrou, que nossa força vem do que sentimos, e ao seu lado sempre serei forte. Já que você é minha fortaleza._ Então ele abriu a caixinha exibindo um anel fino, com uma única pedra esverdeada no meio, e ao seu redor pequenas perinhas brilhantes. Me ajoelhei a sua frente, mesmo que ficasse mais baixa que ele. Senti uma de suas mãos, acariciando e limpando minhas lágrimas, e eu não sabia o que dizer. Nunca pensei que sentiria um amor tão grande assim. Nunca imaginei sequer, que alguém me amaria desta forma. — Você aceitaria, se casar comigo?_ Finalizou, sem tirar o olhar do meu, mais intenso do que nunca, nada parecia importar, só nós dois. E eu podia sentir algo me puxando para ele e o abracei, sem responder, e ficamos assim, por um longo tempo. E por fim me acalmei. — Aceita?_ Voltou a perguntar, me olhando como um olhar suplicante.

I just wanna see how beautiful you are
You know that I see it
I know you're a star
Where you go, I follow
No matter how far
If life is a movie
Then you're the best part, oh
You're the best part, oh
Best part

If you love me, won't you say something?
If you love me, won't you, won't you
If you love me, won't you say something?

"Eu só quero ver o quão bonita você é
Você sabe que eu vejo
Eu sei que você é uma estrela
Onde você for, eu sigo
Não importa a distância
Se a vida é um filme
Então você é a melhor parte, oh
Você é a melhor parte, oh
Melhor parte

Se você me ama, não vai dizer alguma coisa?
Se você me ama, não vai, não vai
Se você me ama, não vai dizer alguma coisa?"

— Eu aceito. Aceito me casar com você. O que eu mais quero, é viver toda uma vida ao seu lado._ Respondi. E ele sorriu tão abertamente enquanto colocava o anel em meu dedo, que me perguntei se eu realmente era merecedora deste homem. Se sou merecedora de toda essa felicidade. Mas, por agora, só quero aproveitar todo o amor que ele tem a me oferecer, e pretendo amá-lo todos os dias, de todas as formas. — Queria eu não me apaixonar por você todos os dias. Mas, você é mesmo impossível._ Soltei. — Me diz que falei isso apenas para mim._ Perguntei confusa enquanto ele sorria mais e mais. Como se fosse possível.

— Eu amo essa sua falta de filtro._Ele gargalhou. Me agarrando e fazendo com que rolássemos na grama, enquanto ele distribuía beijos em meu pescoço e eu tentava me soltar. — O que eu faria sem você?_Questionou. Acariciando meu cabelo, sem parar de distribuir pequenos beijos.

— Seria um Queen solitário._ Brinquei. E ele retornou as cócegas. -OLIVER!_ Exclamei, o que não o fez parar e eu a tentar me soltar. Esses detalhes. Eu nunca me esqueceria. Não mesmo.

POV OLIVER

1 ano depois

— ZOE RAMIREZ HARPER! SARA DIGLLE! DONNA SMOAK PALMER! O que eu disse sobre brincar no altar?_ Tommy exclamou mais uma vez. Ele estava tentando conter uma pequena Donna, que rolava no altar, e as duas mais velhas que corriam de um lado para o outro. Hoje era o tão sonhado dia do meu casamento com Felicity. No jardim da mansão em que a pedi em casamento. Ela quis algo simples, e apenas nossos amigos estavam presente. Palmer, Dig e Tommy eram meus padrinhos. Assim como as Smoak Lances eram as de Felicity e todos pareciam alheios a mim, que no momento posso estar entrando em combustão.

— Tommy, não grita com minhas netas! As três. Vão brincar com os avôs de vocês._ Minha mãe apareceu e logo, as crianças obedeceram e se foram.

— Sabe o que eu realmente queria. Além do dom de Laurel que controlar minha loirinha? Era o seu dom, para controlar essas pequenas criaturas._ Ele exclamou indignado e voltou para o seu lugar. Rimos enquanto minha mãe arrumava minha gravata.

— Calma meu filho. Ela já está vindo._ Dona moira falou como se lê-se minha mente.

— Estou calmo._ Respondi. Não a olhando nos olhos. — Um pouco nervoso apenas._ Assumi.

— E é para estar mesmo. Ouvi dizer que Lis quis fugir._ Sara falou aparecendo ao meu lado.

— Sério, que ela não fugiu?_ Meg disse risonha, aparecendo do nada. — Eu fugiria. Quem iria se casar com você?_ Alfinetou.

— Meg, você casou as escondidas com Thommas. Se a louca para isso. Também tem para casar com o Ollie._ Laurel que por um momento pensei que me defenderia, não o fez.

— Filhas._ Moira as repreendeu apenas com o olhar. Eu queria ter esse dom. Como diria meu melhor amigo.

— Vai dar tudo certo._ Minha mãe falou com carinho, afastando-se no altar no momento em que começou o leve toque no piano, anunciando a entrada da minha loirinha. O começo do nosso felizes para sempre.

MESES DEPOIS

— Eu só queria entender por que se tornou uma tradição nessa família, fazer apostas sobre o sexo do bebê. _ Resmunguei. Relembrando que a quase dois anos perdi meu conversível, para minha esposa. Que apenas riu com minha constatação.

— Tudo se torna mais divertido!_ Tommy exclamou. — E eu tenho certeza que meu sobrinho é um menino.

— Na última vez você disse as mesmas palavras._ Sara alfinetou. — Mas, dessa vez também acho que seja um menino.

— E eu acho que é uma menina._ Assumi, sentando em uma das poltronas de minha mãe. Era uma tradição nos reunimos todos ali durante os domingos, e hoje não seria diferente. Meus pais aguardavam ansiosamente, enquanto brincavam com as crianças. Roy e Thea, assim como Meg e Ava, conversavam entre si.

— Eu concordo com o Ollie, dessa vez é uma menina._ Thea tomou partido.

— É um menino. TeThea._ A pequena Diggle exclamou enquanto corria para o colo da mãe, que acabará de chegar. Junto a Dig, Palmer, Laurel e Curtis. Finalmente.

— É uma menina._ Laurel disse ao se jogar em um dos sofás. Enquanto Ray se acomodava, com Donna em seu colo.

— É um menino._ Meg falou com um pequeno sorriso.

— Vamos minha filha, acabe com esse mistério._ Meu pai pediu. Então, minha esposa se levantou, parando no meu da sala. Ela permanecia linda, com suas curvas mais acentuadas. Sua barriga muito maior que o previsto para seus 7 meses de gestação, era nítida. Mas ela parecia nos olhos de forma única, ao menos parecia aquela mulher voraz que não quis dividir comigo o sexo do nosso bebê. O que me deixava apreensivo e ansioso.

— Zoe, faz como te ensinei._ Felicity falou e a pequena nos trouxe uma caixa, instruindo que pegássemos um papel. — Não leiam ainda._ Minha loirinha pediu. E assim quando a menina voltou a se sentar. Todos pareciam que iam explodir de ansiedade. — Respira Oliver._ Ela falou andando até a minha frente. Beijando minha testa e retornando ao centro da sala. Dando-me uma vista maravilhosa de seu corpo. — A maioria dos papéis estão em branco. Então o que estiver escrito, é o sexo do bebê. Entenderam?_ Ela indagou e todos assentiram. — Abram.

— É UM MENINOOOOOOOO!_ Tommy gritou antes mesmo que eu pudesse abrir meu papel. E eram gritos de felicidade. Mas, cada um abria seu papel ainda e Felicity me olhava com curiosidade.

— É uma menina._ Meghan falou com um olhar de dúvida. Surpreendendo a todos.

— É um menino._ Murmurei, sentindo o olhar de todos em minha direção. Após eu ler o papel.

— Eu não entendendo._ Malcolm se fez presente pela primeira vez. — Felicity?_ Ele disse e ela apenas ria sozinha.

— São três._ Ela explicou apenas. Como se fosse óbvio.

TRÊS?— Cada um dos presentes naquela sala exclamaram. E eu só conseguia olhar para sua barriga. Três filhos. Eu teria três filhos. Apenas de uma vez. Três filhos. Eu seria pai de três filhos. Dois meninos. Meus meninos. Uma menina, eu teria uma filha. Três bebês. Ali dentro tem três.

— EU SEREI AVÓ DE MAIS TRÊS CRIANÇAS. Esse é meu filho, meu orgulho!_ Minha mãe após se recompor correu abraçando Felicity.

— EU SEREI PADRINHO DE TRÊS! VOCÊS, SEMPRE SOUBE QUE O PLAYBOY QUEEN, ERA UM PROCRIADOR NATO!_ Curtis gritou. Levando um chute da minha esposa. Três filhos...

— O Ollie parece que vai desmaiar._ Tommy disse enquanto gesticulava na minha frente. Todos pareciam estar em choque assim como eu.

— Deixa, eu ver o meu marido._ Felicity falou, enquanto meu melhor amigo se afastava. — Amor. Oliver. Fala comigo.

— Eu não saberei criar, três filhos Felicity._ Soltei o que tanto me afligia. Sussurrei sentindo minha cabeça girar.

— Peguem algo para ele. Acho que meu marido, irá mesmo desmaiar!_ Ela falou para os outros, e novamente me analisou, e agora sentando em meu colo. Para olhar-me de perto.

— Você será o melhor pai do mundo Oliver._ Ela começou firme. — Já é o melhor marido do mundo! Então sei que poderemos cuidar de três mini Queen, correndo pela casa._ Ela brincou e não pude deixar de sorrir.

— Ou pequenas criaturas agressivas, como as Smoak Lances._ Soltei entrando na brincadeira. Me sentindo um pouco aliviado, pois ela transmitia, que daria certo. Ela me inundava com sua paz.

— NÓS ESTAMOS OUVINDO!_ Minhas três cunhadas exclamaram.

— Eles serão lindos. Se puxarem você._ Ela disse com um pequeno sorriso.

— Serão perfeitos se vierem exatamente como você._ Retruquei, abraçando-a. Agarrando todo o meu mundo, que neste momento ria de uma provocação de Tommy. Observei toda a minha família, e eu nunca me imaginaria aqui, neste momento. E agora, não consigo acreditar em como fui abençoado, três filhos. — Obrigada por me dar mais do que desejei._ Sussurrei para apenas ela escutasse. E vi o momento exato em que ficou arrepiada. Todas as suas reações ainda me surpreendia e deliciavam.

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— Obrigada, por me dar uma família novamente._ Ela devolveu e como que não queria nada, remexeu-se gostosamente em meu colo, e saiu sendo puxada pela minha mãe e as meninas, que queriam total atenção da minha esposa.

— Olha ele. Totalmente domado._ Tommy disse me jogando uma almofada. — O que eu disse sobre não se apaixonar, por ela?_ Ela brincou.

— Completamente e extremamente domado._ Devolvi, ainda encarando o corredor em que Felicity seguia, e antes de sumir, ela me lançou um sorriso. Esse que sempre seria minha perdição.

‘Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I’ll give my all to you
You’re my end and my beginning
Even when I lose I’m winning
‘Cause I give you all of me
And you give me all of you
Give me all of you

"Porque tudo de mim
Ama tudo de você
Ama as suas curvas e seus contornos
Todas as suas imperfeições perfeitas
Me dê tudo de você
Eu darei tudo de mim para você
Você é o meu fim e o meu começo
Mesmo quando eu perder estarei ganhando
Porque eu te dou tudo de mim
E você me dá tudo de você
Me dá tudo de você

Notas finais
CARAMBA! APÓS DOIS ANOS ENCERRO ESSA FANFIC! Obrigada a todos que me acompanharam nesta trajetória! São 118 pessoas acompanhando, 32 favoritos e 4 recomendações. E eu como uma autora emocionada, fico tão feliz, nunca pensei que chegaria a tanto! Obrigada por serem os melhores leitores do mundo! Quero a opinião de vocês, quero me despedir devidamente de cada um. Não liguem, me liguei a cada um dos meus leitores de uma forma, que não sei mais como ficar sem seus comentários, opiniões e dicas! Aos futuros leitores, saibam que continuarei respondendo seus comentários. Obrigada mais uma vez! Adoro vocês. Beijos. Mary
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!