Jogo Perigoso

21 Início do fim


Notas iniciais
Olá!!! Antes de ler o cap, vamos ler os comunicados?! Hehe COMUNICADO 1: Quarta feira serão 2 capítulos e se posso dizer, vocês vão amar!!! COMUNICADO 2: Quem tiver curiosidade, deixarei um spoiler do capítulo 22 nas notas finais rsrs. ( Só para aguçar a curiosidade de vocês) Comunicado 3: Desse capítulo em diante começará o nosso final, calma, não é como se eu fosse terminar a fanfic em 3/4 capítulos, falta um pouco, porém já passamos da metade, então por isso o título!! Como podem ver, esse capítulo é mais que todos os outros hehe. Comunicado 4: Obrigada, como sabem é a primeira primeira fanfic Olicity e nossa, o retorno de vocês a ela é demais, eu fico relendo os comentários como uma boba, e eu adoro ler eles pois sei o que vocês estão achando, cada opinião diferente, adoro mesmo! São 11 pessoas que favoritaram e 64 acompanhando e eu fico OBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Por que eu tenho os melhores leitores do mundo, mesmo. Enfim parei pois estou emocionada. Boa leitura!!!

Pov Oliver

— O que vocês fazem aqui?_ Perguntei assim que meu pai e Malcolm entraram na base. Eu, Felicity que se mantinha abraçada ao meu corpo e Laurel fomos os primeiros a chegar. Quando a líder da equipe Alfa, disse que minha irmã pediu ajuda para que a salvassem do psicopata Adrian Chase, senti meu mundo cair, duas semanas e meia que minha irmã havia ido nessa missão, 18 dias que ela permanecia nas mãos desse homem, minha vontade foi ir atrás dela, trazer minha caçulinha para a segurança, correr feito louco até achá-la, foi meu primeiro pensamento mesmo que impulsivo, entretanto no momento em que Laurel me pediu ajuda para tirar Felicity de seu choque, minha preocupação se direcionou a mulher que estava lá parada em minha frente com a expressão perdida, com medo desse desgraçado que já a machucou tanto que agora, ela desconfia de sua capacidade para qualquer coisa, não confia em si mesma. Contudo, consegui fazer com que ela voltasse a ser um terço a Falicity que conheço e deste então a mesma não me largou, sei que como eu, ela tentava me passar toda a segurança e por tê-la comigo é que não fiz nada impensado.

A famosa base da equipe Alfa, faz jus ao nome, área para treinamento de tiro, tenho certeza que Meghan era quem mais a usava, um tatame em outro lado com alvos em volta, Sara deveria ficar bastante tempo ali, uma cadeira no centro, com três ou quatro computadores de última geração, como na sala antiga de Felicity na base de Star então sei que é onde ela pode ser o gênio que todos dizem e uma cabine a prova de som, Laurel que tem o canto de seu dispositivo mais agudo que o de Sara deveria treinar ali. Parei de observar o local, quando meu pai e Malcolm sem cerimônias deixaram várias pastas que estavam em suas mãos sobre a mesa.

— Temos que conversar, porém tem que ser com todos os integrantes da equipe._ Malcolm falou desviando do meu olhar, o que estranhei.

— Onde está Meghan, Thomas e Sara?_ Meu pai perguntou diretamente a Laurel. Que se mantinha afastada desde que chegou com o celular em suas mãos e tentando ligar para alguém, já que sua expressão frustrada aparecia a cada uma das ligações que não era atendida.

— Estamos aqui._ Tommy respondeu, sendo seguido por Meghan que passou como um furacão por todo o lugar e parou de frente a Felicity.

— Estamos bem?_ Perguntou e a loira assentiu. — Verdade?_ Meghan insistiu .

— Estamos sim. Nós vamos trazer Thea de volta._ Felicity respondeu pausadamente.

— Com certeza iremos. Ollie, como você está?_ Meghan me perguntou e mesmo com a essa repentina amizade que surgiu entre nós ainda é estranho a ouvir me chamar assim, porém, eu não conseguia enxergar aquela mulher impetuosa que faria o inferno congelar se quisesse, apenas uma casca, assim como Felicity havia ficado ainda a pouco, porém Meghan estava se certificando em ver se cada um de nós estávamos bem, Tommy fez bem ao se apaixonar por essa mulher, mesmo que não tenha se dado conta.

— Tudo certo Meg, só quero trazer minha irmã para casa._ Ela assentiu, entendendo o que eu queria dizer. E caminhou para o lado de Laurel.

— Vem cá Lis._ Tommy disse se aproximando de mim e Felicity e a loira soltou-se do meu abraço e foi em direção ao meu amigo. Pela primeira vez não senti ciúmes ou inveja, eu sabia que meu melhor amigo como eu, queria apenas ser presente para ela, essas mulheres, chegaram a pouco em nossa vida e estão dispostas a encarar seus medos por nós. Como Tommy me disse, elas estão nos pondo na linha e eu vejo que estão se tornando muito mais do que pensávamos que seria no começo, uma família era formada entre nós. — Cadê a Sara?_ Tommy perguntou enquanto olhava por toda a sala.

— Não sabemos._ Meghan e Laurel responderam juntas.

Felicity afastou-se de Tommy e apenas com o olhar eu soube que teria que ir até ela e assim o fiz, enlaçando nossas mãos e assim como todos os outros andamos até meu pai e Malcolm estavam conversando baixo.

— Como só falta uma e para não adiar mais, acho melhor conversarmos._ Meu pai disse, encarando cada um de nós.

— Onde Sara se meteu?_ Tommy disse por alto.

Então o celular de Laurel começou a tocar e ela sem delongas atendeu se afastando.

— Eu espero que ela não tenha se feito nada de cabeça quente._ Felicity murmurou e eu só escutei por estarmos próximos.

— Lis, preciso que rastreie o celular da Sara agora._ Laurel pediu com a voz urgente e a loira ao meu lado , mais que rapidamente foi de encontro a um dos computadores.

— Aconteceu alguma coisa?_ Perguntei, começando a ficar preocupado com a expressão séria e angustiada da líder da equipe Alfa.

— Saberemos assim que Felicity a achar._ Respondeu prontamente. Os dedos de Felicity eram ágeis no teclado, ela realmente sabia o que estava fazendo, meus pais, como eu, Tommy e Meghan, apenas as olhávamos, Laurel andando de um lado para o outro e a loirinha procurando por Sara. — Dig disse que faz um tempo desde que Sara saiu da casa dele, mas ela não chegou aqui. Tem algo errado.

— Achei!_ Felicity exclamou e todos nós a olhamos esperando que continuasse. — O celular dela está no Hospital Central de Star , uma paciente acabou de entrar com uma ficha e o nome é Sara Lance._ Falou colocando as mãos na cabeça.

— Precisamos ir até lá._ Tommy disse.

— Não podem, temos que falar sobre a missão e sabemos que o vídeo de Thea chegou até vocês, não pode passar de hoje essa conversa._ Meu pai disse e eu o encarei, como assim?

— Vocês não deveriam ter conhecimento do vídeo de Thea._ Meghan falou desconfiada olhando para eles.

— Nós temos conhecimento de tudo._ Meu pai falou secamente.

— Como vocês sabem dessa vídeo se chegou a pouco para elas?_ Foi minha vez de perguntar duramente, meus pais sabiam mais do que nos disseram.

— Por que nós mandamos um dispositivo que retardou esse vídeo de chegar a elas por dois dias._ Malcolm falou.

— VOCÊS O QUE? MINHA IRMÃ PEDIU SOCORRO A DOIS DIAS E SÓ AGORA QUE DESCOBRIMOS!_ Gritei em direção aos dois.

— Vocês fizeram mesmo isso?-_ Tommy perguntou tentando controlar a si mesmo.

— Adrian Chase está com a filha de vocês, pediu socorro e vocês ainda agem como se estivesse tudo bem?_ Meghan vociferou.

— Ele esteve com ela por todo o tempo._ Malcolm falou e eu avancei contra ele, acertando-lhe um soco e Tommy que partiu para cima do meu pai, agarrando seu terno.

— VOCÊS MANDARAM MINHA IRMÃ PARA ESSE MONSTRO!_ Gritou, nenhum dos dois reagiu, suas expressões culpadas me dava raiva. Como eles puderam?

— Soltem eles!_ Laurel falou. — Soltem agora! Eles tem muito o que nos falar e eu não vou pedir outra vez!_ E ao mesmo tempo, obedecendo a líder da equipe os soltamos.

— Falem! Se sabem onde Chase está, a hora de falar é essa!_ Meghan vociferou, com a voz totalmente alterada, ao lado de uma Felicity que se mantinha em silêncio olhando para todos nós.

— Não. Meg você vai ir ficar com Sara._ Laurel falou para a irmã que a olhou confusa.

— Eu não vou não. Eu vou ficar e escutar o que os dois tem para nos dizer, eles sabem a localização de Chase!_ Exclamou. Encarei as duas irmãs, Tommy parecia triste ao olhar para Meghan.

— Você vai ao hospital!_ Laurel falou duramente. — Eu não vou deixar que saía por ai atrás desse homem, com certeza Sara se acidentou por ser impulsiva e não ligar para as consequências de nada, por raiva! Por querer de todo jeito acabar com Chase, mas o mesmo não irá acontecer com você. Meghan, não deixarei que seja inconsequente e aja por puro ódio. Como sua irmã e líder, estou falando, vá ficar com Sara. Oliver e Thomas não sairão daqui, Felicity começará a procurar por ele quando os diretores nos explicarem toda essa merda. Mas você... tem que ir, não te quero aqui, até que esfrie a cabeça._ Finalizou, séria, como nunca vi, encarando a irmã, que pela primeira vez desde que a conheço, que seguia as ordens da mais velha sem pestanejar, Meghan estava vermelha, com um olhar duro e expressão esbravecida.

— QUERO QUE VOCÊ SE FODA. QUERO QUE ELES SE FODAM._ Gritou apontando o dedo para meu pai e Malcolm ao sair pisando firme pelas escadas, sem olhar para trás.

— Não é melhor alguém ir atrás dela?_ Perguntei.

— Não, ela vai fazer o que Laurel disse, ficará com Sara._ Felicity respondeu com a voz baixa.

— Acho melhor que comecem a me explicar tudo antes que eu faça qualquer coisa que me arrependa depois._ Laurel falou duramente em direção ao meu pai e Malcolm.

— Há mais de um ano descobrimos que Chase estava de volta._ Malcolm disparou. — Com muito custo conseguimos pistas de todo seu esquema, foi difícil, porém descobrimos que ele havia começado todo um plano para sequestrar mulheres jovens para sua " boate/bordel" , mas Chase tinha contatos e na época nem nossos melhores agentes tiveram acesso a Lux. Chase, descobriu que o FBI investigava, matou muitas das civis e ainda nos desafiou a mandar mais do nosso pessoal._ Explicou. Eles sabiam quem estava por trás do sequestro dessas mulheres a tanto tempo e ainda assim mandaram Thea? Senti a raiva voltar a crescer em meu peito.

— Alguns meses atrás descobrimos que a maioria das jovens que desapareciam, estava em um hotel em L.A. E de lá sumiam. Esse hotel é muito bem vigiado, para conseguir por Thea dentro, tivemos que armar todo um esquema._ Meu pai continuou. — Diggle e Sharpe cuidaram de tudo, conseguiram informantes, mesmo a contra gosto e querendo dizer a todos quem estava por trás de tudo, demos ordens para não o fazê-lo._ Dig? Sharpe? Então... eles também sabiam!

— Por que depois que Thea se foi eles não nos contaram? A megera Sharpe tudo bem obedecer vocês fielmente , mas Dig?_ Tommy questionou.'

— Nenhum dos dois queriam mentir para nenhum de vocês, mas um agente sabe quando é a hora de obedecer._ Malcolm respondeu secamente, tentando não explodir e escutar cada uma das explicações, e eu realmente entendia, não poderia explodir com John de maneira fútil, esse é o nosso trabalho, mesmo que envolva segredos.

— Continuando, Thea era parecida com uma socialite que descobrimos que se hospedaria nesse hotel._ Meu pai falou e eu o encarei , ele não tinha mandado Thea por isso? Não pode ser! — E Sara assim que soube o que faríamos, mandando Thea para uma missão de resgate das mulheres da 'boate' Lux, não tendo a miníma ideia do envolvimento de Chase, confiou em nós e antes de enviarmos Thea para esse hotel, ela mandou um agente de sua total confiança para um dos cativeiros que descobrimos que eram levadas as jovens antes de entrarem para o esquema de prostituição ou serem vendidas no leilão em que os contatos de Chase arrecadam uma ou mais jovens. Nós sabíamos que a Sara também não a deixaria totalmente desprotegida e contávamos que ela desse a Thea a correntinha como um seguro de que ela apareceria para salvar Thea assim que ela pedisse, sempre soube que a Observadora não deixaria as irmãs em perigo e criou algo fantástico como a tal corrente, foi quando começamos a criar um dispositivo parecido._ O encarei horrorizado. Nem Sara sabia do evolvimento desse psicopata e cada coisa que descubro sobre ele me causa uma vontade de sair pela porta achar esse filho da puta e acabar com ele. Eles tinha usado uma coisa que Felicity criou como meio de segurança, como uma carta na manga, caso tudo saísse do controle... e eles, copiaram para outros fins.

— Nós sozinhos não conseguiríamos deter Chase ou salvar as mulheres._ Malcolm falou. — E precisávamos de um motivo para reunir as Alfas outra vez._ Salientou. — Elas o prenderam uma vez, tínhamos esperança de que repetissem o ato.

— PAI VOCÊ MANDOU THEA COMO UM SIMPLES PIÃO, PARA FAZER QUE AS IRMÃS DE SARA VOLTASSEM A ATIVA?_ Tommy gritou alterado diretamente para ele.

— Era preciso e tudo correu como pensamos elas voltaram pela irmã de vocês._ Malcolm disse frio.

Notei que Felicity apenas escutava e Laurel a cada palavra deles parecia mais fora de si.

— Por que retardaram a mensagem de Thea?_ Questionei, como eles puderam esconder tanta coisa de nós? Deixando Thea nas mãos de um homem que já causou tanto mal.

— Porque precisávamos que ela estivesse a salvo quando vocês fossem atrás de Chase._ Malcolm falou. Como? COMO? Se eles não conseguiram resgatar nenhuma das outras em tanto tempo, como salvaram Thea?

— Adrian Chase, não levou a irmã de vocês a boate como fez com as outras mulheres, ele se afeiçoou a ela, o informante de Sara, conseguiu a localização de onde ela estaria e Sharpe e ele foram tirá-la de lá._Meu pai respondeu como se pudesse ler meus pensamentos.

— Então cadê Thea? Porque Sharpe não voltou? Essa era a missão que a megera estava? O que não estão nos contando?_ Tommy disse aflito. — Aconteceu algo com Thea?

— Thea está a salvo em um lugar seguro, porém ela só retorná a Star City quando vocês prenderem Chase e acabarem com todo o esquema. Tememos pela sua vida, ele pode estar nesse momento a caçando._ Respondeu meu pai, baixando o olhar com certo... remorso? — Thea está em Corto Maltease. Sobre a agente Sharpe... ela se sacrificou por Thea, para salvá-la. Sharpe não chegou ao esconderijo junto ao informante e sua irmã. Ela ficou e não sabemos se sobreviveu ou está nas mãos de Chase._ Completou.

Ava Sharpe? Ela deu a vida para salvar minha irmã? A mesma mulher que nós chamávamos de certinha, que cumpria todas as ordens dos diretores, pode ter dado a vida por minha irmã!

— Ava pode ter morrido por que vocês apenas queriam nos reunir?_ Felicity perguntou levantando a voz, passando por todos nós com rapidez, parecendo prestes a explodir, não diferente de todos nessa sala.

— Felicity..._ Laurel disse apenas, mas se calou.

— CHASE NÃO É O ÚNICO MONSTRO QUE CONHEÇO, VOCÊS DOIS TAMBÉM SÃO!_ Esbravejou deixando as lágrimas rolarem de seus olhos pensei em ir abraçá-la, contudo pode ser que eu não seja o que ela precisa no fim de tudo. — Vocês, os dois, nos manipularam, um a um, queriam que voltássemos? Ok. Mas assim? Mandando a própria filha! A FILHA DE AMBOS! Para um psicopata que pode ter feito tudo de ruim a Thea. Vocês não mediram as consequências o do tamanho da merda que estavam se metendo apenas para ter a porcaria da equipe de volta? São as nossas vidas que estão em jogo e vocês pouco ligaram, apenas por uma missão, tudo pela missão!_ Gritou mais uma vez e Laurel tentou se aproximar, todavia Felicity se afastou. — Eu preciso ficar um pouco sozinha, vou lá fora pegar um ar._ Decretou por fim.

— Não Lis, você vai para casa descansar. Não tem muito mais que deva escutar aqui._ Laurel disse e Felicity, apenas assentiu.

— Eu tenho nojo dos dois e Malcolm estou decepcionada._ Felicity falou duramente enquanto saía da sala as pressas.

— Tem mais alguma coisa que devemos saber?_ Perguntei, com meu pensamento e corpo querendo ir atrás da loirinha para ver seu estado, meu coração estava aliviado por minha irmã estar segura e a salvo, mas em comparação a todo o resto, eu não saberia dizer.

— Thea mandou um pacote, com um pendrive que pegou no esconderijo de Chase e mais algumas coisas que ela não nos disse, pedirei a Diggle que traga para vocês, pode ser útil, naquelas pastas tem toda as informações que coletamos sobre o caso, Chase e seus contatos, cativeiros, nomes de todas as civis que sumiram e de outras que morreram, as que foram vendidas..._ Meu pai explicou. Eu sentia tanta raiva dos dois, que se não fosse por Laurel que se mantinha firme, controlando toda a situação, isso já teria saído do controle.

— Se é só isso, quero que saíam daqui._ Tommy falou. — Eu respeito vocês, sempre respeitei, mas agora eu juro por Deus, que se não forem embora pode ser que eu faça uma merda. Pai? Eu tenho muita sorte por ter sido criado por Moira, enquanto você se mantinha no trabalho a todo momento, eu tive sorte por conhecer pessoas que fizeram de mim o homem que sou e eu me sinto aliviado por não ter me tornado como você, por que além de decepção eu sinto raiva do homem que se tornou._ Tommy disse e percebi o quão magoado meu melhor amigo estava.

— E você não me dirá nada filho?_ Meu pai perguntou.

— Não, quero que viva com esse seu erro e suas ações egoístas em seu pensamento até que te corroa, uma agente pode estar morta, Sara numa cama de hospital, sua filha que com certeza deve te odiar e um filho que desde momento em diante, só te reconhecerá como o diretor do FBI, você nunca foi pai, mas isso foi a gota d'água._ Finalizei, libertando tudo o que queria dizer.

— Acho melhor vocês irem, agora._ Laurel indagou e ambos partiram sem dizer nada. — Vocês também tem de ir, foi uma noite estressante._ Ela disse olhando para o nada. Percebi o que não tinha reparado antes, Laurel parecia cansada, a todo momento tomando decisões e as rédeas de tudo, essa mulher é uma verdadeira líder em meio a toda confusão, continuou tentando fazer o melhor para todos, controlando eu e Tommy, mandando Meghan ir ficar com Sara, permitindo que Felicity se fosse, por ver que era o que ela precisava. Mas ninguém, se preocupou com o que estaria acontecendo com Laurel. — Thomas, tem como você passar no hospital ao sair daqui?

— Eu já iria fazer isso líder._ Tommy falou se aproximando de Laurel, parece que ele reparou o mesmo que eu. — Você está bem?_ Perguntou.

— Não, no entanto, vou ficar, não se preocupem._ Respondeu sem muita convicção.

— Você sabe que Meghan não quis dizer nada daquilo certo?_ Meu melhor amigo disse e me recordei da expressão triste do mesmo quando Meghan perdeu o controle.

— Eu sei, conheço minha irmã... ela foi impulsiva...

— Inconsequente e cabeça quente._ Complementei e ela assentiu.

— Assim como Sara, Oliver e eu._ Tommy respondeu.

— Eu terei trabalho com os quatro._ Laurel retrucou com um pequeno sorriso.

— Terá, mas você conseguirá lidar._ Falei e Tommy concordou.

— Thomas, mesmo que Meghan seja dura com você, ela mesmo que tente negar está precisando de você, entendeu?_ Disse diretamente para ele.

— Eu sei, ela pode ser difícil, todavia não sairei do seu lado, pode ter certeza._ Meu melhor amigo respondeu prontamente.

— Obrigada. Agora, vamos todos estamos exaustos._ Falou. Eu e Tommy a seguímos até a saída.

— Laurel quer que eu te deixe em casa?_ Perguntei quando chegamos na rua e Tommy acenou se despedindo.

— Não pretendo ir para casa...

— Quer que eu te deixe em frente ao prédio do Ray?_ Perguntei, mesmo a mais forte das líderes precisa ter com quem se sentir segura e tenho certeza que meu amigo fará bem a ela.

— Quero._ Respondeu, entrando no carro.

— O que pretende fazer em relação a tudo?_ Quis saber, enquanto ligava o carro e seguia pelas ruas do Glades.

— Nós vamos achar Ava, traremos as mulheres de volta, prenderemos Chase e concluiremos a missão._ Disse confiante.

— Sim, nós vamos._ Falei convicto de que tudo sairia como ela disse.

— Oliver posso te perguntar uma coisa?

— Sim._ Respondi.

— Quais suas intenções com Felicity? Eu sei que atrapalhei vocês dois hoje, mesmo que sem querer, mas quero saber o que quer dela?_ Questionou-me mantendo o olhar para fora da janela. Eu sabia que uma hora ou outra Laurel iria me fazer essas perguntas e logo a Tommy, pois essa mulher protege suas irmãs, como eu faço com Thea e eu respeito isso.

— Eu estou apaixonado pela Felicity._ Respondi e ela pareceu me fitar. — Não quero brincar com os sentimentos dela e ser um canalha, quero ficar junto a ela pois só a presença de Felicity me põe nos trilhos, quero ser feliz ao seu lado._ Completei.

— E ela está apaixonada por você, eu acredito em suas palavras Oliver, você é um bom homem mas se por acaso simplesmente pensar em machuca-la, você terá que lidar comigo._ Falou ameaçadoramente.

— Eu sei Laurel, não precisa se preocupar, que um de nós só saíra ferido se ela não me quiser mais, porém lutarei para que ela me queira todos os dias._ Respondi.

— Eu confio em você, acredito que fará ela feliz e Felicity merece toda a felicidade._ Indagou distraidamente. — Por que não vai ao apartamento dela ?_ Perguntou e eu rapidamente a encarei, o que ela estava sugerindo?

— Como? Agora?_ Quis saber.

— Isso, após me deixar no prédio de Ray, ela está acordada, você precisa dela Oliver e Felicity de você._ Explicou pausadamente.

— Tem certeza? E se ela não me quiser lá?_ Perguntei com uma insegurança repentina.

— Ela irá de querer._ Retrucou.

O silêncio tomou conta do carro por um tempo, mas não o tanto para ficar desconfortável. Estacionei na frente do prédio de Ray e Laurel se preparava para sair.

— Promete que vai se cuidar?_ Disse olhando em seus olhos.

— Prometo Oliver e quero que faça o mesmo._ E eu apenas assenti, continuei com o carro parado até que ela passasse pela portaria do prédio e depois parti.

Em menos de 20 minutos cheguei ao apartamento de Felicity.

Mesmo com tanta coisa em minha mente, meu único foco era chegar até ela, já que em seus braços me sinto em paz.

Estar apaixonado é enxergar alguma coisa bonita, mesmo que tudo seja confusão, estar apaixonado por Felicity é ter esperança de que tudo vai ficar bem no momento em que ela sorrir.

Entrei no corredor em que seu apartamento ficava e então parei diante a sua porta, nunca tivesse problema em chegar a hora que fosse na casa de uma mulher, mas nesse momento receio de que ela me mande embora, mesmo com as palavras de Laurel, que me disse que Felicity não iria fazer isso, ainda assim me sinto inseguro.

Respirei fundo tomando coragem e então, dei dois toques em sua porta.

Escutei passos apressados, então uma luz se acendeu. Ela está vindo. Vamos Oliver não precisa temer, Felicity precisa de você.

— Eu pensei que demoraria mais para vir._ Felicity disse enquanto abria a porta nem um pouco surpresa em me ver, com o rosto vermelho e marcado por lágrimas, exibia um pequeno sorriso, vestindo minha camisa, bem que ela falou que era boa para dormir, com as pernas nuas, o óculos de volta ao seu rosto, já que a mesma havia retirado as lentes. — Entra Oliver não precisa ficar parado me encarando._ Falou puxando meu braço. A cada momento me apaixono mais por ela.

— Pensei que não quisesse ficar com ninguém._ Disse enquanto ela fechava a porta.

— E não queria, mas Oliver, você não é qualquer um, é por quem estou apaixonada e com quem me sinto segura, e eu sabia que viria, pois você também precisa de mim._ Falou calmamente, como se explicasse algo novo a uma criança. Meio desajustado e ainda digerindo suas palavras, observei Felicity caminhar até a cozinha, santo Deus, como quero ter essa visão dela todos os dias, mesmo com todo o caos, só a presença dela me acalmou. Essa mulher é perfeita e eu me esforçarei todos os dias para merecer seus sentimentos por mim.

Pov Tommy

— O que você faz aqui?_ Meghan falou assim que me viu entrando no corredor em que informaram que Sara estava.

— Vim ficar com você._ Expliquei parando em sua frente, Meghan estava encostada na parede ao lado de uma porta e pude ter uma visão de Sara deitada, no que minha loira tinha se metido?

— Não quero que fique._ Ela disse sem se afastar.

— E eu vou ficar mesmo assim._ Retruquei. Pude ver que toda a irá dela tinha se dissipado e sua expressão de raiva sumirá. — Como ela está?

— Sara sofreu um acidente enquanto pilotava, mas parece que ela saltou antes de um caminhão passar por cima da moto._ Explicou, respirei aliviado, não foi tão grave se ela conseguiu escapar mesmo que com lesões.

— Então ela está bem?_ Perguntei vendo sua expressão se tornar triste.

— Não sei._ Falou e para si enquanto respirava profundamente. — Sara quase morreu, eu cheguei ela estava convulsionando, gritando, eu pensei que perderia minha irmã Thomas._ Falou baixinho, por que nada pode ser fácil, mesmo sem a permissão de Meghan a puxei para os meu braços, ela esteve aqui, a todo momento vendo sua irmã sofrendo, Meghan pode se fazer de durona, mas até ela pode querer um abraço em um momento desse. — Os médicos sedaram ela, fizerem uns exames complicados e desde então ninguém veio me dizer nada, essa demora me deixa aflita._ Confidenciou olhando em meus olhos.

— Sara vai ficar bem, ela é forte._ Falei.

— Eu sei, acho que Laurel não vai me perdoar._ Falou de repente e eu entendi o porquê de dizer aquilo, sua explosão havia sido diretamente contra a irmã que ela mais admira.

— Ela vai Meghan, sua irmã só queria te proteger, eu vi o quanto ela se preocupa com você._ Respondi calmamente.

— Eu sei, ela sempre foi assim protetora e ela estava certa, se eu ficasse lá tudo iria piorar. Mas eu como uma tola joguei minhas frustrações em quem mais me apoiou e cuidou de mim em toda minha vida._ Colocando a cabeça em meu ombro disse, senti sua respiração contra meu pescoço, suas mãos em meu peito e meus braços em volta do seu corpo, procurando a proteção um do outro. Que ironia, eu me apaixonei pela última mulher que poderia imaginar.

— Meghan, as vezes o Oliver e até Sara, fazem o mesmo o que você fez na base e eu os perdoo, pois conheço o temperamento impulsivo deles e mesmo assim não deixo de amá-los, sua irmã te ama e mesmo que você a afaste, ela continuará ao seu lado pois vocês tem principalmente umas as outras._ Disse e ela balançou a cabeça, em concordância.

— Licença, não quero atrapalhar. Mas a senhora é Meghan Lance? Irmã da paciente Sara Lance?_ Um senhor, vestido com um jaleco branco perguntou, olhei rapidamente seu crachá e percebi que era o médico. Soltei Meghan, porém, a mesma levou uma de suas mãos em direção da minha, enlaçando nossos dedos. Não questionei seu ato, me pegou de surpresa , mesmo assim nada falei.

— Sim senhor, já sabe o que minha irmã tem? Ela está bem?_ Ela perguntou rapidamente.

— Acho melhor conversarmos sobre sua irmã em minha sala. A sós._ Falou enquanto me olhava de lado. — A política do hospital não permite que pessoas que não sejam parentes estejam juntas, mas ele pode esperar aqui._ O médico sorriu ao dizer, contudo Meghan não soltou minha mão.

— Doutor, ele é meu namorado e amigo da minha irmã, então quero que ele esteja comigo, tem algum problema?_ Senti a mão de Meghan apertar a minha, namorado? Porque parece que eu gostei de escutar essa droga? Merda Tommy, você está virando um maricas de pior espécie.

— Não senhorita Lance, me sigam._ O médico disse saindo na frente.

— Namorado?_ Questionei com ela ao meu lado enquanto andávamos de mãos dadas pelos corredores do hospital.

— Quer ser meu namorado?_ Ela perguntou de repente, parando e olhando em meus olhos, Meghan a mulher que brincou comigo e jogou, dizendo que só queria sexo, agora, me quer como namorado? Assim? De repente? Nos termos dela?

— Você nem sabe pedir alguém em namoro._ Respondi, dando um peteleco em seu nariz, tirando dela um pequeno sorriso.

— Então estamos namorando._ Ela respondeu me dando um selinho rápido e me puxando para que continuássemos a seguir o médico.

— Estamos._ Respondi, também com um pequeno sorriso. Nunca imaginei que Thomas Merlyn seria o namorado de alguém e cá estou eu de quatro por essa louca que ao menos quis saber se eu aceitaria, apenas me impôs o namoro e decidiu por mim, essa maluca que mesmo fazendo algo assim, conseguia me fazer querê-la ainda mais.

— Podem entrar._ O médico indicou, então entramos em sua sala e sentamos de frente a sua mesa e logo ele tomou seu lugar.

— Pode falar doutor._ Meghan disse olhando diretamente para o senhor.

— Bom sua irmã está bem, ela teve muita sorte, pelo tipo de acidente que sofreu, sua irmã realmente é uma sobrevivente. Fizemos os exames de tomografia, ressonância magnética de crânio, já que percebemos que havia batido de cabeça, os resultados foram os mesmo, uma pequena parte do crânio dela, foi danificado._ Meghan apertou minha mão com força. — Mas como é uma área delicada e pequena ao extremo, temo que ela possa ter um sintoma perda de memória temporária.

— E o que seria é algo sério?_ Perguntei.

— Não se for cuidado da forma certa, estamos medicando ela, pode ser que a senhorita Sara Lance, se esqueça de um momento de sua vida, de uma pessoa ou um trauma, mas por pouco tempo se ela manter em contato com todos que conhece e tomando os medicamentos que receitei para ela, caso sua cabeça comece a doer, a senhorita terá bastante enxaqueca até que se lembre do esqueceu. _ Explicou.

— Então minha irmã está perfeitamente bem?_ Meghan perguntou com expectativa.

— Sim, mas a manterei em observação durante 12h e depois disso darei alta a ela, se sua irmã piorar a manterei hospitalizada, pode ser que no primeiro momento a senhorita Sara se sinta mal, então é preciso um pouco de paciência._ Voltou a dizer.

— Como saberemos que ela perdeu uma de suas memórias?_ Meghan questionou.

— Perguntas, como são irmãs, fale sobre momentos da vida de vocês, se ela por um acaso sentir dor por não lembrar de alguma coisa que você tem certeza que aconteceu, saberá o que foi perdido, ela não se lembrará de forma alguma, pois a lembrança voltará ao seu cérebro assim que o dano estiver curado, mas nada alarmante._ Explicitou.

— Entendi doutor, será que posso ir ver minha irmã um por um momento?

— Lamento, porém não poderei permitir, somente no horário de visitas, acho que a senhorita também deveria ir descansar._ Falou para Meghan.

— Vou sim doutor, obrigada mesmo por tudo o que fez pela minha irmã._ Falou enquanto se erguia e eu a imitei em seguida.

— De nada e rapaz, cuide dessa menina, vocês fazem um casal muito bonito.

— Cuidarei sim._ Respondi saindo com ela da sala.

— O que vamos fazer agora?_ Perguntei a Meghan que estampava uma expressão mais leve.

— Comer, estou morrendo de fome._ Exclamou. — E você vai pagar, se prepara que como bastante.

— Meu Deus do céu, tenho uns minutos de namoro e minha namorada quer me falir?_ Retruquei rindo, todas as pessoas pelas quais passamos sorriam para nós.

— Minha namorada. Gostei de como ficou em sua boca._ Ela falou fazendo um biquinho, maldita. Como é bom ver minha garota de volta.

— Sim Meghan, namorada! Minha namorada!_ Exclamei passando com ela recepção. — PESSOAL ESSA MULHER É MINHA NAMORADA!_ Gritei, Meghan primeiro deu um tapa em meu ombro e depois riu.

— Silêncio jovem, estamos em um hospital!_ Um segurança falou e Meghan saiu me arrastando para fora.

— O que deu em você em?_ Ela perguntou enquanto atravessamos a rua já que havia uma lanchonete ali.

— Só queria dizer a todos que eu tenho uma namorada._ Falei puxando-a pela cintura. — E ela é linda mesmo brava._ Então fingi que iria beijar sua boca, ela fechou os olhos como se esperasse esse ato meu, mas lhe dei um beijo rápido na bochecha.

— Você me paga!_ Disse me empurrando e entrando na lanchonete, meu momento com Meghan me fez esquecer todo o estresse com meu pai, todo o sentimento ruim que eu carregava sumiu ao vê-la, eu estava feliz por Thea estar bem, aliviado por Sara estar se recuperando e agora completo por ter essa maldita mulher, que estava enchendo duas mesas de comida e distribuindo a todas as pessoas com um sorriso demoníaco ao meu lado. — Vem namorado, está tudo na sua conta!_ Gritou. Ela tem mesmo o objetivo de me enlouquecer, ou apenas falir.

Pov Sara

Estou em um hospital. Constatei assim que abri os olhos, analisando cada parte da sala branca, com móveis de cores claras e aparelhos ligados ao meu corpo, a parte de trás da minha cabeça latejava incessantemente, então fechei os olhos me relembrando o motivo de estar aqui... meu acidente de moto, minha pressa em ir a base. THEA ! CHASE! Ela pediu socorro. Abri meus olhos com todo o esforço, fui retirando cada um dos fios e agulhas que estavam introduzidas em mim, olhei para minha roupa, aquele roupão horrível de hospital. Eca.

Mesmo com meu braços um pouco fracos, consegui me apoiar na cama para levantar, um bom progresso, se não fosse pelas minhas pernas que não me sustentaram de pé e eu não tivesse caído desastrosamente no chão.

— Porcaria!_ Flaguejei.

— SARA! QUEM MANDOU VOCÊ LEVANTAR! IRMÃ IDIOTA!_ Meghan gritou enquanto entrava com uma enfermeira que parecia nova demais para o trabalho vinha ao seu lado.

— Não se deve gritar com uma acidentada._ Fingi choramingar, enquanto me erguiam facilmente e me deitavam sobre a cama.

— Você tem noção do quanto nos assustou?_ Disse dando um tapa leve em meu braço e em seguida me abraçando. — Se você tivesse morrido Sara Smoak Lance, eu ia atrás de você, como uma caçadora de fantasmas e faria o inferno com sua alma, eu te odeio._ Falou fingindo estar com raiva e beijando minha testa. Meg não era de demonstrar sentimentos atoa, mas ver o jeito em que ela estava com uma roupa de visitante bege e que não combinava nada com ela e a expressão triste pude ver que meu estado pode ter ficado pior que pensei.

— Eu também te odeio vadia._ Falei arrancando um pequeno sorriso dela e um olhar arregalado da enfermeira que apenas pegou uma prancheta e saía em silêncio. — Então a quanto tempo estou aqui?_ Quis saber, Meg suspirou e sem pedir licença, se deitou ao meu lado, folgada.

— Quase 12 horas._ Falou baixando seu olhar, como se não quisesse me falar algo. Respirei fundo, tentando disfarça a dor que eu sentia em minha cabeça. — Irmã, fizeram uma cirurgia complicada em você e se sentir dor, qualquer uma preciso chamar o médico, entendeu?_ Explicou, enlaçando minha cintura com suas mãos.

— Cirurgia?? ? Meghan me fala tudo pode ser? Cadê Lis e Laurel? ._ Questionei e ela parecia criar coragem.

— Quando você bateu a cabeça..._ Começou a falar. — E desmaiou e te trouxeram para cá, Felicity te achou por ter localizado seu celular._ Assenti, até ai tudo bem. — Como as coisas estão complicadas por causa do vídeo de Thea e tudo mais, Laurel e eu discutimos..._ Disse ficando séria, Meg nunca em hipótese alguma discutiria com a mais velha, foquei mais em suas palavras, sabendo que tinha muito por vir ainda. — Ela exigiu que eu viesse ficar com você e eu queria apenas ir atrás de Chase e fui impulsiva falando coisas horríveis para ela._ Explicou, então entendi, Laurel apenas quis evitar que Meg fizesse uma loucura ou acabasse em uma cama de hospital como eu. Minha irmã mesmo com tudo parecendo uma boa merda, sempre tomava decisões certas e sem deixar de cuidar de nós. — Então eu vim, quando cheguei... Sara... você estava morrendo._ Confidenciou apertando mais o seu corpo contra o meu, minha irmã quase me viu morrer... por que eu fui irresponsável , senti ela tremer mesmo assim não se afastou. — Você estava deitada em uma maca tendo convulsões, seus batimentos cardíacos, eles... permaneciam lentos, então do nada você gritou e muito irmã, como se tivesse sentindo uma dor insuportável... te sedaram e fizeram todos os exames que podiam, enquanto você não acordava..._ Arfou e então olhou em minha direção. Notaram que o corte em sua cabeça não foi algo pequeno, como pensaram. O choque dado em seu cérebro causou um dano._ Explicitou me olhando.

— Como assim um dano Meg?_ Perguntei, ainda chocada com tudo o que ela me falou, então esse é motivo de minha cabeça doer tanto.

— Parece que uma pequena parte do seu cérebro foi afetada, eles disseram que pode te causar perda de memória temporária, quando entrei pensei que nem me reconheceria, mas você se lembrou de mim e perguntou pelas irmãs, o doutor disse que isso poderia acontecer, você lembrar de tudo, esquecer um pequeno momento ou só uma pessoa, seu cérebro vai bloquear por um tempo alguma coisa ou alguém não sei, porém o doutor me explicou que logo passaria, você foi medicada e ficou em observação por horas, respondeu bem aos remédios , até te deram alta._ Falou, então eu não lembraria de algo até que meu cérebro meio que se curasse sozinho? Merda Sara. Mas como ? Eu me lembro de todos, dos meus pais e tudo! Eu não posso ter perdido alguma memória.

— Eu ainda me lembro de tudo Meg, não é possível. Vamos me faça perguntas, eu preciso saber o que esqueci, pode ser?_ E ela assentiu.

— Thomas e Oliver se lembra deles?_ Fiz que sim . — Tem algo em sua mente que não consiga lembrar em relação aos dois? Um bloqueio?_ Vasculhei meus pensamentos e nada achei, lembrava do dia anterior, do almoço, de ter empurrado Lis para que ela fosse atrás de Ollie, Tommy e Meg indo transar, procurei mais e nada, eu tenho certeza que me lembrava de tudo.

— Não Meg, eu me recordo deles. Assim como de Thea._ Completei e ela assentiu, como se entendesse.

— Chase? Nossos pais?_ Fiz que sim, eu nunca esqueceria isso.

— Lembro de ter ficado com a pequena Sara ontem, do nascimento dela, do casamento de Lyla e Dig lembro de tudo sobre todos eles, nenhum bloqueio._ Salientei.

— FBI? Os diretores? _ Questionou-me.

— Agente desde criança e respeito total por Robert e Malcolm, nada de anormal em minha mente._ Respondi e Meghan fez ficou por um momento com uma expressão vazia.

— Roy? Moira?_ Quis saber e logo me recordei do marido de Thea, sobre estarmos na Verdant, minha mente embaralhou um pouco o que estávamos falando, mas é normal não saber cada conversa que tive? Certo.

— Lembro de Roy e também de Moira, até do jeito que deixamos vocês embaraçados ontem no almoço, Meg esse jogo de perguntas não está nos levando a lugar nenhum._ Falei. Eu realmente quero sair desse hospital.

— Se me responder essa última pergunta, juro que direi ao médico que o diagnóstico dele estava errado e que você está perfeitamente bem e iremos embora._ Disse .

— Tudo bem, fala logo tem mais alguém que eu deva me lembrar?_ Perguntei com total falta de interesse.

— Sara, você lembra de Ava Sharpe?_ Quis saber me olhando com expectativa. Procurei em minha mente esse nome e nada surgiu.

— Quem é Ava Sharpe? E porque eu deveria me lembrar dela?_ Questionei-a, procurando por essa mulher em meus pensamentos, sentindo minha cabeça latejar com força, clarões brancos apareciam em minha mente enquanto eu vasculhava pelo nome.

— Sara você está bem? Sara?_ Meg perguntou levantando da cama e antes de fechar os olhos com forças a vi correndo para a porta e gritando por um médico.

— Minha cabeça parece que vai explodir, me ajuda!_ Pedi, agarrando meu cabelos com força, quem é Ava Sharpe? Porque eu não me lembrava, arqueei meu corpo quando senti uma agulha se enfiada em meu braço.

— Ela vai ficar bem doutor?_ Escutei Meg perguntar.

— Sim, me diga porque ela ficou nesse estado?_ Abri os olhos e logo encontrei os da minha irmã mirando os meus, a dor estava diminuindo.

— Ela esqueceu uma pessoa e tentava se lembrar. _ Explicou andando até meu lado e segurando minha mão, eles haviam me dado algo para dormir, percebi assim que meu corpo ia adormecendo e eu lutando para escutar o que diriam até o final.

— Entendo._ O médico que parecia ter uns cinquenta anos e grisalho falou. — O melhor para ela é o descanso e tomar as remédios de acordo com a receita, daqui a pouco, ela se lembrará da pessoa tenho certeza, seu caso não é o primeiro e nem o último de perda de memória temporária e todos em poucos dias ficam bem e assim será com sua irmã._ Respondeu confiante, quis acreditar em suas palavras, sentindo meus olhos se fecharem, fui permitindo que o sono me levasse.

— Obrigada doutor, assim espero._ Ouvi minha irmã agradecer, porém eu já estava longe.

Quem era Ava Sharpe e porque o vazio em meu peito crescia por eu não lembrar ao menos de seu rosto é como se faltasse uma parte de mim... Quem é você Ava?

Pov Ava

— Vamos Sharpe, não finja que está dormindo, sei que acordou._ Ouvi a voz de Chase, sem muita pressa abri meus olhos, então eu ainda estou viva? — Assim está melhor._ Completou.

Encarei-o e a todo o lugar, não estávamos mais naquele terreno em que fui para salvar Thea, Chase havia me trago para uma sala totalmente vermelha, com apenas uma porta e sem janelas e uma cama no centro na qual eu estava deitada. Chase havia mudado de terno e parecia ansioso, observei. Procurei pelo meu ferimento da bala e notei que minha coxa agora estava enfaixada e eu não sentia mais a bala em minha carne, meu rosto ainda ardia pelos tapas de Chase mesmo assim... nem minhas mãos ou pernas haviam sido colocadas novamente em uma corrente ou algemas.

— Por que estou aqui? Onde estou? Por que não me matou?_ O questionei, enquanto levantava meu corpo , sentando e encostando minhas costas contra a parede.

— Tantas perguntas, você deveria me agradecer, pelo fato de eu ter mandado tirar aquela bala de você._ Falou como se esperasse um agradecimento, enquanto eu o olhava com total nojo, até minhas roupas haviam sido trocadas, haviam colocado em mim um vestido azul, que parecia um pouco maior que o meu número, eu não uso vestidos. — Deixei até que te dessem banho, para tirarem toda aquela terra e sangue seco de você, cara Ava._ Completou.

— Se quer um agradecimento acho que não vai ter._ Exclamei. — O que quer de mim?

— Algo pequeno, me diga onde está Alex?_ Falou de forma calma, qual é! Que obsessão por Thea! Controlei a respiração, se ele teve o trabalho de me trazer não sei para onde, ele tinha planos para eu e como não tenho a miníma ideia de como fugir, não me exaltar era o caminho.

— Eu já disse que não vou falar Chase, não importa o que fizer comigo._ Respondi o encarando e ele tentou mascarar sua expressão de raiva com um sorriso, porém eu conheço cada faceta desse monstro.

— E eu já te expliquei que terei que te usar como refém para obrigar sua querida Canário a achar e trazer Alex até mim?_ Indagou, dessa vez não vou cair em seu jogo, se ele quisesse me usar contra Sara já teria usado.

— Você não irá fazer isso._ Soltei e o sorriso doentio e Chase se estendeu.

— Não vou, está certa, não tenho plano de por uma Alfa em meus investimentos por enquanto, ela iria me atrapalhar tentando salvar a todas. Porém, farei com que você me fale._ Disse calmamente, caminhando até meu lado da cama e sentando-se de frente para mim.

— Eu não direi nada, por que não me mata droga?_ O questionei, pode parecer que quero morrer, mas qualquer coisa é melhor do que ficar nessa angústia de não saber se conseguirei escapar ou não, sobreviver mais um dia ou não.

— Morta você não me trará benefício algum, Ava._ Respondeu, levando sua mão ao meu rosto alisando-o, todavia, me afastei rapidamente. — Te deixarei trancafiada aqui, até que me responda o que quero saber e se eu encontrar minha Alex, então te matarei como tanto está pedindo.

— Me deixar trancada não me fará dizer nada a você!_ Vociferei.

— Vai sim, todos falam, mas com você será tratamento especial Sharpe._ Respondeu-me diretamente. Senti um arrepio, um frio ao ouvir suas palavras. — Eu mesmo em pessoa, me encarregarei de todos os dias, te torturar até que desmaiei de dor e no dia seguinte começarei outra vez._ Falou levando uma das mãos ao meu pescoço, como da última vez e a outra agarrou forte o meu cabelo, puxando-o. Comecei a me debater em, tentando me soltar, sentindo o desespero crescer. — AGORA ME DIGA ONDE ESTÁ ALEX!_ Gritou.

— NÃO!_ Exclamei, reunindo todo o ar para gritar em sua direção, Chase com a vantagem de não estar ferido como eu e por me ter em suas mãos, me ergueu com facilidade, lançando-me contra a parede mais próxima e bati com força contra ela e acabei caindo de rosto no chão, meu corpo inteiro doía. Tentei usar os braços para me levantar, mas Chase, avançou, desferindo um chute em minha face, escutei sua gargalhada, meu rosto sangrava, meu cabelo estava pingando sangue, porém não importa o que ele faça comigo, não entregarei Thea.

— Então me dirá onde está Alex?_ Voltou a perguntar, caminhando em minha direção.

— Não, não mesmo._ Respondi mesmo cor dor, eu não me daria por vencida.

— Que pena._ Disse, dando mais um chute e dessa vez em minha barriga, outro e mais outro. Repetidas vezes, meus gritos se misturaram com suas gargalhadas, meu corpo absorvia cada golpe, em um momento percebi que eu não mais reagia a Chase, meus pensamentos estavam cravados no rosto de uma loira que salvou minha vida, mudou quem sou... e eu queria apenas ter mais um minuto ao seu lado, se eu morresse hoje, somente desejaria que ela fosse feliz.

"Suddenly the sky is falling
Could it be it's too late for me?
If I never said "I'm sorry"
So I'm wrong, yes I'm wrong.
Then I hear my spirit calling
Wondering if she's longing for me
And then I know that I can't live without her"

"Subitamente o céu está desabando
Poderia ser tarde demais para mim?
Se eu nunca disse "desculpa"
Então eu estou errada, sim eu estou errada
Então eu escuto meu espírito chamando
Imaginando se ela está ansiando por mim
Então eu entendo que não consigo viver sem ela"

Notas finais
SPOILER DO PRÓXIMO CAPÍTULO: Pov Felicity " - Continue._ Falei enquanto adentrava o banheiro. Ele me olhou assustado por ter sido pego no seu ato de libertinagem. - Por favor continua._ Pedi mais uma vez. Oliver apoiando suas mãos na parede do box do banheiro, nu , com toda sua masculinidade amostra e erotismo me analisava como se esperasse que eu corresse ou tampasse os olhos, mesmo com minha pele corada pela vergonha e excitação, eu não correria. Não mesmo. " Beijos amores é até quarta feira!