Jogo Perigoso
5 Caos
Notas iniciais
Pov Oliver
Depois de prender Slade Wilson em sua tentativa de fuga quase ao amanhecer, liguei para Tommy para não deixar que aquele idiota esquecesse da bendita reunião com a advogada da Smoak Tech e horas depois a mesma informou a Shado que só iria falar com Ray e tratar disso com ele por exigência da "senhorita Smoak" , claro que não obedeci, mas Tommy e o Palmer me fizeram enxergar que poderia ser que a mulher estivesse com menos raiva e que poderia ser uma conversa, apenas. Erro total, fomos ingênuos e chantageados! Aliás Ray foi. Tive que passar dois dias dando entrevistar pois magicamente '' contribuímos de bom coração para o novo projeto da ST" , quando disseram que a advogada pegava pesado, não imaginava que era assim.
Sara andava estranha nos últimos dias, resolvi não perguntar pois, se quisesse e precisasse de mim, sabia onde procurar . Sei respeitar o momento dela.
Agora estou aqui com meu costumeiro terno escuro, após sai da QC, sentado de frente para meu cunhado que servia os outros clientes da Verdant, como uma noite de sexta feira é normal que esteja lotado. Me levantei, não poderia ficar aqui para sempre esperando que ele pudesse parar e falar comigo, teria que aguardar até o final. O que não seria um problema.
Mesmo com a empolgação dos jovens ao meu redor, consegui chegar ao escritório de Thea, não tinha esperança de encontra-lá ali, sentada em sua cadeira e analisando a contabilidade da boate como fazia todas as sextas, eu sabia que ela ainda estava em missão, depois de confrontar Malcolm e meu pai, soube que ela não teria uma data de regresso, o que me deixou deverás preocupado. Mas eles não soltaram mais nada, nem Diggle e muito menos Sharpe, isso era mais do que óbvio. Entretanto, eu tentei. Minha penúltima opção era Roy, já que minha irmã nunca se meteria em algo perigoso sem que ele soubesse e aprovasse. Minha última opção era Sara, que me evitava de forma descarada e meu pressentimento diz que ela sabe onde está Thea e muito mais. Porém adio o quanto posso essa conversa.
Me recosto sobre um dos sofás e como não faço em dias, consigo descansar.
Acordei com batidas na porta e gritei para que entrasse dando a entender que estava desacompanhado.
— Ollie, o que faz aqui com tanta gostosa dando sopa lá embaixo? É a idade chegando? Ou finalmente alguém te laçou? Não me diga que é a última alternativa pois não estou com disposição para entrar na linha ainda._ Thomas disse ao sentar ao meu lado com seu copo de vodca pura na mão e como eu de terno indicando que veio direto da GM.
— Não vem com graça Tommy. Como está o movimento lá em baixo?_ Fui direto ao perguntar.
— Enchendo cada vez mais. Só que não é isso que vim falar com você. _ disse de forma totalmente descontraída enquanto olhava a foto sobre a estante , um retrato antigo de eu , Thea e ele quando mais novos e sujos de lama na mansão. Minha mãe não nos pois de castigo, somente tirou várias fotos nossas nesse dia. Para relembrarmos a vergonha, ela nos disse.
— Então o que quer?_Falei esperando que a nostalgia de seu olhar passasse.
— Palmer. Ray, está lá bebendo além da conta no bar_ Disparou e quando percebeu que não deu um motivo continuou. — Ele diz que chamou uma gata para sair e ela prontamente o rejeitou e agora está na fossa.
— Isso vai passar, ele sobrevive a isso._ Falei , Ray não era um homem de se afogar em bebida ainda mais por mulher. Mas não duraria muito. Com certeza não. — Tommy, quem é essa ? A mulher?
— Advogada da Smoak. Ele entrou na calcinha da inimiga, por que esse cara não pode ser como nós? Mesmo que sejamos os mais cretinos não dormimos com a concorrência._ Confessou entre risos.
— Me explique o motivo dele estar bebendo se já transou com ela?_ Quis tirar minha dúvida.
— Você sabe como Ray é, ele é um romântico incorrigível e parece que ela rejeitou seu pedido de contato pós sexo, de forma que Ray se sentiu usado, vai lá embaixo e põe na cabeça dele que dor de cotovelo passar, não consigo me concentrar nas gatinhas enquanto o Palmer chora como uma criança._Só Tommy mesmo para pensar no bem próprio em uma situação dessas.
Descemos, Thomas estava certo, Ray estava lastimável, triste de se ver. Debruçado sob uma das mesas com garrafas de uísque espalhadas sob ela e com o rosto vermelho deixando claro que havia chorado. Vergonhoso.
— Ray, cara não fica assim, nenhuma mulher merece que fique assim por ela, se a advogada do diabo te dispensou, ruim para ela, tem outras te desejando._ Falei assim que sentei ao seu lado.
— Viu Ray? Ollie te disse o mesmo que eu, não fica assim, aproveita que está aqui, paquera, beija na boca e dorme com quantas quiser, a advogadazinha vai se arrepender de ter te dado um pé na bunda._ Tommy disparou.
— Eu não quero dormir com outra, quero dormir com ela, aquela maldita me perseguiu, disse que eu era o que ela precisava, foi uma deusa, transamos e no dia seguinte foi embora me deixando um bilhete dizendo que adorou a noite mas que não se repetiria, liguei para seu celular e ela não atendeu, somente deixou uma mensagem me informando para não procurá-la que o interesse dela por mim tinha passado._ E Ray voltou a chorar de forma patética. — Ela é uma maldita, eu odeio ela.
— Cara, isso que ela fez foi duro. _ Tommy murmurou para que só eu escutasse.
— Ray pare de chorar agora e de beber também._ Acenei para que um dos funcionários da Verdant viesse retirar a bebida, mesmo sob os protestos de Ray em minutos a mesa estava vazia, o puxei pela mão e o guiei até a saída. Pedi a Thommy para que pegasse o carro de Ray e levasse para o prédio dele, fui de encontro ao meu carro e o joguei lá dentro. — Se vomitar no meu conversível, juro por Deus Ray, que te mato._Ele assentiu e assim que girei a chave o Palmer já estava dormindo.
Quarenta minutos depois, estacionei em sua garagem, Tommy já tinha chegado pois vi o carro de Ray parado em sua vaga habitual.
Coloquei-o entre os braços, amanhã com certeza Ray teria que me agradecer por isso, cuidar de um amigo bêbado de coração partido não é o que faço toda sexta e nem o que estava planejado para hoje.
— Cara ele dormiu? Vamos logo para ele não vomitar em sua roupa._ Com isso Thommy pegou a chave do apartamento no bolso da calça de Ray e subimos pelas escadas, o segundo andar nunca me pareceu tão longe, em uma velocidade extraordinária ao passarmos pela porta, pus o dorminhoco na cama e sai sem fazer barulho.
— Tommy vamos?_ Chamei ao notar que o idiota não havia permanecido ao meu lado.
— Ollie, eu deixei um bilhete para Ray e um comprimido ali na bancada da cozinha, amanhã quando ele acordar vai precisar. Pelo menos tem bons amigos como nós._ E saímos, entramos no meu carro e partimos de volta ao Verdant. — Cara, já falou com o Roy?_ Quis saber?
— Não, mas é isso que vamos fazer ao chegar lá. Estou preocupado.
Depois de uma viagem longa com Tommy cantarolando todas as músicas do que tocava no rádio do carro e de ter mexido em todos os botões que achou, adentramos pela porta dos fundos da boate e ficamos esperando que Roy aparecesse, não sairíamos até descobrir o paradeiro de Thea.
— Oi? Cunhados? Pensei que tivessem ido levar Ray e esticar a noite, não sabia que estavam aqui._ Roy entrou na pequena sala em que estávamos e sentou em uma das cadeiras. Olhando de mim para Tommy e sem piscar, vendo nossas expressões sérias, se pois se a falar. — O que querem?
— Onde está Thea?_ Perguntei.
— Em missão._ Respondeu diretamente.
— Ela te falou qual?_ Foi a vez de Tommy.
— Não. Não sei, só que era uma missão solo._ Quase acreditei em sua resposta de não fosse pelo sorriso nervoso que lançou ao proferir essas palavras.
— Está mentindo, vamos Roy, não quer deixar seus cunhados nervosos certo? Seus sogros já não apoiam essa casamento quer mesmo não ter nosso apoio? Nos fale a verdade._ Disparei deixando clara minha impaciência.
— Só porque estou preocupado, ela foi na missão de resgate das mulheres, ela não me disse mais, juro, mas me disse que vocês não aprovariam e para que eu mantivesse isso em segredo._ Falou nervosamente. Enquanto eu e Tommy nos encarávamos entendendo a gravidade da situação, ele nos deu algo, entretanto faltava algo.
— Roy, quem veio com Thea quando ela se despediu de você? Sabemos que ela nunca sai em missão antes de te encontrar, quem foi?_ Tommy perguntou.
— Diggle. Foi o Dig._ MENTIRA! Quis gritar, o nome dela ressoava na sala como um eco.
— Não minta._ Thomas disse vendo meu estado de nervosismo, não acreditando que ela fez isso. Não assim, escondendo algo tão importante. Estou me sentindo traído.
— Foi a Sara, ela veio com Thea e sabia da missão._ E lá estava no nome, de quem eu esperei que não tivesse se metido nisso, que não houvesse me traído, que trabalhou pelas minhas costas todo esse tempo, que me afastava e ignorava. Era ela que me daria as respostas finais que não obtive com nenhuma outra pessoa.
Sai rapidamente e sem responder aos chamados de Roy e Tommy entrei no carro, pisei no acelerador e segui pelas ruas com só um objetivo, encontra a canário branco e faze-la falar, por bem ou por mal.
Pov Thea
Hoje faz exatamente oito dias que me deixaram nessa cela imunda, dopada , sozinha recebendo refeições entregues por homens mascarados que me obrigavam a comer. Olhei em volta da minha nova casa, um cubículo com apenas uma porta e uma janela com grade e assim eu conseguia ver o sol, me deitei na cama que tinha ali, o único móvel que preenchia o local.
Daqui a pouco eu seria trocada de local, foi o que me disserem nessa manhã quando permitiram que eu finalmente tomasse um banho e colocasse o mesmo vestido que eu usava quando Chase me encontrou. Adrian Chase, mal tinha acabado de saber sobre ele e agora estou em suas mãos, eu poderia nesse exato momento, apertar o feixe da correntinha que Sara me deu e esperar ser encontrada por ela e suas irmãs, mas tudo agora estava mais confuso que antes, como o assassino dos pais de Sara é o mandante de um bordel de prostituição de mulheres? Qual a finalidade? Estranho demais. então não posso me dar por vencida e pedir ajuda, eu seria o suficiente por agora e descobriria tudo. Não o tinha visto mais e nem queria, mas meu sexto sentido me dizia que ele logo viria até mim, talvez isso fosse um teste para saber quanto eu duraria ou uma forma de fazer acostumar com a nova vida que me espera. Minha única sorte é que meus carcereiros me chamavam de Alex, senhorita Alex, então não sabiam meu nome, tinham ordens para não me tocar o que era bom, não estou com a mínima vontade de estragar o disfarce, não posso morrer, tenho que voltar para casa.
Exasperei. Casa. Com esse tempo que sumi meus irmãos já obrigaram Roy a falar, Ollie deve estar querendo trucidar Sara e Tommy apenas ressentido por ser o último a saber, eles brigariam e meus irmãos procurariam por mim como loucos, eles simplesmente são assim, protetores e impulsivos. Sara eu sei que acredita em mim, mas não vai a impedir de se preocupar quando meus irmãos não me acharem, ela vai tomar as dores deles. Eles três podem ser totalmente diferentes, mas me amam na mesma medida.
E tem Roy, suspirei. Ele estaria como sempre fazendo tudo o que eu pedi sem perder o controle e mesmo com saudade não me procuraria loucamente, pois sabe meu trabalho e como me disse na última vez que nos vimos : '' Thea, eu acredito em você e em seu potencial, mas no final, volte para mim, para o nosso lar, te amo amor." , deixei uma lágrima rolar e limpei em seguida, não poderia estar com o rosto marcado de choro quando me buscassem. De todos eu sentia muita saudade do meu marido, ah, como é bom proferir essas palavras, meu marido. Quando vim a missão deixei a aliança em casa, guardada junto a nossa foto de recém-casados que tiramos em uma capela em Vegas. Nossa maior loucura diria Tommy, entretanto uma loucura de amor. O amo tanto que dói essa distancia, o quero tanto que machuca não poder tê-lo comigo e sinto tão sua falta que eu poderia desistir de tudo por ele, eu poderia não ter aceito a missão e ter continuado no ''castigo'' que meus pais me impuseram, poderia ter escutado Ollie e Tommy quando falaram que não me queriam nessa missão. Mas não dei ouvidos, sou teimosa, uma Queen, sou difícil de lidar, uma Merlyn.
Escutei batidas na porta e um homem mascarado adentrou segurando uma seringa. Me levantei e fui de encontro a parede.
— Calma senhorita Alex, isso é só para que durma durante a viagem, prometo que não lhe fará nenhum mal. _ Disse meu carcereiro, reconheci aquela voz, era ele quem me servia todas as refeições e mantinha os outros longe de mim, como um protetor.
— Como sei que não vai me machucar quando em tiver desacordada? Como poderei acreditar se está me deixando presa aqui?_ Disparei de forma desesperada, não era atuação, eu já tinha esgotada minha cota de ficar inconsciente.
Vi o carcereiro lançar um olhar para trás de si e em seguida se aproximou mais colocando-se tão próximo que qualquer coisa que me dissesse só eu iria ouvir.
— Me chamo Rene, sou agente infiltrado como você Speedy, estou aqui a meses e a comando da Canário Branco estou de olho em você, ela ainda não sabe que Chase está aqui, nem eu sabia até ele te trazer e recebi por meio de uma mensagem criptografada uma mensagem dela para que eu cuide de você. Não estrague meu disfarce não poderei te salvar e agora ficará a própria sorte, mas precisa deixar que eu injete isso no seu braço antes que outro venha e o faça a força, por favor, confie em mim._ O olhei assustada, eu não estava sozinha todo esse tempo como pensei? Ele sabia meu codinome então sabe quem sou. Está a comando de Sara, ela não me deixou desprotegida, ninguém sabia de Chase, isso é ruim. Fiz sinal para que ele fizesse seu serviço, estiquei o braço e grunhi ao sentir a agulha rasgar minha pele. Quando terminou , Rene me colocou entre os braços e me sem mais palavras me carregou para um local claro, não pude ver onde estava pois fui levada para a inconsciência.
Não sei quanto tempo tempo demorei a acordar, mas não estava mais deitada nos braços de Rene e sim deitada no branco de trás de um carro e com a cabeça recostada no colo de alguém, abri meus olhos lentamente e deduzi que era uma limousine, a janela entre o motorista e a parte que eu me encontrava estava fechada e todo o espaço ao meu redor não tinha nenhuma outra pessoa, além dessa que estava com as pernas embaixo de mim.
Inclinei meu corpo e o virei para olhar meu acompanhante e não me assustei ao ver que era Chase , que me olhava de cima a baixo sem piscar e indicou que eu sentasse ao seu lado.
— Olá Alex, fico feliz que acordou, pensei que não veria seus lindos olhos até que estivéssemos perto do nosso local de destino._ Passou a mão em meu rosto. Pensei em me afastar porém sua mão foi de encontro ao meu ombro me segurando firme, mantendo-me parada. — Não fuja, eu vou cuidar de você, prometo, não deixei nenhum daqueles crápulas do antigo esconderijo te machucarem deixei?_ Fique em silêncio. — Responda a pergunta Alex, eu deixei?_ Apertou meu braço mais forte, com certeza teria uma marca arroxeada ali depois.
— Não deixou, ninguém me machucou._ Disse lentamente. E ele sorriu satisfeito.
— Sei que tem perguntas de como o que quero com você ou o fato de eu estar aqui ao seu lado. Posso adiantar que nunca apreciei nenhuma outra como a você, eu quero-a para mim, por isso não te levarei para onde as outras ficam, enquanto eu a quiser ficará comigo , entende Alex? Serei seu protetor._ Soltou me ombro e aproximou seus lábios dos meus, sem encosta-los . Me arrepiei, meu coração batia acelerado e não consegui controlar as lágrimas que escorriam em meu rosto, meu medo era maior que tudo, eu não iria para a boate? Ficaria com ele? O quão louco esse cara pode ser. — Ei Não chore amor, você é meu novo brinquedinho e prometo cuidar de cada parte de você, bonequinha._ Quis cuspir na cara desse monstro e o chamar de asqueroso, quis dar um tiro na mão dele que deslizava do meu rosto até o vale entre meus seios, quis quebrar os dedos dele que os apalparam por dentro do sutiã e quis socar aquele sorriso medonho que ele dava ao sentir prazer com o ato. Mas não fiz nada disso e nem o afastei, em meio as lágrimas, sorri. E o abracei.
— Tudo bem senhor Chase, não tenho medo, sei que o senhor cuidará de mim._ Tentei dizer de forma calma ao seu ouvido e ele retribuiu o abraço, se ele me quer perto dele, terá, eu consigo, Roy acredita em meu potencial, eu descobrirei o que esse monstro quer e saberei todos os planos dele.
Eu posso sofrer em cada minutos dessa missão, nunca pensei que sera fácil. Mas obterei informações e se eu conseguir saber seus próximos passos, fugirei e com isso desmontaremos todos os esquemas dele e Sara e suas irmãs iram ter sua vingança. Dentei em seu colo e deixei e acariciasse me ombro, me agarrei a esperança de que Roy estaria me esperando no final disso tudo, ele esperaria por mim.
Pov Oliver
Sara não atendia todas as ligações que fiz ao celular, fui ao único lugar que sabia que ela estaria independente da hora, a sala de treinamento da base. Como um louco esmurrei a porta do local e arranquei a gravata jogando a no chão e tirei os sapatos, ela estava no tatame lutando contra uma agente, indiquei que a mesma saísse, tirei a gravata, o terno e a camisa permanecendo apenas de calça social.
Encarei Sara com toda a raiva que tinha e ela vendo meu próximo movimento em atacá-la. Não se afastou.
— Você descobriu. _ Foi apenas o me disse enquanto desviava de meus socos desajeitados e meu olhar de total ódio. Tentei chutar e ela apenas esquivou, sem contra atacar. — Me deixe explicar Ollie, eu já esperava ter essa conversa com contigo. Me deixa explicar. _ Disse e veio para cima de mim, me dando umas rasteira e em seguida me imobilizando permanecendo sentada sentada sobre meu abdômen e olhando em meus olhos. — Me deixa falar_ Pediu.
— FALAR O QUE?_ Gritei e continuei_ QUE ME FEZ DE PALHAÇO? QUE SABIA QUE MINHA IRMÃ ESTAVA INDO PARA UMA PORCARIA DE MISSÃO QUE A COLOCARIA EM PERIGO E VOCÊ, LOGO VOCÊ, SARA LANCE, QUE GANHOU MINHA CONFIANÇA EM UM SEGUNDO CONSEGUIU DESTRUÍ LA NO MESMO TEMPO. NÃO A NADA ! NADA! QUE ME FALE QUE POSSA SER VERDADEIRO._ Tentei me soltar e não consegui.
— Por favor me escuta, eu já ia te falar, por favor isso é só o começo da história, eu...
— VOCÊ? ISSO NÃO SE TRATA DE VOCÊ, MINHA IRMÃ ESTÁ 8 DIAS, 8 DIAS SUMIDA E NINGUÉM FEZ A MENÇÃO DE ME FALAR, VOCÊ?! COMO MINHA AMIGA TINHA QUE TER ME FALADO. SABE QUE EU NÃO PERMITIRA, COM ISSO POSSO VER QUE NÃO TE CONHEÇO E NUNCA DEVERIA TER CONFIADO EM SUA PALAVRA OU TER DEIXADO ENTRAR E EM MINHA FAMÍLIA! EU ME ARREPENDO DE TER TE CONHECIDO E SE ACONTECER ALGO COM THEA TE CULPAREI PARA SEMPRE._ Eu fui tomado por um raiva maior e não conseguia me frear os sentimentos se misturando, a preocupação com Thea, a traição de Sara, meu pai e Malcon tendo mandado sua única filha em uma missão tão arriscada, Dig não ter me falado... todos deixaram que eu fosse o último a saber. Com um impulso, joguei Sara o lado e sem mais, sai do tatame, não queria escutar nada vindo dela. Eu tinha que encontrar minha irmã e protege-la do perigo. E é isso que faria.
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