Notas iniciais
Oi galerinha!!!
Então, estou postando hoje porque a partir de amanhã eu vou estar super ocupada e não vou ter tempo, pra não atrasar resolvi adiantar pra hoje ok?
Sem mais delongas...
Enjoy!

As coisas haviam mudado drasticamente entre nós.


Duas semanas depois da nossa última conversa as coisas pareceram entrar nos eixos. Eu havia descoberto um novo Shiroyama Yuu. Um homem que gostava de carinhos sutis e constantes, gentil na maior parte do tempo, mas com uma língua afiada quando se tratava de defender suas próprias ideias; um homem indeciso com relação à relacionamentos, porém obstinado e decidido quando queria correr atrás dos seus sonhos.


Ainda brigávamos muito e discutíamos por besteira, o que pra nós era normal, devido à personalidade forte de ambos. Mas agora — ao invés de choros, socos e lamúrios — nossa brigas sempre terminavam em amassos quentes e novas marcas, essas menos visíveis que as anteriores.


Nós não havíamos transado, apesar dos toques terem evoluído bastante, mas Aoi andava fazendo longas pesquisas sobre BDSM e tentava adaptar as regras ao nosso relacionamento. Esse assunto na verdade gerara outra discussão: Yuu se recusava terminantemente a aceitar os termos de submissão, alegando que era algo humilhante e que seu orgulho não permitia que ele assumisse tal posição. Não adiantou de nada eu dizer que ele seria meu submisso apenas durante o ato sexual. O loiro teimoso bateu o pé e insistiu na resposta negativa. No fim decidimos que algemas, chicotes, cordas e todos os acessórios desse tipo estavam liberados, mas não haveria dominate e submisso. Nós revezaríamos as posições, de acordo com a vontade e necessidade de cada um.


- Uruha?


- Hm? — respondi, aéreo.


Ruki sentou-se ao meu lado.


- Está com a cabeça aonde?


- Na PSC — sorri de lado, sabendo que ele entenderia a mensagem.


Estávamos no salão de cabeleireiro, mudando nossos visuais para o novo álbum, e ali tínhamos que conversar sobre assuntos pessoais com cautela, usando mensagens subliminares.


Meu amigo sorriu, malicioso.


- Será que os rapazes vão gostar do nosso novo look? — se olhou no espelho, ajeitando alguns fios que estavam fora do lugar.


Kami-sama! Ruki às vezes era tão gay que me deixava zonzo, nem parecia que tinha um pinto entre as pernas e comia o Reita quando bem entendesse.


- Eu espero que sim — respondi, rolando os olhos.


Fomos liberados pouco tempo depois. Meus cabelos ainda estavam longos, mas agora eram pretos. Os de Ruki tinham mudado para um tom de acaju-acobreado, o que lhe agradava muito.*


- Pode falar a verdade, Uru: eu estou muito sexy né?


Dei de ombros.


- Pergunte isso ao Reita, Ru-chan. Você não faz meu tipo. Agora eu prefiro os loiros.


O chibi fez um bico enorme.


- Vou perguntar ao seu namorado quando chegarmos à gravadora.


- Ele não é meu namorado — retruquei.


- Pois deveria ser! O desafio consiste em conquistá-lo, não apenas levá-lo pra cama.


Estalei a língua, impaciente.


- Pretendo conseguir levá-lo pra cama primeiro.


- Acha que vai demorar muito?


- Não sei... O Yuu é meio bipolar, você sabe. Numa hora ele parece um animal faminto, na outra está acuado como um gato ferido... É complicado.


Ruki riu sonoramente.


- Por isso mesmo você deveria pedi-lo em namoro. O Aoi faz o tipo donzela: primeiro você tem que oferecer compromisso, só depois vai poder ganhar a recompensa.


Dei um leve tapa em sua nuca.


- Idiota.


Mas eu sabia que ele estava certo.



U&A



- Caramba! Vocês demoraram! — reclamou Kai, nervoso.


Eu não o condenava. Nossas vidas tinham se tornado uma correria total, mas ele era o mais afetado. Além da típica cobrança do nosso empresário e dos produtores, também havia uma gama de assuntos burocráticos a serem resolvidos, todos caindo em cima do nosso querido líder. E pra piorar a situação ele mal tinha tempo de falar com Nao.


- A culpa foi das cabeleireiras, não nossa — declarou o chibi, selando os lábios de Reita.


- Ok, ok. Vamos ensaiar... Cadê o Aoi? — perguntou com as mãos na cintura.


- Foi no banheiro — informou Akira.


- Uruha, vá procurar seu namorado — ordenou.


Que merda! Por que todo mundo resolvera cismar que eu e Aoi estávamos namorando?


- Ele não é...


- VAI LOGO, PORRA!


Ergui as mãos em sinal de rendição e saí da sala o mais rápido possível.


Me dirigi ao banheiro que havia ali no corredor, rezando intimamente pra que o loiro estivesse lá dentro. Eu não estava nem um pouco a fim de encarar a ira suprema so Sr° covinhas.


Abri a porta e encontrei Aoi de frente pro espelho, retocando o lápis no olho.


Sorri de lado e girei a chave na fechadura suavemente, afinal, nós também precisávamos de um pouco de diversão.


Encostei-me numa das pilastras e desci o olhar para sua bunda, uma das partes do seu corpo que eu mais gostava.


Passei pra outra pilastra, mais à frente, a fim de que ele pudesse me ver.


Seus olhos arregalaram-se.


- Kou? Você está... — virou-se de frente pra mim — moreno!


- Hai. Gostou?


Yuu lambeu os lábios, mordendo o inferior em seguida.


- Muito! Você está lindo.


Me aproximei lentamente, prendendo-o entre o mármore e meu corpo.


- E eu não ganho nem um beijo como recompensa?


Ele sorriu sensualmente, puxando-me para mais perto.


- Todos que você quiser.


Colei meus lábios aos seus, começando um beijo calmo, explorando sua boca minuciosamente. Eu não queria toques mais intensos — apesar do meu corpo implorar por isso -, só queria curti-lo um pouco.


Mas Aoi não parecia concordar com a minha ideia.


Uma das suas mãos enroscou-se em minha nuca, aprofundando ainda mais o ósculo. A outra desceu para minhas nádegas, apertando com força.


E mais uma vez ele estava faminto, totalmente entregue às sensações.


Afastei-o com delicadeza, mas sem desprendê-lo do cerco que eu havia criado.


- Yuu, o Kai está nos esperando pra ensaiar.


Meu loiro sentou-se sobre a bancada e agarrou-se ao meu pescoço, enlaçando as pernas em torno da minha cintura.


- Só mais cinco minutinhos — murmurou, roçando o nariz em minha pele sensível.


Kami! Aquilo era golpe baixo!


- Não dá, meu anjo.


- Por favor? — mordeu o lóbulo da minha orelha.


Meu auto-controle tomou um avião pra Marte e decidiu ficar por lá mesmo, impedindo-me de pensar com clareza.


- Bom, já que nós vamos ser mortos mesmo... Cinco minutinhos a mais não vão fazer diferença né?


Aoi assentiu entusiasticamente, se dedicando a beijar meu pescoço.


Suspirei de satisfação e deixei que meus dedos se embrenhassem sob a sua camiseta, tocando a cútis quente com meus dedos gelados, sentindo-o se arrepiar.


Mordidas suaves foram sendo depositadas sobre a linha de saliva que sua língua já delineara, fazendo meu baixo-ventre fisgar.


Puxei seus cabelos de leve, pedindo por uma atenção que logo me foi concedida.


Acariciei seu rosto lentamente, observando-o deitar a face em minha palma para desfrutar melhor da carícia, um sorriso discreto em seus lábios.


- Você é lindo — sussurrei em seu ouvido.


Os olhos ônix adquiriram um brilho magnífico, mas cerraram-se segundos depois ao encontrar meus lábios sedentos, que mais uma vez requisitavam os seus.


Continuei a desnudar a pele sob a blusa até encontrar um de seus mamilos, prendendo-o entre os dedos e executando movimentos circulares logo depois, eriçando-os.


Yuu gemeu entre o beijo e apertou ainda mais minha cintura, não deixando nenhum vão entre nossos corpos.


- Você é um perigo, Uruha!


Beijei seu rosto carinhosamente.


- Sou mesmo! E você adora — afirmei.


- Convencido — murmurou, acariciando meu abdomên.


- Claro que não! Eu apenas sei das minhas possibilidades.


Ele riu, soltando as pernas e se afastando.


- Vamos logo, antes que Kai resolva vir nos buscar.


- Ok.


Quando voltamos à sala nosso líder batia as baquetas impacientemente sobre a perna.


- Por que demoraram tanto? Por acaso vocês estavam se agarrando por aí? — questionou, irritado.


Aoi rolou os olhos.


- Você está parecendo uma velha puritana falando dessa maneira. E não. Nós não estávamos nos "agarrando por aí". Uruha apenas demorou a me encontrar.


Oh! Ele está aprendendo a mentir muito bem. Pelo visto a convivência comigo já começa a apresentar resultados.


Eu vinha notando as sutis mudanças que estavam ocorrendo em seu comportamento. Yuu já não parecia tão acanhado perto dos outros rapazes, e seus pedidos de desculpa sem necessidade vinham diminuindo drasticamente.


Kai cruzou os braços e ergueu as sobrancelhas.


- Ok. Vou fingir que eu acredito. Todos em seus lugares.


Peguei minha guitarra e me posicionei, piscando pra Aoi assim que nossos olhares se encontraram.


Fui recompensado com um soriso sincero.



U&A



O ensaio terminou mais cedo, já que Kai tinha de tratar de assuntos burocráticos.


Eu, Aoi, Reita e Ruki permanecemos por ali mesmo, nos espalhando pelos sofás.


- Precisamos falar com Nao urgentemente — comentou o chibi.


- Concordo plenamente — assinalei.


- Vocês acham que todo esse stress é só falta de sexo? — perguntou Reita.


- Não. Se fosse assim eu e Uruha também estaríamos estressados — disse Aoi.


- Mas vocês não carregam a mesma responsabilidade que ele — argumentou o da faixa.


- Por isso mesmo nós precisamos conversar com o Naoyuki! Sexo é o melhor remédio pra qualquer tipo de stress — disse Ruki.


Yuu estava sentado em uma poltrona afastada, fumando. Mantinha os olhos fechados e os pés se movendo suavemente, quase como se acompanhasse uma melodia.


- Ei, meu loiro — chamei, manhoso.


Os olhos se abriram, fixando-se nos meus.


- Hm?


Estendi a mão em sua direção.


- Vem pra cá.


Ele sorriu, meneando a cabeça.


- Nem pensar! Você vai ficar me agarrando e eu vou morrer de vergonha... Não quero.


Ruki sorriu.


- Pelo visto você ainda não conseguiu domá-lo, Kou.


Suspirei pesadamente.


- Eu ainda tenho esperanças.


- Não deveria. Recuso-me terminantemente a ser "domado" por alguém como você — frisou a última palavra.


Ergui a sobrancelha e cruzei as pernas, me preparando intimamente pra mais uma discussão que viria.


- Está querendo insinuar alguma coisa, Aoi?


- Não. Só estou dizendo que você fala demais e faz de menos — deu de ombros.


Reita assoviou baixinho.


Respirei fundo, tentando controlar a raiva.


- Até onde eu sei, quem fica fazendo charme aqui é você. Sempre dizendo que não está preparado, evitando dar um passo adiante na relação. Eu assumo as duas posições numa boa, Aoi. Já você não assume nenhuma.


Um sorriso debochado surgiu em seus lábios.


- Você fala de relação com se nós tivéssemos alguma.


- Nós estamos juntos, cacete! O que mais você quer?!


Vi o brilho de lágrimas em seus olhos.


- Eu só queria que você tivesse o mínimo de dignidade e admitisse que todo esse joguinho de conquista serve apenas pra conseguir uma boa foda.


Minha boca se abriu em um perfeito "O" de indignação. Então ele não sentia medo da dor física, mas sim da dor emocional que eu poderia vir a causar... Merda! Yuu já havia sofrido demais por amor, e eu sabia muito bem disso.


Me ajoelhei à sua frente, tocando seu rosto com carinho.


As lágrimas agora escorriam livremente, mesmo que ele limpasse os olhos constantemente, borrando toda a maquiagem.


- Ei! Você acha mesmo que eu só estou contigo por causa de sexo?


Não obtive resposta.


- Yuu, responde! — eu estava agoniado.


- Acho — sussurrou.


Abracei-o com força, sentindo sua respiração contra minha pele.


- De onde você tirou essa ideia?


- Suas atitudes. Parece que tudo se resume a sexo pra você.


Afastei-me lentamente, olhando em seus olhos.


- Deixe-me ver se eu entendi: seu medo é que depois que eu conseguir te levar pra cama tudo acabe entre nós, é isso?


- Essa é a impressão que você me passa todos os dias, Uruha. Tudo se resume a um grande desafio, não é?


Engoli em seco. Eu estava fazendo tudo errado.


Selei seus lábios com carinho.


- Não, meu anjo. Tudo aconteceu rápido demais entre nós, e eu sou o tipo de cara que não sabe lidar com os próprios sentimentos. Me desculpe se eu te passei uma impressão tão fútil, mas meu corpo está ardendo de desejo pelo seu! Fica difícil controlar meus atos quando você aparece com uma blusa fina ou uma calça mais justa. Agora, por favor, não pense que tudo se resume a uma bela noite de sexo. Nesses últimos dias eu conheci um cara completamente diferente do que eu estava acostumado a ver, e isso me agrada muito. Lamento se eu não me expressei corretamente da primeira vez, não pretendo cometer o mesmo erro novamente — beijei seu rosto, sentindo o gosto de lágrimas. — Eu quero você por inteiro, Yuu. Corpo, alma e coração.


O loiro corou, mordendo o lábio inferior.


Não resisti a erguer seu rosto e beijar sua boca com vontade, meu coração disparando no mesmo instante.


Quando nos separamos — ambos ofegantes — entrelaçei nossos dedos, um calor gostoso aquecendo meu peito.


E naquele momento eu percebi o quão certo e natural parecia tal gesto.


Encostei nossas testas, apreciando os ônix intensos, meu coração descompassando mais uma vez.


Levei uma das suas mãos até meu peito, vendo um meio sorriso adornar seus lábios fartos.


E eu soube que aquela era a hora certa para expressar meus desejos.


- Yuu, você quer namorar comigo?

Notas finais
Vocês viram que capítulo fofinho? Vou dar um tempo das brigas por enquanto. Aproveitem os capítulos cute cute, só digo isso.
Reviews e chocolate me fazem feliz *-*
Até segunda amores =*