Notas iniciais
Obrigado pelos reviews fodásticos!!!!!!!
Sem mais delongas...
Enjoy.

Não foi legal o que ele fez.


Uruha era um covarde filho da puta, exatamente como tinha dito naquela maldita mensagem.


Eu havia acordado sozinho, sem nenhum sinal do loiro que prometera passar a noite comigo. No criado-mudo apenas um bilhete escroto com a simples frase "Eu não pude ficar. Desculpe". E depois aquele SMS ridículo no meu celular.


Ele estava fugindo. Eu tinha plena certeza disso. Nós precisávamos conversar sobre o episódio da noite anterior, mas meu companheiro não parecia ter maturidade o suficiente para isso...


Companheiro. Era difícil pensar em nós dessa forma, já que ainda nem havíamos iniciado um relacionamento direito. Eu só poderia definir nossa situação como mais que amigos e menos que namorados, o que nos levava a um patamar no mínimo... Estranho.


- Merda, Uruha — resmunguei.


A febre havia cedido e eu não estava sentindo nenhuma dor, não existiam motivos pra eu ficar ali, esperando que a solução caísse do céu. Kouyou com certeza não iria aparecer, então eu iria até ele.



U&A



Eu não estava preparado para aquela cena. Meu corpo estava paralisado, meus olhos arregalados e meus lábios entreabertos, sem emitir nenhum som.


Os olhos ainda estavam gravando as imagens, mandando as informações para o cérebro quando eu ouvi a voz chorosa do garoto que se contorcia sob o corpo de Kouyou.


E então tudo aconteceu rápido demais.


Uruha no chão, Jun saindo rapidamente — ainda chorando -, nossa discussão e seu corpo colado atrás do meu, sussurrando ao meu ouvido:


- Sabe o que é BDSM, Yuu?


E aquele seu tom de voz era novo. Perigoso e sensual; raivoso e excitante... Aquilo não iria dar certo.


- N — Não — gaguejei sem saber o motivo.


Suas mãos foram até minha cintura, tocando a pele por baixo da camiseta com devoção, arrancando um suspiro involuntário dos meus lábios.


- É uma sigla, meu anjo.


Puxei o ar com força, tentando controlar a respiração.


- E o que significa?


Sua língua tocou o lóbulo da minha orelha, sugando em seguida.


- Bondage, Dominação, Sadismo e Masoquismo.


- Quê?!


Senti minha pele arder quando suas unhas fincaram-se em minha carne, arranhando sem dó.


- Solta! Está doendo!


- É essa a intenção — rosnou em deboche.


- Uruha! — adverti.


Meus cabelos foram puxados com força, expondo meu pescoço à sua boca faminta. Ele mordia, sugava e lambia, sempre ignorando minhas ameaças.


Fui virado bruscamente, mas antes que meu cérebro absorvesse tal fato Kouyou já me exigia um beijo violento, sem me dar opção de resistência.


E eu não conseguiria resistir, mesmo se quisesse. Não quando eu tinha uma das suas pernas entre as minhas, massageando meu membro que já começara a despertar.


Sem quebrar o ósculo fui sendo conduzido para um destino incerto, mas do qual eu tinha uma vaga ideia.


Minha teoria apenas se confirmou quando eu senti o colchão macio sob meu corpo e o peso de Uruha sobre mim, se encaixando entre minhas pernas, prendendo meus pulsos na altura da cabeça.


Quando minha boca finalmente foi liberada seu olhar encontrou o meu.


- Confia em mim? — perguntou.


E naquele momento seus olhos eram duas chamas que ardiam em brasas. Eu nunca vira tamanha intensidade naquele olhar. Eu jamais tinha visto tanta exposição, tanta entrega... Tanto desejo. Pensar que era eu que o estava deixando naquele estado com certeza fazia muito bem ao meu ego.


- Confio — respondi baixinho.


Um selinho casto foi depositado em meus lábios e minutos depois eu tinha as mãos algemadas à cabeceira da cama.


Mas eu não me importei.


Porque eu sabia que nós não iríamos transar.


Pelo menos não naquele momento, apesar de estarmos ambos com ereções pulsantes dentro das calças.


Uruha pegou um canivete dentro do criado-mudo e retalhou minha camiseta, expondo-me aos seus olhos atentos.


Suspirei.


- Você vai ter que me pagar outra, eu gostava dessa.


Um tapa estalou com força na minha face.


- Você só fala quando eu mandar, entendeu? — sugou meu lábio inferior.


Assenti em silêncio.


Sua boca curvou-se em um meio sorriso antes dele passar a distribuir beijos por meu tórax.


- Sabe por que eu estava quase estuprando o Jun naquele maldito sofá, Aoi? — murmurou contra minha pele.


Me mantive calado.


Seus dentes cravaram-se em meu mamilo direito, quase arrancando-o, irritando a pele rapidamente.


- Responda! — ordenou.


- E — Eu não sei.


Nossas ereções se encontraram em um choque gostoso quando ele resolveu mover os quadris eroticamente.


- Então eu vou te responder, meu anjo. Eu queria que fosse você ali, Yuu. Era o seu corpo que eu imaginava estar tocando, não o dele.


Fechei os olhos, aproveitando a sensação deliciosa, gemendo baixinho. Meu corpo se moveu por instinto, prcurando por mais contato.


- Eu estou aqui, Kou.


- Percebi. E eu vou me aproveitar disso muito bem.


- Posso só te fazer um pedido?


Mais uma vez seus dentes castigaram meu mamilo, dessa vez o esquerdo.


- Pode.


- Pega leve comigo ok?


Uruha ergueu o rosto, fitando-me nos olhos.


- Eu não vou te estuprar, Aoi. Sei muito bem que você nunca esteve com um homem antes, jamais vou ultrapassar os limites do seu corpo, da sua mente... Só estou tentando nos proporcionar um pouco de prazer aqui.


- Eu estou com medo — confessei.


- Do quê? — perguntou selando meus lábios.


- De tudo! Eu não sei como agir, Kou.


Ele riu, encostando nossos narizes.


- Você fica tão lindo assim... Vulnerável. Me deixa aliviar um pouco de toda essa tensão ok? Depois nós conversamos direito.


Assenti.


- Tudo bem, Uru. Eu estou nas suas mãos.


Kouyou sorriu daquele seu jeito único... E me beijou. O desejo estava ali, no modo que sua língua sugava a minha e controlava o ósculo, mas não havia malícia. Era lento, sensual, profundo! Todos os meus sentidos estavam voltados para tal ato, mal me deixando pensar.


Suas mãos correram gentis por meu corpo, acariciando os locais machucados, me fazendo suspirar entre o beijo.


Ele colou sua testa à minha, liberando meus lábios.


- É assim que você prefere, Yuu? Mais suave?


Me movi sob seu corpo, afastando mais as pernas.


- Eu gosto desse seu novo jeito.


Uma mordida suave foi depositada em meu queixo.


- Vamos fazer assim então.


Suas mãos habilidosas desafivelaram meu cinto e tiraram o botão de sua casa, abaixando o zíper em seguida.


- Posso? — perguntou.


- Pode.


Ergui os quadris levemente para ajudar na retirada da peça tão incômoda, a boxer sendo levada no processo e minha ereção finalmente sendo liberta.


Suspirei de alívio e corei, envergonhado por estar tão exposto aos seus olhos.


Kouyou despiu sua regata rapidamente, sem nunca tirar os olhos do meu corpo, analisando cada parte da minha anatomia.


Logo ele estava encaixado entre minhas pernas de novo, arrancando um gemido indecente dos meus lábios.


Suas íris estavam mais escuras, demonstrando todo o desejo que ali havia, me fazendo estremecer... Mas com certeza não era de medo.


- Você é tão... Apetitoso — sussurrou contra meu ouvido, mordendo o lóbulo sensualmente. — E eu estou louco pra te comer.


Meus músculos retesaram automaticamente, o medo transparecendo nos meus olhos arregalados.


Uruha riu e beijou meus lábios repetidas vezes, acalmando-me.


- Hoje não, Yuu. Por enquanto eu só vou... Degustar — piscou.


Eu não conseguia falar. Minha garganta estava seca, e eu tinha plena certeza que se tentasse pronunciar qualquer palavra minha voz sairia trêmula.


Obeservei-o se levantar e tirar a calça de moletom, se livrando da boxer junto, assim como fizera comigo.


E eu não estava preparado para as reações do meu corpo.


Meu baixo-ventre pulsou violentamente e eu forcei as algemas no intuito de me libertar. Eu queria tocar sua pele, beijar seu pescoço, afundar as mãos em seus cabelos e, acima de tudo, marcar aquelas coxas perfeitas.


- Uru, me solta — pedi.


O loiro negou com a cabeça e colocou dois dedos na boca, chupando-os de forma lenta, como se provasse do doce mais delicioso do mundo. Em seguida deslizou os mesmos para o queixo, passando pelo pescoço, tórax e prendendo-se em um dos mamilos já eriçados, um gemido baixinho abandonando seus lábios.


Soltei o ar que eu nem notei ter prendido, respirando descompassadamente.


Sua mão direita deslizou pelo próprio corpo, alcançando o membro ereto, passando a manipulá-lo devagar.


- Ahhhhhh! — gemeu, jogando a cabeça pra trás.


Kami! Eu iria gozar se ele continuasse fazendo aquilo.


Kouyou se encostou ao guardarroupa, procurando por algum apoio.


- Gosta do que vê, Yuu-chan? — sua mão continuava a se mover sem pressa, o polegar circulando a glande já úmida.


Lambi os lábios, tentando raciocinar.


- Muito — respondi com a voz carregada de luxúria.


Ele sorriu, maldoso.


- Devo continuar então?


- Não! — protestei. — Eu quero você aqui, me tocando... Por favor — implorei.


Recebi outro de seus sorrisos maliciosos enquanto ele voltava a se aproximar, roçando nossos corpos apenas para me provocar.


- Você foi um menino muito mau, Aoi-kun. Eu deveria te castigar mais — disse ao fazer minhas pernas circularem sua cintura.


E eu praticamente gritei ao sentir o contato entre nossas ereções, uma onda de choque sendo enviada por todo o meu corpo.


Uruha se moveu, começando uma fricção deliciosa e enlouquecedora, suas mãos apertando minha cintura com força.


Ergui a cabeça, procurando por seus lábios, ansioso por sentir seu gosto.


Kouyou entendeu o que eu queria e cedeu, me deixando provar mais uma vez do seu beijo. As línguas enroscando-se uma na outra, batalhando por espaço, saliva sendo trocada entre o ósculo intenso... Eu estava enlouquecendo.


Movi os quadris de encontro ao seu, tornando a sensação ainda mais prazerosa, o pré-gozo ajudando a deixar tudo mais fácil.


Assim que apartamos o beijo meu pescoço foi atacado, uma das suas mãos se concentrando em meu mamilo, apertando o local com força.


E eu não sabia que podia gemer tanto.


Nossas peles estavam quentes, suadas, e os corpos moviam-se em um ritmo insano, como se aquela fosse a última oportunidade de estarmos juntos.


Ondas de choque percorriam meu corpo em intrevalos cada vez mais curtos, e Uruha parecia estar na mesma situação. Se continuássemos naquele ritmo o orgasmo não demoraria a chegar.


Foi então que ele parou com tudo, sorrindo-me sacana.


- Assim não.


Desenrosquei as pernas de sua cintura, dando-lhe espaço para se mexer.


Logo sua língua trabalhava em meu peito, não se demorando muito por ali, descendo para meu abdomên. O músculo molhado circulou meu umbigo e penetrou-o, fazendo-me arquear as costas com o prazer repentino.


O ato foi o suficiente pra que ele continuasse a tortura por longos minutos, quase me fazendo entrar em combustão.


Minha ereção implorava por alívio, me fazendo esquecer a vergonha.


- Uru, eu quero...


Antes que eu terminasse a frase um tapa foi estalado na parte posterior da minha coxa, obrigando-me a morder o lábio para reprimir um gemido de dor.


- Quieto — ordenou.


Obedeci, procurando me acalmar.


Seus lábios roçaram de leve na minha virilha, a expectativa do que viria a seguir me consumindo por inteiro.


Sua mão esquerda segurou a base do meu membro, enquanto a direita tocava o próprio falo.


- O que você quer, meu anjo?


Senti meu rosto ruborizar.


- Quero que você me faça gozar, Kou.


- E como você quer que eu faça isso?


Kami! Aquilo era pura tortura psicológica.


Respirei fundo, tentando não gaguejar.


- E — Eu quero que você me... chupe.


Uruha soriu, malicioso.


- Com todo o prazer.


No momento seguinte senti sua boca em minha glande, dando leves sugadas, a língua rodopiando pelo local.


Um gemido lânguido abandonou minhas cordas vocais.


- M — Mais... Eu preciso de mais, Kou.


O pedido funcionou, pois logo meu membro estava em sua boca. Gemi alto ao sentir toda a extensão do meu falo abrigada naquela cavidade quente e molhada, a glande tocando sua garganta.


Meus quadris passaram a se mover por instinto, procurando mais daquele contato tão delicioso. Os dentes roçando a pele sensível, a língua habilidosa prendendo-o no céu da boca, as sugadas fortes em minha glande e o constante movimento de vai-e-vem estavam me levando à outra dimensão.


Meu abdomên se contraía cada vez mais, anunciando o orgasmo próximo.


Passei a arremeter com mais força contra sua boca, literalmente fodendo-a. Mas Kouyou não reclamou, pelo contrário. Ele parecia cada vez mais faminto, sugando com mais força, se masturbando cada vez mais rápido, seus gemidos reverberando em minha ereção tão sensível.


E ao sentir seus lábios em minha glande mais uma vez, sugando com afinco, foi impossível segurar o orgasmo violento que me arrebatou. Meu corpo todo tremendo em espasmos curtos e meu sêmen sendo liberado em sua boca.


Uruha gozou segundos depois, deixando algumas gotas do meu prazer escaparem, mas engolindo todo o resto.


Fechei os olhos, aproveitando a sensação pós-orgasmo.


- Isso foi muito bom — murmurei.


Senti seu corpo pesar sobre o meu e logo minhas mãos estavam libertas, largadas sobre o colchão.


Nos beijamos calmamente, meus dedos finalmente se embrenhando entre os fios claros. Eu podia sentir meu gosto misturado à saliva, mas não era algo ruim, ao contrário do que eu pensei.


- Banho? — perguntou, escondendo o rosto em meu pescoço.


- Claro.


Kouyou me ajudou a levantar, segurando minha cintura com delicadeza.


Entramos no banheiro e ele ligou o chuveiro, regulando-o até achar uma temperatura agradável.


Eu estava mole em seus braços, atuando quase como uma marionete.


- Yuu, você está bem? — puxou-me para dentro do box.


- Hai. É só cansaço.


Gemi dolorido ao sentir a água quente tocar meus pulsos e cintura.


Kou pousou um beijo delicado em minha testa.


- Nós vamos cuidar desses machucados ok? Me desculpe. Eu exagerei um pouco.


- Tudo bem. Eu gostei — confessei.


- Sério?


- Hai. Mas nós vamos ter de procurar um meio termo entre esse tal de BDSM e o meu jeito de fazer sexo — corei só de pensar na possibilidade.


- E como é o seu jeito de fazer sexo, meu anjo? — mordiscou o lóbulo da minha orelha.


Encostei a cabeça em seu ombro, suspirando.


- Eu prefiro coisas mais carinhosas e sutis, entende? Não estou acostumado a usar violência em momentos íntimos.


- Mas tudo que eu fiz foi com a sua autorização, Aoi. E será assim em todas as ocasiões! Eu jamais vou desrespeitar a sua opinião, ou te obrigar a algo que você não queira. As regras do BDSM manda que tudo seja consensual.


Acariciei seu rosto.


- Eu sei. Não estou reclamando de nada. O problema é que tudo ainda é muito novo e confuso na minha cabeça... Preciso que você tenha paciência comigo.


Ele me abraçou com força, depositando vários beijos em meu rosto.


- Me desculpe por tudo, Yuu. Eu tenho sido um completo idiota com você nas últimas 24 horas. Estou pisando em ovos, sem saber como agir... Posso te confessar uma coisa?


- Claro.


- Esse é o primeiro relacionamento sério que eu tenho com um homem... Ando meio perdido.


Sorri, aliviado. A informação me passando um pouco mais de segurança.


Selei seus lábios carinhosamente.


- Nós vamos aprender juntos então. Vamos procurar o nosso tempo e o nosso jeito, sem seguir nenhuma regra específica, certo?


Seus olhos brilharam e um sorriso tranquilo formou-se em seus lábios.


- Eu topo.


Enrosquei a mão em seus cabelos e beijei-o lenta e profundamente, sua língua cedendo, deixando-me controlar o ósculo.


Não seria fácil, e eu sabia muito bem disso. Mas eu estava disposto a tentar pra valer, mesmo correndo o risco de não dar certo.


Com certeza haveriam mais brigas, mais discussões, porém, isso não me importava.


Minha decisão já estava tomada...


E eu não estava nem um pouco disposto a mudar de ideia.

Notas finais
Então... Talvez vocês fiquem felizes em saber que eu já terminei o Lemon. É. Mas ainda há algumas correções a serem feitas, Ma o importante é que eu terminei o esboço huhuahuahuahua.
Enfim, reviews e chocolate me fazem feliz *-*
Até segunda amores!!!!