Notas iniciais
Olá Minna, mas um capítulo para vocês, trazendo na capa nosso querido Itachi-kun. Como vocês leram no cap. anterior a fic é em narrador personagem. Como a fic é Naruhina ( Itakushi kkkkk), vou ficar alternando a narração entre a Hinata e a Kushina ( de vez em quando a Sakura) para ficar melhor o entendimento da fic ( os extras ficam para os meninos XD o/). Ja ne; Myloka

Meu corpo estava pesado, sentia um formigamento nas pernas, nos braços, queria abrir meus olhos mas não tinha forças.

Escuridão.

Estava inerte na escuridão que me consumia. Podia ouvir algumas vozes, alguns passos, não conseguia identificar de quem era, talvez de um homem e uma mulher. Não conseguia compreender o que diziam. Logo não ouvia mais as vozes, tudo se tornou um grande silêncio... por que... por que eu estava assim? Não me lembro...

Forcei minha mente para tentar me encontrar... o que havia acontecido? Lembrei que minha mãe estava comigo... o bolo que ela fez para mim... Lee-sensei gostou do bolo, muito... Lina-chan também adorava os doces da minha mãe... vestido... Lina-chan me deu um vestido de presente... presente... presente?... Flores... ITACHI-KUN!

O peso em meu corpo já não me importava mais. As lembranças vieram a tona em minha mente, fomos atacados, uma emboscada, por ninjas, talvez da Névoa, Itachi-kun me protegeu... eu ataquei o shinobi... meu golpe... meu golpe colidiu com o dele... e depois... depois, explodiu... me acertou... eu e o Itachi-kun.

Tentei controlar e digerir todas essas informações, abri meus olhos assustada respirando rápido e pesado, lutando para que o ar entrasse em meus pulmões, vi que estava deitada em uma cama, pude perceber que era em um dos quartos do hospital de konoha. Estava sem as minhas roupas, passei minha mão em meus cabelos, estavam soltos, vestia o pijama do hospital, estava cheia de curativos nos braços, havia uma pequena borracha presa em uma veia minha me passando soro, coloquei minha mão em meu rosto senti outro curativo em minha bochecha esquerda.... havíamos sido resgatados? Itachi-kun? Aonde ele estava?

Sentei já para levantar, me tranquilizei um pouco ao vê-lo deitado dormindo na cama ao lado, com o cobertor até a cintura, também vestia o pijama masculino do hospital, uma faixa de atadura em sua testa, também tinha alguns ferimentos no rosto e nos braços, percebi também que estava com o soro. Arranquei a borrachinha do meu, pinicou um pouco e fui até ele, cai sentada perdendo o equilíbrio assim que coloquei o pé no chão. Estava muito fraca ainda, não havia me recuperado completamente do veneno que com certeza haviam retirado de mim, se não, não estaria respirando agora.

– Você devia descansar — disse Itachi-kun que havia aberto os olhos.

Ele estava bem... meus olhos começaram a arder. Juntei todas as minhas forças e levantei cambaleante me jogando nele na cama o abraçando forte.

– Ai Kushina! — Nem liguei, só enterrei minha cabeça em seu peito.

– Itachi-kun! — um líquido quente desceu pelo meu rosto, minhas lágrimas — Graças a Deus está bem...

Senti sua mão em meus cabelos, levantei me apoiando em um braço para vê-lo. Itachi-kun colocou uma mecha atrás de minha orelha para me ver melhor.

– Tive... tive tanto medo... — disse brincando com negros cabelos dele.

– Achei que você não temesse a morte... — Itachi-kun limpou com o polegar as lágrimas em meu rosto.

– Quem disse que foi a minha vida que eu temi'dayo...

– Boboca... — me respondeu sorrindo.

– Lina-chan e Lee-sensei? — perguntei me afastando um pouco — Eles estão em outro quarto? Eles estão bem?

– Não sei acordei a pouco tempo — Itachi-kun era incrível, a quantidade de veneno que havia nele era muito maior que a minha e despertou primeiro que eu.

– Acho melhor eu procurar uma enfermeira para perguntar aonde eles estão.

Assim que disse isso a porta se abriu, uma moça loira com o cabelo trançado entrou, vestia a branca roupa do hospital, essa enfermeira, nunca a vi aqui antes, e olha eu vivia no hospital de Konoha por minha falta de juízo, será que era nova?

Por um instante ficou parada nos olhando com as bochechas vermelhas, só ai me dei conta da situação em que eu estava, o pijama do hospital era curto e deixava minhas pernas todas de fora e eu em cima do Itachi-kun! Meu rosto queimou, fiquei tão desconcertada que cai no chão, de novo, "ai meu bumbum."

– Que bom que acordaram — disse a moça ainda com o rosto vermelho. — Deixe me ver como estão.

Itachi-kun levantou sentando na cama. Ela foi até ele, verificou o seu soro e tirou a sua pressão depois ela ficou toda animadinha colocando o estetoscópio no tórax dele para ver seus batimentos. Haan! Baranga!

– Está normal... — a mocreia estava toda sorridente'dayo — E a senhorita por que se soltou do soro?

Só!? A mim a oxigenada não examina?... Deixa para lá.

– Enfermeira-san, poderia nos informar, por favor, em que quarto estão Akimichi Lina e Rock Lee-sensei? — perguntei ainda no chão. Nem sei por que utilizei o "san".

– Akimichi Lina?... Não há ninguém com esse nome, alías preciso saber os...

– Como assim não há ninguém com esse nome?! — levantei — Lina-chan e Lee-sensei não foram resgatados?! Precisamos avisar a Hokage-sama e fazer uma equipe de busca imediatamente'dayo! A quanto tempo estamos aqui?!

– Calma mocinha — a enfermeira colocou as duas mãos para cima como defesa — Somente vocês foram encontrados, vocês estão dormindo a quatro dias, primeiramente preciso saber seus nomes antes de vocês pedirem qualquer ajuda o que for para a Hokage-sama e...

Como assim saber nossos nomes? Eu e Itachi-kun eramos inconfundíveis.

– Uchiha Itachi — disse Itachi-kun sério, me pediu silêncio em seu olhar.

– Uchiha? Não brinque querido — disse ela — Preciso saber seus nomes...

Não deixei ela terminar dei as costas e abri a janela.

– Ei, espere! Você não pode sair — disse ela tentando me segurar, soltei fácil.

Eu iria ver a vovó Tsunde, como assim não os procuraram? Me preparei para pular, não me importei de estar com as roupas do hospital, saltei para árvore do patio, agora pude perceber que estava em um dos quartos do terceiro andar, saltei para o térreo do hospital, estava suando frio um pouco, meu corpo reclamando do meu esforço, Itachi-kun estava logo atrás de mim.

– Vamos até o prédio Hokage — disse ele, se alguma coisa tivesse acontecido com a Lina-chan jamais me perdoaria! — Kushina, não está achando isso estranho? Ela não ter me reconhecido?

Era verdade, Tio Sasuke era conhecido por todos, "todas", na vila, e as únicas diferenças entre ele e Itachi-kun era a idade e o corte de cabelo.

– Não sei Itachi-kun talvez ela po...

– Kushina? — Itachi-kun me interrompeu olhando para frente.

Segui a direção para encontrar o que via. O monte hokage... havia apenas... cinco rostos... como? Cade a face do meu pai? Ativei meu byakugan e examinei a rocha... ele não havia sido retirado... estava lisa... como... como se nunca tivesse sido moldada.

– Kushina, a biblioteca.

A biblioteca de Konoha era o maior prédio da vila, estava tanto os livros de conhecimentos comuns como os livros shinobis. O próprio Tio Sasuke havia doado alguns livros e pergaminhos do clã Uchiha para a biblioteca, podia ser vista de qualquer parte da cidade, ela... ela estava em lugar nenhum... Como um prédio daquele tamanho desapareceu?

– Mas o que... — antes que eu pudesse pensar em alguma coisa, uma fumaça surgiu atrás de mim com alguém.

Muito rápido, ele segurou meus dois braços para atrás do meu corpo fazendo com que eu ficasse de joelhos no chão, colocando uma kunai em meu pescoço.

Um ANBU?

– O que... que isso? — perguntei sem entender por que motivo estava fazendo isso.

Vi ele se sobre saltar um pouco quando viu meus olhos com o byakugan.

Itachi-kun estava na mesma situação, porém eram três para segura-lo.

– Iremos levá-los conosco, peço que não tentem resistir — Yamato-sensei? Essa era voz do Yamato-sensei, mas...

– Yamato-sensei... por que esta fazendo isso? Aconteceu alguma coisa? — senti sua mão que segurava as minhas afrouxar por um estante, mas logo me apertou novamente.

Itachi-kun conseguiu se soltar de um dos ANBU's o chutando no rosto, os outros dois tentaram atacá-lo, porém ele os fez desmaiarem com apenas um golpe em cada.

Yamato-sensei me soltou para juntar as mãos e fazer o selo do rato.

– Mokuton: Shichuurou no Jutsu – disse Yamato-sensei

Grandes toras de madeira envolveram Itachi-kun, ele apenas abriu os olhos, e pude vê-los vermelhos, com o sharingan.

Rápido, Itachi-kun atacou Yamato-sensei o acertando no pescoço. As toras de madeira se desfizeram e Yamato-sensei caiu desmaiado ao meu lado, desfiz meu byakugan, Itachi-kun também o seu sharingan, retirei a máscara de Yamato-sensei, era ele mesmo, porém seu rosto estava um pouco diferente, parecia mais novo...

– Vamos sair daqui antes que eles recuperem a consciência — Itachi-kun colocou sua mão em meu ombro retirando a faixa de atadura que estava em sua cabeça.

Por que nos atacaram? Por que algumas coisas haviam sumido? Será que ficamos desacordados por tanto tempo? Precisávamos falar com a vovó Tsunade, e descobrir o que estava acontecendo.

As poucos Yamato-sensei foi se tornado verde até se tornar completamente marrom, Moku Bunshin no Jutsu.

Mesmo com o byakugan não percebi que era um clone.

Da lage do hospital enormes toras surgiram de baixo de nossos pés, prendendo nos dois em uma gaiola, segurando nossos braços e pernas, formando uma espécie de coleira em nossos pescoços, e do mesmo jeito que elas vieram elas voltaram nos levando para baixo. Vi apenas um par de pernas antes que fossemos completamente engolidos.

E tudo ficou escuro.

– Itachi-kun? — perguntei nervosa.

– Foi Yamato-sensei, provavelmente estamos sendo transferidos para algum lugar.

– Por eles nos atacaram?

– Não sei Kushina, mas estou com um mal pressentimento.

Será que era um genjutsu? Só poderia ser isso, aquele ninja usuário de suiton, me prendeu em um genjutsu. Me concentrei e mordi meu lábio inferior.

– Kai!– nada aconteceu.

– Não é genjutsu Kushina — disse Itachi-kun.

Aos poucos parecíamos estar subindo, a nossa frente apareceu uma sala completamente escura, as toras de madeira nos soltaram, mas logo surgiram novas e nossos braços foram presos para trás do corpo os deixando separado, nos impossibilitando de fazer qualquer selo, a gaiola que nos prendia se desfez, pude ver um pouco melhor, essa era a sala de interrogatório, eu estive aqui a penas uma vez.

Das sombras surgiu uma pequena luz, nela veio o Ibiki-sama com seu longo casaco negro, e sua famosa cara de poucos amigos, sem dúvidas era a sala de interrogatório mas por que nos trouxeram para cá? Olhei para Itachi-kun estava com uma cara estranha. Não estava gostando nada disso'dayo...

– Vou ser bem claro e objetivo — disse Ibiki-sama lentamente com sua voz fria e arrastada — Quem são vocês?

De novo isso? Não, se não é um genjutsu só posso estar dentro de um pesadelo, ou eu morri e estou pagando meus pecados.

– Uchiha Itachi — disse mais uma vez sério sem desviar de Ibiki-sama.

Ele apenas continuou frio.

– Eu não estou de brincadeira, quem são vocês crianças? Como estavam com posse das bandanas de Konoha? E o que faziam nas proximidades da vila? Pretendiam se infiltrar se passando por shinobis?

Haaan? Infiltrar? Agora ele é que estava dizendo coisa com coisa!

– Estavamos em missão — disse — Fomos atacados, Lina-chan e Lee-sensei aonde eles estão? Eles estão bem?

Nada.

– Quer responder, por favor!!!

Não me respondeu, haaa droga... byakugan, vi que haviam mais três ninjas junto com ele na escuridão da sala, pelo o fluxo de chakra era o Yamato-sensei, um shinobi que não reconheci e a vovó Tsunade...

– Vovó! — gritei para a escuridão — Vovó, por que estão fazendo isso? Lina-chan e Lee-sensei não os encontraram? Foram levados por aqueles shinobis? Por que ainda não foram resgatá-los?

Não tive resposta.

– Vovó?...

– Como é capaz de usar o byakugan com estes olhos? — continou Ibiki-sama virando para o Itachi-kun — E você o sharingan?

– Como assim capaz? Eu nasci assim, esqueceu? — respondi fazendo bico.

– Vou perguntar pela última vez antes que me altere, quem são vocês? De que vila vieram? O que querem com Konoha? E como conseguiram esses Doujutsus. — ele segurou meu queixo apertando um pouco com o polegar a minha bochecha — Tenho outros meios de faze-los falar se for preciso...

– Olha, eu não seu que tipo de brincadeira é essa Ibiki-sama, mas eu não estou achando graça. — disse bastante irritada.

– Como sabe nossos nomes...

– E como é que eu não saberia!?

Ibiki-sama estava bem sério, meus olhos não encontraram nenhuma alteração em sua pulsação... estava... estava dizendo a verdade, não estava nos reconhecendo...

Itachi-kun disse que estava com um mal pressentimento...

– Uzumaki Kushina — respondi finalmente — Meu nome é Uzumaki Kushina, sou capaz de usar o byakugan, por que é o meu Kekkei genkai, herdei isso da minha mãe Uzumaki Hinata... uma Hyuuga.

– Uchiha Itachi — continou Itachi-kun — Filho de Uchiha Sasuke e Sakura.

Ibiki-sama ficou em silêncio. Se afastou de mim e chamou alguém das sombras, veio um senhor bem velhinho de olhos azuis. Esse senhor se aproximou de mim e colocou as mãos ao redor da minha cabeça. Uma dor aguda veio imediatamente e a minha vida inteira começou a passar diante dos meus olhos. Minhas vitórias, brigas, felicidades, tristezas... meus segredos, meus sentimentos... ele estava lendo tudo, até que veio as últimas lembranças da missão. O senhor tirou suas mãos de minha cabeça, a dor parou, porém estava me sentido um pouco enjoada, eu queria vomitar. Esse senhor, para ser capaz de fazer algo assim só poderia ser do clã Yamanaka, mas eu nunca vi esse senhor...

– Ou está com um jutsu de selamento de mente extremamente forte que eu não possa quebrar — disse o senhor do clã Yamanaka — O que eu duvido muito, ou essa menina disse a verdade.

A verdade? Era a verdade!

– Em que ano estamos? — perguntou Itachi-kun.

Olhei para ele incrédula o que ele ganharia perguntando o ano?

– Ano do dragão da primavera — respondeu a vovó Tsunade saindo das sombras.

Dragão da primavera? Não estamos no ano da serpente de fogo, o último dragão da primavera foi... foi... foi a vinte anos.

– Itachi-kun está insinuando que voltamos vinte anos? — disse — Isso é impos...

– Não, não é — respondeu ele sem desviar os olhos da vovó — Há registros no clã Uchiha sobre viajantes do tempo, ninjutsus de espaço e tempo, como a senhora também tem nos registros do clã Senju.

Mal pressentimento, ele desconfiou disso desde o primeiro instante, isso jamais possou pela minha cabeça, eu nem sabia que de alguma forma alguém fosse capaz de uma técnica como essa. E se for isso mesmo, como aconteceu conosco?

– Uma vez — continuou a vovó — Foi encontrada uma criança na cachoeira que hoje é o vale do fim, quando meu avô ainda era jovem, a criança falou sobre guerras e muitas coisas que aconteceriam anos depois, porém ela desapareceu, ele acreditava que ela tenha vindo de uma época futura.

Vovô Tsunade fez um sinal e Yamato-sensei veio para luz com uma caixa nas mãos uma pequena mesa de madeira surgiu de frente para a vovó Tsunade, e ele colocou a caixa sobre ela. Ela abriu e tirou dela as nossas roupas, nossas bandanas e o meu colar! Eu não havia percebido que estava sem ele!

– O que me deixou mais intrigada — continuou ela pegando o colar com as mãos — Foi encontrar isso com você e saber que é verdadeiro.

– Eu achei todos os fragmentos e Yamato-sensei concertou para mim, levei anos para conseguir, a senhora me deu ele.

Ficou em silêncio.

– Se isso é serio se não é um genjutsu. Não sei como viemos parar aqui, mas se voltamos ao passado... — Itachi-kun olhou para mim sabia exatamente o que eu estava pensando — Daqui a quatro anos a vila vai ser atacada pela Rocha, havia algo que eles queriam que até hoje não descobrimos, meu pai era o Hokage, Uzumaki Naruto, ele... faleceu com o ataque.

Se... se, se isso era verdade, se de alguma forma voltamos no tempo, meu pai ainda estava vivo! E eu nem sonhava em nascer, se estamos no passado eu tinha que evitar isso a qualquer custo.

Vovó Tsunade ainda ficou um tempo olhando para nós.

– Solte-os — disse.

Yamato-sensei fez os selos com as mãos e as toras de madeiras se desfizeram sumindo no chão.

As luzes da sala acenderam.

– Precisamos conversar, peço que esperem um pouco aqui, Shiru — disse ela olhando para o velinho — Fique a aqui com eles.

Shiro... se não me engano esse era o nome do bisavô do Daisuke-kun, mas ele faleceu quando ele era pequeno, por isso eu não o conhecia.

Dito isso saiu da sala com Ibiki-sama e Yamato-sensei.

– Meu rapaz me permite? — perguntou o senhor Shiro.

Itachi-kun abaixou a cabeça, o senhor Shiro colocou as mãos ao redor, vi o rosto de Itachi-kun se contorcer um pouco. Quando acabou o senhor Shiro olhou para mim sorridente, não entendi.

Acredito que ficamos naquela sala quase duas horas, perguntamos algumas coisas para Shiro-sama, na verdade foi o Itachi-kun, para tentarmos nos localizar.

A luta contra o Madara foi a alguns meses, com papai e Tio Sasuke como os grandes heróis assim o Tio Sasuke foi perdoado, voltando para vila, o lugar, que as vezes me confessava, que nunca deveria ter deixado. Porém se não tivesse deixado seu espirito não tivesse evoluído

Então, pelo que eu entendi estamos na primavera...

A porta se abriu com Shizune-san, ficou um tempo parada olhando para nós dois, como se não estivesse acreditando no que via, principalmente, acredito eu, com Itachi-kun. Com certeza ela viu o Tio Sasuke nele, eu descobri que aquela enfermeira mocreia, era uma aprendiz da vila da Grama, não conhecia o Tio Sasuke.

– Por favor — disse ela — Venham os dois comigo.

Nos levantamos e acompanhamos Shizune-san até chegarmos a frente de uma sala.

– Peço que entrem, suas roupas estão na sala para que possa trocar, voltarei logo, estarei aqui fora esperando por vocês.

Entramos, a sala era pequena, tinha apenas uma cortina de divisão, uma mesa no canto da parede e uma pequena janela quadrada.

Na mesa estava a caixa que a vovó havia nos mostrado antes, abri, meu colar estava logo por cima, coloquei em meu pescoço, não sairia mais daqui, nossas bandanas e nossas roupas, porém elas estavam diferentes as costas da parte de cima do negro kimono de Itachi-kun, estava sem o símbolo do clã Uchiha, o meu casaquinho também, na manga direita ficava o símbolo do clã Uzumaki e na esquerda o do clã Hyuuga.

– Eles pretendem nos deixar aqui na vila — disse Itachi-kun atrás de mim — É óbvio que não poderíamos ficar andando por ai exibindo os nossos clãs.

– Eu sei'dayo — respondi.

Fiquei um pouco triste, um dos meus maiores orgulhos era andar pela vila mostrando à quem eu pertencia.

Eu fui primeiro para atrás da cortina trocar a minha roupa, coloquei minha blusa de redinha, meu shortinho laranja e por fim meu casaquinho, que agora estava vazio.

Minha cabeça estava girando, ainda era muita coisa para mim digerir. Ainda acreditava que no fundo era um genjutsu.

Abri a cortina e vi Itachi-kun apenas com as calças do kimono, me virei vermelha.

– Por que não me esperou sair para trocar de roupa? — que ideia e se... se eu o visse de cueca?

– Por que é mais rápido — respondeu como se fosse nada.

Não vou olhar, não vou olhar, não vou olhar... já olhei. Droga... virei lentamente.

– Me espionando — Itachi-kun já estava bem do meu lado, Ai meu coração Doki doki... doki doki.

– Itachi-kun não faz isso'dayo!

– Você é que estava me espionando — disse apontando do dedo para mim — Eu sei que eu sou lindo.

– Para! — comecei a soca-lo com duas mãos de olhos fechados como uma criança mimada — Você é extremamente metido e esnobe'dayo!

Ai que raiva! Odiava quando ele fazia isso.

– Baka! Baka! Baka! Baka! BAKA! BAKA! BAKA'DAYO!

– Quer para Kushina! — Itachi-kun segurou meu dois braços me puxando para perto dele.

Parei de espernear, ele estava perto de mais... meu coração começou a bater descontrolado!

– Prontos? — Shizune-san entrou na sala e eu vermelha empurrei Itachi-kun para longe o derrubando no chão.

– Estamos quase — respondi com certeza ela não entendeu nada... assim eu espero.

Voltei para caixinha pegando as minhas redinhas para colocar no meu cotovelo direito e meu punho esquerdo, de baixo da mesa havia outra caixa com as nossas sandálias ninjas e nossas pochetes, amarei em minha perna a brindo-a para pegar um saquinho de elástico que mantinha junto com as Shurikens. Amarrei meu cabelo e por fim prendi minha bandana como sempre em rabo de cavalo. O meu colar, o coloquei por dentro da blusa para que não ficasse a amostra.

Itachi-kun havia acabado de colocar seu kimono também, amarou a sua bandana no ombro direito e saímos da sala junto com Shizune-san.

Durante o caminho ficamos em silêncio, passamos por algumas espécies de tunes, subimos uma escadaria abrindo uma última porta. Estávamos no prédio hokage. Shizune-san continuou andando, provavelmente pelo caminho que íamos nos levaria para a sala da vovó.

E foi justamente aonde paramos.

Shizune-san bateu três vezes na porta e a abriu nos dando passagem com uma reverência. Vovó Tsunade estava sentada em seu lugar com a cabeça sobre as mãos, na sala também se encontrava Ibiki-sama, dois ANBUs perto da janela, Yamato-sensei e Kakashi-sensei...

– São esses dois — disse Kakashi-sensei — Realmente são parecidos com eles.

– Venham aqui — vovó Tsunade nos chamou, chegamos mas perto da mesa — Preciso que vocês dois nos expliquem melhor sobre esse ataque que Shiro viu em suas lembranças.

– Não sabemos muito bem — respondeu Itachi-kun — Como a senhora já sabe eramos apenas bebês, o assunto não é mais tocado, o que aprendemos na academia é que apenas foi uma traição da rocha.

– Minha mãe disse que um grande grupo invadiu o clã Hyuuga — continuei — E o prédio hokage também, procuravam alguma coisa, papai já era o Sexto, e já vivia no distrito Hyuuga, eu acredito que provavelmente seja alguma coisa com relação a ele... porém não faço a miníma idéia do que possa ser... e seja o que for custou a vida dele.

– Sabe quem foi o shinobi que batalhou contra Naruto naquela noite? — perguntou Yamato-sensei.

– Não, todos dizem que ele estava com uma manto negro e uma máscara branca sem rosto, meu pai o derrotou naquela noite.

Todos estavam pensativos analisando tudo que havíamos acabado de contar junto com as infirmações de Shiro-sama.

– Jutsus de tempo e espaço são extremamente complexos e muito difíceis de se executar — Kakashi-sensei cruzou os braços — Não foi qualquer um que os enviou para cá, e com certeza não foi um erro ou apenas uma conscidência. Se já lá quem for quer alguma coisa com eles aqui.

– Alguém nos quer aqui no passado, mas para que? Que diferença faríamos? — perguntou Itachi-kun.

– Justamente é o que devemos descobrir.

– Vocês ficaram conosco sobe vigia — vovó levantou da cadeira — Seus nomes serão Yamane Tsubaki e Yamane Kyo. Membros do mesmo clã.

Vovó nos entregou um pergaminho para cada um, uma autorização para Yamane Tsubaki, ou seja eu, ter acesso como ninja da grama os mesmos direito de um shinobi de konoha.

– Serão ninjas da grama transferido para Konoha. Ninguém além desta sala sabe e ninguém mais saberá sobre vocês, é sigilo absoluto. Iremos fazer de tudo para que retornem para o seu tempo.

Esse foi o motivo para ter sido retirado o símbolo de nossos clãs.

– Irei providenciar um local para ficarem — continuou — Peço que não usem seus kekei genkai, acredito que por mais que seja grande a semelhança com seus pais, não iram desconfiar de nada.

– Vocês foram resgatados de uma missão secreta — disse Yamato-sensei — Essa é a história que iram contar.

Enrolei o pergaminho e guardei em minha pochete.

– Naruto se tornou o Sexto Hokage... não é nenhuma surpresa — Kakashi-sensei colocou as mãos no bolso.

– O Grande Sexto Hokage — disse com um sorriso enorme e orgulhoso nos lábios — Assim como eu vou ser a sétima'dayo.

Por um estante Kakashi-sensei ficou me olhando, puder ver um singelo sorriso por de baixo de sua negra máscara.

– Não há dúvidas que é uma versão feminina do Naruto...

– O que tem eu?

– Naruto-kun não pode entrar assim Tsunade-sama esta em uma séria reunião, saia dai.

– Mas eu preciso fala com a vovó Shizune-oneechan. O assunto também é extremamente sério'bayo!

Meu coração bateu disparado me virei devagar, muito devagar, um tremor em minhas pernas que eu nunca senti na minha vida.

– Haa! Foram vocês dois que encontramos na cachoeira do vale do fim, vocês estão bem?

Era... era ele... ele

Minhas pernas se mexeram sozinhas, quando dei por mim havia me jogado nos braços dele agarrando seu pescoço, fazendo com que caíssemos no chão, lágrimas que não poderia segurar escorreram pelo meu rosto.

– Ai! Ei moça por que está chorando? Esta passando mal?

Não respondi, apenas chorei mais e mais me agarrando ao seu casaco, enterrando minha cabeça em seu peito.

– Eu fiz alguma coisa?

Os olhos que vi naquela momento foram os deles... foi o meu pai que salvou a minha vida.

Genjutsu ou não, eu apenas agradecia por estar aqui. Por tê-lo visto com estes olhos, estar sentindo isso...

Essa alegria em meu peito.

Que eu faria de tudo para não acabar.

Notas finais
Então minna, se gostaram não esqueçam de guardar em seus favoritos, deem um like, e claro deixem seus comentários, são muito importantes para mim e o desenvolvimento da fic.Ja ne!! XD