Jinkan ni Tassuru - Alcançando o tempo
3 Capítulo 3 Pai
Notas iniciais

"Levante-se", disse para mim mesma, " Que espécie de kunoichi é você? O que adiantou tanto treinamento?"
Na academia fomos treinados para não deixar transparecer nossos sentimentos, em situação alguma, nós devíamos ser rígidos em dar lição, firmes com a dor, fortes em perder um companheiro em missão... mas... mas eu não estava de forma alguma preparada para isso. Jamais imaginei que algum dia meu pai, a pessoa que eu mais queria conhecer na minha vida, um dia estaria na minha frente.
– Moça você está passando mal? — perguntou ele preocupado — A vovó pode olhar você.
"Solta o casaco dele Kushina... agora!!"
Meus dedos estavam pesados quando o fiz, eles não queriam largar, meu corpo estava extremamente desobediente.
– Me desculpe — sai de cima dele sentando ao seu lado, nós dois ainda no chão, minhas lágrimas ainda caindo — É que sabe... eu... eu... queria muito conhecer... você...
"Não faz ideia do quanto."
– Haa? — pude ver um olhar de desaprovação da vovó Tsunade.
– A Hokage-sama diiiiisseeee que foi você quem nos resgatou... desculpe... — foi a saída que encontrei, coloquei minhas mãos em meu rosto — Eu não me controlei... sou uma péssima shinobi... desculpe se te machuquei... desculpe.
"Droga! Para de chorar!"
– Obrigado — colocou a mão em meu ombro — Não sou merecedor de tanto, apenas estávamos por perto.
– Mesmo assim obrigada — disse limpando as lágrimas do meu rosto — Desculpe.
– Não precisa se desculpar'bayo — estava sorrindo gentil.
Levantei o ajudando, consegui me acalmar um pouco.
– Qual é o seu nome menina? — perguntou.
– Yamane... Tsubaki... — como eu queria contar a verdade...
Acalme-se Kushina a ordem foi ninguém saber. Já é muito estar aqui! não estrague tudo, basta o show que deu a pouco.
– E você? — perguntou olhando para o Itachi-kun.
– Yamane Kyo, é um prazer conhece-lo. — uma reverência.
– Eles são shinobis transferidos que ficarão aqui na vila — disse a vovó se aproximando de nós dois — Eles são da vila da Grama, estamos investigando o ataque que eles sofreram.
– De outra vila... bem que o Shikamaru desconfiou, não encontramos rastros de quem possa ser, se bem que estávamos mais preocupados em traze-los para vila'bayo.
– Já enviei uma equipe para verificar — vovó colocou a mão em meu ombro o apertando um pouco — Naruto eu estava terminado de acertar transferência deles, poderia me fazer o favor de mostrar a vila para a Tsubaki?
Eu olhei para ela sem acreditar.
– Eu iria pedir ao Kakashi, mas já que você está aqui, assim um conhece a vila e o outro fica comigo para agilizarmos a papelada.
Ele prestou melhor atenção na sala, como eu o havia pego de surpresa somente agora ele percebeu quem estava presente.
– Por mim tudo bem — respondeu ele, olhei para o Itachi-kun que estava com um pequeno sorriso.
– Vejo você depois — disse Itachi-kun
"Obrigada" movi meus lábios sem som, para que entendesse.
Se Shiro-sama passou as informações sobre nós, ele sabia muito bem que eu conhecia a vila como a palma da minha mão, e com certeza a vovó já estava ciente dessa informação... ela estava fazendo isso por mim...
– Mais tarde venha me dizer o que quer Naruto. — disse ela voltando para a mesa.
– Vamos novata — disse meu pai sorrindo.
– Sim — sai toda saltitante da sala ao lado dele, eu iria "passear" com meu pai!
– Vamos ver por onde podemos começar — disse ele assim que saímos do prédio — Esse é o prédio Hokage... mas você já sabe.
Estava coçando a cabeça, com os olhos fechados. Não pude deixar de rir internamente, minha mãe sempre disse que ele era muito desengonçado para fazer as coisas mais simples. Assim como eu, diga-se de passagem.
– Atrás é o monte Hokage... eu acho que também já sabe... ham... vamos por aqui... assim damos uma volta eu lhe falo o que é o que.... eu acho que é mais fácil assim.
Hahaa, Ele não sabia por onde começar...
– Ótimo — concordei.
Ele me mostrou o parquinho, a loja de revistas, a loja de doces, a sorveteria. A maioria foi lugares de comida ou lugares para distração, o importante que era os prédios ninjas como o de armamento, nem se quer passou na cabeça dele... tenho certeza, por que eu faria o mesmo.
A cada um ele comprava alguma coisa para nós dois.
Ele era muito engraçado, sempre fazendo piadas sobre tudo e o quanto ele gostava de comer.
Em todo lugar as pessoas o tratavam extremamente bem o chamando de "herói de todos", minha mãe me contou que antes todos os excluíam por ele ser um jinchuuriki, com medo do kurama, ela disse que ele também era um pouco levado por que queria que as pessoas o reconhecessem, ele conseguiu isso as poucos quando percebeu que não precisava conquistar as pessoas a força, afinal o amor dele por todos seus companheiros era muito maior, foi assim que foi reconhecido de verdade.
Ele era de mais!
Ver as pessoas da vila também era estranho, vi muitos professores e senpais meus crianças... bizarro...
– Bem, Tsubaki-chan eu deixei o melhor para o final... O ICHIRAKU LÁMEN! — disse apontando os dois braços em direção a barraquinha.
Não pude deixar de sorrir com sua empolgação. Ele era tão viciado em lámen como eu... exatamente como minha mãe dizia.
– Oi Tio — entravamos na barraquinha — Boa tarde eu vou querer o de sempre.
– Boa tarde Naruto, quem é a mocinha? — disse o tio Ichiraku olhando para mim, esse não mudou nada.
– Meu nome é Yamane Tsubaki, muito prazer — fiz uma reverência.
– Prazer em conhece-la também — sorriu de volta — Qual sabor vai querer temos ali na tabela.
– Pode pedir o que quiser, não se preocupe — disse meu pai enquanto sentava no banquinho.
– Eu vou querer um duplo de porco por favor.
– Então são dois, Ayame! — gritou para a porta dos fundos — Traga mais macarrão.
– Você também gosta de Lamén? — me perguntou enquanto eu sentava.
– Sim, adoro prin... quer dizer tem um senhor que é muito bom na vila da Grama — quase que... droga eu tenho que me concentrar para não falar de mais.
– Puxa, será que um dia você me levaria lá?
– Ah, claro...
– Está me traindo Naruto? — perguntou o tio com duas tigelas colocando uma na minha frente.
– Não tio o seu é especial — pegou a outra tigela, já estava com os hashis na mão — ITADAKIMASU!!
Ele comia com muita vontade, também comecei a comer o meu.
– Então Tsubaki-chan o que achou?
– Delícia! — como sempre não mudou nada.
– Com certeza é mais gostoso que da sua vila! — ele olhava para o tio com um sorriso de canto.
– É uma ninja transferida? — o tio estava preparando outra massa — Achei estranho já, que nunca a vi por aqui.
– Eu cheguei a pouco tempo...
– Você é uma moça muito bonita, seu pai deve ter muito trabalho com você — eu parei de comer por um instante.
– Eu não conheci meu pai... ele faleceu um pouco antes de eu nascer, foi morto em batalha — os dois olhavam para mim.
– Me desculpe querida eu não queria...
– Tudo bem, foi a muito tempo... — olhei para o pai que tinha um semblante triste. — Não precisam ficar assim, eu tenho minha mãe e ela sempre me contou o grande homem que ele foi... sinto muito orgulho de ser filha dele.
Por um tempo meu pai ficou em silêncio, para logo sorrir e colocar uma mão em meu ombro.
– Eu tenho certeza de que ele também, se estivesse aqui, teria muito orgulho de ser seu pai.
Não deu para segurar, eu tentei, não consegui, só pude mais uma vez limpar as minhas lágrimas.
Eu ouvi meu pai dizer, mesmo que indiretamente, que se orgulhava de mim...
– Droga fiz você chorar novamente...
– Deve estar pensando "como uma pessoa tão chorona conseguiu se tornar uma shinobi?" — sorri para minha desgraça.
– Pelo contrário... chorar quando tiver que chorar... também é sinal de força.
Ele era tão bonzinho com uma completa "estranha", foi esse grande coração que ganhou a confiança de todos.
– Obrigada.
– Sabia que estaria aqui — eu reconheci a voz.
– Shikamaru! Vem comer também!
– Eu vou quer também — tio Chouji entrava na barraquinha junto com a tia Ino.
– Ah, Chouji você só pensa em comer!
– Isso é uma das melhores coisas da vida.
– Você é a moça que resgatamos junto com aquele rapaz — disse tio Shikamaru.
– A vovó disse que eles são da grama, irão ficar conosco agora.
– E o rapaz esta bem? — disse tio Chouji sentando do meu lado — Vou quer dois duplos de porco!
– O Chouji e o Shikamaru estavam comigo, estávamos no rastro de um ladrão ninja Rank A.
– Muito obrigada! Desculpe ter interferido na missão de vocês — fiz uma reverência.
– Ela e a moça que falaram, bem-vinda a Konhora! Qual é o seu nome? — perguntou tia Ino ao sentar.
– Yamane Tsubaki.
– Digna de uma flor* — sorriu.
* Tsubaki em japonês significa camélia.
– Obrigada.
Nem sei quanto tempo ficamos os cinco conversando, tio Chouji e meu pai comeram umas cinco tigelas e eu não fiquei atrás.
O time Ino-shika-chou, o Daisuke-kun, junto com Nochou-kun, o irmão mais velho da Lina-chan e a Shikane-chan mantiveram a tradição dos clãs.
Era muito gostoso estar aqui assim com eles.
– Tsubaki? — Itachi — Kakashi-san me disse que com certeza Naruto-san a traria para cá.
Vi tia Ino deixar seu Hashi cair.
– Meu Deus, você é igual ao Sasuke-kun — engasguei com o lamén.
– Para falar a verdade pensamos que fosse ele — disse tio Chouji.
– Mas ele é mais agradável — sorriu meu pai.
– Qual seu nome querido? — perguntou Tia Ino meio "animadinha".
– Yamane Kyo.
– Vocês são parentes? — perguntou ela.
– Não, somos membros do mesmo clã — olhou para mim — Vim lhe buscar, temos muitas coisas para "organizar" ainda.
– Hai — levantei fazendo uma reverência — Foi um prazer conhecê-los.
– O prazer foi nosso — tia Ino acenava.
– Tchau — disse para meu pai.
– A gente com certeza se vê.
Assim espero.
*****
– Então vamos ficar aqui?
Eu e Itachi-kun estávamos em um pequeno apartamento, havia uma sala com dois sofás e uma mesa pequena de centro, uma pequena divisão entre ela e a cozinha, os armários a geladeira e o fogão ficavam todos encostados na parede com um pequeno basculante, uma mesa de madeira de dois lugares ficava no único espaço que sobrava fora de circulação.
No canto perto da janela da sala, uma porta dava para o corredor aonde se chegava no banheiro e... no único quarto do apartamento.
– Como somos só nós dois, acho que nossa casa está de bom tamanho — "nossa casa" correi com essas palavras — Tsunade-sama nos deu um pouco de comida, roupa e dinheiro, disse que irá nos escalar em algumas missões enquanto tentam resolver o nosso caso...
– Por mim está mais do que certo, não é justo ficar tirando dinheiro da vila para nos sustentar.
– Eu também já comi alguma coisa, acho melhor tomarmos um banho e irmos descansar, provavelmente vamos receber uma missão amanhã. Pode ir primeiro.
Peguei algumas peças da caixinha que estava em um canto e fui para o banheiro, fiz um coque usando meu próprio cabelo para prender, e liguei o chuveiro.
Era tanta coisa que havia acontecido que ainda não dava para acreditar... e eu ficaria aqui, Deus sabe até quando, com o Itachi-kun dividindo o mesmo apartamento... dividindo o mesmo quarto... ai, para com isso Kushina! Que pensamentos poluídos são esses?!
Depois que terminei de me lavar coloquei uma blusa branca e um short verde escuro, que eu havia encontrado no meio das roupas que a vovó havia doado.
Saí e fui para o quarto Itachi-kun estava terminando de forrar a cama.
– Vou tomar o meu agora, venho já — saiu do quarto.
Ele pretendia que nós dois dormíssemos... juntos?!
Não que isso já não tenha acontecido várias vezes, até banho já tomamos juntos, mas éramos crianças e agora somos jovens adultos... dividindo a cama...
Não, Kushina para com esses tipos de pensamentos! Eu sentei na cama um pouco desnorteada, eu gostava tanto do Itachi-kun, porém tenho certeza que ele me via apenas como uma irmã... afinal, tem garotas muito mais bonitas na vila dando em cima dele descaradamente.
Eu sei que elas nunca conseguiram nada, por que o próprio Itachi-kun me contava... ai, ai, contávamos tudo um para o outro, a única coisa que eu escondia dele era esse sentimento... eu tinha medo da nossa amizade acabar...
A prova de que ele não gostava de mim desse jeito era não ficar nem um pouco preocupado de dividirmos uma cama.
Havia momentos eu que eu penso que talvez ele sinta algo assim por mim, como hoje quando trocamos de roupa na sala que a Shizune-san nos levou, a forma como ele me olhou mas eu não tenho coragem... de dizer a ele.
– Está bastante distraída — disse Itachi-kun secando os cabelos com a toalha sem camisa... ele não ajuda nem um pouco.
– Não acha normal depois de tudo que aconteceu? — ele deu de ombros.
Colocou a toalha em cima de uma cadeira e foi até a caixa.
– Tem dois travesseiros e apenas um cobertor, vamos ter que dividir.
– Por mim tudo bem... — Itachi-kun jogou o travesseiro para mim, vindo em seguida com seu e o cobertor apagando a luz.
Ele deitou ao meu lado e nos cobriu se virando para mim.
– Como foi com o seu pai?
– Ele é incrível Itachi-kun, ainda acho que isso tudo não passa de um sonho...
– Fico muito feliz por você.
– Então é assim? — ele não entendeu — É assim ficar com o pai da gente. Essa coceira no estômago.
– Sim... — ele me abraçou, só então percebi que, novamente, uma lágrima descia pelo meu rosto — Se você está feliz, é tudo que importa.
Ele me puxou fazendo com que minha cabeça ficasse debaixo da sua, afinal ele era bem mais alto que eu.
– Vamos dormir agora.
Dormir com o Itachi-kun, assim?... Fiquei vermelha e me aconcheguei mais um pouco...
Não demorou muito pude sentir sua respiração pesada, ele havia pego no sono. Ele era tão quentinho e mesmo dormindo me abraçava com força. Apenas escorreguei um pouco mais para baixo para ouvir seu coração, batia rápido... deixei o sono me envolver.
E por mais estranho que parecesse, para mim tendo ele e meus pais aqui, comigo... tudo estava perfeito...
E esse perfeito iria continuar...
Assim eu deseja de todo coração.
******
Me sentia tão bem, não queria abrir os olhos, mesmo um pouco inconsciente por causa do sono, continuava a ouvir claramente seu coração, de olhos fechados, pude sentir que já estava claro, porém não poderia continuar ignorando meu estômago... estava com fome.
Preguiçosamente levantei a cabeça, ele ainda estava dormindo, e eu deitada em cima dele, seus braços estavam envolta de mim, corada, não havia percebido que durante a noite havíamos nos mexido, levantei bem devagar fazendo com que seus braços escorregassem. Consegui sair sem acordá-lo devia estar muito cansado depois de tudo que aconteceu, dei a volta na cama e não deixei de admirar o seu rosto tranquilo... ele era tão bonito.
Abri a janela, pela posição do sol deveria ser umas seis e meia da manhã, tomei um banho e fiz minha higiene matinal, como eu havia visto ontem Itachi-kun colocou quase tudo no lugar.
Na cozinha procurei na geladeira o que poderia fazer de café da manhã, encontrei ovos, um pouco de leite, manteiga e algumas frutas. Olhei o pequeno armário e encontrei um pacote de farinha... acho que irei fazer panquecas.
Preparei a massa como minha mãe me ensinou... Mamãe como será que ela estaria aqui? Provavelmente no distrito Hyuuga junto com a tia Hanabi e o Tio Neji que estava em recuperação. Todos pensaram que ele havia morrido com o ataque do Madara e o Obito-san protegendo a mãe e o pai, mas por algum milagre seu coração ainda batia muito fraco, Lee-sensei disse que meu pai o curou, porém meu tio nunca mais foi o mesmo, seu coração se tornou extremamente frágil, agora ele é o braço direito da minha mãe.
Mas tudo o que sei sobre o estilo Hyuuga agradeço ao meu tio, ele é e sempre será sem dúvida, o melhor do clã Hyuuga.
Assim que terminei as panquecas fiz um suco de maçã e tratei logo de tomar o café, eu estava pensando seriamente em dar uma espiada no clã Hyuuga para ver a minha mãe, olhando para o restante da panqueca eu lembrei dela dizendo que meu pai adorava comer de café da manhã, afinal até começarem a namorar ele só vivia de lámem instantâneo.
Será que ele já estaria acordado?
Procurei no armário e encontrei uns pequenos potes, coloquei um pouco que panqueca, e o restante deixei em um prato em cima da mesa e cobri para o Itachi-kun. Achei uma garrafinha e coloquei um pouco de suco. Amarrei tudo em uma trouxinha, antes de sair dei uma última olhada no Itachi-kun que ainda dormia. Escrevi um bilhete para ele " o café esta pronto, volto já" e deixei ao lado de seu travesseiro.
Assim que fechei a porta sai saltitante pelos telhados, sabia muito bem o caminho, quantas eu já não fui ver aquele apartamento vazio e empoeirado... aonde meu pai viveu.
Já no telhado do apartamento desci para chegar na pequena porta de madeira esverdeado, tomei cuidado para ver se não havia ninguém por perto e ativei meu byakugan, ele estava lá dentro na cozinha. Bati na porta e esperei... será que ele acharia estranho eu estar aqui?
– Tsubaki-chan — disse sorridente assim que abriu a porta — Bom dia, como sabia que eu moro aqui?
Que maravilha o mais óbvio eu não pensei.
– Haha... — o que digo?! — Bem a Hokage-sama disse...
– Por que?
– Porque? Bem... por ela disse que você não me levou em lugares realmente... necessários ontem...
– Como assim eu lhe mostrei bons lugares e aonde conseguir comida! — cruzou os braços fazendo beiço.
– Bom não vimos aonde eu consigo recarregar os equipamentos — ele fechou os olhos, pude ver uma enorme gota em sua cabeça.
– Ela tem razão.
– Por isso ele disse para encontra-lo aqui... — ai caiu como uma luva.
– Bem eu iria tomar café agora, gostaria de entrar?
– Na verdade Naruto-san, eu preparei um café para você em agradecimento por ontem — levantei a trouxinha.
– Poxa não precisava, sério — ele abriu para ver o que tinha — Vamos entre, só não repare a bagunça eu sou um desorganizado.
O apartamento era o mesmo, com todos os moveis, objetos... só não estavam cobertos por panos empoeirados. E realmente estava uma zona... hahah bem que a tia Sakura falava.
– É tudo para mim mesmo! — perguntou ao sentar.
– Sim Naruto-san
– Tsubaki-chan não precisa ser tão formal.
Sorri para ele.
– Naruto-kun...
****
Depois de tomar seu café ficamos um bom tempo conversando sobre a vila, assim que saímos vimos cada departamento ninja aonde já constava cadastro meu e de Itachi-kun, já poderíamos mas tarde pegar nosso equipamento.
– Ai minha barriga — disse a esfregando.
Havíamos acabado de almoçar no Ichiraku e eu estava explodindo!
– Eu achei que você fosse mais forte para comida, Tsubaki-chan.
– Ei! Eu sou sim tá legal...
– Hiii, não é não — disse apontando para mim.
– Na próxima vamos apostar direito, eu sou muito boa em comer! — disse orgulhosa — E também sou a melhor em Taijutsu.
– É mesmo é? — disse meio debochado.
Eu sei que a minha aparência era de pequena e frágil, porém muitos quebravam a cara por isso.
– Isso é um desafio?
– Pode apostar.
– Eu e você no campo de treinamento agora! Quem chegar primeiro já conta ponto. — sai na frente, entretanto chegamos juntos.
– Empate — disse sorrindo.
– Vamos dar um jeito agora.
Me preparei para lutar em uma posição tradicional como Lee-sensei ensinou, uma mão para frente e outra atrás.
Corri para acertar um soco, ele desviou se defendendo, demos vários golpes um contra o outro, devo admitir que ele era mais rápido e mais forte que eu, um pouco. Afinal não podia usar os punhos leves.
Quando consegui acertá-lo no rosto, meu pai se desfez em fumaça... Kage bunshin.
– Devo admitir você é bem forte. — surgiu pelas minhas costas.
– Você também não é nada mal — sorriu ele, por um instante fechando os olhos.
– Vamos ver até aonde o seu Taijutsu vai — o contorno de seus olhos ficaram vermelhos quando abriu, vi dois grandes olhos de sapo.
Então esse era o modo sennin...
Ele me deu um soco, tive tempo apenas de cruzar os braços para me defender, que velocidade... que força... então o modo sennin realmente era tão poderoso como dizia Konohamaru-senpai.
– Desculpe... acho que já é de mais para você.
De mais? Esta dizendo que eu era fraca?!
Meu sangue ferveu, não admitia que me chamassem de fraca.
Em um momento de fúria pela provocação perdi a cabeça, fiz meu clone enquanto estendia a mão direita, pude sentir o chakra se formando.
– Rasengan! — corri para ele, mas ele desviou rápido segurando meu braço fazendo com que eu acertasse uma árvore.
Ele segurou meu braço com força para trás. Me olhando muito sério.
– Como sabe fazer o rasengan?
O que foi que eu fiz?...
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