Notas iniciais
Mais um capítulo!

Eu e Hector gritamos "O QUÊ?" ao mesmo tempo.

— Como assim, doutor? — Falo, com minhas mãos já trêmulas com a novidade.

— Quando fizemos seus exames, incluímos o de índice de Beta HCG no sangue, que mostra se uma mulher está grávida ou não. Os valores normais para uma mulher adulta vão até 49 mUI/mL, sendo que esse já desconfiável à uma gravidez. Seus exames deram 92mUI/mL, algo muito alto para só uma hipótese.

Minha mente está zonza com tanta informação.

— Pra falarmos que uma mulher está realmente grávida, o índice tem que dar pelo menos 100mUI/mL, mas provavelmente você está nas primeiras semanas, então não é obrigatório esse valor. — Ele continua, olhando pra mim. — Você teve relações ultimamente?

— Há duas semanas. — Murmuro. Minha voz sai fraca, e ele assente com a cabeça.

— Não acho que seu desmaio tenha a ver com a gravidez, mas sim com altos níveis de ansiedade e estresse. Mantenha a calma, pelo bem do bebê, senhorita! — Ele sorri para mim. — Sua gravidez com certeza será complicada, tenho que afirmar. Seu tratamento do câncer já dificultava a fecundação, e agora você terá que tomar cuidados para evitar qualquer problema com seu filho. Ou filha, claro.

Olho para Hector. Mais que tudo, ele está surpreso. É informação demais para nós dois absorvermos em um só momento. Deus... Eu, grávida? Mas como... Ele parece tão confuso quanto eu.

— Como, doutor? — Hector parece ler meus pensamentos. — Nós usamos proteção.

— Não é garantia total de que não ocorra uma gravidez, jovem. — Ele abaixa a cabeça. — O risco é pouco, quase nenhum, mas ainda existe. Por curiosidade, o senhor olhou a validade do preservativo?

Hector olha para mim. Ele parece não ter coragem de negar para o doutor. O suspiro dele junto a um "não" baixo que ele diz me faz voltar à realidade. Olho para o doutor. Ele pode ter lido errado, não? Talvez eu não esteja... Deus!

— Doutor, eu gostaria de conversar à sós com Hector agora, por favor.

Ele assente, sorrindo, e sai.

— Como isso pôde ter acontecido, Hector? — Olho para ele, chocada. — Como?

— Não sei, Jessica. — Ele fala, olhando para o chão. — Eu realmente não olhei a validade. Talvez tenha vazado... Minha nossa.

Algumas lágrimas começam a aparecer no canto dos meus olhos. Deus, eu pedi tanto para que isso não acontecesse antes de me formar... Eu vou ter um filho tão cedo quanto minha mãe! Ela não ficaria orgulhosa, de jeito nenhum. E depois dela ter me avisado tanto para ter cuidado...

— O que você está pensando, Sica? — Ele enxuga uma lágrima que desceu. — Não está contente?

— Não é isso, é que eu não esperava por um filho agora. A gente é tão jovem, Hector... Como dois adolescentes vão cuidar de uma criança? — Pergunto, e ele desvia o olhar. — Eu devia ter continuado meu tratamento com anticoncepcionais, mas a burra aqui sempre esquecia de tomar a pílula.

— Para de se martirizar, Jessica! — Ele segura meu rosto. — Você não tem culpa. Ninguém tem culpa. Quer dizer, tecnicamente a culpa é minha, mas... Bem, você entendeu.

Continuo a olhar para ele, mas sem falar nada. Ele suspira.

— Desse jeito parece que você não quer ter filhos. — Ele murmura. — Você quer tirar o bebê?

— Não! — Praticamente grito. Aquela possibilidade nem passava por minha mente. — É óbvio que quero um filho, mas não imaginava que seria agora! A gente mal tem responsabilidade pra cuidar de nós mesmos, imagina de um bebê!

Acho que o que falei o machucou um pouco. Não que tenha sido minha intenção, mas ele parece um pouco magoado consigo mesmo, talvez. Hector com certeza acha que ele é incapaz de cuidar de si, depois de tudo o que aconteceu. Sua expressão de mágoa dá lugar a um pouco de alegria. Ele cerra os punhos e volta a olhar nos meus olhos.

— Eu posso não ter responsabilidade, mas você tem. — Ele sorri, acariciando as costas da minha mão. — Isso é algo que a gente aprende. Eu vou aprender. Você me ensina a cuidar do nosso filho?

Nosso filho. Há duas semanas, essa expressão não faria o menor sentido no contexto da minha vida. Tudo virou de cabeça para baixo, e agora eu estou numa situação completamente diferente e, para ser sincera, eu até que gosto disso. Gosto de ter Hector perto. Em menos de meia hora já gosto desse bebê. Não. Já amo esse bebê. Sorrio para ele, que leva sua mão até minha barriga. Claro que não dá pra ver nada, mas mesmo assim fico emocionada.

— Eu ensino, se você ficar comigo. — Sussurro.

Ele, que encarava minha barriga com uma curiosidade enorme, volta a olhar para mim. Seus olhos estão marejados, e sinto que ele está assentindo ao meu pedido.

— Eu preciso agradecer à Missi. Se não fosse ela...

— Pode agradecer agora! — Missi surge de repente na porta. — Se não fosse eu o quê?

Hector olha pra mim, e retribuo sorrindo.

— O que foi? Pra vocês estarem felizes assim, só pode ser notícia boa. Estão juntos de novo? Ai, Hector, você não sabe o sufoco que eu passei pra convencer essa garota que ela te ama! Ela é mais teimosa que burro empacado! — Ela se aproxima e me beija na testa, e cumprimenta Hector. — É um prazer conhecê-lo pessoalmente, a propósito. Você é bem mais bonito ao vivo.

— É um prazer conhecê-la também. — Ele sorri, encabulado. Missi é mesmo maluca. — Eu acho que estamos juntos de novo, sim. O que você acha, Sica?

— Deixa de ser bobo, claro que sim! — Sorrio. — Mas não é só por isso que estamos felizes.

— Então é uma novidade? Me conte agora!

Faço um pouco de suspense, e ela quase não aguenta de tanta curiosidade. Hector começa a rir da cara de curiosa dela. Essa Melissa...

— Adivinha o que eu tenho na minha barriga?

— Ai, Sica, aula de biologia não! — Ela brinca, segurando minha mão. — Sei lá, seu estômago? Intestinos, fígado, vesícula biliar...

— Como você é idiota, Melissa! — Sorrio. — Adivinha o que eu tenho bem aqui? — Coloco minhas mãos abaixo do meu umbigo.

— Seu útero... — Enfim ela deixa de ser desligada. — AH MEU DEUS! MENTIRA!

— Fala baixo, Missi, aqui é um hospital!

Missi está embasbacada. Ela desvia o olhar de mim para Hector inúmeras vezes, e seu sorriso é radiante demais para que a gente não sorria de volta.

— Você tá grávida? — Ela sussurra, e eu assinto. — Dele?

— Meu? — Hector pergunta, arqueando uma sobrancelha e rindo de lado. Como eles são bobos...

— Não, do Papa. — Reviro os olhos. — Que pergunta idiota, é claro que é seu! Como se em duas semanas eu tivesse ficado com alguém.

— Realmente! — Melissa solta um risinho. — Ela parecia uma mosca morta dentro de casa, tão tristinha... Por sua causa! Você não devia ter feito...

— Para, Missi. — Repreendo-a, mas Hector parece não ligar muito. — Já passou, nós já nos acertamos. Agora eu quero pensar em como eu vou criar essa criança...

— Nem um mês de gestação você fez, já quer pensar nisso? Relaxe, Jessica. Isso só faz mal para o bebê. — Ela pisca os olhos fortemente e abre, arregalando-os. — Meu Deus, temos que ligar pra sua mãe!

Mamãe? Deus, o que ela vai dizer? Será que ela vai ficar com raiva de mim? Espero realmente que não, mas temo isso. Deus, tenho a sensação de que ela vai infartar com a notícia. Olho para Missi, que já está discando seu telefone.

— Alô, senhora Andersen? — Ela sorri para mim. — É a Missi. Sim, eu tenho novidades, mas acho melhor você falar com sua filha.

Ela me passa o telefone.

— Alô? — Falo, calmamente.

— Filha? O que aconteceu? Você está bem? Eu já comprei as passagens, daqui a alguns dias eu chego aí, viu? — Ela praticamente não respira para conseguir fazer todas as perguntas num fôlego só. — E quais são as novidades?

Dou um suspiro, ainda nervosa. A única coisa que consegue me acalmar um pouco é o olhar terno de Hector para mim.

— Bem, respondendo todas as perguntas: Eu desmaiei, mas já estou melhor. Acho que saio do hospital de manhã cedo. — Engulo em seco. — Que bom que a senhora vai vir pra cá, a gente tem muito o que conversar. A novidade é que... Eu estou grávida.

— QUÊ? — Ela grita no meu ouvido. — ISSO POR ACASO É UMA BRINCADEIRA DE MAL GOSTO?

Não... Ela está com raiva. Muita raiva. Algumas lágrimas surgem nos meus olhos, e caem desesperadamente pelo meu rosto. Olho pra Hector, que parece preocupado. Missi também, e ela fica ansiosa para saber o que estamos conversando.

— Mãe... — Falo, minha voz embargada.

Há um curto silêncio antes de ela voltar a falar:

— Desculpa, filha. Não devia ter gritado com você. — Ela fala, tentando soar o mais calma possível. — Não chore... só me explique.

— Eu vim parar no hospital, e fiz vários exames, você sabe o protocolo. — Faço uma pausa. — O exame de sangue mostrou, mãe. Quinze dias.

— Meu Deus, filha! — Ela exclama. — Como isso aconteceu? Você me falou que usaram proteção...

— E usamos! É bem provável que não estava mais na validade, mas nenhum de nós dois pensou nisso na hora... — Minha voz fica rouca. — Mãe, estou me sentindo tão culpada... Eu sabia que a senhora ia ter essa reação.

— Não, filha, não fique assim! — Ela quase grita, desesperada. — Eu não devia ter enchido sua cabeça com tanta coisa... Claro que o melhor era não ter filhos por enquanto, mas já que aconteceu... Ou você está pensando em abortar?

— Não. Não é culpa de ninguém, muito menos do bebê. — Murmuro, e ela fala algo para alguém no outro lado da linha. — Desculpa. Eu devia...

— Porque desculpas? — Mamãe me interrompe. Acho que ela está um pouco mais feliz agora. — Está me pedindo isso por acabar de me informar que eu vou ser avó? Esse era meu maior sonho!

— Sério? — Fungo o nariz.

— Sério, só não pensava que seria tão cedo. Eu vou ver se consigo antecipar a viagem, certo? A gente tem mesmo o que conversar. — Sinto que ela está sorrindo. — Mas e Hector? Ele já sabe?

— Sabe sim. — Olho para ele. — Ele está aqui ao meu lado.

— Quero falar com ele.

Passo o telefone pra ele. Ele parece meio apreensivo, com certeza está com medo do sermão que mamãe vai passar nele... Mas para a minha surpresa, ele começa a sorrir e continua a conversar por longos minutos com mamãe. Ele fala que não vai me abandonar, e enquanto eu coro com as palavras dele, ele me devolve o telefone.

— Eu vou dar a notícia pro seu pai e pra Lil. Ela vai ficar tão contente... — Mamãe suspira, voltando a falar comigo. — E não se preocupe com seu pai. Ele pode não gostar no começo, mas vai amar depois. Prometo.

— Obrigada, mamãe! — Sorrio, extremamente aliviada. — Muito obrigada mesmo.

— Não há de quê, meu moranguinho. Eu te amo, não se preocupe com o que vai acontecer. Vou estar ao seu lado também.

Ela desliga.

— Ela estava um pouco abalada, né? — Missi fala.

— Um pouco? Muito! — Sorrio. — Ela disse que vai tentar vir mais cedo.

— Que bom. — Os dois falam.

O doutor Flinn entra novamente no quarto.

— Hora de sair, senhorita Andersen! — Ele anuncia, desligando os aparelhos ligados à meu braço. — Está tudo bem com você, sim?

— Claro! — Falo, bem animada. — Não esperava sair ainda hoje. Bom, obrigada por tudo.

— Você já está forte para ficar em casa, mas precisa relaxar. Tome remédios naturais, como suco de maracujá. Melhor que tomar alguma medicação industrial — Ele sorri. — E não precisa agradecer. É o meu trabalho.

De qualquer forma, agradeço-o mais uma vez e Hector me ajuda a descer da maca. Ele está abraçado à mim como nunca esteve antes. Acho que agora que eu vou vê-lo possessivo e ciumento, mas ainda sim muito carinhoso. Enquanto andamos para a entrada do hospital, ele sussurra em meu ouvido.

— Eu já tinha motivos de sobra para parar de me cortar, ainda mais agora!

— Eu fico feliz e aliviada com isso. — Beijo a bochecha dele. — Sabe daquela vez que eu pedi pra você me ajudar a sair do colégio, por que eu queria ver minha irmã?

— Sei sim. — Ele responde. — Eu sabia que você ia conseguir passar pelo buraco.

Sorrio de leve. Missi nos guia até o carro — que ela provavelmente alugou, já que nunca o vi antes.

— Ela estava fazendo a mesma coisa consigo mesma. — Fecho os olhos. Detesto relembrar esse passado dela. — Só que por motivos diferentes.

— Por isso você voltou chorando pro colégio... — Ele realmente se lembrava. — Eu fiquei bem preocupado.

— Eu fiquei muito chocada e me sentindo totalmente culpada, mesmo não sendo. E agora, quando você me mostrou as suas... — Sinto as lágrimas em meus olhos. — Deus, eu não consegui acreditar. Por favor, não faça mais isso. Se não quer me magoar, não faça.

— Tudo bem. Eu prometi que não faria mais, certo? Então não vou fazer. — Ele volta a me abraçar.

Nos sentamos nos bancos de trás, e Missi dirige. Ela começa a conversar sobre como Jack estava nervoso por minha causa. Pelo visto, ele não quer voltar a trabalhar com o antigo parceiro rabugento de matérias dele. Solto um risinho, mas confesso que estou muito mais concentrada em estar envolta nos braços de Hector. Deito minha cabeça no ombro dele, e vejo que ele começa a acariciar meu braço. Entramos na garagem subterrânea do prédio e subimos para o apartamento de minha amiga. Ao ver Hector parado perto da porta, fico apreensiva.

— Você já vai? — Pergunto.

— Claro que não. — Ele sorri de lado e me abraça. — Vou ficar o máximo de tempo que conseguir com você.

Noto que Missi estava nos observando, tão calada quanto nunca. Ela pigarreia e nós nos separamos.

— Hector — Missi começa. — Em geral eu não pediria isso, mas agora são outras circunstâncias...

— Sim?

— Temos uns quartos de hóspedes. — Ela aponta para o corredor. — Não quer ficar com a gente, pelo menos por um tempo até vocês saberem como se virar com essa novidade? Claro, se você quiser ficar no quarto da Sica, não tem problema.

Hector está muito feliz. Minha mão está em cima de seu peito, e sinto o coração dele se agitar com a proposta.

— Ah, claro, se não for incômodo! — Ele sorri, indo na direção dela e a abraçando. — Muito obrigado.

— Não tem de quê. — Ela sorri com os olhos cerrados. — Eu não iria negar isso.

Ele diz que vai ligar para a tia dele para avisar sua mudança repentina. Sei que ele ainda terá que ir buscar as coisas dele, mas Hector me promete que passará a noite aqui. Ele me acompanha até meu quarto e me faz deitar na cama. Ele se senta do outro lado.

— Eu já fiquei deitada demais lá, Hector. — Apesar de resistir, o cheiro de lavanda dos lençóis recém-lavados me aconchega.

— Você precisa descansar. — Ele retira uns fios de cabelo do meu rosto. — O doutor falou que foi um nível muito alto de estresse que te fez desmaiar. Foi culpa minha, não foi?

Encaro minhas mãos.

— Eu estava muito triste com você, acho que foi isso. — Volto a olhar para ele. — Missi estava ficando tão preocupada... Eu praticamente não saía de dentro do quarto. Não queria ver ninguém.

— Desculpe-me por isso, bebê. — Ele sorri. — Prometo que, a partir de hoje, só farei você feliz.

Ele levanta a mão direita e estica o dedo mindinho. Sorrio para o ato bobo dele, mas ainda assim seguro seu dedo com o meu. Hector continua a afagar meus cachos.

— Você pode me deixar triste, alegre, com raiva... Não me importa. Só quero que a gente fique juntos. — Sorrio. — Estamos juntos, não é?

— Com certeza. — Ele suspira e olha pra mim. Sua mão desliza até minha barriga, e ele começa a esfregá-la. — O bebê deve ser tão pequenininho...

— Dum tamanho de um grão de feijão. — Murmuro, pondo minha mão sobre a dele.

— Vai ser um menino lindo, né?

Levanto uma sobrancelha para ele.

— Menino? Tenho quase certeza de que é menina!

— Quê? Claro que não, é um menino. — Ele finge estar chateado.

— Pode ser menina. — Retruco. — Vai ser menina!

— Ai ai... É menino! — Ele sorri, se deitando um pouco mais na cama. Suas mãos vão até meu rosto, e ele acaricia minha bochecha. — E vai ser bonito como o pai.

— Convencido, não? — Rio.

— Mas se for menina, vai ser linda como a mãe. E um pouquinho do pai, também. — As últimas palavras quase saem inaudíveis. Ele olha para minha barriga novamente e sorri. — Eu amo você. E eu também amo você, feijãozinho!

— Eu te amo. — Falo, olhando para ele. — E eu também amo esse feijãozinho aqui.

— Com licença, vocês vão querer brigadeiro? — Missi bate na porta e entra no quarto com cautela, como se não quisesse nos interromper. Percebo que ela está com uma colher suja enorme na mão — Acabei de fazer, ainda está bem quente.

— Claro! — Eu eu Hector nos entreolhamos e sorrimos. — Acho melhor a gente esperar esfriar um pouco, não? — Falo.

— É, acho que sim. — Ela lambe o chocolate da colher. — Vai estar lá na mesa. Vou aproveitar para ir no mercadinho aqui perto pra comprar as coisas pro jantar. E é você quem vai fazer, viu, Sica?

— Tudo bem, desastre na cozinha! — Falo e Missi sai, sorrindo.

Hector não para de olhar para mim. Ele começa a acariciar-me bem abaixo do umbigo, me fazendo um pouco de cócegas. Ele sorri pra mim e me nina por um bom tempo.

Acho que algumas mudanças repentinas podem ser boas, também.

Notas finais
Eu não consigo encontrar as reviews... Vocês sabem onde estão? - Indiretazinha bem direta, né? KKKKK