Notas iniciais
Dividi o cap em dois para não ficar muito extenso. Foi mal pela demora, eu não tive tempo mesmo! Bem, pelo menos vocês já podem matar um pouquinho a saudade da minha fic! KKKK :)

— Você está linda. Linda de verdade.

Olho para mamãe, que está a beira do choro. Passaram-se dois meses, os dois meses mais ansiosos da minha vida. Nunca pensei que meu casamento ocorreria tão rapidamente, mas graças à ajuda de Clarisse, irmã da minha sogra, conseguimos muita coisa por meio de contatos. A cerimônia e a festa está praticamente por conta da família de Hector, mas meu vestido minha mãe fez questão em me dar. Essa é a minha última prova do vestido até meu casamento. Casamento... Deus, é amanhã. Eu não sei se consigo acreditar ainda... Estou tão nas nuvens! Meu vestido é lindo, um tomara que caia cheio de minúsculas pérolas que brilham mais que qualquer coisa.

— Eu sei! — Suspiro, rodopiando mais uma vez.

— Espera aí, mocinha! — A costureira fala, um pouco irritada. — Você está me atrapalhando nos ajustes. Você engordou, sim?

Olho para ela. Os óculos da mulher estão bem na ponta do nariz, e sua expressão carrancuda me deixa um pouquinho irritada.

— Sabe, eu estou grávida de três meses! — Retruco. — É bom que eu engorde!

— Ah, desculpe-me. — Ela fala, parecendo realmente arrependida. — Não me pareceu que está grávida.

— Vou levar isso como um elogio. — Sorrio. Ah, nada vai me deixar com raiva hoje.

Mamãe fica olhando para mim feito uma boba. Beijo sua testa.

— O que foi, mãezinha? — Pergunto.

— Eu nem acredito que você vai se casar. Minha filhinha... — Ela enxuga uma lágrima.

— Ai, mãe... — Eu tento abraçá-la sem atrapalhar muito a costureira. — Nem eu acredito também. Mas eu estou muito feliz. Muito feliz mesmo.

— Eu também estou. — Ela sussurra. — Eu lembro de você com uns três anos, correndo pela casa para fugir do banho. Você era tão pequenininha, e agora... Você se tornou uma mulher linda e decidida. Eu só não queria que você se casasse assim, tão nova...

— Eu encontrei a pessoa que eu amo. Hector é amor da minha vida, e estamos esperando nosso bebê. — Sorrio. — Ele me faz feliz, e espero que ele me faça assim até meu último dia. Por que não se casar, então?

— Não tem nada a ver com isso... Sei que Hector te ama e que você o ama também. Nunca poderia pedir alguém tão bom como ele para minha filha, é só que você é uma bebê ainda... Minha moranguinho.

— Ai, mãe... Moranguinho não! — Dou uma leve batidinha no ombro dela. — Quando minha filha nascer, você chama ela disso, tá?

— "Filha"?! É uma menina? — Ela pergunta ansiosíssima.

— Ai que droga... — Falo, desapontada comigo mesma, mas ainda assim feliz. — Era pra ser surpresa. Fui fazer a ultrassonografia alguns dias atrás e é uma menina sim.

— Minha neta é menina! — Mamãe só falta pular de alegria. — Ah, que lindo! Meu sonho é ser avó de uma menina...

— Eu sei... Você sempre falava isso.

Ela está chorando muito, mas muito mesmo, assim como eu. Acho que até a costureira está. Deus, acho que hoje é o dia mais feliz da minha vida. Não, amanhã é. O dia do meu casamento é o melhor dia. Sorrio para ela, enxugando uma lágrima que descia pelo meu rosto, e a abraço novamente.

— Bem, acho que terminamos os últimos ajustes, senhorita Andersen. — A costureira fala, guardando suas coisas em sua pequena maleta.

— Obrigada, está lindo. — Eu falo, e mamãe paga-a o resto do dinheiro que faltava. Bem, os pais do Hector me deram uma casa, o vestido e a festa meus pais dão. — E agora, mãe?

— Vamos para casa, descansar. Você tem que estar linda amanhã. Não que você não seja, claro, mas...

— Você está se enrolando cada vez mais. — Brinco, e ela me ajuda a tirar o vestido. Pego minhas roupas e visto-as.

— Eu sei. Estou nervosa. — Ela confessa. — Acho que é por que eu não fiquei no meu casamento, e estou descontando o atraso agora.

— Não podia ser com a Lil não? — Brinco e ela sorri. — Bem, vamos pra casa.

Ela concorda e nos dirigimos até o carro que estava estacionado na frente do que eu chamo de "reduto das costureiras de Manhattan". Vamos para casa, finalmente, depois de três horas. Três!

Chegando no apartamento, vemos Missi agarrada à Jack. Tenho certeza de que, se não fosse pelo fato dela ser a dona do apartamento, ela o expulsaria na hora. Não sei por que mas mamãe não parece ter gostado de Jack. Ou não gostou do fato de que um homem vive andando pela casa onde sua filhinha adorada está morando. Mães... Será que elas não crescem nunca?

— Com licença. — Mamãe fala, e os dois se afastam tão rápido que me dá peninha. —Será que vocês não poderiam terminar isso no quarto?

— Claro, senhora Andersen. Anda, Jack. — Missi estava um pouco zangada, mas foi-se com ele ao seu quarto. Viro-me para mamãe.

— Vai ser pior. Quando escutar os rangidos da cama, não reclame. — Murmuro para ela. — Se tivesse os deixado aqui, não teria problema.

— Olha a maneira como você fala, Sica! — Ela parece ofendida. — Realmente a minha moranguinho está crescida demais!

— O que foi que eu falei de ofensivo? Nada! — Olho para ela, realmente sem entender. Ai, Deus... Pego o telefone.

— Vai ligar pra quem? — Pergunta.

— Hector. — Respondo. — Sabe, faz três semanas inteiras que não o vejo! Estou com saudades...

— Deixa ele em paz, deve estar ocupado com a mãe dele. — Ela murmura, tirando o telefone da minha mão.

— A mãe dele só chega amanhã. Quem está com ele na casa de Clarisse é o pai dele.

— Ah, o senhor "sou a versão mais velha e mais sexy do meu filho". — Ela suspira, bem na hora que o pai entra na sala.

— Ah é, é? — Ele cruza os braços. — Que bom saber que você acha o pai dele sexy. Vou manter você longe dele o casamento todo.

— Ora, Will! — Ela está vermelhíssima. — Só porque eu acho alguém sexy não significa que eu quero essa pessoa! E além do mais, ainda estamos tecnicamente separados, então nada me impede...

— O quê? Vocês ainda não reoficializaram?

— Não. Sem tempo de ajeitar a papelada, filhinha. — Papai responde.

— Deus... Vou casar antes de vocês! — Brinco.

— Aham, filha. Só não esquece que a gente casou faz anos! — Mamãe retruca. — A gente só se separou.

— Eu sei! — Falo. Ai, que dor de cabeça... — Eu não estou bem.

— O que foi? — Mamãe segura minha mão. Gelada. — Anda, você tem que descansar.

— Estou enjoada... Sai da frente antes que eu vomite em vocês!

Deus... Esses enjoos não vão passar nunca? Corro para o banheiro e, nossa, como eu detesto vomitar. Assim que me recomponho, volto para a sala e vejo que papai e mamãe estão preocupados comigo.

— Está se sentindo melhor? — Papai pergunta.

— Estou... Foi só mais um enjoo. — Respondo, e eles sorriem em consideração à mim. Sento-me no sofá e sinto meu celular tocar no bolso. Pego-o e vejo que é Hector. Atendo.

— Oi, meu amorzinho! — Ele exclama. Só em ouvir a voz dele fico mais calma. — Está nervosa?

— Sim... Muito. Acho que nossa filha também está, pois ela já estava me fazendo enjoada de novo...

— Eu ainda não acredito que não vamos ter um menino... — Ele resmunga, mas sei que ele está brincando. — Dá pra confiar nesse exame?

— Claro que dá, Hector. — Rio. — Mas sei que você vai amar a menininha. Estava até pensando no nome dela. Que tal Valerie?

— Eu gosto de Valerie. Também gosto de Bianca, Esther... — Ele sugere. — Mas ainda acho que devemos esperar ver o rostinho dela para decidir.

— Eu também acho. — Sorrio enquanto falo. — Estou com muita saudade de você. Mas acho que era preciso, né?

— Não acho... Eu ficaria bem melhor vendo você todo dia. Essa besteira de ficar separados, mesmo que por esse tempinho, é muito sem graça.

— Não se preocupe, Hector. Como é que eu ia esconder os segredos da nossa festa e do meu vestido de você, curioso do jeito que é? É melhor assim.

— Ah, tá! — Meu noivo resmunga. — Bem, pelo menos eu vou estar cada vez mais ansioso para te ver, então com certeza vai ser compensado na lua-de-mel, viu?

Fico vermelha com o olhar dos meus pais sobre mim. Ainda bem que eles não escutaram.

— Aham... — Falo, para não levantar suspeitas. Falar dessas coisas com meus pais tão perto de mim é bastante constrangedor. — Bem, está quase chegando.

— E eu mal posso esperar, lindinha. — Ele fala num tom tão suave, como se sussurrasse em meu ouvido com sua voz mais sexy. — Até amanhã, Sica.

Ele desliga assim que lhe mando um beijo.

— E então, ele está com saudades? — Mamãe pergunta.

— Assim como eu. — Sorrio. — Mas sabe de quem eu estou realmente com saudades? Da Lilian. Que horas o voo dela chega aqui?

— De madrugada, ansiosa. — Papai ri da minha cara de preocupada. — Garanto que é ela quem está mais ansiosa. Ela não via a hora de ter uma folga na escola para voltar direto para cá!

— Eu sei. Ela é exagerada um pouco. — Digo, pensando na minha caçulinha. — Mas por falar em folga, o senhor não devia ter voltado para o escritório? E o seu livro, como anda?

— Pedi para ficar com as coisas online, assim posso fazê-las daqui. — Ele responde. — E o meu livro é do mesmo jeito. Posso escrever onde quiser, e adoro fazer isso perto de vocês. — Ele olha para mamãe e eu. — Acho melhor você descansar.

— Seu pai tem razão, Sica. — Mamãe sorri para mim em consideração. — Vai se deitar, já é tarde.

Olho para o relógio na parede. Ainda são oito e meia da noite.

— Mas eu quero ir buscar Lilian...

— Você vai acordar cedo amanhã. Esqueceu que é o seu dia de noiva? — Ela sorri. — Você terá o tempo do mundo par sua irmã depois. E você precisa ficar ainda mais linda amanhã.

— Ok, vocês me convenceram. — Levanto-me do sofá e beijo a testa de cada um dos dois, depois vou até meu quarto. Visto meu pijama e durmo tranquilamente, a noite toda.

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— Bom dia, Sica... — Mamãe, ainda com a voz sonolenta, me chama.

— Bom dia... — Levanto-me lentamente da cama, bocejo e olho para ela. — Que horas são?

— Cinco da manhã. Seu dia começa cedo, mocinha! — Ela sorri e me puxa pra fora da cama. Anda, você tem um dia inteiro para gastar no spa. É perto do shopping, aquele que você disse que tinha curiosidade em ver por dentro... — Ela fala com um sorriso enorme em seu rosto.

— Sério? Ai, Deus, aquele é só o melhor spa da região!

— Pois é. Vamos, Jessica! — Ela abre meu armário e saca rapidamente uma roupa. — Você só se atrasa no casamento, não nos preparativos. Veste isso.

— Sem tomar banho? Que nojo!

— Você vai tomar uns trinta banhos lá, acredite. — Mamãe me dá um olhar cúmplice.

Sorrio e visto a roupa que ela quer. Quando estou pronta, vou até a cozinha e vejo um sanduíche — provavelmente pra mim — e o como rápido para não atrasar. Mamãe já estava lá embaixo, e minha nossa, como está escuro!

— Tem certeza que eles estão abertos? É praticamente madrugada!

— Nova Iorque não para, querida. Garanto que vai ter um monte de gente lá.

Ela mais uma vez me puxa para o carro e vamos direto para o spa. Deus, aqui é enorme! Assim que entramos, vejo o quão chique é aqui. Várias atendentes na recepção, e muitas mulheres esperando serem atendidas... Mamãe nos leva direto ao balcão, onde uma mulher exageradamente plastificada nos atende.

— Bom dia, em que posso ajudar?

— Ela veio para o tratamento completo. — Mamãe aponta pra mim e explica a ela.

— Sim, mas há três mulheres na sua frente. — Ela dá um falso sorriso. — Estamos trabalhando com um número limitado de massagistas.

— Ela veio para o dia de noiva. — Mamãe fala como se tivesse tirado uma carta da manga.

— Oh. — A mulher olha alguma coisa no computador. — Jessica Andersen, sim?

— Sim. — Respondo.

— Venha comigo.

Olho para mamãe, que sorri e gentilmente me empurra para ir com ela. A atendente sorri.

— Desculpa pelo transtorno, se tivessem dito logo que era seu dia de noiva... — Ela se lamenta.

Sigo-a até uma área onde há algumas piscinas quentes. Ela pergunta se eu trouxe alguma roupa de banho, e eu respondo que não. Ela sorri, compreensiva, e vai buscar um biquíni para mim.

— Bem, você pode vestir-se ali, naquele banheiro. Aqui está a chave do armário 301, onde você pode guardar suas roupas. — Ela aponta para a esquerda, assim que volta. — Quando terminar, pode aproveitar alguma das piscinas. Essa daqui é com ervas, acho que seria ideal para você. Daqui a uns 30 minutos eu volto com a sua massagista e guia.

— Certo. — Sorrio e vou em direção ao banheiro.

Várias mulheres estão lá dentro, sorrindo e provavelmente em seus dias de noiva também. Elas olham para mim, e eu, envergonhada como sempre, entro em uma cabine e me visto lá. Volto e elas continuam olhando para mim. Uma loira oxigenada aproxima-se de mim.

— Querida, não pude deixar de notar sua barriguinha! — Ela fala, com o sotaque anasalado do Upper East Side. — Está grávida?

— Ah... Sim. — Falo.

— Deus, tão novinha... — Outra loira se aproxima e diz. — É seu dia de noiva, não é?

Assinto com a cabeça, sorrindo para mim mesma.

— E demorou muito para você convencer o pai da criança a se casar? — A primeira murmura e meu queixo cai. — Os homens nunca querem assumir os erros que cometem, não é, querida?

— Na verdade, ele me pediu em casamento sem que eu precisasse obrigá-lo, já que ele me ama. — Empino meu nariz, e elas me olham desdenhosas. — Bem, vou deixar vocês relaxando. Bom dia.

Elas ficam com cara de confusas, mas não me seguem quando saio do local. Se tem uma coisa que eu detesto é ficar respondendo perguntas de pessoas que eu não conheço e que, principalmente, não me conhecem. Como elas ousaram assumir aquilo tudo sobre meu noivo? Desisto de entender e vou até a banheira de ervas, que mais parece uma grande xícara de chá. Entro nela e, meu Deus, como é incrivelmente quente e gostoso ficar aqui! Relaxo e deixo todas as preocupações do casamento passarem.

— Bom dia! — Uma mulher de aparência latina se aproxima de mim depois de uns trinta minutos que passei na banheira. — Sou Maria, sua massagista e guia pelo resto do dia.

— Ah, claro! — Sorrio para ela. — Bem, onde vamos agora?

— Para a casa de massagens. — Ela fala. — Você vai receber o tratamento mais elaborado.

Olho para ela, que me leva até a tal "casa", que é tipo um enorme bangalô rústico que contrasta com a modernidade do spa. Entramos lá e ela me conduz até uma ala separada, onde vejo uma cama e vários, mas vários produtos diferentes. Ela me diz para deitar na cama e relaxar.

— Está com fome? — Ela pergunta.

— Um pouquinho, não comi direito. — Sou sincera.

— Não se preocupe, quando terminarmos de hidratar sua pele vamos direto para uma parada para o lanche! — Ela sorri e coloca umas luvas, mais parece que vai fazer uma cirurgia em mim.

Ela pega uma loção esfoliante e me faz massagens que me fazem relaxar mais e mais... Deus, isso é muito bom! Assim que ela termina, me pede para entrar no ofurô que estava ao nosso lado. A água está tão quentinha... Ela joga algumas pétalas de rosas dentro. Não sei pra quê elas servem, mas dá um charme.

Saio mais uma vez e ela coloca mais alguns cremes em mim, e depois volto para o ofurô já limpo. Essa operação repete mais vezes, e eu estou morrendo de fome! Olho para ela, quase suplicando. Deus, já são sete horas!

— Ainda com fome? — Ela pergunta.

— Com certeza! — Exclamo, logo morrendo de vergonha.

— Bem, então vamos logo, esse é o último banho. Deve estar com fome mesmo, está comendo por dois!

— Às vezes parece que estou comendo por três... — Falo, saindo do ofurô. — Bem, vamos logo!

— Vista esse roupão primeiro. — Ela me entrega-o e o visto. — Vamos. Temos comidas deliciosas aqui, e todas tem quase nenhuma caloria.

Sorrio e sigo-a, em direção ao local onde vendem lanches, parece um pequeno restaurante. Sento-me numa mesa e ela fala para eu ficar a vontade. Peço o melhor café da manhã do mundo, com bolachas, torradas, pães e bolo, além de vários sucos. Assim que sacio-me, ela me conduz para o tratamento facial.

— Sua pele é linda, e vamos deixá-la ainda mais! — Ela fala de um jeito bem exaltado. — E mais tarde vamos fazer um penteado lindo em você. Sua mãe já nos deu o modelo.

Deus, será que ela escolheu certo? No catálogo eu fiquei em dúvida entre dois, mas ela cismou em um que, Deus me perdoe, parece que saiu dos infernos! Ai, caramba... agora eu estou com medo.

Quando chegamos no local — aqui é enorme pra caramba, parece um shopping, de tão grande! — sento-me numa cadeira e ela coloca vários produtos no meu rosto. Nunca tive tantas espinhas e cravos, o que me faz perguntar por que raios estão espremendo meu rosto.

— Isso é uma massagem especial. — Ela explica, como se lesse meus pensamentos. — Esse aparelhinho faz com que sua pele fique mais viva e firme, e é por isso que ele dá esses beliscões.

Ela termina de massacrar meu rosto — beliscões? Tá mais para tratamento com soda cáustica! — e coloca mais cremes. Deus... Nunca tive paciência para essas coisas, mas devo confessar que estou me sentindo uma princesa.

Quando termina, ela me leva à "Sala do Sono". Entrando lá, vejo várias mulheres dormindo. Que estranho...

— Aqui você vai recarregar suas energias. Você acordou cedo, provavelmente, então aqui é o melhor lugar para descansar. Temos a melhor cama reservada para você. Colchões de qualidade e travesseiros com penas de ganso e cisne. Lembrando que nenhum animal foi morto para a confecção.

— Tudo bem... Deus, parece até que vocês sabem que eu adoro dormir!

Ela sorri e me leva a minha cama. O roupão que estou vestida é confortável, e durmo feito uma estrela de cinema.

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Quando acordo, olho para os lados e vejo que Maria não está lá. Fico quieta por um tempo, mas logo depois ela chega.

— Bem, agora você vai almoçar e depois direto para a sauna.

— Mais tratamentos? — Falo meio espantada.

— Claro! Agora já são duas horas. Seu casamento é as seis, então a gente tem que correr contra o tempo.

— Já são duas horas! Deus... — Levanto-me feito uma maluca. Ela sorri e me leva para o mini-restaurante e como divinamente lá. Ela então me fala a direção da sauna e diz que me encontrará lá daqui a uma hora. Sigo suas instruções e entro na enorme sauna de madeira de lei. E, para minha infelicidade, as mulheres do banheiro estão lá.

— Queridinha! — A loira fala. — Porque você saiu daquele jeito do banheiro? Não diga que a ofendemos...

"Porque se não eu ia dar um soco nesse seu nariz arrebitado, intrometida!", penso em responder. Mas, como você sabe, sou uma menina muito educada, então apenas sorrio como se nada tivesse acontecido. Afasto-me delas, que graças a Deus não vão atrás de mim. Depois de uma hora, como combinado, saio da sauna e vou direto para um banheiro tomar uma ducha de água fria. Quando saio de lá, vejo Maria com um homem alto.

— Jessica, este é Julius, seu cabeleireiro. — Ela me apresenta o homem alto — Julius, ela está em suas mãos!

— Seu cabelo é lindo! — Ele exclama, pegando meus cabelos — Seu tom de ruivo é maravilhoso. É de verdade?

— É sim. Só a ondulação que não é muito...

Ele começa a passar as mãos na minha cabeça, e sinto ele passar seus dedos em cima da cicatriz.

— O que houve com você, queridinha? — Ele pergunta, e mesmo que o jeito dele de falar pareça o contrário, sinto que ele não está sendo falso.

Enquanto explico minha história, andamos até o salão. Julius parece chocado com o que digo. Sento-me na cadeira dele, que sorri.

— Então você merece o melhor mesmo. Vamos começar!

Notas finais
reviews? E desculpem meeesmo pela demora!