Jenete And The Hunter

4 Capítulo 3: Te odiando


Notas iniciais
Boa leitura e um pequeno aviso. Estou percebendo que estou com dificuldades em escrever duas fanfics então vou aderir a ideia da minha prima de escrever a cada duas semanas.

Estávamos andando a tanto tempo que já estava escuro e meus pés doíam.

-Podemos para?

-O que foi a princesinha está cansada? – rosnei.

-Você tem sorte que me enfeitiçou, pois se não está hora estaria morto seu verme.

-Nossa que agressividade.

-E olha que não viu nada. – disse me sentando numa pedra.

-Quem disse que vamos parar. – disse ele segurando com força meu braço.

-Eu e me solte. – dei alguns segundos e como ele não me soltou joguei uma magia para que ele deitasse no chão e não pudesse se mover.

Foi lento, mas o feitiço foi feito com perfeição.

-Está ficando fraca. – olhei para ele e vi um sorriso irônico.

-Vamos ver. – ameacei dar um chute nele e ele nem se móvel.

-Que merda…

-Feitiço. – disse retribuindo um sorriso sarcástico. – Viu como é bom estar aos caprichos de outra pessoa. Posso ate castra-lo.

-Você não seria…

-Capaz. Talvez – dei uma risada sem humor – Mas quer saber vou fazer algo pior. – dei um sorriso e mordi seu braço. Fiquei tomando o sangue dele e ouvi um gemido.

Tomei seu sangue em pouca quantidade e depois de dois minutos parei. Vi um olhar meio vazio, mas brilhante. Nunca avia tomado sangue de vampiro muito menos de humano, mas aquela expressão em seu rosto me intrigava. Me senti um pouco mais forte e senti meus instintos um pouco mais aguçados.

-Acho que mereço lhe dar o troco. – ele se debruçou sobre mim e começou a tomar meu sangue.

Lutei por um tempo, mas algo me atingiu era seu veneno no mínimo. Uma onda de prazer, felicidade e calmaria passou por mim e me lembrei das palavras de uma moça que chegara a nosso clã.

“O veneno as vezes é uma droga e que é melhor ate que o próprio sexo…”

Soltei um gemido. Nunca avia feito sexo para saber se a moça estava certa, mas pude ter a certeza que aquilo dava uma excelente sensação.

-Vejo que gostou. – senti sua língua passar pela ferida.

-E posso dizer o mesmo em relação a você.

-Como você admitiu vou dizer que a sensação é boa. Realmente Melory estava certa. – disse ele a ultima parte no mínimo para si mesmo.

Juntei todas as minhas forças e me impulsionei para frente e eu certo eu estava de pé.

Examinei meu vestido que estava sujo. Bufei e fui em direção ao lago.

-Aonde pensa que vai? – disse ele me segurando pelo braço.

-Me limpar e vou criar uma cama.

-Vou com você.

-Que bonitinho agora eu tenho um cachorrinho. – ele deu uma risada sem humor.

-Olha como fala de mim. – revirei os olhos e continuei andando.

-Então a quanto tempo trabalha para a Ravenna? – perguntei enquanto criava um vestido.

-Desde quando preciso contar sobre minha vida? – rosnei.

-Você é insuportável. – disse saindo da agua. – Agradeceria se tivesse o mínimo respeito de me deixar sozinha só para trocar de roupa.

-Princesas são sempre iguais, mas tenho uma novidade não sou um servo seu nem um príncipe então continuarei aqui no seu pé.

-Devia ter mais respeito comigo. – O encarei com raiva.

-Mas não tenho. – disse ele sorrindo.

-Pode pelo menos se virar.

-Não. – desisti e tentei tirar o vestido. – Deixa que eu faço isso.

Ele tirou o vestido rapidamente o que me fez crer que já avia feito tal trabalho diversas vezes ou já avia feito diversas vezes sexo.

-Obrigada. – disse baixinho.

-O que não ouvi?

-Obrigada. – disse um pouco mais baixo e ele riu.

Deixei o tecido cair e ele parrou de rir. Eu ainda estava com um corpete e aquela calça, mas isso não impedia que ele visse as minhas curvas e meu corpo. Corei violentamente e vesti rapidamente o vestido.

-Devo dizer que de todas as princesas tu es a mais chata, — o encarei com raiva – mas infelizmente não posso negar que de todas que já vi es a mais bonita. – corei mais ainda.

Ele sorriu e passou a mão pelo seu cabelo. Fiquei meio hipnotizada. Balancei a cabeça e me agachei. Fechei meus olhos e avistei uma cabana onde tinha uma cozinha, sofás e no andar de cima tinha uma cama de casal e outra de solteiro. Abri meus olhos e me levantei ao me virar me deparei com ele me olhando.

-Sabe seu rosto fica muito bonito quando você cora. – Ai meu Deus esse garoto quer me enlouquecer.

-Brigada. – sai andando em direção da casa.

-Por que agradeces? – parei de andar e analisei suas palavras eu entendi ele estava me cortejando.

Ele era bonito, mas ele iria me levar para a morte eu é que não ia me envolver com ele as outras podem ter feito isso, mas não sou as outras.

-Você se achas tão importante a ponto de poder cortejar uma princesa? – Me virei para encara-lo. Vi a raiva em seus olhos e ele chegou perto de mim.

-Sabe sou a sua única opção de ter algum tipo de relação. – disse ele me segurando fortemente.

-Então por enquanto prefiro ficar sozinha.

-Mas como não pode escolher. – ele me puxou e me beijou.

Lutei para me separar, mas aos sentir verdadeiramente seus lábios nós meus retribui. Senti um calor inexplicável e senti ele maior no meu coração. Coloquei meus braços ao redor de seu pescoço. Senti uma macies e soube na hora que estava deitada num dos colchões. Respirei fundo e me controlei e o empurrei.

-Para me ter nua terá que se esforçar mais.

Vi o quarto e vi que era o “meu” quarto e o empurrei para fora e tranquei meu quarto. Eu de modo algum iria entregar o meu corpo a um estranho não entregaria minha inocência e minha ora a ele ate entregaria se tivesse que me casar com ele o que não vai acontecer.

Me deitei na cama macia e entrei numa bolha para parar de ouvir os xingamentos e os grunhidos dele.

Abri meus olhos vi que a porta tinha sumido. Me sentei e vi o chão ensopado. Ouvi um barulho. Talvez fosse um animal. Sai correndo em direção ao som e me escondi nas arvores e vi ele se alimentar de uma garota.

-Praticamente já acabei com a garota, mas se quiser pode ficar com ela. – disse ele passando a língua pelos lábios.

-Não bebo o resto. – Menti, não queria dizer aquele homem que eu tomava sangue.

-Sabe ouvi falar de você. A vampira vegetariana. A que nunca tomou sangue humano, a virgem, mas que tenta ao máximo mostrar que já fez coisas arriscadas e que está acima de todos. Você é praticamente igual a todas.

-Eu ate poderia provar que está errado, mas vou deixar que acredite nós outros – apesar de saber que tudo o que ele disse era verdade preferi agir como sempre.

-Tudo bem se quer continuar atuando. – Ele largou a garota.

-Como ousa falar de mim como se me conhecesse?

-Sabe eu costumo me informar sobre minhas prezas.

-E vai logo ouvir as mentiras dos outros…

-Na verdade ouvi isso de uma das suas damas de companhia. – fiquei paralisada – Você acha que uma delas não ia se importar mais com a própria vida do que com a sua vida?

Aquilo me atingiu como uma facada no coração ou uma punhalada atrás das costas. Dei um grito de raiva e pude sentir algo se mover. Olhei para trás e vi a água fazer uma onda gigantesca que agora se desmontava e vinha em nossa direção.

-Volte! – gritei e fechei meus olhos a espera da água, mas ao abri-los vi que a água avia sumido, foi como se ela nunca tivesse feito o formato de uma onda.

-Como… — ele murmurou mais algumas coisas, mas fiquei olhando para a água.

Vi meus pais sobre a água e caminhei ate eles observando o sorriso que estava em seus rostos e como minha mãe dançava com meu pai. A risada deles tão agradável e como eles se moviam era incrível. E quando mais eu me afundava na água eles faziam o mesmo, mas nunca parando de dançar.

Senti mãos ao redor da minha cintura e me puxando para longe deles. Comecei a gritar por eles que pareciam que nem podiam me ouvir mais. Assim que parei de velos bati sem parar na figura que me levara para longe deles. Eu não via mais nada, mas tinha noção das palavras que saiam de minha boca e dos meus movimentos eu não ouvia nada além de meus próprios sons.

Notas finais
E aí estão gostando? Se tiverem alguma ideia para melhorar a fanfic pode escrever vou adorar sugestões, criticas e elogios.