Notas iniciais
Primeiro capitulo pequenininho. Dependendo de como fora reação, eu postarei mais capitulos, maiores, se for o caso.

Espero que gostem, boa leitura.

Não tente entender as palavras que está lendo. Talvez não seja você quem vai entender e gostar dessa historia. Talvez você seja como eles. Apenas mais um humano sujo. Não, eu não sou Humana. Não completamente.

Okay, se você chegou até aqui, suponho que talvez deva ter ficado ofendido com o comentário acima. Mas não posso evitar. Eu sou assim. Nós somos assim. Somos seres completamente renegados. Alguns de vocês nos temem. Outros nos adoram. Não fazemos diferenciação quanto a isso. Odiamos todos igualmente, não se preocupe.

Ninguém é tratado de forma diferente, A não ser que você tenha um dom especial. Como eu tinha.

E é essa a historia que eu queria contar. A de como me juntei a essas... Pessoas? Não acho que seja a palavra correta para nos descrever. Deixamos de serem pessoas há algum tempo. E eu também, desde que cheguei aqui. Graças a ele.

Jeff the Killer.

Já ouviu falar dele? O assassino em serie, que com apenas treze anos começou a se deliciar com os prazeres absurdos que uma faca bem afiada pode proporcionar. A sensação é... Bem, talvez eu deva explicar para vocês depois.

Antes de começar a narrar os acontecimentos, devo levá-los a mais ou menos um ano e meio atrás, no dia 19 de outubro de 2009.

Estava chovendo muito naquela tarde, enquanto eu voltava pra casa. Minha escola é uma daquelas de tempo integral. Você entra de manha naquele inferno, e só sai à tarde. Mas naquele dia, eu nem ligava. Era meu ultimo dia de aula, meus pais viajaram, e eu tenho a casa só para mim.

Destranquei a porta ruidosamente. Descalcei as botas, colocando meus pés em contato com o chão frio. Andar descalça é uma das coisas que eu gosto de fazer quando estou sozinha em casa.

-Mãe?-Gritei. Não ouve resposta. Sorri.

Andei em direção a cozinha. Estava morta de fome. Maquinal mente, meus pés se viraram em direção à geladeira, onde, convenientemente, meus pais haviam pregado um bilhetinho.

Ally,

Como sabe, nós viajamos. Estaremos fora pelas próximas duas semanas. Há comida o suficiente no freezer e nos armários. Há dinheiro no pote de biscoitos em cima da geladeira, se precisar. Qualquer coisa Ligue para seus tios.

Com amor, Papai e Mamãe.

-Com amor, papai e mamãe. -Repeti, fazendo uma careta.

Meus pais sempre faziam isso nas férias. Deixam-me na casa da minha avó até ano retrasado, quando eu disse que poderia me virar sozinha.

Eu não fico irritada de ter que ficar sozinha, nem por eles viajarem sem me levar. Pelo contrario. Acho ótimo ficar longe das pessoas por maravilhosas duas semanas.

-Agora, vejamos... -Falei, abrindo a porta da geladeira enquanto jogava o bilhete no chão. A geladeira estava parcialmente vazia. Uma caixa de pizza, com uma pizza quase inteira dentro, algumas garrafas de refrigerante, Alguns legumes. No freezer, Comida de microondas aos montes.

-Pelo menos, fome eu não vou passar. –Falei, pegando um Hambúrguer de saquinho e colocando nas microondas.

Depois que ficou pronto, levei-o para meu quarto. Joguei-me na cama, roubei o notebook da minha mãe e comecei a fuçar alguns filmes de terror para assistir. O programa diário na vida de Maria Alice Santana, 13 anos de idade, sozinha em casa.

Ao que parece, eu era um alvo fácil, na mente dele.

Notas finais
Comentem, por favor, e desculpem pelo capitulo pequeno.