Jeff The Killer - Counting Bodies Like Sheeps.
2 Capítulo 2- Um assassino no meu porão
Notas iniciais
Então, segundo capítulo.^-^
Espero que goste, boa leitura.
Eu não tinha conseguido dormir.
Não, eu não sou uma bunda-mole que se borra de medo de filme de terror. Era algo um pouco mais complexo.
Como se... Meu corpo estivesse avisando que ele chegaria. Virei minha cabeça no travesseiro. Eu odiava ter insônia.
Foi quando eu ouvi. Vindo do andar de baixo, passos quase imperceptíveis.
Quase.
Levantei vagarosamente da cama, me sentando na beirada. Alguém invadiu minha casa.
Merda. Levantei, na ponta dos pés e olhei embaixo da cama. O bastão de baseball que “peguei emprestado” da escola. Finalmente, uma utilidade para minha Cleptomania.
Segurando o bastão de baseball com as duas mãos, segui pelo corredor escuro, iluminado apenas pelas janelas, tentando fazer o mínimo de barulho possível. Quando cheguei perto da escada, consegui ver o invasor. Um menino, aparentemente. Muito mais alto que eu.
Aproximei-me mais vagarosamente, ficando a menos de três metros do cara. Foi quando ele esse virou bruscamente. O que diabos é isso?
As luzes fracas da lua e dos postes da rua iluminaram seu rosto. A primeira coisa que notei foram seus olhos. Grandes olhos rodeados de preto. Encarando-me.
Levantei o bastão de baseball até a altura de seu nariz. Ele gargalhou. Um som rouco e sinistro, que fez minha pele se arrepiar.
Deu mais alguns passos para frente, agora ficando mais perto da janela e da luz. Mesmo na luz branca da lua, pude ver que sua pele não tinha cor. Em suas bochechas, cortes irregulares lhe davam um sorriso macabro.
-Vá dormir. Ele falou. Sua voz, assim como a gargalhada, era rouca e falhava às vezes. Como se não fosse usada frequentemente.
Então, num movimento rápido, ele correu até mim, enquanto tirava uma faca de amis ou menos vinte centímetros do bolso. Ergui o bastão de baseball.
A boa noticia: Eu desviei da faca.
A má noticia: Ele desviou do meu bastão.
E fui nesse desviar eu ele cometeu um erro. Sabe, Jeff consegue dar saltos impressionantes. Mas, mesmo assim, ele ainda precisa ver para onde está pulando. Ele não fez isso, daquela vez.
Resultado: Jeff atravessou a janela, caindo no meu quintal.
Corri até a janela, agradecendo a deus por estar de pantufas. O vidro tinha se estilhaçado. Olhei para o quintal, tomando cuidado para não me cortar com os cacos que ainda estavam presos. Ele não estava se movendo.
-Ah, droga... Quando acordar, ele vai...-Então, alguma coisa estalou. Sabe o barulho que uma impressora velha faz quando trabalha? Minha cabeça estava fazendo aquele barulho, por que eu tive uma ideia...
Meia hora depois, eu olhava satisfeito meu trabalho já pronto.
Eu tinha carregado Jeff até o porão. Carregar não é bem o termo... Acho que Arrastar seria mais apropriado. Ele ficava tão estranho inconsciente. Sabe parado, imóvel, mas de olhos abertos. Como um morto.
Enfim, eu Arrastei Jeff até o porão, que é o lugar da casa onde meus pais nunca (Repito, NUNCA) Vão.
É lá que a empregada costumava morar antes de ir embora. E sim, depois que você arruma o lugar, ele fica totalmente habitável. E, como uma casa, lá tem uma cozinha, um banheiro, uma sala e um quarto.
Só que, como custaria muito para erguer paredes para separar todos esses cômodos, meus pais só separaram o banheiro. O resto ficou conectado.
Então, eu acorrentei o cara na cama usando as correntes que achei no sótão, que antigamente eram usadas para fechar os portões da nossa antiga casa. E, quando eu me certifiquei de que ele não poderia se soltar, corri para cima, em busca de um telefone.
Mas, quando eu estava prestes a ligar, algo não me pareceu certo. Eu não consegui chamar a policia, por que eu estava curiosa pra saber quem era aquela pessoa acorrentada no meu porão.
Coloquei o telefone de volta no gancho.
Sentei no sofá da sala, com as mãos nos olhos. O que diabos eu estava fazendo?
Um carinha entrou na minha casa, tentou me matar, e eu não chamei a policia. Okay, talvez eu esteja ficando louca.
Fui até a geladeira, em busca de algo pra comer. Tentar acertar um maníaco com um bastão de baseball dá muita fome. Foi então que eu pensei... Será que tentar matar uma garotinha dá fome?
-Ai, senhor!-Bati com as palmas na minha cabeça- Eu devo estar ficando maluca por fazer isso.
Então, comecei a fritar uns ovos para o assassino no meu porão.
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