Notas iniciais
Milhões de desculpas pela demora ao postar capitulo, mais minhas semanas ultimamente estão uma bagunça. Mais vou deixar de muito falatório. Vamos ao que interessa. Boa leitura.

Jared McMann

Já havia algum tempo que eu tinha acordado do meu curto sono e ainda me encontrava deitado no sofá, estava sofrendo de uma incredulidade com o que tinha nos acontecido. Uma hora, somos bons amigos outra somos bons amantes íntimos.

Eu continuava a olhá-la com uma admiração sem igual uma Megan despreocupada, uma Megan que há muito tempo não via. Estava totalmente adormecida deitada em meus braços. Ela estava tão tranqüila nem de perto aparentava ser a mulher impossível com quem eu trabalhava todos os dias a alguns anos. Essa era outra, essa era a minha melhor amiga.

Eu ainda achava que isso não era real, que nada que eu pensava ser verdade tinha acontecido, parecia mais um sonho do que realidade, mais sua respiração tranqüila e quente banhando meu peito dizia o contrário dizia que tudo era bem real.

—Não é educado ficar encarando uma pessoa assim enquanto ela dorme. – Megan falou de forma preguiçosa e ainda de olhos fechados e agarrada a mim.

—Não tem ninguém encarando ninguém por aqui. – beijei sua testa.

—Sinto o seu olhar praticamente me queimar. – ela sorriu de forma constrangida.

—Timidez? – perguntei maravilhado enquanto eu acarinhava seu rosto.

—Não sou boa com as palavras, não quando eu tenho que falar... – ela me olhou rapidamente baixou a cabeça e beijou o local onde sua mão repousava sobre o meu peito.

—Falar... – incentivei ela continuar. Estava interessado em saber sobre o que ela não conseguia falar.

—De sentimento, dos meus sentimentos, não importa qual eles sejam. – ela estava terrivelmente desconfortável em ter que falar sobre isso.

— Sou eu Jared seu melhor amigo, você sabe que pode falar sobre qualquer coisa. – ela me encarou com seu olhar forte e doce que sempre dava quando eu escutaria alguma bronca dela.

—Amigos normalmente não ficam fazendo sexo, no sofá depois de um dia cheio de alguns estresses. – ela fez uma leve careta como se arrependesse de ter falado isso.

—Todo ser sexualmente ativo não se importa. Eu não sabia que você teve estresse hoje. O que aconteceu? – muito rapidamente Megan mudou de uma mulher doce e calorosa pra minha colega de trabalho fria e distante.

— O que importa Jared? – ela estava tensa.

—Tudo. Tudo sobre você me importa. Não só como mulher mais como minha amiga também.

—Está tudo bem. – ela respondeu me dando um selinho e levantando-se do sofá.

—Não tão rápido. – disse puxando-a de volta para o sofá.

Eu estava sentando no sofá e do jeito que eu a trouxe pra mim ela ficou cara a cara comigo. Encaramos-nos por um longo tempo até que eu lhe perguntei.

—Diga de verdade o que aconteceu. – eu conhecia Megan o suficiente pra saber que ela estava no modo proteção e auto defesa.

—Meu pai como sempre! – ela disse com um suspiro depois de um longo tempo e mais uma vez tentou sair dali mais eu não deixei.

—Sério? – ela perguntou indignada enquanto eu a mantinha ali comigo.

—Enquanto você quiser ser uma criança mimada e calada você não sai daqui.

Seu olhar faria qualquer homem se sentir castrado, mas eu sabia como amansar essa fera. Retribuir o olha da melhor maneira, junto com um afago em seu rosto, um carinho em seus cabelos e meus dedos fazendo desenhos aleatórios em suas costas. Ela se remexeu de sua posição e por fim sentou no meu colo mais a vontade.

—Não vamos falar de nada, pode ser? – ela perguntou fechando os olhos enquanto eu descia meus dedos por toda extensão de sua coluna.

—Como você preferir. – eu disse beijando seu pescoço.

—Eu prefiro de tantas formas. – ela provocou mordendo meu queixo.

—Provocadora. – disse antes de lhe arrancar um beijo nada tranqüilo.

Eu não era mais o garoto que deixou de ser virgem algum tempo e que só consegue pensar em sexo, mas ela conseguia arrancar algo em mim que eu nunca saberia explicar. Parecia que tudo seria uma última vez entre nós. Desde o sexo até o simples segurar as mãos.

Megan beijou todo o meu pescoço enquanto suas unhas faziam um maravilhoso trabalho em arranhar todo o caminho do meu peito até próximo o meu umbigo. Sua mão foi mais abaixo e eu a trouxe de volta pra cima, eu queria que ela tivesse prazer. O meu prazer era satisfazê-la. Inclinei-me querendo voltar a tê-la deita ali novamente no sofá.

—Não. – ela disse parando o beijo. – Eu quero sentada.

Voltamos a nos beijar, deslizei minhas mãos por suas coxas e desci até o seu bumbum e a trouxe pra mim. Sentir todo o calor de seu corpo me abrigar perfeitamente. Gememos em satisfação. Suas unhas cravaram levemente em meus ombros. Movimentávamos-nos lentamente, existia um medo dentro de mim e aparentemente nela também. Eu queria sufocar o meu medo dizendo a mim mesmo que tudo isso não iria acabar, não iria sumir com o um passe de mágica.

Eu queria fazer o momento durar, mas Megan não estava facilitando pra mim. Ela estava urgente, ela queria agora, ela queria forte. Seus gemidos, sua entrega, seu ar perdido de si mesma. Ela queria tudo o que estava acontecendo tanto quanto eu. Eu não poderia me segurar por muito mais tempo. Movimentamos-nos em sincronia até parecia ser um número ensaiado. Não demoramos muito e mais uma vez nos libertamos do nosso próprio corpo.

Uma quietude e um silêncio voltaram a invadir o apartamento, mais uma vez Megan estava parecendo minha colega/amiga de trabalho, sua distância era palpável. Sentir-me mal por tão rapidamente mudarmos o clima em que estávamos.

—Não quero ser inservível e nem uma vaca, mais eu acho que está ficando tarde e sua mãe vai querer você no jantar na sua casa. – ela disse apoiando a cabeça no meu ombro e depositando um beijo.

—Nunca mais fale mal de você mesma dessa forma. – eu me arrependi rapidamente. Ela olhou pra mim de forma magoada. Acho que falei de forma imbecil com ela.

—Vou fazer alguma coisa pra comer, pode usar o banheiro se quiser. – ela disse saindo do sofá e vestindo seu roupão enquanto caminhava até a cozinha.

—Acho que minha mãe entenderia se eu não pudesse ou não quisesse ir hoje. – disse beijando os seus cabelos.

Eu tinha lhe seguido até a cozinha, procurando uma forma de derrubar o muro que estava se erguendo entre nós. Ela estava parada encostada na pia bebendo água.

—Eu preciso de um pouco de espaço. – pareceu mais um lamento, pela forma tristonha que ela estava.

—Eu disse algo? – perguntei, mas eu sábia, eu sábia que minha repreensão havia lhe deixado chateada.

—Não foi você. – ela disse olhando-me como se tivesse ouvido meus pensamentos.

—Não, não foi. Foi o seu pai. – não perguntei afirmei.

Sabia que ele era a única pessoa que tinha todo poder de deixá-la triste mesmo que ela recebesse a melhor noticia que ela esperava. De fazer um sorriso feliz se misturar com lágrimas de dor. Ele era a única pessoa que fazia um grande mal a pessoa maravilhosa que ela era. Megan simplesmente chegava a um ponto de arrebentar com essas coisas que seu pai fazia.

—Sim. – ela respondeu não querendo demonstrar tristeza e nem fraqueza.

—Posso ficar não tem problemas.

—Eu verdadeiramente preciso de espaço.

—Tudo bem. – dei lhe um beijo no topo da sua cabeça e me afastei pra trocar de roupa.

Ela me puxou de volta pela mão me olhou profundamente e me pediu algo de forma que isso soava como ela mesma é sem as perturbações que seu pai lhe aflige.

—Só tenha um pouco de paciência? – ela pediu incerta.

—Sempre que precisar.

—Vou tomar banho.

—Isso foi um convite.

—Pro um banho se quiser me acompanhar e não para um sexo no chuveiro.

—Sexo no chuveiro soa ótimo para mim.

—Por que você é um pervertido. – ele disse rindo.

—Não. É por que você é gostosa mesmo. – disse dando um beliscão em sua bunda.

—Aiii! – ela reclamou dando-me um tapa no braço.

—Nem doeu.

—Por que não foi em você. – ela disse revirando os olhos. – Vai ficar roxo.

—Pra mim, não tem problema. Só eu que vou ver essa bunda. E quando eu vê vou lembrar-me do sexo fantástico que eu tive durante o dia no sofá na casa de uma amiga.

—Bobo. – ela respondeu negando com a cabeça.

De fato tomamos banho em silencio e de vez enquanto ela negava com a cabeça alguma coisa que lhe vinha à mente e ria de algum pensamento. Eu tinha vontade de querer saber do que tudo se tratava mais preferir lhe dar um espaço e deixar o momento como estava. Tínhamos entrado em uma bolha tranqüila e relaxada eu não queria mudar as coisas.

Saímos do banho e Megan vestiu uma camisa de uma de suas bandas preferidas Pearl Jam penteou os cabelos e deixou secar naturalmente. Eu me vesti e por fim lhe deixei em casa sozinha. No fim de tudo eu entendia que não era tão fácil pra ela levar as coisas tão facilmente, como eu estava levando.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Mereço comentários? Um ótimo inicio de semana a todos ainda essa semana sai mais um cap. Beijos.