Notas iniciais
Sempre demorando pra postar o capítulo, mais tudo é questão do meu tempo corrido e de escrever um bom capítulo e não enche-lo de abobrinhas. Espero que me perdoem pelo meus atrasos com as postagens. Sem mais delongas. Uma excelente leitura a todos.

Megan Hart

Já havia passado alguns dias desde o episódio do sexo no meu apartamento. O dia seguinte no trabalho foi complicado eu estava estritamente profissional com Jared estava envergonhada e andando em ovos por não saber como agir, tudo que eu falava era calculado. Mas estava feliz com sua conduta adulta no trabalho, agindo como se nada estive entre nós aceitando as coisas de muito bom grado.

O clima no escritório estava cada dia mais quente, pelo menos pra mim. Eu sempre me pegava imaginando como seria fazer sexo com Jared em cima de sua mesa de escritório, no elevador ou até mesmo pela as escadas não usadas de acesso para cada andar do nosso trabalho, mas por mais que eu negasse a mim mesma meu desejo mesmo era esta em sua cama.

Todo dia que se passava eu estava indecisa sobre tudo e mais mal humorada do que eu poderia ser normalmente. Meu mau humor resultou em ótimos fechamentos de acordo tanto pro meu pai quanto pra empresa McMann. Eu estava voltando aos velhos hábitos e mais forte ainda. Todos que estavam trabalhando comigo estavam andando totalmente na linha. A mulher de ferro tinha voltado, esse era o comentário que corria solto pelos corredores. E eu não incomodava nem um pouco com isso.

Meu mau humor tinha nome e sobrenome TPM sim eu estava naquela semana delicada e não podia fazer nada a respeito do meu desejo por Jared.

Mais que inferno.

POV Jared McMann

Megan estava de um humor infernal a semana que passou do episódio em seu apartamento. Ela agia de forma estritamente profissional na empresa, porém que sempre estava à beira de explodir por algo, sempre que encontrava seu olhar ela trabalhava para deixá-lo distante, ela fazia um esforço sobre humano para não demonstrar o que queria. E eu queria o mesmo que ela. Queria aquela estranheza longe da gente o mais distante possível. Queria tê-la mais uma vez, de novo e novamente, queria poder dormir e acordar com ela, mas eu não poderia ter tudo isso em um estalar de dedos num piscar de olhos.

Meu passado condenava-me nenhum relacionamento sério, muitas garotas, fama de bad boy, o cara rico e mimado. Tanta besteira inconseqüente que eu fiz que hoje colho essa belíssima plantação. Adicionando a conta meu jeito imbecil em agir por saber logo que conheci a Megan que ela gostava de mim. Não me surpreendo ela ser tão cautelosa comigo.

Eu estava precisando de um jeito para concertar as coisas entre nós. Uma forma de aliviar essa tensão. Quero nossa amizade de volta para podermos trabalhar em nossa relação futura, pois é isso que eu desejo. Eu desejo um nós.

POV Megan Hart

Havia passado quase uma semana e meia e em algum momento ficar em algum ambiente só eu e Jared trabalhando não seria surpresa alguma. Encontrava-me sentada no chão do apartamento de Jared. Estávamos muito concentrados no trabalho organizávamos para a viagem do fim de semana a trabalho. Que por sinal estava muito próximo.

Bem eu pelo menos estava fazendo isso mesmo que estivesse à vontade sentada no chão. Eu estava fingindo que ali não era seu apartamento e que não estavam sozinhos, eu imaginava que sua mãe estava na cozinha seu pai no escritório sua irmã escondida pela casa e seu irmão a qualquer momento iria surgir pra sentar conosco e ficar nos observando como sempre fazia quando estávamos estudando para os exames da faculdade.

Saudades desse tempo mais simples, onde eu não tinha esse conflito de interesse por ele e tudo entre nós era só amizade.

Sim eu tinha me transportado para um passado que tudo era mais seguro. Eu não queria repetir tudo o que fizemos no meu apartamento impulso. Eu não queria aquele desconforto da manhã seguinte no trabalho e o fingimento que nada aconteceu. Eu queria o meu amigo de volta, queria o Jared que me fazia rir em pleno filme de terror que ele sabia que eu ficaria assombrada a noite por mais que eu não admitisse. Queria o meu amigo que me encobria para não passar vergonha enquanto chorava no filme que o casal principal não ficava juntos, que o cachorrinho morria no filme. Queria meu amigo que me fazia rir quando eu estava triste. Meu amigo que ria das coisas sem graça que eu gostava, dos meus momentos loucos que só ele conseguia fazer surgir. Eu queria meu amigo que me desafiava a fazer idiotice só pra provar que eu não tinha medo algum. Eu queria o meu eterno amigo Jared, que sabia me irritar em uma reunião trazendo o meu lado negociadora em um passe de mágica.

Eu quero o nós fácil e não o constrangedor do dia seguinte, da semana seguinte ou até mesmo do mês seguinte.

O som estava ligado tocando uma seleção de músicas escolhida por ele. Graças aos céus havia muito rock e músicas anos 80 e 90 pro meu alivio eu ficava mais calma e concentrada no trabalho que fazíamos.

Jared levantou e foi até seu escritório, continuei analisar alguns números e registros quando de repente seu sistema de som me surpreende com uma introdução de música que eu conhecia muito bem. Instantaneamente tirei minha atenção do que fazia e olhei para porta de seu escritório.

Simultaneamente ao toque mais famoso do cinema nos anos 80 lá estava meu grandioso amigo fazendo uma das danças mais conhecida na história do cinema. De Ray Ban preto, uma camisa listrada com alguns botões abertos, uma samba canção branca, meias e sua guitarra na mão.

— Sério? – perguntei segurando o meu riso e esquecendo todo o meu trabalho.

Ele não me deu atenção e continuou sua interpretação de Tom Cruise em negócios arriscados ao som de Bob Seger – Old time rock n Roll with.

Não pude evitar coloquei minhas coisas em cima do sofá e comecei a bater palmas e incentivá-lo a continuar sua apresentação. Ele me puxou pra dançar em cima da mesinha de centro junto com ele. Roubei seus óculos e entrei na onda. Permitimo-nos a voltarmos no tempo ao som da música, o clima perfeito o que eu precisava era disso.

Dancei sem inibições tirei minha camisa de botões e fiquei só com minha camiseta que eu usava por baixo junto com meu jeans. A música acabou e eu estava suada e sem fôlego e rindo como eu lembrava que só ele podia fazer. Jared estava com o brilho no olhar costumeiro de sempre, o olhar do meu verdadeiro amigo.

—Acima de qualquer coisa eu sempre serei seu amigo. Estou aqui pra tudo, pra rir, pra chorar pra dançar.

—Você não dançou você ficou tocando sua guitarra como guitarrista de rock em um show. – zombei fazendo careta pra ele enquanto tentava me recuperar toda jogada em cima de seu sofá.

—Não se faça de desentendida.

—Agradeço por isso.

—Eu sei que é estranho fazer essa situação funcionar. Digo um dia estamos conversando e agindo como sempre fomos dia seguinte passamos juntos uma tarde falando de sentimentos e dormindo juntos. – Jared falou me olhando profundamente. Havia muita sinceridade nele, havia sentimentos e eu não conseguia lutar contra eu mesma quando sentia essa conexão falar mais alto.

—De maneira alguma é fácil Jared. – disse tocando levemente seu rosto.

—E de forma alguma vou desistir de nós. Não vou, não importa o que aconteça Megan eu não vou.

Como eu poderia resistir a ele me dizendo as palavras certas pra derrubar meus muros e abrir meus portões?

Jared beijou a palma de minha mão de forma tão delicada, natural e íntima que eu pensei “por que eu resisto tanto a tudo que ele quer me proporcionar?” E logo o meu pai aparecia na minha mente, roubando tudo que eu queria tudo o que eu precisava, só de pensar nele. Meu pai faria da minha vida um inferno 300 vezes mais do que ele conseguiu em um simples momento de almoço na semana passada.

Rapidamente meu pai sumiu da minha mente quando encarei aquelas orbes azuis claras, um sorriso jovem sacana. Foi que eu realmente percebi o inegável. Percebi o quanto eu era impotente, como não adiantava de nada em negar meus sentimentos por ele. O quanto eu seria ingênua e tola por não tentar ser feliz nem que fosse por um breve momento, quanto eu era medrosa por possivelmente perder ele em um futuro.

Puxei-o pra mim e lhe beijei. Estávamos nos beijando meio deitados em seu sofá entre risos. Eram beijos só isso e nada de beijos avassaladores, nada de beijos quentes, nada de mãos nos acariciando, éramos apenas duas pessoas felizes e que estavam se beijando. Não precisávamos de palavras já sabíamos o que aquilo significava.

—Eu prometo tentar. – eu disse sorrindo.

—Como? – Jared perguntou confuso.

— Juro que tentarei não resistir mais a gente.

—Sem brincadeiras Megan. – Jared disse olhando desconfiado pra mim.

—Não estou de brincadeira. Eu prometo tentar, mas vamos com calma? – pedi com olhos suplicantes.

—Como negar certos pedidos a esse olhar perdido e doce?

—Não faço idéia. – disse rindo e dando de ombros.

Mais uma vez nos beijamos ali selando um compromisso nosso. Uma tentativa que tínhamos grandes esperanças que ela desse certo. Trabalhamos o resto da tarde de forma tranqüila. Entre beijos risos e piadas entre nós a tarde de trabalho passou despercebida, mostrando uma noite que estava chegando fria.

Organizamos a zona que a sala e seu escritório estavam com toda tralha de papeis, pastas espalhadas em virtude de montarmos nossa programação para apresentações de contas importantes.

—Você janta comigo? – Jared pediu timidamente, achei estranho isso.

—Sair pra jantar? Tem certeza Jared? Isso pode não ficar muito legal pra nós. Você viu o que deu essas nossas saídas e reuniões em família que aconteceram recentemente.

—Não vejo o porquê de não sairmos pra jantar fora. Mais eu não quero jantar fora, eu quero jantar aqui em casa com você só nós dois assistirmos alguma coisa. Eu quero um pouco de normalidade, um momento nosso sem pensar no que tem lá fora. – ele foi dizendo cada coisa e aproximando os seus passos a ponto de ficarmos cara a cara ele com seus braços em torno da minha cintura.

—É uma proposta tentadora e irrecusável.

—Ótimo. – ele disse satisfeito.

—O que vamos pedir pro jantar? – perguntei percebendo que eu estava com muita fome.

—Bem podemos pedir qualquer coisa. Mais estava querendo comer um escondidinho de carne da minha mãe.

— Escondidinho da sua mãe cai bem pena, que não o temos por aqui e eu não sei fazê-lo parecer dos deuses como ela faz.

—Nem precisa ela me mandou de almoço hoje, mais eu havia comido fora.

—Então vamos de misturar o que tem na geladeira e comer junto com o escondidinho. – disse piscando um olho pra ele e indo rumo à cozinha.

O som ligado tocando os clássicos do rock e nós inventando uma mistura de coisas pra comermos. Eu trabalhava em um molho e Jared inventava alguma coisa que tinha uma cara ótima. Esquentamos o escondidinho com o molho que criamos e ficou perfeito. Assistimos a um filme na TV enquanto jantávamos a nossa criação acompanhada de vinho. Não tinha reparado o quanto estávamos com fome até ver que não tinha sobrado nada. Continuamos a ver o filme e ficamos comendo soverte.

Jared estava muito à vontade com sua samba canção e sua camisa de botões. Enquanto assistíamos ao filme, por fim o filme terminou e nós rumamos pra cozinha pra limparmos nossa bagunça.

—A comida estava ótima, não sei o que você inventou mais deu certo. – elogiei o seu desempenho na cozinha que não é tão assim como o meu.

—Seu molho também estava ótimo.

—Acho que é a única coisa que eu faço bem na cozinha. – disse rindo.

—Provavelmente seja verdade. – ele disse piscando o olho e simplesmente ri de seu comentário.

—Megan eu tenho um convite pra você e não aceito não como resposta.

—E ele seria? – perguntei parando o que estava fazendo e olhando desconfiada pra ele.

—Passa a noite aqui comigo.

—Como?

—Eu quero que você durma aqui comigo.

—Dormir? – perguntei surpresa.

—Sério. Só quero que você durma aqui comigo. – ele disse beijando meu rosto e ficando de frente pra mim.

—Mesmo que eu quisesse não dar. Eu não trouxe nada comigo, nenhuma troca de roupa, nem minha escova de dente. Amanhã cedo eu tenho médico tenho que organizar minhas coisas pra viajarmos no começo da noite.

—Isso é o de menos. A única que você precisa fazer é dizer é “sim Jared eu aceito seu pedido” e o resto está resolvido.

—Só isso? Simples assim?

—Só isso. – ele disse dando-me um selinho. E em seguida ele ficou me encarando com seu olhar de menino pidão esperando minha resposta.

—Tudo bem Jared eu durmo hoje aqui. – disse rendida.

Ele abriu logo o seu sorriso zombeteiro de sempre e me surpreendeu ao molhar-me com a água de sabão que tinha na pia.

—JARED! – eu gritei surpresa.

—Você vai ter que tirar essa roupa colocar na maquina pra lavar e secar. Vai tomar um banho e vestir uma roupa minha. Viu como é tudo muito simples. – disse vindo beijando-me e despindo-me lentamente.

—Eu só vou dormir no seu quarto não vou passar a noite toda fazendo sexo com você.

—Eu não pedi pra você fazer sexo comigo mais se você esta querendo, quem sou eu pra dizer não?

—Eu não fiz convite pra sexo. – disse querendo dar um fim naquela conversa de sexo.

—Mais quem comentou sobre sexo foi você.

—Eu só quis deixar claro que isso não esta dentro do acordo dormir hoje à noite com você.

—Por mim tudo bem. – ele disse me beijando e me levando rumo ao banheiro do seu quarto onde ele terminou de me despir e saiu do banheiro, eu por minha vez comecei a tomar um banho.

Ele rapidamente voltou ao banho completamente nu e eu estava me segurando pro não sexo, eu me segurava pra não pensar em sexo com ele. Eu só queria um momento intimo e tranqüilo. Um momento íntimo e tranqüilo, íntimo e tranqüilo. Fiquei falando isso pra mim por todo o tempo do banho. Até que por fim relaxei e curtir o momento.

Sem cobranças, sem cobranças Megan. Minha mente quase gritava pra mim.

—Uma escova de dente toda sua. – Jared disse me entregando uma escova nova quando eu sair do chuveiro. Recebi devolvendo-o um obrigado.

Ajeitamo-nos pra dormir. Jared estava vestindo uma calça de seu pijama e eu vestia uma camisa sua e uma cueca samba canção dele que estava um short super confortável pra mim.

Ficamos deitados na cama conversando coisas aleatórias fora de nossa rotina de trabalho ou qualquer outra coisa que quebrasse nossa bolha mágica, até o sono nos levar pra terra dos sonhos.

Notas finais
Espero que você tenha gostado do capitulo. Por favor não exitem em postar suas opiniões sobre a fic. Sabe como é né? Quantos mais comentários mais fome de escrever o capitulo o autor tem. Quero só lembrar que a fic vai mais ou menos até o cap 16 então já preparem-se que agora o clima vai esquentar de vez. Tentarei ao máximo segunda postar mais um capitulo, já comecei a trabalhar nele. Orem pra que eu tenha tempo de terminar de desenvolver ele. Desde já desejo a todos um excelente fim de semana.