Jared e Megan - Vol 1 Escolhas
6 Capítulo 6
Ir para o restaurante preferido do meu pai era um programa comum nosso, que tínhamos sempre que possível, mas não fazíamos isso há muito tempo. O que eu não gostava e não me acostumava nunca era de ir com seu carro e seu motorista particular. Eu não gostava por que isso sempre lhe dava uma melhor oportunidade de me observa mais de perto, de me entender, de enxergar minhas mentiras ou minhas ocultações. E nesse momento eu estava cheia de coisas escondidas e não estava nada disposta a começar a discutir qualquer coisa com ele.
—Como estão às coisas para a reunião de amanhã?
—Está tudo sobre controle. Sylvia ficou de ligar depois do almoço para resolvermos os últimos detalhes. – respondi enquanto mexia na minha bolsa, fingindo procurar algo.
—Que bom. Vocês formam um time e tanto. – e lá estava meu pai como sempre orgulhoso e sempre não vinha coisa boa depois.
—É fácil pai, é muito fácil quando se trabalha com pessoas competentes. – respondi na intenção de não fazer o assunto render.
—Do mesmo calibre que você. – ele comentou satisfeito.
Meu pai sempre se orgulhou pela mulher que eu havia me tornado ao longo dos anos. Como profissional eu era a menina dos seus olhos, acho que todo pai se orgulha do sucesso de sua filha independentemente de sua área de trabalho. Mais eu decidir seguir seus passos e como filha única eu sou como um filho homem que ele não teve. Ficava feliz por ele se orgulhar do que eu fazia, afinal de contas qual filho não gosta de saber que orgulha seus pais?
—Vivian pediu desculpas por não poder vim ao almoço hoje. – minha madrasta era uma decoradora muito procurada.
—Tudo bem, eu entendo. Como ela está?
—Ocupada como sempre. – ele disse feliz por que sabia que Vivian era uma das melhores no seu ramo.
—Ela é excelente no que faz pai.
—Sim ela é.
Seu telefone tocou e ele entrou em uma conversa séria, ele mexia em sua pasta avaliava seus papeis e discutia acordos, acordos e mais acordos. Essa conversa parecia que lhe tomaria horas e eu precisava disso, precisava tirar a atenção do meu pai em mim. Eu não queria começar a entrar em discussão com ele por mina vida particular não lhe agradar. O que eu era de orgulho pra ele como profissional, já não acontecia o mesmo com minha vida privada.
O que aconteceria se ele descobrisse que eu andava me agarrando com Jared filho do sócio de sua empresa? Que eu estava ficando com ele escondida feito uma adolescente? Que isso acontecia tanto na empresa como fora da empresa? Quão decepcionado ele ficaria? Quanta vergonha eu causaria a ele?
O que eu estava fazendo da minha vida.
—Megan você está bem? – meu pai estava desconfiado.
—Sim estou ótima por quê?
—Já chegamos. – ele disse apontando para a porta do carro que estava aberta e pelo jeito fazia certo tempo. Baixei minha cabeça e sair do carro sem falar nada.
Entramos e fomos recebidos por uma jovem loira muito deslumbrante, ela me lembrou bastante a menina do jantar e leilão de segunda feira. Mais a grande maioria das loiras se parece então. A moça nos saudou formalmente eu respondi e me desliguei de tudo em volta só percebi isso quando meu pai muito delicadamente ao seu modo me trouxe do meu planeta pra terra.
—O que está acontecendo entre você e Jared?
O quê? Minha mente gritou me acordando.
— Como pai? Desculpa-me acho que não entendi direito.
Puta que pariu, meu pai sabia mais como?
—O que está acontecendo entre vocês isso que os jornais estão falando é verdade?
Ufa! Bem se ficarmos nessa linha de conversa eu agüentaria numa boa.
—Oh! Pai é claro que não. Jared sempre foi e sempre será um amigo meu. O senhor nos conhece muito bem você é a última pessoa que eu pensaria que me perguntaria uma coisa dessas.
Joguei com as fichas que podia. Eu não tinha como confirmar nada, por que eu não sabia que acontecia entre Jared e eu e não sabia o dano que isso custaria à gente no lado profissional das duas empresas.
—Sou seu pai e tenho o direito de perguntar o que eu quiser. – ele disse sério pra mim.
Já não estou gostando disso.
—E eu respondo o que me der vontade de responder principalmente se a pergunta me ofende. – respondi batendo de frente com ele. Encaramos-nos calados e o nosso almoço chegaram.
Eu amo meu pai, mas eu tenho quase 30 e meu mau gênio herdei dele e aparentemente isso não muda jamais, então tempos em tempos. E tempos em tempos, quero dizer sempre que nos encontramos e o assunto tem a ver com minha vida pessoal temos esses choques.
—Peço desculpas pelo meu mau julgamento. – lamentou sério.
—Tudo bem pai, sabemos como jornais e tablóides transformam tudo em uma tempestade. – disse sorrindo fraco.
Era complicado carregar o nome que carregava conquistar o meu espaço com meu próprio suor e ainda ter que cuidar da minha vida pessoal deixando-a longe de jornais e revistas por que eu era uma pessoa famosa no mundo dos negócios.
—Claro que sim, eu conheço minha filha, você é muito discreta com sua vida particular. Criei você muito bem para saber que você jamais se envolveria com Jared. – olhei chocada pra ele deixando os talheres no prato.
—Não me olhe assim, você sabe que eu gosto dele, ele sempre foi um excelente amigo para você eu gosto da família dele, ele é um excelente profissional e é bom você tê-lo por perto, mas só nesses termos. Por que como uma pessoa pra comprometimento, para se estar ao seu lado, para construir uma família ele não presta. Jared age como se fosse um garoto de 18 anos o capitão de ouro do time de futebol americano e que toda mulher é algo descartável.
Eu estava chocada com meu pai. Como ele poderia falar isso assim desse jeito como se nada importasse. Ele o conhecia desde o meu tempo de colégio. Quantas vezes eu viajei com a família dele em período de férias, quantas vezes o Jared fez o mesmo viajando com a gente. Eu estava simplesmente horrorizada com tal atitude mesquinha do meu pai.
Limpei minha boca com o guardanapo e o coloquei na mesa e encarei meu pai da forma que ele sabe que as coisas pro lado dele estão "um estágio para o inferno".
—Primeiramente estou decepcionada com o senhor, esperava isso de qualquer um menos do senhor, afinal de contas o senhor nem sempre foi lá esse exemplo de homem não é mesmo.
—Olha lá como fala comigo... – lhe interrompe levantando o dedo e nem me importando com o nível de sua irá pra cima de mim, por que eu tenho quase certeza que a minha estava pior.
—Segundamente, isso aqui não foi um almoço que temos quando podemos para passarmos um tempo juntos. Isso foi um intimado. O senhor me quer submissa ao senhor. Quer-me como uma peça de xadrez, para fazer o que bem quer comigo eminha vida. Esse almoço só me diz claramente que o senhor tem alguma coisa em mente alguma jogada, quem sabe um casamento arranjado como era antigamente entre reis e rainhas. Mais quer saber a nova? Eu não me importo com isso, estou onde estou por minhas próprias pernas e vou continuar assim. – disse com toda minha raiva, estava de saída quando ele me segurou fortemente com suas mãos.
—Você é uma Hart. – olhei cara a cara com uma fúria que o fez se desviar de mim.
—Esse nome é da minha mãe e não seu. Você se aproveitou como sempre fez com tudo em toda sua vida. – cuspi a verdade que sempre me entalou, me soltei de seu aperto e dei as costas para ele, saindo para o banheiro e fugindo pelos fundos do restaurante e pegando o meu taxi que já estava à minha espera.
Não queria mais drama e chamar a atenção como já tínhamos feito. Seria uma senhora cena eu saído pela porta da frente do restaurante e ele me seguindo vermelho de raiva e tentando me alcançar a ponto de começar a gritar comigo. Não definitivamente eu não queria isso e nem precisava disso.
Em todo esse tempo eu não soltei uma lagrima se quer. Eu me segurava com todo o meu auto controle guardava tudo o que eu estava sentindo, juntaria tudo e transformaria em força para usar na reunião amanhã.
Eu já tinha decidido o que iria fazer, esse seria meu último trabalho para empresa do meu pai e eu definitivamente me associaria à empresa de Jared. O taxi parou na entrada do meu prédio paguei a corrida e quando eu olhei para o estacionamento eu sabia que escutaria tudo e mais um pouco do que eu não queria escutar na minha vida. Peguei o elevador e subi direto para o meu apartamento não me surpreendi em encontrar uma Lisa emburrada sentada no chão acompanhada de um Jordan com o olhar preocupado.
Eu mereço! Respirei fundo mentalmente.
—Até que fim estava criando raízes aqui! – Lisa reclamou levantando do chão.
Respira fundo ela não tem culpa, ela não sabe as merdas que você escoltou e foi você que escolheu tudo isso. Eu e minha mente tínhamos uma conversa séria enquanto eu destrancava a minha porta.
—Precisamos conversar seriamente com você. – Lisa apontou dela para Jordan e eles me encararam. Fui até cozinha e enchi uma taça de vinho gelado do freezer da minha coleção de vinho.
—Pega essa garrafa as taças e podem se servi eu volto logo.
Sair para uma ducha rápida com direito a uma taça de vinho durante o banho. Sair do banho e vesti uma camisola de seda preta rendada e por cima coloquei meu roupão de algodão que era estampando. Deixei o cabelo secar naturalmente.
—Você está bem? – Jordan perguntou de forma preocupada quando eu cheguei à sala.
—Sabe. Eu enchi a cara ontem e acordei com uma puta ressaca que não passa. Estou tentando a fazer passar agora. – disse enchendo minha taça de vinho.
—Percebi isso de madrugada.
—Foi você que me ligou? – perguntei confusa.
—Sim foi. Eu liguei por que estava na casa do Jared enquanto ele vomitava tudo que existia dentro dele e lamentava por ser um babaca que não lhe merecia.
—Inferno. – praguejei bufando de raiva colocando uma mão na testa.
—Você conseguiu quebrar ele. Você acabou com ele dando o seu passa fora de ontem à noite. – Lisa disse negando com a cabeça.
—É a melhor coisa pra nós dois, eu estou fazendo o mais difícil por nós dois.
—Sabe o quanto é difícil pra ele admitir que esta gostando de alguém? Quantos porres ele tomou na vida dele por causa de uma mulher? – Jordan perguntou.
—Você sabe que ele nunca se abriu pra ninguém e que ele nunca tomou porre por mulher alguma. – eu respondi.
—Você está certa. – Jordan concordou.
—E também está errada, por que você é a única que ele fez todas essas idiotices até hoje. – Lisa completou o raciocínio do seu irmão.
—Eu não quero problemas tudo bem. Foi por esse motivo que ele escutou um belo não ontem à noite.
—Nós sabemos. – ambos falaram em uníssono.
—Mais o que queremos falar pra você é que... – Jordan gaguejou.
—Nós estamos aqui, como um time apoiando vocês dois, só queremos que vocês... Pense o que realmente querem e vão com calma. Independentemente da escolha de vocês vamos ajudá-los, mas vão com calma. – Lisa falou seria, coisa que raramente vi nos longos anos que nos conhecemos.
Ficamos em silêncio por alguns segundos e minha mente tentava processar a informação deles.
—Como vocês souberam? – perguntei timidamente para eles.
—Ele me ligou dizendo que era um idiota. Eu estava perto da sua casa e decidi ver o que estava acontecendo com ele. – Jordan falou rindo.
—Mas foi necessário intervenção feminina para colocá-lo na cama e dar bronca nele. – Lisa disse dando de ombros com o seu costumeiro sorriso.
—Vocês são piores que tablóides para saber da vida alheia. – disse revirando os meus olhos enquanto riamos concordando.
—A conversa está ótima minha amiga mais já é tarde e minha querida mãe me quer em casa para ajudá-la no jantar de hoje à noite. – Lisa disse sorrindo amarelo.
—Já sabe que a comida vai ser aquela gororoba que só Lisa é capaz de fazer, você está convidada a comparecer ao jantar. – Jordan disse gentil.
—Deixa pra próxima.
—Tudo bem. – ambos mais uma vez responderam em uníssono.
Despedimos-nos na porta do meu apartamento e quando dei conta estava à beira de chorar e chorar não era uma opção pra mim no momento, todo o choro preso seria transformado em disciplina e bom trabalho pra calar a boca do meu pai. E eu sentia que estava na borda o choro estava pra sair muito fácil, liguei o meu som e deixei o velho som do rock tomar conta de mim, me tranqüilizar e me fortalecer. Minha campanhinha tocou o que eu estranhei, pois ninguém subia sem ser anunciado a não ser que fosse um conhecido.
Abrir a minha porta e deparei com um Jared cheio de pastas nos braços. Cruzei meus baços e fiquei esperando ele me dizer alguma coisa.
—O que foi? Vai me convidar pra entrar ou não? – ele perguntou nervoso.
—Estou pensando.
—Você está pensando? – ele perguntou indignado.
—Estou pensando no que eu faço com você.
—Pode pensar enquanto me livro disso? – ele indicou as pastas que segurava. Dei passagem pra ele entrar e guardá-las.
—O que você está fazendo aqui?
—Deixando seu material de trabalho. – ele respondeu como se fosse obvio.
—Eu digo de verdade, o que você está fazendo aqui?
—Precisava te ver. Precisamos conversar.
—Não temos nada pra conversar. – disse lhe encarando.
—Temos sim.
—Não, não temos. – disse abrindo a porta da sala em um claro convite para que ele fosse embora.
—Sim, temos sim. – ele fechou a porta me empurrando na mesma.
Encaramo-nos, percebi que nossas respirações estavam erradas da mesma forma. Sua mão que subia pelo meu braço me causando arrepios se fixou de trás da minha nuca. Seu olhar penetrante me desconcertava. Seu nariz correndo pela lateral do meu pescoço estava nublando meus pensamentos.
—Temos sim, temos que conversar sobre hoje mais cedo. – ele beijou meu pescoço de cima a baixo.
—Não temos que conversar sobre nada. – disse com dificuldades.
—Discordo. – ele estava do outro lado do meu pescoço fazendo a mesma tortura.
—Não temos que conversar. Temos que continuar de onde paramos.
Ele me encarou esperando alguma coisa a mais de mim.
—Se for pra ficar aqui no meu apartamento é pra continuar o que começamos. – inferno eu não podia negar que eu queria. Eu estava pensando só o agora e agora eu o queria.
—Com todo prazer.
Tão rápido quanto pensei ser impossível eu não sentia mais o chão sob os meus pés, sentir minhas costas no estofado macio do meu sofá. Sua boca na minha boca, sua mão pelo corpo, seus beijos em meu pescoço. Meu roupão estava aberto minha camisola subiu deixando minhas pernas expostas para ele me tocar, minha calcinha foi desfeita muito facilmente em um puxão. Eu estava exposta ao seu toque, eu estava completamente vulnerável a ele. Despimos-nos e nem sei quando isso aconteceu, eu só o sentia em mim, sentia o seu toque, seus beijos, e seu corpo moldando-se ao meu. Meu corpo lhe abrigando e nós nos encaixando como peças de um quebra-cabeça.
Movíamos-nos em um ritmo forte e cadenciado, começávamos onde o outro terminava. Era uma música perfeita, um clássico rock. Guitarra, baixo, bateria e a voz. Senti-lo ir fundo, sentir ele duro, sentia a confusão dentro de mim se formar. Sentia vontade de chorar e sorrir, gritar e sussurrar. Eu queria dizer tanta coisa mais não podia. O que eu queria e o que eu precisava era dele somente dele.
Meu corpo estava molhado assim como o dele, meu suor era gelado para minha pele quente e febril. Gemíamos, sussurrávamos. Minha mente confusa não captava o que era não sabia o que dizíamos.
Eu me sentia na borda, sentia que ele estava na borda também, seu corpo tremia e sentia-o se segurar. Encarei-o e vi que toda essa confusão que sentia se esvaindo pelos meus poros. Eu não precisava ter medo, eu era dele assim como ele era meu.
—Comigo. Vem comigo. – falei com meu último fôlego antes de meus pensamentos nublarem e meu corpo relaxar e eu cair na inconsciência.
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