Jar Of Hearts
6 The Dark Horse.
Notas iniciais

Embarquei cedo ao encontro do meu novo caso. Tudo havia sido orquestrado por meus chefes da Scotland Yard para pegar a suposta serial Killer, o que eu não poderia imaginar é que a única mulher que amei a vida toda seria essa pessoa. Talvez eu devesse me apresentar do início.
Eu cresci a sombra do meu melhor amigo. E respectivamente as meninas só se aproximavam de mim para estar junto dele. Sempre chamou a atenção das garotas de quem eu me aproximava. Talvez fosse seu porte atlético ou o fato de não ligar para o que vinha ou deixava de vir. Ele era a presa, nunca o caçador. Então ele resolveu me ferir onde mais doía. Eu havia mencionado algumas vezes que eu gostava da Ceci e estava achando uma forma de me aproximar dela. Mas dessa vez a presa resolveu sair para caçar. Antes que não queria saber de ser o caçador, se tornou um. Ele mesmo me disse que havia convidado ela pro baile, eu só não imaginava o que vinha a frente. Theo humilhou a garota na frente da escola inteira. Eu deixei meu par no baile e corri em direção a ela, porém antes ensinei uma lição a ele. Dei um soco tão forte no Theo, que quebrei o nariz dele naquela noite. Nada de perder a virgindade pós baile. Enquanto ele passava a noite no hospital tentando colocar o nariz dele no lugar, eu levava ela em meus braços para a melhor noite de nossas vidas.
Nos descobrimos em meio as nossas dores. Vi ela definhar com o arrombo que a atitude do Theo tinha deixado dentro dela. Ela tentou se matar algumas vezes. Mas eu estava lá. Estive lá o tempo todo. Theo voltou até a mim para pedir desculpas, dizendo que nossa amizade não merecia aquele fim. Ele reconheceu que o que havia feito era imaturo da parte dele e Hardgreaves era grudenta o suficiente para fazer o que quiser. A principio foi difícil reaproximar. Ainda havia magoa da minha parte a respeito da Ceci, mas eu entendi que o universo abre portas, deixar as oportunidades virem até mim, e foi assim que aconteceu.
Cecilia decidiu viver novos ares, disse que assim era melhor para se recuperar de tudo que havia acontecido e colocar os planos em prática. Eu não entendia bem o que ela estava dizendo com planos em práticas, mas assassinar Heardgreaves estava um pouco exagerado. Mas as contas não batiam. Haviam três assassinatos em Portugal três anos antes, e o perfil é totalmente diferente do perfil atual. A idade batia, altura, padrão de vida… Mas o biotipo? Isso estava fora do natural. Mas meu chefe tinha um ótimo palpite, o que me levava a Cecilia novamente. Talvez eles quisessem acusar o obvio, a garota rejeitada se tornou uma assassina?
O Voo pousou e fui diretamente para o apartamento preparado para mim. Havia uma cesta de frutas em cima da cama e um bilhete escrito “Corra em direção sua promoção”. Assim que abri meu computador havia outro corpo. Não muito distante dali. Um galpão abandonado. O corpo foi desfigurado e o coração arrancado. Esse devia ser o souvenir do nosso assassino, o coração de suas supostas vitimas. Me vesti e fui em direção a cena do crime.
—Detetive Carmine Scotland Yard.
—Detetive O’malley, estou investigando o caso desde inicio. Aquele logo a frente é Carter, meu parceiro.
—O que temos aqui Det. O’malley?
—Mulher, 20 a 30 anos, loira, dançarina em uma boate de stripper não muito longe daqui. Tem marcas de pneu e, pelo menos, duas botas diferentes, uma feminina e uma masculina. Porém a masculina pode ser para nos despistar…
—Ou temos uma garota desaparecida. Não descarte as duas hipóteses, como detetives temos que ver por dois ângulos diferentes. Foram ao clube de stripper para ver se tinha algo lá?
—Estávamos indo agora, foi quando fomos avisados que você estava chegando e que devíamos esperar.
—Podemos partir.
—Marc?
Quando olhei para trás vi o superintendente polícia da Suíça. Amigo íntimo do pai do Theo.
—Richard Cobe. Senhor!
Ele me segurou pela nunca e olhou firme em meus olhos.
—Se pegar esse assassino, lhe dedicarei todas as honrarias que pode ser dadas a um homem.
—Posso perguntar o que esse assassino tem de tão especial para você?
—A garota desfigurada… É minha filha!
Ele desabou em choro.
—Tivemos algumas desavenças no passado. Ela fugiu de casa, mas eu nunca imaginava que ela trabalharia como uma stripper… Céus! O que direi a minha esposa? Ela nunca mais falará comigo novamente. Entrou na mira de um assassino… Minha garotinha.
Ele começou a passar mal no local.
—Por favor chamem os paramédicos.
Gritei de forma exacerbada.
—Prometa Carmine! Eu te farei o detetive mais influente de toda a Europa, tem a minha palavra.
—Eu prometo, chefe.
Os paramédicos chegaram para levar ele até o hospital mais próximo. Os tabloides formigariam na próxima semana
{FILHA DO SUPERINTENDENTE DA POLICIA É ACHADA MORTA SUPOSTAMENTE POR SERIAL KILLER. A FILHA DO MESMO TRABALHAVA EM UMA CASA DE STRIP PRÓXIMO AO GALPÃO ONDE FOI ASSASSINADA}.
Iriamos trabalhar de baixo de muita pressão. Entramos no carro e fomos em direção a casa onde a moça trabalhava. Pedimos as fitas, as câmeras não funcionavam, era só pra colocar medo. Quem fez isso conhecia o local. Fizemos perguntas a todos que trabalhavam no local. A garota trabalhava dançando, nunca havia feito um programa, mas naquela noite ela resolveu sair com uma mulher loira.
—Detetive Carmine!
Andei em direção ao O’malley.
—Cabelos sintéticos.
—Peruca?
—Sabe quem usou uma peruca no primeiro encontro?
—Quem?
—Tommlison!
Meu estômago afundou.
—Leve ao laboratório. Suponho que tenha uma amostra da primeira peruca? Se bater com esse, então ganhamos uma visita a casa da Srta. Tommlison e…
Fui interrompido por O’malley.
—Não temos amostra da primeira vez.
—Perdão, não sei se ouvi direito?! Vocês não tem uma amostra?
—No início a história era suspeita, mas não tinha nada que de fato ligasse ela o crime, a não ser o fato de ter sido a última a vê-la, ela colaborou e respondeu todas as perguntas…
—Então não acharam necessário pedir pela peruca?
—Não tínhamos um mandado.
—Se ela estava cooperando como você está me contando, não precisaria de um.
Amadores.
—Precisamos ver nossa principal suspeita. Cecilia Tommlison.
Parecia vingança. Por algum motivo Cecilia estava indo atrás das ex’s do Theo. Essa era minha teoria, mas parece ridículo que um amor de infância poderia fazer tamanho estrago. Afinal de contas, Helena Cobe, mais conhecida como Lena, foi uma das namoradas de Theo!
Voltei ao meu hotel e fiz as malas. Abri meu computador e marquei minha passagem para Irlanda, não queria os detetives tico e teco atrapalhando minha investigação. Enquanto organizava algumas coisas percebi um envelope debaixo da cesta de frutas. Não tinha visto ele antes. Quando o abri, atestei de que ele não estava ali antes. Havia fotos do que eu havia feito o dia todo. No verso das fotos havia escrito uma breve referência ao filme sexta feira 13:
1,2 – Vou pegar você
3,4 – Tranque a porta do quarto…
E dentro do envelope tinha mais. Uma corrente com uma aliança na ponta, dentro da aliança estava escrito “Para Helena, com carinho Theo”. Era a corrente que Helena usava no pescoço. Peguei meu celular.
—Aqui é Detetive Marc Carmine, meu quarto foi invadido possivelmente pelo nosso serial killer, preciso de uma equipe de investigação imediata aqui!
Não demorou muito o prédio estava cercado por vários carros da polícia suíça, inclusive a polícia forense.
—Escutem bem, eu quero qualquer coisa, fios de cabelo, impressões digitais, pedaços de roupa, pegadas… Qualquer coisa!!! E quero para ontem. Mexam-se!
Uma mensagem de um número desconhecido.
{Que os jogos comecem!} E uma foto minha parada de frente a equipe.
(Não muito longe dalí).
Dirigindo meu carro de volta para suíça via todo o circo armado em volta de mim, e uma das peças principais do meu tabuleiro já estava posicionado: O Cavalo! A rainha corria sem nem olhar para trás, não acho eles inteligentes o suficiente para me pegar… Inocentes.
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