Jar Of Hearts

13 Love you mad, and I erase myself for you, to be your doll.


Notas iniciais
Chegueeeeeeeeeeeeeei. Redlovers como tem sido esses últimos dias? Eu ando com tarefas engastalhadas no pescoço!!!! Desculpe a demora, cada capitulo está sendo escrito com mais minuscia de detlahes para dar vazão ao final da historia. Prometo não me demorar tanto, ok?! Sem mais delongas, sejam bem vindos aos capitulos (Quase) finais dessa jornada. Enjoy.

Na manhã seguinte fui até meu advogado. Tudo estava voltando ao normal. Quer dizer, o meu normal. Precisava dar um passo concreto ao fim dessa história.

—Preciso que me desconecte desse caso, e me arrume um serviço de proteção a testemunha.

Quero um novo nome, uma vida nova.

—Isso não será fácil Srta. Tommlison.

—Você será recompensado, sei que me pai te pagou um bom dinheiro, eu vi no livro de finanças da família. Eu vou continuar efetuando os pagamentos, e você continue seu serviço.

Estava na porta quando me lembrei.

—Quero processar Paola Novaes!

Na verdade quero me certificar de que jamais ela volte a fazer nada nem nesse país e nem em outros. Essa perseguição infundada tirou a vida do meu pai, e meu lema é: Uma vida pela outra.

—Pode deixar Srta. Tommlison.

Dirigi até o meu apartamento. Ele havia sido liberado depois da revista da polícia. Estava muito bagunçado, então resolvi pôr a casa em ordem. Os próximos dois anos eu tinha um objetivo: Me formar! Então essa sede desmedida por sangue, deveria ser acalmada. Nos próximos dois anos a Europa não ouviria falar de novos assassinatos, as namoradas haviam acabado. Isso me deixou um pouco triste, afinal, me descobrir dentro dos corações delas.

Marc tinha razão, eu tinha um propósito, eu precisava me controlar. Daqui pra frente eu seria uma viciada, em reabilitação.

Depois de organizar todas as coisas, resolvi voltar a casa aonde minha mãe estava ficando. Ela estava com medo de retornar a Londres. Eu precisava da minha mãe lá, para manter minha mente ocupada, assim ficava mais fácil imaginar que meu pai estava lá, vivo e saudável, aguardando meu retorno.

—Mas e se eles começarem a pegar no seu pé de novo?

—Mãe, eu não tenho medo. Logo eles me colocarão no programa de proteção a testemunha.

Vão mudar meu nome, meu endereço, só serei encontrada se eu quiser.

—Tenho medo de alguém te machucar filha.

Ela retira uma mexa de cabelo que estava em meu olho.

—Eu sei. Mas vai ficar tudo bem, o pior já aconteceu.

Refiro a morte do meu pai.

—Eu não sei se consigo ficar naquela casa.

—Então vende ela mãe. Compre um apartamento em Londres e se livra daquele lugar. Eu não sei se suporto voltar lá também.

Meu coração ainda está partido. Mas não arrancado.

—Você entende que fazendo isso deixaremos nossas lembranças para trás?

—As lembranças não são aquela casa velha mãe. E também não precisamos de algo para nos ferir. É apenas uma casa mãe.

Meu olhar estava sob a viatura estacionada na porta de casa. Estava ali a algum tempo. Resolvi sair enquanto minha mãe terminava de arrumar as coisas dela.

—Vai ficar nos vigiando?

Parei próxima a caixa de correio. Marc desceu do carro vestindo um terno marrom e fumando um cigarro. Encostou na viatura.

—Vou. Até o inquérito da morte da Heiner sair, eu vou ficar de tocaia.

—É engraçado eles te tirarem da investigação e te colocarem na porta da minha casa, não acha?

—Não, não acho. Estão me punindo, por não conseguirem punir você.

—Bom, não tem como punir se eu não tenho nada a ver com isso, não é mesmo?

Falei irônica.

—Não tem?

Ele falou.

—Não.

Fitei ele de forma fria.

—Olha, Cecilia, seja o que for que você esteja fazendo, sendo verdade ou não, acho que tá na hora de parar.

—Nossa conversa se encerra por aqui Sr. Carmine. Se eu pegar você perturbando meu espaço familiar novamente, seu destino será o mesmo que o da Paola.

Comecei a caminhar para dentro.

—Cecilia!

Olhei.

—Eu amei você, isso não era suficiente?

Se eu tivesse uma arma, eu atiraria.

—Talvez, talvez seja até hoje… Mas enquanto você me vê com os olhos da Interpol Marc, você nunca poderá me ver de verdade. Você me olha de cima embaixo e me julga. Eu não consigo me ver mais através de seus olhos, se tornou uma imagem distorcida. Só duas pessoas me amaram pelo que realmente sou, uma delas está morta e a outra, me julga com os olhos de forma assassina.

Ele apagou o cigarro.

—Vá embora Marc. E a não ser que tenha provas o suficiente para me prender, não volte mais.

(ATENÇÃO, POV Marc).

Ela virou as costas para mim. As palavras dela doeram. Me lembro quando disse a ela para ela se enxergar através dos meus olhos. Ela tinha razão, eu não via mais a doce Cecilia, agora eu via a suspeita de assassinatos. Eu precisava seguir em frente, abandonar o que eu achava que sabia.

Assim que entrei no carro, vi a Sra. Tommlison vindo em minha direção.

—Marc, podemos conversar?

—Olá Sra. Tommlison. Claro, entre.

Sai de dentro do carro e cortês fui até o outro lado do carro abrindo a porta para a senhora a minha frente. Ela parecia aflita.

—Tenho algo de errado com minha filha.

Minha garganta secou.

—O que quer dizer com isso, Sra. Tommlison.

Ela girava a aliança, agora no dedo anelar indicando sua recente viuvez.

—Quando levamos ela para as primeiras consultas com o psiquiatra, ele falou que ela possui-a uma personalidade narcisista. Ele não disse que ela fazia isso para chamar atenção, mas eu imaginei estar nas entrelinhas.

Ela respirou fundo e olhou para o rumo da casa.

—Conforme foi passando as sessões, a Dra. diagnosticou ela com Transtorno de personalidade Antissocial. O pai dela ficou tão nervoso, que ele tirou ela da terapia, mas eu conversei com a médica e por conta própria comecei a medicar ela, como se fosse apenas vitamina, sabe?

Ela suspirou. Assenti com a cabeça.

—Por um tempo ela ficou melhor. Mas, quando o pai dela descobriu o que eu estava fazendo, ele ameaçou ir embora com ela e nunca mais voltar.

Ela tocou minha mão. O me obrigou a encarar os olhos chorosos dela.

—E se o que ele fez, nos trouxe a tudo isso? Marc, agora eu realmente desconfio, e se ela for…

Ela soluçou ao tentar falar a palavra.

—Eu acho Sra. Tommlison, que a senhora está traumatizada com tudo que está acontecendo.

É da Cecilia que estamos falando.

Eu mal acreditava nisso. Meu estômago começava a revirar só de pensar nisso.

—Eu sei… Mas se ela tiver causado todo esse mal, qual seria o motivo disso tudo? Como…

Ela escondeu o rosto em mãos se derramando em lágrimas.

—Eu vou voltar para Londres, Marc… Ela pediu para vender a casa e comprar um apartamento… São nossas lembranças… O que farei para continuar criando alguém que eu mal conheço. Eu a chamo de filha, mas não sinto essa conexão.

Por um momento eu só quis sair dali.

—Sra. Tommlison, talvez ela tenha razão, aquela casa… São muitas lembranças. E será mais seguro para a senhora, haverá muita gente ruim para julgar vocês. Faça o que sua filha pediu, é para a sua segurança.

Segurança?

Depois da conversa intensa que tive com a mãe da Cecilia, eu precisava escolher um lado. Não dava para alimentar um amor que eu não poderia ter, por outro lado, não dava para prender ela. Eu precisava ser incisivo. Nem sei o que eu mesmo estou pensando. Será que o amor dela vale essa dúvida. Eu senti tanto ciúmes dela quando a vi com a Heiner, que por um momento de besteira deixei a Paola entrar, agora George está morto, isso será como combustível para ela, sendo ou não a assassina. O que eu estava pensando? Com certeza foi ela, talvez eu levante essa dúvida na esperança de não ser, mas dentro de mim o meu tino como detetive grita que sim, que é ela! Paola tinha razão, meu instinto está nublado. Mas eu matei Heiner, ela não era inocente, ou todas as pistas não apontariam ela. Eu vi as cartas, a letra não é da Ceci.

{Telefone}

—Alô?

—Carmine? Austin da corregedoria. Pode vir até o escritório? Já temos nosso veredito.

{Ligação off}

Entrei no banheiro e me olhei no espelho, eu não estava muito bem aquele dia. Minha dieta era um maço de cigarro por dia, seguido de Junkfood e whisky. Joguei uma água no rosto e fumei mais um cigarro. No caminho os pensamentos não paravam, eu estava preocupado comigo mesmo, parecia que eu queria voltar até a casa da Cecilia e pegar ela no colo dizer que está tudo bem, que acredito nela que a amo. Mas o meu senso de justiça estava ensurdecedor. Adentrei as portas da Interpol e fui para o sétimo andar. Haviam 7 homens na sala. Um deles era Cobe.

—Marc Carmine Ferrow. Patente 17648-9. Acusação: Assassinato de Elizabeth Heiner.

Todos riram. Ouvi um barulho atrás de mim. Como de um champanhe que havia acabado de ser estourado. Austin estava atrás de mim.

—Parabéns, garoto! Estamos aqui para comemorar.

Eu estava confuso.

—Marc Carmine Ferrow, você será lembrado por sua bravura nessa missão, o detetive a frente do caso Jarro de corações! O homem que matou com um tiro na testa, a assassina da minha filha.

Cobe caminhou em minha direção com uma taça.

—Não sei se sou digno de tal honraria senhor. Ainda tem muitas perguntas a serem respondidas.

—Besteira, Ferrow!

—E Cecilia Tommlison?

Ele assoou o nariz e deu ombros.

—Um pobre-diabo que viveu subjugada pela outra. Vamos ajudá-la. O juiz já até liberou uma identidade nova para ela gozar a vida dela longe dos holofotes.

—Mas senhor…

Ele bateu a mão em uma das mesas com força.

—Só aceite… Marc.

Todos olhamos para ele. Entendi George.

—Tem razão senhor.

—Estou te mandando de volta para Londres, lá você será chefe da divisão de detetives, você será o manda chuva lá. Honre o que estou fazendo por você rapaz. Estou agradecendo o que fez por mim. Que ela queime no inferno todos os dias.

Ele levantou a taça de champanhe chamando todos para um brinde.

—Ao homem que derramou sangue, libertou pessoas e abriu portas! Marc, a você.

Ele estendeu a taça para mim e então eu entendi tudo. Ela conseguiu se safar… Do que supostamente eu deveria sentir medo?

Notas finais
Opa!!! O que foi isso hein? Marc volta aqui querido? Esclaresce umas perguntas aqui? É só eu, ou quando parece ficar claro, outro ponto fica mais escuro? Mais um capitulo senhoras e senhores... O que será que vira depois? Xoxo - Ruiva (Red).