Jar Of Hearts

9 But some kind of madness is swallowin' me whole


Notas iniciais
*****ALERTA DE GATILHO***** Os próximos capítulos contém relatos fictícios com muita violência, então se você for sensivel a esse tipo de coteúdo, recomendo que não leia essa estória. —__________________________________________________________ Chegamos com mais um capitulo dessa insanidade. Você esta pronto para isso? Por que eu não estou! Se segurem, porque esse episodio vai te fazer subir e despencar das paredes. É de arrepiar! Vem comigo... Enjoy.

—Segurem ela.

Olhei para o lado e essa ordem veio da Chelsea.

—Você está viva?

—Não sua vaca burra! Você está no inferno, para onde mandou todas nós.

Olhei a minha volta. Me lembrava de todas elas. Nome por nome, rosto por rosto. Elas se aproximavam de mim. Me ergueram e me colocaram em cima de uma espécie de maca. Me amarraram. Chelsea subia em cima de mim e estapeava minha cara com muita força. Não me aguentava de tanto rir.

—Quem bom que está achando graça, porque o que vem por ai, vai fazer você mijar na roupa de rir!

Uma delas vinha com um pedaço de ferro pontudo em minha direção recém-tirado do fogo. Aparentemente estava muito quente. Ao chegar mais perto eu via minha obra de arte. Cobe vinha com seu peito aberto sem um coração batendo dentro do mesmo. Sua feição era diferente de Chelsea, ela parecia chorar, estar muito triste.

—Por que choras…

Sua feição ficou mais mórbida ainda. Logo foi substituída por uma ira.

—Eu tinha uma vida pela frente!

O ferro que tinha em mãos, introduziu pelo meu calcanhar, foi uma dor imensurável. Eu gritava, mas o sorriso não saia do meu rosto, isso a deixava mais nervosa, porém ela voltou com o ferro ao fogo. Ela voltou.

—Diga… Diga que se arrepende…

—Vocês foram um meio para um fim, não posso dizer que me arrependo, quando na verdade eu até me diverti.

Ela enfiou o ferro no meu outro pé pelo calcanhar. Aquela dor era insuportável, eu podia sentir, tão real…

—Abram as pernas.

As outras me seguraram pelas pernas, fazendo com que minha intimidade ficasse exposta.

—Vamos ver se você mantém esse sorriso arrogante em seu rosto. Eu vou arrancar tudo de você.

Dando uma gargalhada histérica, e olhei para a Chelsea.

—Você não pode arrancar nada de mim, porque eu nunca tive nada, a não ser um imenso vazio dentro de mim.

As gargalhadas ecoavam pelo lugar, que começara a pegar fogo naquele momento.

—Então não se importa que eu arranque isso.

Ela subiu em cima de mim e enfiou a mão no meu peito. Me olhou no fundo dos meus olhos assustada, e tirou as mãos completamente vazias.

—Eu avisei, eu não tenho nada a perder.

Ao sair de cima de mim eu puder ver todas elas. Cobe estava com o ferro quente em mãos de novo. Ela veio em minha direção, eu não me importava, não sentia medo e nem ligava para aquilo tudo… Mas eu ainda sentia dor. O espeto foi entrando pela minha região íntima rasgando tudo por dentro e então acordei.

Ballyfermot, Irlanda – 7 anos antes do casamento.

Acordei assustada. Estava suando apesar do frio soprado. Eu me lembrava do sonho. Eu sempre lembrava. Não sabia exatamente onde eu estava, as minhas vistas estavam embaçada. Forçava a mente para me lembrar o que havia acontecido antes de estar naquele lugar. Sentia um cheiro forte de água sanitária, cigarro e esgoto. Fiz vomito. Talvez estivesse um pouco enjoada, até ouvir passos. Fecho meus olhos esperando quem for que estivesse ali se apresentasse. Senti um cheiro doce de almiscra. Lizzie. Agora me lembrava o que havia acontecido.

—Ceci?

Ela passou a mão sobre meu rosto.

—Acho que exagerei um pouco na dose.

—Lizz… Minha cabeça…

—Logo passa.

Ela beijou minha testa.

—Teremos um show e tanto.

Tentei me levantar. Estava presa.

—Você me amarrou? O que tá acontecendo?

—Em breve querida, em breve.

—Elizabeth…

Ela colocou uma música. Começou a arrastar o que parecia ser uma maca, aonde eu estava deitada. Chegamos a um espaço aberto e pude perceber outra maca com alguém em cima. Virei um pouco a cabeça e pude ver Jaykings desacordada. Lizze sussurrava partes da música ‘I Kissed a girl – Katy Perry'

—Você me ensinou muito Ceci. Trouxe um presente para você antes de encerrarmos um ciclo.

Ela colocou as macas uma de frente a outra.

—Reveja Savanah Jaykings! A vagabunda, que tacou uma pedra na sua cabeça e te deixou inconsciente no parque.

Ela sorriu.

—Savanah, essa é Tommlison, a garota puritana que vocês humilharam uma vida.

A risada se tornou descontrolada. De longe eu podia ver Jaykings chorando desesperada. Pude saborear aquele momento. Não do jeito que eu queria claro. Heiner estava mentalmente instável e pude perceber pelo olhar dela. Alguém se colocou entre ela e eu. Talvez a sequência de fatos a seguir, poderia ter tomado outro rumo, mas eu só me certifiquei do que já desconfiava, ela é um elo fraco, e elos fracos não merecem permanecer, mas sim, chegar a um fim trágico e talvez com um pouco de dignidade. Eu daria isso a ela. Mas ela atravessou meu caminho, agora terei que partir o dela em mil pedaços.

—Ou talvez ela não seja tão puritana, não é mesmo? Cecilia Tommlison, o anjo indefeso. Você mentiu pra mim.

Ela parou de andar de um lado para o outro e fixou seu olhar em mim.

—MENTIU PRA MIM.

Gritou. Meu coração palpitou de excitação. Ela mesmo estava fechando as cortinas. Ceci, o anjo indefeso entrava em ação. Aposto que o show já estava montado.

—Lizzie, você bebeu? Usou algum tipo de droga? Precisa desamarrar a gente amor. Por favor, solte – nos.

—Soltar? Não sairemos daqui hoje, nenhuma de nos, pelo menos não vivas. Hoje tudo acaba!

Jaykings soltou um grito. Eu nunca senti medo por mim, mas sempre senti medo de que alguém interferisse em meus planos. Inadmissível. Comecei a me movimentar pela maca procurando alguma falha nas cordas que me prendiam. Heiner não era muito boa com nós, eu os fiz a maioria das vezes. Estava aparentemente muito forte.

—Aproveite o Show, porque você meu doce…

Ela encostou sua testa na minha.

—… Você é a próxima. Ficaremos juntas para sempre.

—Você não está falando coisa com coisa, amor… Vamos conversar.

—Não temos tempo para conversar. Vou te libertar e vamos juntas.

—Heiner…

Ela colocou os dedos em meus lábios.

—Xiiiiii.

E andou em direção a Savanah que gritava desesperadamente.

(Enquanto isso…)

—Ferrow! Elas não estão aqui, mas encontramos isso.

O oficial entregou uma carta em minhas mãos que estava escrito “Para Marc Ferrow”.

—Qual a situação lá dentro?

—Tinha um pó branco no chão, talvez uma espécie de medicamento ou narcótico, vamos mandar de imediato ao laboratório. Uma luminária estava no chão quebrada, uma ou outra apagou, mas não há vestígios de que Jaykings esteve aqui.

—E Ballyfermot? Está tudo pronto?

—Acabamos de receber uma mensagem da equipe de lá. Está tudo pronto e tem movimentação no prédio!

—Escutem todos! A equipe aqui continuem as buscas, enquanto eu me dirijo ao local, a intenção é capturar elas vivas, porém não sabemos o que vamos enfrentar pela frente. O superintendente da polícia deu a ordem, vivas ou mortas, mas tenho interesse nelas vivas! Entre em contato com a família da Heiner e ligue pros pais da Tommlison. Precisamos desconstruir esse elo. AGORA!!!

Entrei no carro e pude perceber a euforia que queimava dentro de mim, mas também pressentia que estava acontecendo algo errado. Algo estava fora dos planos. Mas eu não ia perdê-las de vista.

Dirigia feito um louco pelas ruas. Não podia deixar de revirar as minhas lembranças.

(Memories on).

—Você não precisa fazer isso Ceci…

—Você esta menosprezando o que eu sinto Marc.

—Não é isso. Você fazer isso tudo? Não pode apenas ridicularizar ele na frente das pessoas? Eu ajudo. Depois podemos ir para alguma ilha paradisíaca, meu pai pode me arruamar um emprego em qualquer lugar do mundo, e seremos livres.

Ela segurou meu rosto em suas mãos.

—Eu amo você, Marc. Por mais que você tenha passado todo esse tempo comigo, você não sabe como estou por dentro.

—Meu amor não serve para te curar? Não é o suficiente?

—O seu amor é combustível, queima em mim, me faz sentir viva, mesmo em meio aos pedaços. Só confie em mim tá bem?

—Eu confio. Não sei se posso aceitar isso e continuar, mas não direi uma palavra a ninguém… Só não tenho estômago para isso.

(Memories off).

E cá estou eu, perseguindo meu sonho que aparentemente se tornou um pesadelo. Eu sei que você está perdida Ceci, mas não posso deixar que isso se propague. Talvez eu não te amasse o suficiente para ir tão longe… O que eu estou pensando? É claro que eu a amava… Que eu a amo. Eu sou capaz de ir até o fim? Acho que estamos prestes a descobrir.

(Irlanda – Ballyfermot – Depósito – 18 horas p.m).

Heiner já havia torturado Jaykings de várias formas. Coisas que eu havia ensinado, e coisas que eu não havia ensinado, acho que o álcool começava a potencializar dentro dela. Ela para e cheira uma carreira de cocaína.

—Acho que agora eu entendo, não existe droga, mais potencializante do que o sangue escorrendo.

O que está achando amor, se sente inspirada?

Na verdade me sentia sim, mas precisava logo sair dali. As cordas começaram a afrouxar. Se estivéssemos sendo observadas eu precisava agir. Soltei um grito.

—HEINER, ME SOLTA, VOCÊ ESTÁ ME MACHUCANDO. PARA COM ISSO.

—Amor…

Ela colocou os dedos sobre meus lábios.

—Relaxa, logo tudo acaba. Estamos chegando ao fim.

Ela caminhou em direção a Jaykings e desferiu o golpe final em seu peito. Arrancando seu coração aos poucos. Era lindo. Mas não tinha tempo para ficar emocionada.

—O QUE VOCÊ FEZ? SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDA!

Ela dançava com o coração da Savanah em mãos. Consegui me soltar de um lado, mais permaneci imóvel.

—Vou guardar e já volto.

Beijou minha testa. Aproveitei para tentar me soltar. Meus braços doíam, mas alcancei uma faca não muito longe dali. Me aproximei do corpo de Jaykings – Vagabunda burra – Um barulho de tiro em direção a uma das minhas pernas, porém errou. Heiner portava uma 9mm.

—Aonde pensa que vai, amor?

—Heiner, o que você está fazendo?

—Eu sei, você vai dizer que não era pra ser assim… Eu compreendo, mas se eu não posso te ter…

Ela ascendeu um isqueiro, eu dei a ela de presente de aniversário.

—… Ninguém vai!

Ela soltou o isqueiro no chão e o galpão começou a pegar fogo. Foi muito rápido, eu estava na mira da arma dela.

—Lizzie… Não me deixe morrer sozinha.

Comecei a me aproximar.

—Juntas, para sempre, contra o mundo…

O olhar dela amoleceu e se compadeceu. Só precisava chegar mais perto.

—Não vai acontecer amor… Eu amei você, como nunca amei ninguém… Adeus, Cecilia.

Então o tiro.

Notas finais
BOOOOOOOOM!!! Explodiu a bomba. O que você acha que aconteceu? Será que esse é o fim da nossa amada Ceci? Será que finalmente a onda de assassinatos irá acabar? Será? Xoxo - Ruiva (Red).