Jar Of Hearts

12 Ask you to forgive me for my sins, oh, would you please?


Notas iniciais
Daqui pra frente chegamos a um estado critico. Tudo pode acontecer. Como eu havia dito, a contagem regressiva começou. Eventos daqui para a frente, vão revelar a verdade, você está pronto para isso? Eu não estou. Aperte os cintos, aproveite a viagem e tomem bastante água ♥ Enjoy.

Marc!

—Você está bêbada? Paola, de onde você vem desse jeito?

Ele estava mais gostoso do que de costume. Sua camiseta aberta exibia seu tórax definido. Marc me deixava maluca. Ele havia pedido que não o procurasse desde que foi afastado do caso. Acha que a culpa é minha dele ter pegado a vadia assassina.

—Eu sai do velório e vendo todo aquele teatrinho da sua vagabunda, eu merecia uma bebida, ou talvez umas dez.

Cai nas escadas da casa aonde ele estava ficando. Ele logo veio e me pegou no colo.

—Você não devia beber desse jeito.

Ele me colocou no sofá e me cobriu.

—A culpa é dela. Me conta Marc, me conta o que vocês fizeram? Qual foi o crime dos dois juntos?

—Não houve crime nenhum, Paola.

—Não faz sentido, por que eles te afastariam?

—Por que eu matei alguém, isso precisa ser visto pela corregedoria.

—Por que matou ela? Poderia ser um tiro nos braços, ou nas pernas…

—Está aqui para me interrogar? Podemos fazer algo mais interessante…

Ele sabia. Droga. Me segurou pelos braços e rasgou a minha blusa, revelando a escuta dentro dela.

Ele riu.

—Saia da minha casa.

—Eu vou descobrir.

—SAI AGORA.

Droga! Eu sei que ele está envolvido, mas agora como ele me afastando de forma definitiva, só tem uma pessoa que poderia me dizer o que eu preciso, e eu vou atrás dele. Entrei no meu carro e dirigi até o pequeno apartamento aonde eu me encontrava hospedada para o período de investigações. Ele pensava que eu era uma simples analista, mas eu designada desde o princípio para vigiar o Marc. Eu trabalho com a Interpol alguns anos, sou responsável pelos perfis traçado durante a investigação, raramente saio a campo para investigar, mas dessa vez eu precisava pôr a mão na massa. Sabemos que eles não eram só amigos, e foi muito conveniente o Marc entrar na investigação bem no olho do furacão. Sei que ele protege ela, mas a custo de que? Entrei no conjugado já me despindo para um banho, a pessoa que eu precisava para responder algumas perguntas, estaria não muito longe dali, lendo um jornal no parque. O interessante das pessoas é que suas particularidades, vão com elas para qualquer lugar que elas vão. Me vesti rapidamente, nem me preocupei com as ligações e mensagens que vinha caindo constante no meu celular. No carro, vinha me perguntando como ela havia montado esse show de marionetes dela. Ela conseguiu manipular a família da mulher que ela finge amar, conseguiu ter o Marc em mãos, eu sei que ela o tem, conseguiu trazer os pais para todo esse furacão de assassinatos e ainda com eles obterem os melhores advogados. Ela levava a psicopatia a um outro nível. Cinco minutos depois eu estava chegando no parque, e lá estava ele.

George Tommlison. Estava serenamente sentado lendo seu jornal. Eu não dormi a noite toda pensando em como eu poderia me aproximar dele. Nesse momento qualquer um poderia estar nas mãos dela. Observei por alguns minutos para me certificar de que ela não estivesse por perto. Sai do carro e passei perto de um carrinho de café, comprei um e me sentei ao lado dele. Ele não se moveu.

—Sr. Tom…

—Eu sei quem você é, e não vou dizer uma palavra a respeito Srta. Novaes.

—Sabe quem sou?

—Acha mesmo que eu não me interessaria pela mulher que está caçando minha filha? Não creio que você seja ingênua.

—Tem convicção que sua filha não precisa ser caçada?

Ele pacientemente dobrou o jornal.

—Tenho convicção. E nesse momento o que eu não preciso, é ouvir alguém que não tem nada para acusar minha filha, perturbando o meu início de dia. Então se me der licença.

—Sr. Tommlison, ela cometeu esses crimes, sabemos que foi ela.

—Então prove. Por que ela ainda não esta presa.

Droga! Ele tem razão.

—Será uma questão de tempo.

—Então te desejo sorte. Não existe coisa melhor Srta. Novaes, do que deitar a cabeça no travesseiro e sentir a paz de um sono tranquilo.

—Desconheço alguém que tem uma trilha de corpos pelo caminho, conseguir ter uma noite de sono tranquilo. Sua esposa deve estar apavorada.

Isso deixou ele irritado.

—Você invade o meu espaço pessoal, acusa minha filha de todas essas barbaridades e agora quer falar da minha esposa? Você deveria se envergonhar. Seus superiores sabem que estão aqui? Sabem que você está de alguma forma tentando me coagir? Me advogado vai adorar saber que uma detetive envolvida direta na investigação, está me importunando com perguntas já respondidas em testemunho no departamento de polícia. Então na me venha falar da minha esposa!

Quando ele se alterou, muitas pessoas começaram nos observar. Tinha um jornalista não muito longe dali. Ele se aproximou perguntando se poderia fazer algumas perguntas, insinuando que ele poderia contar a versão dele. Algumas pessoas foram se aproximando. Uns curiosos com o que estava acontecendo, outros gritando “Justiça” “Pare de proteger a assassina” A expressão dele mudou, sua cara de dor seguida da mão no peito. Ele se colocou sobre os joelhos.

—Se afastem!

Eu gritei.

—Sr. Tommlison.

As pontas dos deles dele estavam arroxeando. Ele estava infartando. Peguei o celular.

—555 737 – Agente Novaes, preciso de uma ambulância imediato. Homem, caucasiano na casa dos 50 a 60 anos, suspeita de infarto.

Joguei o celular no chão e fiquei ali aguardando a ambulância, que chegou em um prazo de 5 minutos. Ao colocar ele dentro da ambulância ele soltou um gemido gutural e não voltou mais.

No corredor do hospital eu andava de um lado para o outro. Isso vai ser muito ruim pra mim. Como uma agente treinada como eu deixei me levar por meus sentimentos? Com certeza eles me afastariam do caso e possivelmente eu estaria na mira de uma assassina. Mas jamais me deixarei ser levada pelo medo. Cecilia adentrou as portas do hospital com sua mãe, meu estômago revirou e um arrepio asqueroso percorreu minha espinha.

—Eu sou Cecilia Tommlison, filha de George Tommlison, ele deu entrada aqui a alguns minutos atrás.

Os olhos dela se encontraram com os meus. Não havia nada neles.

—Vocês podem me acompanhar.

—Cecilia…

Ela estendeu a mão.

—Com você eu falo depois.

Eu aguardei. Devia ter ido embora, mas eu fiquei. Talvez um senso de responsabilidade ou culpa eu estava sentindo nesse momento. Elas saíram. A Mãe chorava a perda do companheiro, mas ela não, ela estava absorta dentro dela. Como alguém que está no piloto automático. Não que eu esteja satisfeita, mas espero que ela tenha o mínimo de decência e se entregue. Fui até a porta da emergência com ela. Ela colocou a mãe no carro e redirecionou a mim.

—Não devia ter feito isso.

—Cecilia eu…

Ela entrou no carro. Alguns repórteres estavam ali no local. Ela se retirou as pressas. O que aconteceu não podia ser desfeito. Eu poderia ser o passo errado que ela daria.

Cecilia/Amelia ON

—Aqui mãe…

Entrego o copo de chá a ela.

—Eu sinto muito mãe… Eu sinto muito mesmo.

Em anos, lágrimas que caíram de verdade.

—Eu não…

Segurei o soluço. Minha mãe afagou meus cabelos. Eu deveria ser forte. Eu deveria confortar ela.

—Você é a pessoa mais preciosa para ele. Quando seu pai viu, as feridas, ele quase enlouqueceu. Ele sabia que te perder seria irreversível para ele. Então ele foi atrás, tudo que ele fez para você estar aqui hoje Ceci, ele fez pensando como seria a dor de te perder.

Quando minha mãe disse isso eu cai a ficha. Eu havia acabado de perder a única pessoa que eu amei de verdade… A única pessoa que eu amei de verdade… Papai… Volta… Eu cai sobre meus joelhos, eu fui consumida por uma dor profunda, meu peito tinha uma pressão e eu não conseguia respirar. Soquei inúmeras vezes meu corpo, querendo fazer a dor parar, mas não parava. Minha mãe segurou minhas mãos, em seguida colocou meu rosto entre as mãos dela. Eu gritei. Gritei como se fosse a última vez que eu fosse gritar, para que todos pudessem ouvir a dor que eu estava sentindo. Larguei meu corpo sobre o chão. Minha mãe passava sua mão em meus cabelos enquanto ainda estava ali, me derramando. Os próximos dias chegaram bem perto do inferno. De dia eu estava aérea e as noites estava bêbada, tropeçando pelas ruas da Irlanda. Não preocupava, tinha sempre uma escolta policial para me levar para casa. Se eu acreditasse em castigo, diria que perder meu pai, nem chegava perto da dor que todas elas me fizeram passar. Eu não conseguia pensar claramente. Até que uma noite, ele apareceu.

—Vem aqui gatinha…

—Tira a mão de mim.

—Não se faça de difícil, eu vi você olhando para mim…

Dei um soco na cara do velho.

—Ai idiota, sai de perto dela.

—Senhoras e senhores, o bode expiatório da Scotland Yard. Rufem os tambores!!! Marc Carmine Ferrow. Vai se ferrar.

Saio andando tropeçando em meus pés. E ele me segura pela cintura.

—Você não devia ser visto andando com a assassina que deveria caçar.

—Você não é uma assassina, e nem deveria está bebendo desse jeito.

—Sua namorada matou meu pai… Sabia?!

—Ela não é minha namorada Cecilia.

Encosto na parede e ele me segura.

—Eu perdi meu pai, Marc.

—Eu sinto muito, eu sinto muito mesmo. Seu pai não merecia isso.

—Eu não merecia ele, por isso o destino me tirou ele.

—Não diga essas coisas. Tá falando besteira já, hora de ir para casa.

—A escolta me leva.

—Eu sou sua escolta.

—Vai fazer comigo o que fez na noite do baile? Aquilo foi tão bom, que eu não me vejo dando pra outro homem.

—Cecilia…

—Você sabe que é verdade, eu sou muitas coisas com você, mas mentir, eu nunca menti pra você.

Sempre falei a verdade.

—Então diga a verdade a si mesma, vai continuar choramingando a morte do seu pai? Não existe mais nada que queira fazer na vida? Busque um propósito e pare de ficar dando trabalho para a polícia. Desce.

—Vai me deixar aqui? Em casa?

Não respondeu.

—Você já foi mais divertido. Booo

Ele me deixou ali e foi embora. Durante o banho eu submergi e emergi, hora de voltar a ativa.

Proposito. Proposito? Proposito! Eu tinha um propósito. Estava na hora de enxugar as lágrimas e seguir o propósito.

Notas finais
Propósito, será que ela vai até o fim? Será mesmo que o Marc é só um policial inocente? Como será daqui pra frente? I-N-S-A-N-O Xoxo - Ruiva (Red).