Jackpot, Possibilidades!
10 Capítulo 10
O quarto estava em silêncio, dois amantes, enroscados na cama enorme, repousavam o sono dos justos.
Grissom tinha as pernas entrelaçadas nas dela e Sara escondia o rosto na muralha de seu peito largo.
Bem devagar, ela abriu os olhos e estacou.
Um choque violento tomou conta de si, as batidas atropeladas de seu coração pareciam querer saltar pela boca.
Sua cabeça parecia pesada e ela relembrou seus últimos momentos.
Ele fizeram amor, foi intenso profundo e gostoso!
Sara rolou com cuidado e ficou de pé, olhando para ele, ainda remoendo aquela madrugada.
Grissom estava vestindo apenas sua cueca branca, que ele havia colocado logo após se ajeitarem para dormir e ela analisou cada pedacinho dele.
Os pés bem-feitos, as coxas grossas e firmes, o quadril largo, muito bem recheado, ele era imenso e a preenchia como nenhum outro, o peito totalmente mordiscáveis. Ele era uma delícia, como havia imaginado, e sonhado tantas vezes.
“Jesus!”
Eles haviam mesmo feito amor!
O sol tímido, de início de manhã e ela totalmente aparvalhada, uma das mãos na boca, outra na cintura sem saber de verdade o que fazer. Seu corpo estava dolorido mas a sensação era muito boa. Grissom se mexeu e ela arregalou os olhos. Como deveria reagir?
Que ele não tenha se arrependido, que ele não finja que tudo aquilo não aconteceu, que …
Seus pensamentos foram interrompidos por um murmúrio rouco, depois ele levou a mão à barba e esfregou com força, sem ter a noção exata de onde estava, parou, levantou a cabeça olhando ao redor e só assim percebendo sua presença.
_Sara?
_Oi …
Ele olhou para seu estado semi rígido, muito comum pelo horário e cobriu rapidamente com o lençol. Como se ela não soubesse o que havia por baixo do tecido macio de suas vestes íntimas. Ele jogou a cabeça no travesseiro e levou as duas mãos à cabeça.
Por um momento ela achou que ele estivesse se esforçando para se lembrar do que haviam feito, mas surpreendentemente, ele começou a rir. Era uma gargalhada de puro nervosismo e ela, ainda muito apreensiva, não conseguiu mover um músculo sequer.
Mais alguns segundos de estranheza e ela se aproximou da cama.
_Você … está bem?
Ele bateu no colchão ao lado dele a olhando com carinho.
_Poderia vir até aqui?
Ela engatinhou até chegar ao seu lado, e permaneceu de joelhos olhando para ele como se não o conhecesse.
_E você … está bem?
Ela queria dizer que estava ótima, mas não conseguiu.
_Sara? Eu fiz … algo que não deveria? — Ele queria gritar para que falasse com ele!
Quando a mão quente dele segurou a dela e a prendeu em seu peito, ela despertou!
_Não! Você foi … nós fomos ….
_Venha para mais perto, querida …
Então ele a aconchegou ao seu lado e beijou sua testa com um carinho extremo.
Se virou de lado e apoiou sua cabeça grisalha em um dos braços. Com suavidade, deslizou um dedo sobre sua barriga lisa, e admirou seus contornos, ela ainda vestia apenas suas roupas íntimas também.
_Nós fomos longe demais?
Em seu desespero e falta de jeito, ela entendeu como uma afirmação e não como uma interrogação.
_Se é isso o que você acha …
_Ei … calma! Não foi uma afirmação, só queria saber se … acha que fomos longe demais!
_Vai me dizer que foi a bebida, não é?
_O que há com você? Por que está colocando palavras em minha boca?
_Se quiser sair daqui e fingir que nada aconteceu, estou preparada para aceitar!
_É assim que quer se seja, Sara?
Seu bom humor parecia ser se esvaído quando ele olhou profundamente em seus olhos, reagindo ainda mais assustado quando ela não respondeu.
_Sara?
O problema era que o medo era maior que seu próprio desejo de aproveitar a situação. Tinha sofrido tanto com tudo o que ele havia lhe negado que não ia ser fácil ser convencida do contrário. Sua melhor defesa precisava ser o ataque aos seus sonhos realizados!
Ele girou seu corpo e jogou as pernas para fora da cama, depois escondeu o rosto nas mãos e parecia desolado!
_Não! — A voz dela saiu em um sussurro e ele se virou rapidamente.
_O que disse?
_Não Grissom … não é assim que eu quero que seja! — Ela admitiu honestamente e fechou os olhos, sentindo a alma enfraquecer.
Ela sentiu movimentos no colchão, mas manteve os olhos fechados.
Grissom tocou seu rosto com cuidado.
_Olhe para mim, por favor! -Ela o fez e encontrou o brilho maravilhoso que emitia dos seus, muito azuis. _Você foi maravilhosa!
Uma lágrima queria escapar pelo canto de seu olho e ele percebeu.
Seus lábios se uniram e ela correspondeu como se precisasse daquilo para continuar respirando. Ele a abraçou com força, escondendo o rosto em seu pescoço.
_Me perdoa …
_Pelo quê?
_Por todas as vezes que te neguei!
Ele fez um novo caminho de beijos pelo seu rosto, até alcançar novamente sua boca, enquanto segurava sua nuca.
E mais uma vez, a necessidade de se unirem veio com uma força estrondosa, trazendo gemidos e sussurros e antes de se fundirem, ele agarrou suas calças e pegou um novo preservativo.
A imagem dele segurando a si mesmo lhe pareceu imensamente erótica. A madrugada, por sua invisibilidade, não havia lhe dado a exata proporção de toda sua magnitude visual. Ele era perfeito e realmente enorme.
Grissom se encostou em sua entrada e antes de avançar para dentro dela, seus lábios se encontraram. Ele era forte e seus beijos poderosos, enquanto se instigava para dentro dela mais uma vez, seus movimentos coordenados, eram perfeitos na cama!
Com o vai e vem intenso e rápido, Sara achou que fosse morrer de prazer e em um grito abafado ela se deixou levar pelas sensações poderosas que estremeciam seu corpo e levavam seu coração em ladeira acima, segundos depois foi a vez dele.
Extasiado, ele desabou sobre ela, descansando a cabeça entre seus seios macios, sensíveis pelos intensos carinhos!
As mãos dela tinham energia apenas para deslizar suavemente em suas costas suadas, sua boca brincou com os cachos úmidos e aquele sorriso de satisfação não a abandonou por muitos minutos.
Depois de um tempo, ele levantou a cabeça e subiu para seus lábios mais uma vez, em um beijo interminável.
_Eu te amo!
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