O quarto estava em silêncio, dois amantes, enroscados na cama enorme, repousavam o sono dos justos.

Grissom tinha as pernas entrelaçadas nas dela e Sara escondia o rosto na muralha de seu peito largo.

Bem devagar, ela abriu os olhos e estacou.

Um choque violento tomou conta de si, as batidas atropeladas de seu coração pareciam querer saltar pela boca.

Sua cabeça parecia pesada e ela relembrou seus últimos momentos.

Ele fizeram amor, foi intenso profundo e gostoso!

Sara rolou com cuidado e ficou de pé, olhando para ele, ainda remoendo aquela madrugada.

Grissom estava vestindo apenas sua cueca branca, que ele havia colocado logo após se ajeitarem para dormir e ela analisou cada pedacinho dele.

Os pés bem-feitos, as coxas grossas e firmes, o quadril largo, muito bem recheado, ele era imenso e a preenchia como nenhum outro, o peito totalmente mordiscáveis. Ele era uma delícia, como havia imaginado, e sonhado tantas vezes.

“Jesus!”

Eles haviam mesmo feito amor!

O sol tímido, de início de manhã e ela totalmente aparvalhada, uma das mãos na boca, outra na cintura sem saber de verdade o que fazer. Seu corpo estava dolorido mas a sensação era muito boa. Grissom se mexeu e ela arregalou os olhos. Como deveria reagir?

Que ele não tenha se arrependido, que ele não finja que tudo aquilo não aconteceu, que …

Seus pensamentos foram interrompidos por um murmúrio rouco, depois ele levou a mão à barba e esfregou com força, sem ter a noção exata de onde estava, parou, levantou a cabeça olhando ao redor e só assim percebendo sua presença.

_Sara?

_Oi …

Ele olhou para seu estado semi rígido, muito comum pelo horário e cobriu rapidamente com o lençol. Como se ela não soubesse o que havia por baixo do tecido macio de suas vestes íntimas. Ele jogou a cabeça no travesseiro e levou as duas mãos à cabeça.

Por um momento ela achou que ele estivesse se esforçando para se lembrar do que haviam feito, mas surpreendentemente, ele começou a rir. Era uma gargalhada de puro nervosismo e ela, ainda muito apreensiva, não conseguiu mover um músculo sequer.

Mais alguns segundos de estranheza e ela se aproximou da cama.

_Você … está bem?

Ele bateu no colchão ao lado dele a olhando com carinho.

_Poderia vir até aqui?

Ela engatinhou até chegar ao seu lado, e permaneceu de joelhos olhando para ele como se não o conhecesse.

_E você … está bem?

Ela queria dizer que estava ótima, mas não conseguiu.

_Sara? Eu fiz … algo que não deveria? — Ele queria gritar para que falasse com ele!

Quando a mão quente dele segurou a dela e a prendeu em seu peito, ela despertou!

_Não! Você foi … nós fomos ….

_Venha para mais perto, querida …

Então ele a aconchegou ao seu lado e beijou sua testa com um carinho extremo.

Se virou de lado e apoiou sua cabeça grisalha em um dos braços. Com suavidade, deslizou um dedo sobre sua barriga lisa, e admirou seus contornos, ela ainda vestia apenas suas roupas íntimas também.

_Nós fomos longe demais?

Em seu desespero e falta de jeito, ela entendeu como uma afirmação e não como uma interrogação.

_Se é isso o que você acha …

_Ei … calma! Não foi uma afirmação, só queria saber se … acha que fomos longe demais!

_Vai me dizer que foi a bebida, não é?

_O que há com você? Por que está colocando palavras em minha boca?

_Se quiser sair daqui e fingir que nada aconteceu, estou preparada para aceitar!

_É assim que quer se seja, Sara?

Seu bom humor parecia ser se esvaído quando ele olhou profundamente em seus olhos, reagindo ainda mais assustado quando ela não respondeu.

_Sara?

O problema era que o medo era maior que seu próprio desejo de aproveitar a situação. Tinha sofrido tanto com tudo o que ele havia lhe negado que não ia ser fácil ser convencida do contrário. Sua melhor defesa precisava ser o ataque aos seus sonhos realizados!

Ele girou seu corpo e jogou as pernas para fora da cama, depois escondeu o rosto nas mãos e parecia desolado!

_Não! — A voz dela saiu em um sussurro e ele se virou rapidamente.

_O que disse?

_Não Grissom … não é assim que eu quero que seja! — Ela admitiu honestamente e fechou os olhos, sentindo a alma enfraquecer.

Ela sentiu movimentos no colchão, mas manteve os olhos fechados.

Grissom tocou seu rosto com cuidado.

_Olhe para mim, por favor! -Ela o fez e encontrou o brilho maravilhoso que emitia dos seus, muito azuis. _Você foi maravilhosa!

Uma lágrima queria escapar pelo canto de seu olho e ele percebeu.

Seus lábios se uniram e ela correspondeu como se precisasse daquilo para continuar respirando. Ele a abraçou com força, escondendo o rosto em seu pescoço.

_Me perdoa …

_Pelo quê?

_Por todas as vezes que te neguei!

Ele fez um novo caminho de beijos pelo seu rosto, até alcançar novamente sua boca, enquanto segurava sua nuca.

E mais uma vez, a necessidade de se unirem veio com uma força estrondosa, trazendo gemidos e sussurros e antes de se fundirem, ele agarrou suas calças e pegou um novo preservativo.

A imagem dele segurando a si mesmo lhe pareceu imensamente erótica. A madrugada, por sua invisibilidade, não havia lhe dado a exata proporção de toda sua magnitude visual. Ele era perfeito e realmente enorme.

Grissom se encostou em sua entrada e antes de avançar para dentro dela, seus lábios se encontraram. Ele era forte e seus beijos poderosos, enquanto se instigava para dentro dela mais uma vez, seus movimentos coordenados, eram perfeitos na cama!

Com o vai e vem intenso e rápido, Sara achou que fosse morrer de prazer e em um grito abafado ela se deixou levar pelas sensações poderosas que estremeciam seu corpo e levavam seu coração em ladeira acima, segundos depois foi a vez dele.

Extasiado, ele desabou sobre ela, descansando a cabeça entre seus seios macios, sensíveis pelos intensos carinhos!

As mãos dela tinham energia apenas para deslizar suavemente em suas costas suadas, sua boca brincou com os cachos úmidos e aquele sorriso de satisfação não a abandonou por muitos minutos.

Depois de um tempo, ele levantou a cabeça e subiu para seus lábios mais uma vez, em um beijo interminável.

_Eu te amo!