Jackpot, Possibilidades!
17 Capitulo 17
Notas iniciais
Sara encarou sua imagem descansando displicentemente no batente da porta. Ele parecia bem mais alto e forte, com os braços cruzados sobre o peito nu, com os músculos bem definidos de seu bíceps. O banheiro possuía um dente abaixo do quarto dando realmente a impressão que a diferença de tamanho entre eles era bem maior.
Ela continuou olhando para ele enquanto girava a torneira, depois puxou a toalha e enxugou as mãos, deixando a camiseta esticada dele sobre a extensão do balcão de mármore travertino.
Suas mãos se apoiaram no encontro de seus braços e ela bicou seus lábios, notando que ele tinha o olhar sobre os lábios dela em possessividade.
_Dormir comigo? Vai ter que merecer …
_E o que eu tenho que fazer? — Ele sentiu como se o seu mundo não existisse a partir dali. Tudo era apenas aquele quarto, aquele cheiro e ela. O sentimento era de posse, de egoísmo no mais puro de seu âmago. Seu humor parecia ter girado em trezentos e sessenta graus, toda sua maneira taciturna havia se dissipado com a companhia dela. Havia o depois, mas ele não queria pensar como seria, não queria organizar por antecipação, como em tudo que regia sua vida. Ele aprendera com o trabalho a se preparar para situações de emergência, lidar com o acaso, mas nunca deixou de ordenar mentalmente seus dias.
Ainda na ponta dos pés e há milímetros de seus lábios, ela sorriu com a graça daquele momento íntimo e devolveu outra pergunta.
_Vamos apenas dormir?
Ele arqueou uma sobrancelha e descruzou os braços bem devagar, depois levou as mãos aos ombros dela, fazendo pequenos círculos com o polegar em ambos os lados.
_Isso é relevante para minha tarefa em merecer? — Eles ainda se encaravam.
_Talvez …
_Não sei o que responder! Preciso de mais detalhes ...
Ela abriu a boca surpresa, depois sorriu condescendente.
_Você joga bem …
_Moramos em Las Vegas …
_Mesmo com jogos fora de um cassino? Como por exemplo em … uma cama?
Quando ele teve a brilhante ideia de levá-la àquele lugar com a proposta mascarada de ficarem sozinhos, aquela conversa seria a última coisa em que pensaria. Mas se quisesse usufruir de seu feito, reuniria sua coragem para seguir em frente, ele sabia que valeria a pena, tudo com ela, sempre valeria!
As mãos dela foram parar em seu peito e com uma lentidão extrassensual e sem perderem o contato olho no olho, ela o empurrou, fazendo com que andasse de costas.
_Regras de jogo são adaptáveis à situações …
_São?
Ele lhe dava uma coragem que ela nem sabia que tinha, sua vontade era desfrutar de todas as possibilidades que aqueles encontros ofereciam. Ela era sim bem corajosa em suas fantasias, mas sempre que imaginava as reações dele, não conseguia encontrar um parâmetro. Mas ela descobriu feliz, que ele era totalmente diferente quando se tratava de intimidade, até sua maneira de demonstrar desejo era surpreendente. Se ele queria uma aventura, ela ia fazer valer mesmo a pena!
Ela o empurrou para a cama e ele a levou junto, seus corpos quentes se chocando. Ele descartou do bolso um preservativo e jogou em cima da mesa da cabeceira para ser usado em momento oportuno. A energia entre eles era espantosa, já haviam feito amor algumas horas antes e ainda queimavam em suas necessidades. Talvez fosse o novo, aquela coisa recente que não tinha muito limites, mas talvez fosse simplesmente a junção Grissom e Sara! Muitas coisas na vida, só se descobre experimentando!
Os beijos começaram poderosos, sem inibições, não havia pudor entre eles, a linguagem sensual traduzida em gemidos era mais que objetiva e contundente. Entre mordidas, beijos profundos e mãos ansiosas, eles chegaram às suas roupas íntimas, seus corpos se esfregando com luxúria. Em um instante em que ela estava sobre ele, uma ideia que sempre esteve em sua cabeça gritou a necessidade de ser colocada em prática.
_Gris? — Ela se ergueu apoiada em seu peito, interrompendo um beijo quente e úmido, cheio de intenções, e o encarou. _Pronto para começarmos?
_Sim … — ele diria sim a qualquer pedido dela. A rigidez de aço de sua ereção era a resposta para qualquer que fosse a loucura que ela o imputasse.
As unhas dela brincaram em seu estômago largo, porém muito firme e ele arqueou o quadril involuntariamente em resposta. Ela abriu a pequena gaveta ao lado e sacou um de seus lenços de seda, enorme, que ainda tinha o cheiro dela, e esticou diante de seus olhos, fazendo com que um sorriso desconhecido ganhasse seus lábios. Ela sabia que era a mais pura expressão erótica! Sara jogou os braços dele para cima e se ajeitou de joelhos ao lado do corpo forte em chamas, os olhos queimando, escurecidos de puro desejo. Com total lentidão, ela deslizou o tecido liso e macio, começando pelos braços esticados no alto da cabeça dele, ela viu com clareza a penugem clara se eriçar, o passeio avançou para suas axilas cabeludas, o rosto, o pescoço e o peito, em segundos que pareceram horas de uma tortura deliciosa, depois o estômago, as laterais de seu quadril, as coxas mordiscáveis, os joelhos, canelas e pés. Ela se levantou, sorrindo ante a visão daquele corpo grande em seu poder, o volume extraordinário sob o tecido escuro de sua cueca, ela afastou as pernas e tocou com os pés em cada lateral de suas coxas, ainda o olhando com uma intensidade de fogo, o lenço em suas mãos, sendo tocado com cuidado, então foi a vez da atenção em sua ereção. Ela mordeu o lábio inferior diante da visão saborosa e um tanto quanto confusa. Ela se descobrira tão poderosa, iria aproveitar o momento e se, diante da velha rotina, aquelas lembranças lhe trouxessem timidez, ela teria que erguer seu queixo e dizer a si mesma, 'eu consegui'!
Impressionante também era a forma como ele respirava, como um tigre prestes a fazer uma vítima, se controlando para não acabar logo com aquele jogo sensual, que estava testando seu controle até a última instância!
Céus, como era linda visão dela diante dele, altiva, imponente, mas de uma forma diferente. No desespero de não saber seu próximo passo, sua libido atingiu o ponto mais alto!
O tecido passeando sobre seu volume sensível, ela se sentou em suas coxas, mordendo o lábio novamente, embolou o lenço, esticou o cós de sua boxerve ajeitou com delicadeza sobre seu ponto máximo, deixando apenas uma ponta visível. A textura lhe deu uma sensação enlouquecedora. Com um sorriso de lado, bastante safado, ela se levantou e puxou devagar a ponta extra, o roçar fez seu corpo estremecer, e por pouco ele não pôs tudo a perder, seu controle foi além do que ele achava que poderia suportar.
_Sara …. — seu nome foi dito entre solavancos, ele segurou os tornozelos dela, e prendeu sua respiração, o aperto forte para que pudesse se agarrar a uma ajuda extra. Se ele viesse à deriva naquele momento seria constrangedor, ou talvez fosse apenas um homem à beira de seus limites.
_Você é impressionante! — O lenço estava desta vez, todo em suas mãos, quente pelo esconderijo, o cheiro de homem misturado ao cheiro dela. _Vire-se!
Ele obedeceu sem pestanejar, o alívio da recente tortura, mas ainda sim, poderosamente ereto.
Com jeito, ela ajeitou o lenço entre seu peito e o colchão, no controle das duas pontas. Tudo ainda bem lentamente, ela esfregou com cuidado, como se conseguisse massagear os músculos, friccionando com desenvoltura, e deslizando cada vez mais para baixo.
_Céus … Sara … você está me enlouquecendo … não sei quanto mais posso …-Ele parou quando ela esfregou em seu quadril, e quase desfaleceu com a maneira em que o tecido esticado passeou em sua extensão cada vez mais sensível, querendo se abrigar dentro dela o mais urgente possível.
Ela deu um risinho vencedor, arrancou suas roupas íntimas, abriu seus joelhos e deixou o corpo dele ente eles, virou seu amante de frente para ela o agarrando pelos ombros, puxou a última peça dele até as coxas fortes, depois esticou o braço para o preservativo e o vestiu. Ela viu quando ele segurou a si mesmo com umas das mãos e a outra na cintura dela, ajudando ela se sentar, enterrando completamente até o fundo, ouvindo ela dar um gritinho com a sensação. Ele tinha suportado demais!
Os movimentos dela ora em círculos, ora em vai e vem esfregando poderosamente, cuidando dele, aquecendo, deslizando, até quase a retirada, depois empurrando com força, batendo mais e mais fundo, até ele sentir o total estremecimento dela e um longo gemido agudo. Ele se deixou levar quase no mesmo segundo, ela desabou sobre ele, apertando suas pernas, fazendo ele levantar seu quadril em sua última reserva de energia!
_Jesus Cristo … Sara … quer me matar?
Ela abafou uma risada em seu peito molhado de suor, também sem forças. _Sei que isso parece um tanto chauvinista, Gris ... mas … como se sente? -Ela esfregou seu rosto feito uma gatinha manhosa, sentindo o eco do riso rouco dele, reverberando em seu ouvido.
_Sem forças e maravilhado!
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