Notas iniciais
Aqui está mais um cap. Peço desculpas pela demora, além de estar com excesso de trabalho, confesso que minha inspiração está deixando a desejar! Mais uma vez, mil desculpas, não foi minha intenção ser tão relapsa.

Sara estava sentada diante dele, ouvindo suas excelentes explanações e se sentido muito orgulhosa. Era um sentimento antigo, que mesmo em seus momentos mais críticos diante do que havia passado com ele, aquela admiração não havia diminuído um milímetro que fosse.

Greg havia descoberto que Ross Jenson, a vítima, estava apaixonado por alguém em Jackpot, pois ele havia rastreado mensagens no computador dele. Também tinham uma pista quente, havia GHB, uma droga de boites, no sangue coletado do cão. Logo, a possibilidade de alguém bastante jovem estar envolvido. Grissom também obteve a informação que Ross tinha um companheiro de quarto, mas as buscas só confirmaram que ele havia estado mesmo entre as paisagens daquele lugar, os tênis encontrados no armário, estavam cheios da mesma vegetação.

_Dr. Dale, eu … achei pelo na camisa de Ross …

Sara viu o veterinário focar no microscópio e confirmar que era de um felino

_É um abissínio … são gatos de origem etíope, tímidos e discretos, de miado baixo que se assemelha ao som de um sino e que pesa cerca de 4 a 7,5kg..

Grissom e Sara se entreolharam, eles sabiam o que era um abissínio.

_E … você tem um 'paciente' com essa característica?

_Sim … Dr. Grissom, apenas um. — Ele caminhou até sua pequena galeria de pacientes. _É a Ísis, o dono tem alergia das mais violentas e precisa de um gato de pelo curto.

Quando ele mostrou a foto emoldurada, nova troca de olhares. Era o irmão de Alan!

…..

Grissom sabia o que tinha que fazer, então logo estavam de frente a delegacia, onde o tenente conversava com um de seus subordinados.

Ele ficou olhando para o casal, notou as mãos de Grissom dentro dos bolsos, e, pelo pouco que o conhecia, sabia que era alguma coisa não muito agradável.

Ele ficou olhando para Sara, que tinha uma expressão muito séria. Algo estava mesmo muito estranho.

_Ei tenente, podemos conversar?

_Pode falar … — ele continuou olhando para Sara, a deixando sem jeito.

_Em particular. — Sua cabeça se voltou para Grissom, o toque enérgico de sua voz, tirou totalmente sua atenção do belo rosto da morena!

Era um assunto delicado, as suposições dançando na mente dos CSIs, uma cidade pequena, uma evidência muito forte. Se a vítima tinha pelo em sua camisa, e apenas o irmão possuía o único exemplar do felino da cidade, logo eles tiveram contato. Se Ross parecia apaixonado, talvez … fosse um relacionamento homossexual, guardado a sete chaves.

Algumas pontas soltos faziam muito sentido agora.

O policial se afastou, deixando Alan sozinho e eles se aproximaram com cautela.

_Pode falar …

O supervisor suspirou.

_Ross tinha um relacionamento amoroso com alguém da cidade.

_E você pode provar isso?

_Posso … ele devia estar na cidade visitando esta pessoa, achei pelo de gato na camisa dele, um abissínio … como … o de seu irmão!

_Onde você quer chegar? — Os olhos dele escureceram e Sara notou o maxilar do tenente se contrair!

_Seu irmão mora sozinho?

_Mora …

Foi a vez de seu namorado contrair o maxilar e disparar apreensivo!

_Ele é gay?

_Não é da conta de ninguém.

A conversa estava ficando cada vez mais difícil, porém, extremamente pertinente.

_Eu sei disso ….

Alan afirmou categoricamente que ele foi casado e tinha um filho.

Em resposta, Grissom alertou que ele era o principal suspeito, e daria uma oportunidade ao tenente, já que ele com certeza, já sabia da “informação”.

Alan olhou para os dois e os convidou para entrar na viatura.

Sara segurou na mão de Grissom, querendo dizer com o olhar que não sabia se seria seguro. Alan percebeu.

_Estão com medo de que? Vocês tem uma arma não tem? E … estão em maioria!

...

Eles foram até a casa de Lelande assim que estacionou, o tenente pediu um tempo para que falasse com seu irmão a sós, que o esperava à porta com cara e poucos amigos, apontando na direção dos CSIs com nítida intenção de desagrado.

Os dois avançaram ao mesmo tempo, dando vazão à curiosidade que o profissionalismo exigia. Eles tinham ideia de dar uma boa olhada no entorno, e quando ouviram o miado discreto de Ísis, quiseram chegar mais tarde.

De repente ouviram uma discussão, logo depois, um disparo, os assustando.

Instintivamente, Grissom a segurou em seus braços para protegê-la. Seu desespero chegou ao ápice quando notou sangue em sua jaqueta e logo depois os gemidos doloridos dela.

_Sara! Você está sangrando, meu amor!

_Acho que ele me acertou …

Seu coração quase saltou pela boca, ela também usava uma jaqueta e ele percebeu a fenda desfiada na lateral, o tiro havia apenas resvalado em seu braço.

_Vamos ao hospital … agora!

_Calma, Gris … foi apenas de raspão!

_Não importa ...esse filho da mãe, maldito.

Em seu desespero, ele não sabia se gritava para Alan ou se a levava imediatamente para a viatura, mesmo sendo superficial, ela inspirava cuidados.

Ele levantou a cabeça, mas ainda a manteve em seus braços. Pela abertura da janela estraçalhada, ele viu Alan lutar com seu irmão e vencer, o desarmando. Ele gritou para chamar a atenção e ser atendido.

_Você acertaram Sara … nos leve imediatamente ao hospital!

Leland estava no sofá, chorando feito uma criança, mas o tenente agiu rapidamente e em segundos, estava ao volante com um semblante pálido, muito preocupado, respirando com dificuldade.

_Desculpe, foi um acidente … ele não tinha intenção de atirar, a arma disparou em nosso embate.

_Isso vamos ver depois, chegue o mais rápido que puder. Como está se sentindo, querida?

_Está queimando um pouco, mas é uma dor suportável.

Grissom arrancou sua jaqueta e segurou bem firme contra o ferimento, mas ainda a mantendo sem seus braços. Ele havia se sentado no banco de trás, junto dela e parecia um coelho assustado! Foi a primeira vez que se arrependeu de tê-la trazido com ele. Estavam vivendo momentos maravilhosos, ele descobrira que a amava bem mais que havia imaginado e sentia responsável também por aquela situação.

Ele beijou seus cabelos e a apertou mais contra ele, com extrema preocupação.

_Você vai ficar bem … será que pode ligar esta sirene e afundar o pé neste maldito acelerador!

O tenente parecia igualmente preocupado também e obedeceu sem delongas e em minutos, os dois estavam dentro da sala de emergência, com Alan do lado de fora.

_Foi apenas um ferimento superficial, vamos fazer a assepsia correta e mesmo que não seja de alta gravidade, precisa de cuidados mais específicos.

O doutor, muito alto e sério, a medicou imediatamente e lhe enregou a caixa com o restante do tratamento para uma semana.

_Você s são de Las Vegas, não é?

_Sim …

_Policiais?

_Peritos criminais.

_E como foi que isso aconteceu?

_Um disparo acidental! — Grissom se adiantou, terminando o assunto, não precisava alongar a conversa, ele ainda tinha outra queixa a fazer, a segunda em apenas dois dias! Estava se tornando um hábito! _Obrigada doutor … vamos querida, você precisa descansar.

Ele tomou sua mão e iam saindo quando o doutor perguntou curioso.

_Vocês são casados?

_Não! — Sara respondeu com calma.

_Ela é minha namorada. — o supervisor finalizou!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.