_Pode entrar!

Ele abriu devagar e primeiro enfiou a cabeça para dentro do quarto com um jeito de menino, muito adorável! Ao ver seus trajes, ele arregalou os olhos e passeou pelo seu corpo se sentindo poderoso ao ter exclusividade naquela visão deliciosa.

Ele havia tomado banho também e vestia uma calça jeans surrada, camiseta azul-marinho da universidade de Los Angeles, escrita com letras grandes e acolchoadas e ... tênis!

Será que ele ia sair?

_Quer jantar comigo?

Ele não conseguia disfarçar o quanto aquela visão o impressionava, tanto que estava impossível desviar seus olhos dela.

Saber que aquele homem que tanto sonhara, estava diante dela, tentando disfarçar seu desejo era maravilhoso.

Com um meio sorriso, muito sexy, ela se aproximou parando a menos de um metro dele.

_Vamos sair para jantar?

Ele engoliu em seco, depois apertou os lábios, inclinando a cabeça de lado.

_Se você aceitar … vamos sim!

_Pode esperar que me vista?

Era um joguinho perigoso, ela o mediu de cima a baixo, depois se concentrou em seu quadril, suspirando!

O que ela estava fazendo? Com que coragem estava o seduzindo? Onde diabos estava sua timidez, sua falta de jeito? Mas ela era uma mulher, e como tal, já nascera com aquela habilidade, só precisava praticar!

Grissom não sabia se a tomava nos braços, se enfiava as mãos nos bolsos ou se ficava paralisado diante dela com a iminência de tornar sua ereção muito visível!

_Sim … claro!

As palavras saíram com dificuldade, ele não ia resistir, precisava sair dali antes que estragasse tudo e a envolvesse em seus braços, grudaria seu corpo no dela a fazia sentir o que era um homem apaixonado. Ele precisava ir devagar e …

Devagar? Já tinha sido um paspalho desalmado com ela, por medo, por covardia, havia esperado demais e se não tivesse tomado uma atitude, talvez a perdesse para sempre! Tinha que agradecer aos céus por ela não ter desistido dele.

_Gris? Posso?

Ele arregalou os olhos e segurou a respiração quando ela ameaçou tirar a toalha.

Claro que podia … mas ele tinha que ser um cavalheiro e, com desgosto apontou a porta de comunicação.

_Vou te esperar … no meu quarto.

_Estarei com você em alguns minutos. Onde vamos?

_Onde encontrar comida decente.

_Vamos explorar a cidade?

_Não iria tão longe, vi um restaurante há algumas quadras daqui, parece simpático, diferente.

_Oz … se me der licença …

Ele precisava sair, mas estava colado ao chão, ela achou graça em sua maneira de tentar resistir, se aproximou dele, passou um braço em sua cintura e sussurrou em seu ouvido.

_Quer me dizer alguma coisa?

Sua nuca se arrepiou com aquela voz deliciosa em seu ouvido, os pelos de seu braço também se eriçaram.

_Nós podemos … quer dizer … ah!

Ele a puxou para seus braços e a beijou com força, colando seu corpo ao dela, sentindo o cheiro devastador que ela emanava.

Quase sem fôlego, ele deixou que um dedo se instigasse para dentro da toalha e em segundos ela estava nua em seus braços.

_Oh céus … eu juro que tentei Sara …

Rindo, ela grudou seus lábios nos dele novamente e abafando suas palavras, declarou com uma felicidade indescritível, como há muito não sentia.

_Eu sei … eu sei … faça amor comigo, Gris … agora!-Nunca havia se sentindo tão poderosa e esplêndida, aquele era o efeito Grissom-se-rende-a-Sara, que ela achou que jamais aconteceria. Nada de angústias, de tristezas, de desgostos, apenas aquele sentimento de posse que tomava conta de seu ser, de sua alma e a fazia gigante, invencível. Seu ego desgastado que a perdoasse, naquele instante era ela tudo, a heroína, a intensa senhora de seus sentidos, a mulher que conquistara Gilbert Grissom e, ele havia baixado sua guarda completamente, e pouco importava o que ele “voltaria” a ser em Las Vegas, que depois daquela cidade, nada ia ser igual, mesmo que ele decidisse que o que acontece em Jackpot, fica em Jackpot!

_E o nosso jantar … honey?

_O restaurante … estará lá …

Ela estava mesmo disposta a tomar o que era seu de direito, havia feito por merecer...

Com seus corpos grudados, ele a fez andar de costas até que alcançassem a cama, ela se jogou no colchão macio e o puxou para cima dela.

_Hey …. — em sua concepção ele era grande demais para se chocar contra ela. Mas Sara não parecia incomodada, estava se sentindo feliz, seu sorriso entre suas bocas era brilhante além de contagiante. Ela estava feliz, muito diferente daquela mesma mulher que chegara ali.

Ele parecia muito diferente quando estavam juntos, na cama, até mesmo seu humor parecia diferente.

Os dedos fortes acariciaram o rosto anguloso e ele se sentiu expandir, a pele dela tinha uma textura ímpar, e aquele cheiro, sempre o afetando.

Eles rolaram pela cama e em segundos, ele também estava nu.

Seus corpos se esfregando e se entregando, ele não conseguia combater aquela febre que tomava conta dele todo. Agora era tarde demais.

Tarde demais para não admitir, tarde demais para voltar atrás e fingir que levava uma vida!

Nada disso fazia sentido naquele momento, e a ele bastava apenas, aceitar.

Era imensamente assustador estar nas mãos de alguém e a preterir justamente por achar que se bastava, que seria um fraco em baixar a guarda.

Ele era um fraco, mas sua fraqueza diante dela o fazia um gigante! Era um extremo complexo, mas infinitamente agradável. Todo o amor que ele sentia vindo dela, parecia se encaixar perfeitamente em seu coração, como se ele tivesse vivido apenas para estar ali naquele momento!

Tudo era importante, todos os seus esforços para chegar onde chegou, tudo o que construiu, mas nada parecia se comparar aquele momento presente.

E era preciso apenas estender a mão e deixar que ela o levasse com ela.

Seus gemidos era lindos, saber que ela o desejava, além de ter aquele amor menso fazia toda diferença.

_Eu … te amo tanto …

Ela levantou a cabeça do peito dele, parando as carícias ardentes, as mordidas sensuais, que não deixam marcas, apenas sensações espetaculares.

Sara parecia querer dizer alguma coisa, mas nenhum uma palavra saiu de sua boca linda, ela se ergueu até sua boca e respondeu com um beijo intenso e arrebatador.

Ela queria dizer a ele que havia esperado muito tempo para ouvir e se convencer daquelas palavras.

Não eram apenas palavras, era um mundo de possibilidades!

Os carinhos se tornaram mais exigentes e eles se fundiram em movimentos sincronizados e profundos, ele batia dentro dela com uma energia assustadora, depois saciados, eles se permitiram ao silêncio e a delicadeza do toque.

_Ainda está valendo sua proposta?

_Sobre o jantar?

_Huhum ….

_Claro, honey!

_Acho que nunca senti tanta fome em minha vida!

Ele riu e beijou o alto de sua cabeça.