Jackpot, Possibilidades!
14 Capitulo 14
Alan cruzou os braços quando avistou a Denali danificada virar a estrada de terra e levantar poeira.
Então a garota que ele se desafiou conquistar estava com o idiota de seu supervisor. O que ela tinha visto naquele sujeito que ele considerava o dono da verdade, o sabe tudo arrogante? Além dela parecer muito mais jovem que ele!
Em seu pensamento, ele queria desbancar aquela pose de superioridade que ele tinha e abalar a estrutura daquele romance. Quem sabe ainda se divertiria tentando, fosse qual fosse o resultado!
Ela era mesmo uma parada, toda séria e inteligente, com um cheiro delicioso. Maldito homem de sorte! Com toda certeza, ela só tinha olhos para ele. Sua intuição lhe dizia que era um romance recente, pois quando chegaram, não pareciam tão íntimos, ou eles dissimulavam muito bem.
Um sorriso cínico e ele cuspiu o fiapo de trigo de sua boca, indo em direção aos dois, depois que desceram da suv.
_Pararam no caminho?
Eles não responderam, e caminharam para dentro.
_Vocês tem um mandato?
Grissom parou em frente ao portão de madeira, muito velho do galpão e se virou para ele, percebendo imediatamente a direção dos olhos dele. Um calor lhe subiu à face e sua expressão que era de desdém se transformou em uma carranca de botar medo.
Ele não queria se deixar abater por aquele idiota, e pretendia não demonstrar, mas diante do fato de perceber que ele tinha aquela maneira pervertida de olhar justamente na parte de trás dela, era inaceitável. Era demais para ele permitir, seus dedos se apertaram em seus punhos, mas quando ele ia lhe responder à altura, percebeu o quanto ele queria aquele confronto. Espertamente, ele se voltou para dentro depois de Sara passar pelo tenente e se postar ao lado dele. Não lhe daria aquela vitória.
_Este lugar faz parte da investigação, desde que o automóvel seja alvo de perícia! É uma cena de crime e, como tal, liberada para ser analisada! Nós vamos fazer nosso trabalho de qualquer maneira, mesmo que sem nosso material de pesquisa, “misteriosamente desaparecido”. Está investigando o que aconteceu? Acho que é seu dever, não é?
O sorriso sarcástico desapareceu de seu rosto e Grissom percebeu que ele apertou o maxilar, bastante nervoso.
_Não preciso de ninguém me dizendo como devo fazer o meu trabalho! Posso valer de minha posição …
Pela segunda vez, Alan estava se valendo de sua autoridade para ameaçar o CSI sênior! Grissom estava bem amparado e totalmente informado como deveria agir em casos como aquele.
_Faça uma reclamação por escrito. — Ele estendeu o crachá em direção ao tenente. Sara quase riu da atitude, sabia que ele ainda tinha uma carta na manga e, teve sua certeza quando ele prosseguiu. _Meus dados para a queixa formal, mas não se esqueça que também posso valer de minha posição e alegar que fui impedido de exercer meu trabalho, sabe o que isso significa, não é? Você pode se tornar um suspeito em potencial e, presumo que não vai gostar de ter sua delegacia repleta de pessoas bastante curiosas, questionando seu trabalho!
Foi a deixa para que Alan se calasse e Grissom empurrasse o portão pesado.
…...
A água caía abundantemente em seus ombros magros, fazendo o cansaço e a poeira escorrerem pelo ralo.
Tinha sido uma tarde bastante difícil, aquele lugar era sufocante e imundo. Com habilidade colheu todas as provas possíveis em cada canto daquele lugar. A maioria do tempo Alan esteve calado, mas não deixava de lhe enviar olhares sedutores e uma aproximação estratégica a cada movimento dela. Tinha sido desgastante também, perceber que Grissom estava bastante incomodado com a presença do tenente. Só mesmo alguém que o conhecia profundamente conseguiria perceber.
Algumas poucas informações foram trocadas com ele, em sua maioria haviam farpas e indiretas nada agradáveis. Perguntas bobas e respostas ácidas, perguntas ácidas e respostas displicentes. Sara chegou a se preocupar com aquele embate desmedido. Grissom não era assim, seu profissionalismo estava acima de tudo, mas com aquele sujeito, ele parecia sempre vestir luvas imaginárias e salgar seus comentários em um embate que mais parecia uma luta de boxe.
“Você sempre sabe o que vai encontrar?”
“Nunca sei o que vou encontrar, por isso tenho que procurar!”
“Ei Sara … sempre fica tão concentrada?”
“Sempre”
“Alguma coisa interessante?”
“Muitas”
“E como pode ter certeza?”
“Não tenho, pois não descartamos nada!”
“O que está fazendo?”
“Me valendo do que tenho na mão … será que você pode ficar em silêncio?”
“Tenho o direito de saber … estou ...”
“Você está em seu território … e daí? Um território onde há um assassino por aí? E assassinos são todos iguais!Matam do mesmo jeito! Seja em qualquer TERRITÓRIO”
“Gris … acho que já temos tudo! Vamos embora?”
Alan fez um gesto para ajudá-la a se levantar, mas ela foi mais rápida, não queria aquelas mãos em cima dela, já bastava a forma maliciosa que a encarava a todo instante. Ele estava fazendo de propósito, ela sabia, parecia muito infantil da parte dele, demonstrar que só queria seu lado macho em evidência. Grissom, com sua maneira diferente, era infinitamente mais másculo! Para ela, não precisava de nada além!
Grissom havia olhado para ela, seu semblante cansado e desolador! Parecia ainda pior sob o ângulo da disputa entre os dois.
“Sim … acho que você tem razão!”
Ele se sentiu vencido quando ela limpou sua testa e em vez de eliminar a sujeira, a fez ficar mais evidente. Retirou suas luvas e apanhou um pequeno lenço de papel da caixa que estavam usando para armazenar algumas pequenas provas e com carinho, deslizou nos pontos críticos de sujeira. Era um gesto delicado que havia lhe dado um alento no meio daquela batalha idiota.
“Você está bem?”
“Vou estar, depois de um bom banho!”
Alan fechou a cara e cruzou os braços, depois com seu sorrisinho cínico ainda alfinetou.
“Que romântico, um casal!”
Grissom ia se virar para ele mas se conteve, se estava incomodado, o problema era dele. Eles descarregariam as fotos e enviariam as demais provas que pudessem ser escaneadas pelo computador de Dale. Não era lá grande coisa, mas ajudaria para terem respostas mais rápidas.
Sara empurrou o box e agarrou a toalha macia, suspirando, pelo menos aquele banho tirara uma parte de seu cansaço, quando abriu a porta do banheiro ela ouviu toques na porta compartilhada.
_Sara?
Ela ajeitou melhor a toalha em volta de seu corpo e ia voltar para o banheiro para pegar seu robe quando decidiu que não queria fazer aquilo. Eles dormiram juntos, acordaram juntos, seu corpo foi explorado e acariciado de todas as maneiras deliciosas possíveis, ficar de toalha diante dele seria até divertido, precisava reavivar seus ânimos e se ele queria a companhia dela, ele teria, com todo prazer!
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