Jackpot, Possibilidades!
8 Capítulo 8
Ele fez um gesto de aproximação, sem deixar suas mãos, que ainda se tocavam.
_Sara … eu …
Um toque à porta fez com que parasse assustado.
_Você está esperando alguém?
Ela se levantou e foi até a porta, sem responder, bastante frustrada, abriu apenas alguns centímetros, deixando o pé de apoio barrando a entrada como proteção.
_Oi doçura …
_O que você está fazendo aqui?
_Quer jantar comigo?
Alan estava bem vestido, tinha um sorriso bonito no rosto e trazia flores.
_Obrigada … já ia me deitar …
_Pode me convidar para entrar, podemos conversar um pouco …
_Sinto muito, tenente … eu tomo remédios para dormir e... já estão fazendo efeito.
_Pelo menos … pegue as flores!
Ela aceitou, agradeceu e ia fechando a porta quando ele segurou por mais instante.
_Podemos almoçar amanhã?
Ela suspirou e ia dizer um sonoro não, quando um barulho dentro do quarto chamou a atenção deles.
_Você está com alguém?
_Não …
_É o seu supervisor? Ele está aí, não é?
_Não tem ninguém aqui comigo … quer saber … o que você tem a haver com isso?
_Desculpe, querida … é só que … por um segundo, fiquei triste … achei que tinha uma chance!
_Escute Allan … vamos colocar as coisas da seguinte maneira … meu trabalho é a única coisa que me interessa neste momento e … nesta cidade … sinto muito se não entender meu ponto de vista …
_Tudo bem …eu … gosto de sua companhia … vamos apenas conversar!
Mas que insistência insuportável. Ele não ia vencê-la pelo cansaço! Como ele dizia que gostava da companhia dela, se mal a conhecia? Aquilo era apenas orgulho ferido, ele devia estar acostumado a ter as mulheres aos seus pés, sentia repulsa, não gostava de tipos como ele!
_Por favor … não insista!
Ele riu, mas tinha alguma coisa muito estranha naquele sorriso, parecia maquiavélico ou ele apenas gostava mesmo de desafios.
_Boa noite, minha princesa … talvez amanhã … você mude de ideia.
Ele tocou seu rosto e ela teve ímpetos de lhe dar uma bofetada, depois fechou a porta rapidamente.
_Jesus Cristo!
Grissom estava de pé, fora da visão de quem estivesse na porta, e não tinha uma expressão muito agradável.
Já havia dado voltas imensas em seus pensamentos. Chegou a imaginar que ela sabia quem era, já que não respondera sua pergunta. Ele mesmo tinha aquela tática para não ter que mentir, e ela fizera. Se ela estava esperando aquele idiota, porque permitiu que ele fosse até lá? Ele não conseguiu ouvir direito a conversa deles, pareciam cochichar e não queria ter a certeza que ela estava abrindo a guarda!
“Maldição!”
Ele estava possesso, ainda sentia o efeito da bebida, seus pensamentos corriam à mil e não conseguia racionar com clareza. O ciúme estava cegando sua visão e influenciando sua lógica. Ele estava vendo monstros onde haviam apenas gatinhos indefesos! Justamente ele, um homem tão cheio de si, conhecido por seu intelecto impressionante!
Era tudo tão simples e claro como o dia. Será que ele não percebia que ela estava desconfortável com aquele homem pedante e desinteressante? O que é que estava fazendo, deixando aquele sentimento desvirtuar a realidade? Ele não sabia lidar com o ciúme que corroía sua alma e envenenava sua razão!
_Não acredito que ele teve a desfaçatez de vir até aqui!
_Achei que estivesse esperando por ele!
_O que? Por acaso, você conseguiu ouvir nossa conversa?
Ele não respondeu. As mãos agarrando a garrafa com força, a expressão de alguém no limiar de um abismo!
_Não ouviu, não é? Pois posso te atualizar … não estou interessada em viver uma aventura com um sujeito que mal conheço, não quero … e não vou me meter em uma coisa que não faz o menor sentido para mim, no momento estou mais interessada em resolver este caso e.... a mais importante de todas elas … — ela olhou profundamente para ele e com toda coragem que alguns copos de vinho pudesse lhe dar, disparou. _Se … veja bem … se … tivesse que ter um romance, com toda certeza seria com alguém que valesse a pena e, não com um aventureiro que se acha um sedutor e muito menos com alguém que não se importe com meus sentimentos!
Pronto, ela tinha tido o que não deveria, principalmente a última parte! Se ele quisesse entender … que ficasse à vontade. Ela podia compreender que ele não estava pronto para viver algo com ela, mas .. droga … por que ele tinha a escolhido para estar ali, e muito pior … vestido daquele jeito que abalaria a imaginação até mesmo de uma puritana! Olhar para ele estava mantendo acessa a chama do desejo insano de cuidar de cada parte dele, tanto fisicamente quanto seu coração de pedra! Deslizar as mãos pelo peito firme, as coxas que pareciam fortes e deliciosas, sem contar os contornos de sua masculinidade. Pela milésima vez, ela não poderia deixar de admitir que ele era altamente sedutor. Mas ela precisava dar um jeito naquela situação. Estava mesmo revoltada com tantas coisas em sua vida que pouco se importava o que ele pensasse dela! Que fosse para o inferno se achasse que ela era um brinquedo!
Ele arregalou os olhos sentindo a resposta ácida que denotava sua inconformidade.
_Desculpe …
_Pelo que?
_Eu … eu … por fazer você … ficar nervosa! Não .. sei o que deu em mim, duvidar de você … sei que se ofendeu, e devia ter … percebido que … que … — ele não conseguia achar as palavras para dizer que ela era uma profissional voltada para o trabalho e o fazia com perfeição e não uma mulher à beira de paquerar qualquer sujeito que se aproximasse dela!
_Posso te fazer uma pergunta, Grissom? — A cabeça dela estava confusa, revoltada e curiosa!
_Claro … — ele girou a garrafa em suas mãos, estava tão nervoso que sentia o chão se abrindo debaixo de seus pés!
_Por que me trouxe até aqui? Qualquer CSI sob sua supervisão, seria capaz de realizar esta tarefa …
Fale com o autor