I've Been Living In A Lonely Life
7 I can wait forever
Notas iniciais
Era sexta-feira, acordei por volta das cinco da manhã mas não queria me levantar, fiquei ali por um tempo de olhos fechados pensando na vida até que um barulho ressoou pelo quarto, era o meu celular avisando que eu tinha uma nova mensagem.
“Bom dia – S.”
Era ela, estava realmente surpresa, essa garota me surpreendia a cada dia. Tratei de responder rapidamente.
“Bom dia – F.”
Não demorou muito e eu recebi outra mensagem dela.
“Quero te ver...pode me encontrar antes da aula no mesmo lugar de ontem?– S.”
“claro, claro... mas por que? – F”
“Quero te ver, ficar com você, nem que seja apenas para ficar te observando de perto e conversando contigo – S”
“Você é louca – F”
“Hahaha por que? – S”
“Sempre me tratou indiferente, realmente não dava a mínima pra mim e agora me aparece isso? Bem, considerando toda a minha sorte, não duvidaria muito que isso tudo fosse armação – F”
“Isso é o que você pensa, mas sempre estive observando você de longe, desejando estar ao seu lado, era e é preciso me manter longe de você... mas como dizem, a carne é fraca e tudo o que eu quero é estar perto de você mesmo não sendo do jeito que eu gostaria... – S”
“... Eu não brincaria com o sentimento de ninguém, muito menos com o seu. Enfim, nos encontramos antes da aula no terraço? – S”
“Só queria entender o porquê de não ficarmos juntas... tudo bem, encontrarei você lá – F”
Depois disso não chegou mais nenhuma mensagem, levantei-me rapidamente da cama e fui tomar banho, acho que nunca me banhei tão rapidamente, saí do banheiro e me vesti. Coloquei uma calça jeans preta e um tênis iate vermelho da vans, com uma camiseta cinza de aparência desgastada com o Mikey na frente, peguei minha mochila na mesinha do quarto e fui em direção a cozinha, eram seis horas, meu pai ainda estava no quarto, o avisei que sairia mais cedo para a escola. Desci e tomei um copo de leite com Nescau e um pedaço de bolo de queijo. Saí de casa correndo para pegar o primeiro ônibus, dei sorte.
Cheguei na escola eram exatamente sete horas, fui direto para o terraço, ela ainda não tinha chegado então me sentei e fiquei na internet pelo celular, não percebi o tempo passar até que escutei sua voz me chamar.
– Fê – levantei meu rosto para olha-la, e ela estava linda, usava uma calça jeans azul e uma camiseta xadrez preta, seu cabelo estava coberto por uma toca também preta. Ela sorria de forma tão linda pra mim que isso junto a sua beleza quase me deixava cega.
– Oi Sam – levantei-me e fui em sua direção, nos abraçamos e ficamos um tempo ali, até que nós duas nos afastamos envergonhadas – Tudo bem?
– Hm... claro – sorriu – e com você?
– Estou muito bem – nos sentamos e parecíamos estar um tanto nervosas na presença uma da outra.
– Er... você vai hoje lá no Starbucks depois da aula? – perguntou enquanto me encarava.
– Seu pai pediu para eu ir a partir das dez da noite até as cinco da manhã nas sextas. Mas vou lá hoje depois da aula para acompanhar o trabalho e ter o treinamento, sabe...
– Hm, sei sim. Eu vou hoje lá também, irei encontrar com meu pai para ir pra casa com ele... podemos ir juntas?
– Claro, mas não vai ser ruim seus amigos e sua namorada te ver comigo?
– Não é com ele que eu me preocupo... digo, não me preocupo com isso. Está na hora de eu dar um ponto final nessas brincadeiras que eles fazem com você, deixei isso chegar longe demais – Não pude deixar de rir – Que foi?
– Você fala como se isso fosse culpa sua, mas de certa forma é minha... só queria... só queria ter coragem de falar o que penso e me impor, pelo menos um pouco.
Ficamos nos encarando por um tempo, ela aproximou sua mão do meu rosto fazendo carinho ali. Levei minha mão até sua nuca e trouxe-a mais para perto.
– Seja minha... – Com essas palavras nos beijamos apaixonadamente, as coisas começaram a ficar mais quente, desci meu beijos para o seu pescoço, nosso beijo passou a ficar mais necessitado e desesperado, queríamos uma a outra. Levei minha mão até suas costas entrando por baixo de sua blusa enquanto a puxava mais para perto, suas mãos bagunçavam meu cabelo.
– Eu quero ser sua... – disse ela entre beijos.
– Então seja – respondi. Ela se sentou nas minhas pernas colocando as suas de cada lado da minha cintura. Suas mãos entraram em minha camiseta e passaram arranhar meu abdômen, minhas mãos foram para a parte da frente, subi até encontra seus seios e aperta-los por cima do sutiã, ela gemeu com o toque, até que...
PRRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM
O sinal tocou fazendo a gente se separar rapidamente. Ela olhava pra mim e eu olhava para ela.
– Não é certo...
– Por que não?
– Tem a Kristen...
– Termine com ela, não é dela que você gosta, já dissestes isso! – Meus olhos lacrimejavam.
– Fê... eu queria tanto poder te explicar as coisas melhor...
– Então explique!
– Não é uma coisa que apenas eu esteja envolvida – Levantou e foi em direção a porta.
– Ainda vamos juntas depois da aula?
– Claro, esteja em frente à escola quando as aulas acabarem – seu olhar demonstrava tristeza.
E então ela saiu deixando-me sozinha. Eu não iria desistir assim, ela seria minha, ela me amava e eu não desistiria de lutar por ela.
Saí de lá e fui em direção a minha sala. As aulas passaram calmamente, as vezes a Kristen tentava tirar uma comigo mas a Sam se metia no meio dizendo “Não faça isso, não vale a penas, vamos embora”, e elas saiam junto com seus amigos. Passei o intervalo conversando com Joe e ele como sempre comendo seus sanduiches, não sei ao certo quantos ele levava, mas para comer em todas as aulas e ainda na hora do almoço, além é claro da comida servida na cantina, devia ser muitos.
Ele também não gostava da Kristen, e ia a todas as corridas apenas para torcer contra ela, pois a mesma gostava de zoar com seu tamanho e com seu hábitos, ofereceu-se para me ajudar com a Roxy pois seu pai era mecânico e podia dar um ajudinha e com um preço camarada para eu não fazer alguma coisa errada e só perceber quanto tudo estivesse acabado. Ficamos combinados de que ele falaria com seu pai, para que uma vez por semana, após eu começar a concerta-la, iria levar para ele dar uma olhada e me dizer se tinha feito algo errado ou o que deveria ser melhorado.
Voltamos para a sala e tudo ocorreu tranquilamente, de longe podia ver a Sam me encarando. Após o término das aulas saí em direção a entrada onde ficaria esperando pela Sammy, quando cheguei lá ela abraçava a Kris de lado e sua cabeça apoiada no ombro da namorada. Um nó se fez em minha garganta mas eu logo tratei de engoli-lo. Passei na frente delas sem nem ao menos olha-las e fui em direção ao ponto de ônibus que por sorte já estava parado lá esperando os passageiros terminarem de entrar. Cheguei rapidamente do Starbucks.
– Olá Fernanda – Disse o Andrew vindo me cumprimentar.
– Olá Andrew – sorri.
– Que fazes aqui? Seu turno hoje não seria a partir das dez?
– Sim, sim! Mas vim aqui para poder acompanhar o trabalho e me familiarizar. E você? Seu turno é o mesmo que o meu, não?
– Oh sim, claro, mas essa semana eu precisei sair um dia então para compensar peguei dois turnos hoje, estou indo para casa agora e volto no nosso turno.
– Certo então, com quem eu falo para observar o trabalho?
– Vou chamar a Emily, ela irá de ajudar – sorriu e saiu em direção a parte mais interna onde deveria ficar a cozinha. Logo apareceu acompanhado de uma bela ruiva, um pouco mais baixa que eu e com olhos verdes maravilhosos, não sei ao certo quando eles chegaram até mim mas fiquei perdida olhando naquele lindo parte de olhos.
– Então Fê – disse o Andrew me chamando – Essa é a Emily, ela irá de ajudar para você pegar o jeito para o seu turno, ok?
– C-certo, o-obrigada Andrew.
– De nada fofa, vou indo, adeus meus amores até mais tarde Fê!
– Tchau – Dissemos juntas.
– Ai que lindas, estão até falando juntas, você dão um belo casal. – quando ele falou isso a Sam entrou acompanhada pela Kris, quando ouviu isso a morena fechou a cara e nos examinou. Passou junto a sua namorada esbarrando em nós duas.
– Bem... – A Emily estava realmente constrangida com a cena, mas não deve ter reparado na reação da Sam – vamos comigo lá dentro e eu irei de mostrar como as coisas funcionam.
– Claro, será uma prazer. – Entramos e eu senti o olhar fuzilante da Sammy.
Era tudo relativamente fácil, pegaria rápido o jeito, ela me ajudou até mesmo a preparar uns pedidos.
– Então Emily, você é daqui mesmo? – Perguntei.
– Hm, não, nasci em Nova Jersey e me mudei para cá recentemente, fazem alguns meses. E por favor, pode me chamar de Emy.
– Certo – ri – o que de trouxe para cá?
– Hm... o que traz todos para Nova York? – riu – Consegui uma vaga na NYU...
– Wow, sério? Parabéns, é uma universidade bastante disputada, em que área passou?
– Medicina, pretendo me especializar na área de pediatria.
– Olha só, uma futura médica ao meu lado – rimos.
– E você?
– Bem... eu sou apaixonada por corridas, mais precisamente de motos, participo de algumas corridas, quer dizer participava – expliquei toda a minha situação para ela.
– Nossa, que barra hein?
– Pois é...
– Mas você pretende fazer isso, tipo, pra sempre?
– Quero estar sempre participando de corridas mas sei que não posso me sustentar assim.
– Verdade.
– Então penso em fazer uma universidade de mecânica. Provavelmente em um futuro estarei produzindo as próximas motos – rimos.
–hey – apareceu um garoto de traços indianos nos chamando – Mesa 10 está pedindo para você ir lá, Emily.
– Eu?
– Existe alguma outra Emily aqui?
– Não precisa ser grosso, mas normalmente não se pede atendentes aqui.
– A filha do dono pode, agora vá logo, aproveite e leve seu peso-morto!
– Hey! Eu não sou um peso-morto... – respondi indignada.
– Então trate de dar algum lucro aqui – saiu nos deixando a sós e com alguns outros empregados.
– Esse cara é muito chato – disse um rapaz atrás da gente – É bom irem logo antes que esse ai volte.
Saímos direção a mesa 10 onde a Sam estava sentada com a Kristen.
– Olá – disse a Emily – no que podemos ajudar?
– Eu vou querer o número 3 e a minha namorada o número 5 – respondeu a Kris me encarando um sorrisinho de lado.
– Já traremos – respondi secamente.
– Ãh... Emily – falou a Sam.
– Sim?
– No meu eu vou querer bastante caramelo, bastante de uma maneira não tão enjoativa e nem tão sem caramelo. Certo?!
– Claro – voltamos para a cozinha, preparei o da Kristen com a ajuda do Carl, o mesmo que falara a pouco, e a Emy fez o da Sam. Voltamos para entregar e quando chegamos lá elas estava se beijando na maior cara de pau. Bati a bandeja na mesa chamando a atenção delas.
– Aqui estão os pedidos – disse – mais alguma coisa?
– Não, por enquanto não – Respondeu Sam.
Tratei rapidamente de sair dali. Dei a desculpa que morava longe e precisava chegar cedo em casa para me arrumar e chegar a tempo para o meu turno, era por volta das cindo e quarenta e cindo da tarde. A Emy pediu para eu esperar um pouco, até as seis para acompanha-la, iriamos para o mesmo ponto. Estávamos muito próximas e saímos de lá juntas, eu com meu braço em volta do seu pescoço e o dela na minha cintura. A Sammy ainda estava lá quando saímos e recebi um olhar triste dela quando nos viu daquele jeito. Não dei bola e fui para o ponto com a minha mais nova colega de trabalho. Cheguei em casa e descansei um pouco antes do meu primeiro turno no Starbucks.
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