I've Been Living In A Lonely Life
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Quando deu sete e meia da noite comecei a me arrumar, iria pegar o uniforme ao chegar lá. Coloquei uma calça jeans skinny preta, meu tênis iate e uma camiseta branca normal. Terminei e desci para me despedir do meu pai, fui para o ponto de ônibus, que não demorou muito a chegar.
Cheguei em frente ao Starbucks de oito e quinze, ainda teria uma hora de quarenta e cinco minutos para... não fazer nada, entrei e não tinha muita gente, umas três ou quatro pessoas, fui direto para falar com um rapaz alto e moreno, aparentemente latino.
– Olá... – falei.
– Oh! Oi, no que posso lhe ajudar? – respondeu ele muito prestativo e educado.
– Eu gostaria de pegar meu uniforme, começarei a trabalhar aqui hoje com o Andrew – respondi.
– Ah, claro... então você é a Felipa – concordei – prazer, meu nome é David.
– O prazer é meu. Então, onde posso pegar o uniforme?
– Está na sala do chefe, pode deixar que irei pegar pra você – sorriu e saiu em direção a sala que ontem eu estivera.
Pouco tempo depois ele volta com um pacote em mãos.
– Aqui está, você só começa a trabalhar a partir das dez, então se quiser pode ir dar uma volta e depois voltar.
– Ah, eu acho que vou ficar por aqui mesmo, observando o movimento – sorri e me afastei. Sentei em uma mesa mais afastada e fiquei mexendo no celular. Fiquei um bom tempo ali, aos poucos a loja foi se esvaziando e logo só tínhamos eu, David, duas moças que eu ainda não conhecia e trabalhavam, e um velhinho que bebia calmamente o seu café. Deu dez horas e David veio falar comigo.
– Hey – sorri – eu já vou indo, meu turno acabou.
– Oh claro, tudo bem – levantei-me, nos despedimos e eu fui em direção ao banheiro para trocar de roupa.
Quando voltei, das duas garotas, apenas uma ainda estava ali, e tinham chegado três novos clientes.
– Olá – falei.
– Oi, tudo bem?
– Sim, sim e com você?
– Igualmente – sorriu – seu nome é...?
– Felipa, e o seu?
– Christina...Vai ficar no turno com o Andrew né?
– Aham – ela riu.
– Boa sorte...
– Por que?
– Você vai ver.
Atendi dois clientes e fui prepara-los, enquanto a Christina ficou no caixa enquanto o Andrew não chegava. Quando deu dez e meia ele chegou.
– Boa noite meus amorecos – disse ele sorrindo e vindo abraçar a gente.
– Boa noite Andrew – respondemos.
– Bem, já que ele chegou, eu vou indo. – disse a Chris, ela se despediu de mim e do Drew e foi embora.
– E então, como está o movimento? – perguntou o meu colega de trabalho
– Normal, nem nada muito grande, nem pouco... — respondi
– Ah, é sempre assim. O que você faz na sexta para se divertir?
– Normalmente eu vou andar por ai. Comer alguma coisa, ver as novidades nas lojas de cd’s.
– Nossa, que desanimada. Pois eu vou pras baladas, é isso o que os adolescentes fazem, Party Hause amor, nunca foi em uma?
– Tem um pessoal da escola que faz essas coisas, mas eu não vou.
– E por que?
– Eles são os descolados, na maioria das vezes, quando a festa não é da Kristen, uma garota que pega no meu é lá na escola, é dos amiguinhos elas, ou de alguém que ela conhece. E meio que, eles não convidam a todos...
– Essa Kristen, é a namorada da Sam?
– É sim.
– Aquela garota é uma escrota! Odeio ela – falou ele, o que será que ela fez pra todo mundo odiar essa garota?
– O que ela te fez?
– O que ela me fez? O que ela faz com todo mundo, se acha superior, ninguém aqui gosta dela. A Sam é uma pessoa maravilhosa, eu particularmente acredito que ela só namora com aquela garota por causa da mãe.
Opa, como assim?
– Como assim? perguntei
– A mãe da Sam ama a Kris, ninguém sabe por que, mas sempre que as duas se encontram, pelo menos aqui, só falta explodir o local de tanto amor.
– Nossa. Talvez seja por isso... – falei comigo mesma mas ele escutou.
– Por isso o que?
– Nada, esquece...
Chegaram mais três clientes, duas meninas e um menino adolescentes, os atendi e levei os pedidos para o Drew. Era meia noite e o movimento tinha caído, só restavam eu e o Drew, sentados em uma mesinha perto do balcão quando o celular dele começou a tocar.
– Alô... Sim, sou eu. Quem fala? ...Não acredito... Claro, irei o mais rápido possível... muito obrigado por avisar. – Ele estava pálido e com os olhos arregalados
– O que aconteceu?
– Meu avô. Teve um enfarte, está no hospital, meu vizinho me ligou. Você se ficaria incomodada se...
– NÃO, claro que não, pode ir. O movimento... quer dizer, não tem nenhum movimento aqui, posso me virar muito bem. Vá ver como seu avô está.
– Muito obrigada Fê, não sei como lhe agradecer – levantou, pegou suas coisas atrás do balcão e antes de sair virou-se – Não se preocupe, aqui em frente tem movimento e os seguranças, nunca acontece nada de mal.
Saiu e eu fiquei sozinha, apareceram uns policiais para comprar café mas logo foram embora. Era uma da manhã e não se tinha nenhum fio ou sombra de cliente. Apoiei a cabeça e minha mão e estava quase cochilando quando o sino na porta tocou avisando que eu tinha alguém para atender, arrumei a postura e quando eu ia dizer aquela frase, fui pega de surpresa.
– Oi – Era ela, usava uma calça jeans e um moletom cinza, seu cabelo estava preso em um coque mal feito, o que a deixava incrivelmente linda.
– Olá Sam... que fazes aqui a essa hora?
– Não estava conseguindo mais dormir, então resolvi vir aqui. Como está o emprego.
– Muito bom, sem nenhum problema – respondi
– Aonde está o Andrew?
– Ele teve um problema com o avô e precisou ir às pressas para o hospital.
– hm... – sentou-se na mesa próxima a mim – sente-se – pediu.
Fez-se um silêncio constrangedor e nenhuma de nós sabia o que falar, até que eu quebrei o silêncio.
– É engraçado?
– O que? – perguntou
– Você me fazendo de burra?
– Como assim?
– Você marcou de me encontrar depois da aula para voltarmos juntas, e quando eu chego lá vejo aquela cena.
– Eu não tive culpa.
– Ah não? – ironizei.
– Eu estava saindo para te encontrar quando ela veio falar comigo, não tinha como eu trata-la mal, é minha namorada.
– Pois é, é sua namorada. Não sei por que fica me iludindo – levantei-me e fui apara a cozinha. Não demorou muito e ela veio atrás de mim.
– Mas é de você que eu gosto e já te disse isso!
– E DO QUE PORRA ADIANTA? EU GOSTO DE VOCÊ, VOCÊ GOSTA DE MIM MAS NÃO FICA COMIGO, vou repetir, DO QUE P-O-R-R-A ADIANTA?
– Fala baixo!
– Não se preocupe, qualquer pessoa que fique interessada nessa conversa não tem como chegar aqui agora.
– Você não parecia estar tão preocupada com isso quando saiu com aquela garota.
– O nome dela é Emily e eu não sei no que isso te interessa.
– Então você gostou dela?
– Nós nos conhecemos hoje!
– E você já vai me trocar?! É ISSO?
– QUE? Te trocar? Não, mas eu estou cansada, eu gosto de você desde os meus 13 anos! 13 ANOS SAMANTHA. E você fica com aquela lá, eu não posso ficar me prendendo a algo que não existe, o NÓS não existe, não existe EU E VOCÊ.
Quando terminei de falar vi seus olhos cheios de lágrimas, ela deu um passo pra trás e se apoiou em uma bancada atrás de si.
– Você não sabe o quando isso me machuca – falou enquanto suas lágrimas caiam.
– Também me machuca. Mas é a verdade, não é?
– Queria que as coisas fossem diferente...
– É só por causa da sua mãe? – quando falei a Sam levantou a cabeça olhando-me assustada.
– Co-como assim?
– O Andrew me disse que ela ama a Kristen, você fica com ela para agradar a sua mãe?
– Err... quase isso, vamos esquecer esse assunto – aproximei-me dela segurando sua cintura e colando nossas testas, daquele jeito que tanto conhecemos, podia sentir nossas respirações misturarem e ela amolecer em meus braços.
– Fique comigo, esquece tudo. Você não pode ficar com alguém para agradar a sua mãe!
A beijei de forma a passar todo o meu amor em um simples gesto. Ela passou seus braços em meu pescoço, a levantei e a Sam pôs suas pernas prendendo a minha cintura, desci meus beijos para o seu pescoço enquanto passeava com minhas mãos pelas suas costas por dentro do moletom, não demorou muito e eu tratei de o tirar mostrando-me um lindo sutiã de renda verde bebê. Depositei beijos e pequenos chupões ali e enquanto ela gemia em meu ouvido. Ela desceu e falou em meu ouvido.
– Aqui não, vem comigo – Levou-me até a sala do seu pai onde tinha um sofá grande de couro negro.
– tem certeza?
– Sim – respondeu enquanto me jogada no sofá, acendeu um abajur que tinha em uma mesinha um pouco atrás da minha cabeça, o suficiente para vermos uma a outra.
Atacou meus lábios com luxúria, levei minhas mãos para o fecho de seu sutiã, inverti as posições de forma rápida ficando por cima e tendo uma ótima visão daquele belo par de seios, era médios e com os bicos rosados, eu literalmente “cai de boca” no direto quanto massageava o outro, logo inverti a ordem.
– Fe-fe-hmmm – gemia a Sam deixando-me ainda mais louca de desejo. Subi dando beijos sem seu pescoço até chegar em sua boca. Ela levou suas mãos até a minha camiseta que logo fora descartada. Logo estávamos as duas sem nenhuma peça de roupa. Nossos corpos colados e soados em um ritmo sem igual, era incrível a nossa sintonia. Desci meus beijos pelo seu abdômen chegado a sua intimidade, dei pequenos beijinhos escutando pequenos gemidos vindo da minha deusa. Passei de leve minha língua e a tirei escutando sua reprovação, sorri e acabei com seu sofrimento.
Enquanto estimulava seu clitóris com a língua coloquei um dedo e a escutei gemer, sua mão apertou meus cabelos, de forma excitante, introduzi mais um, logo comecei pequenos movimentos enquanto ela se acostumava mas logo intensifiquei.
Não demorou muito e senti seu liquido em meus dedos, tratei de limpar tudo ali e subi de encontro a minha pequena. Ela estava cansada mas me puxou para mais um beijo de tirar o fôlego. Ficamos mais um tempo ali abraçadas nos beijando, até que resolvemos levantar, nos arrumávamos entre beijos e gracinhas.
Voltamos para a parte das mesas e eu quase tenho um ataque.
– Putz! Eu deixei a porta aberta – corri para ver se tinha algo faltando no caixa porém estava tudo ali. Levantei a cabeça e encarei a morena que agora ria – O que foi?
– Sua boba, eu tranquei a porta antes de te seguir para a cozinha – riu e eu a acompanhei.
– Então quer dizer que a senhorita já previa isso?
– prever, não mas eu esperava. Na verdade eu tranque pois não queria ninguém atrapalhando nossa conversa.
Fui até ela lhe dei um beijo.
– Vou resolver as coisas.
– Como assim? — A olhei.
– Você sabe. Eu quero o “nós”, o “eu e você”. Sempre quis.
– Está me dizendo que vai terminar com a Kristen?
Ela sorriu e acenou positivamente, não me contive e a abracei levantando-a.
– Eu não acredito nisso – sorri – essa é a melhor coisa que aconteceu nos últimos dias – a beijei novamente mas dessa vez de uma forma intensa e apaixonada, terminamos com alguns selinhos.
– Bem, agora eu tenho que ir – Ela falou. Nos despedimos e antes dela sair eu falei.
– Ah... e você tem um gosto incrível – ela riu e ficou vermelha, saiu e me deixou sozinha sorrindo feito uma boba.
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