It's Always You

6 5 -That feeling who he should not have.


Notas iniciais
Oláaaas minhas pessoas favoritas! I'm back! Desculpe pela demora do capitulo dessa semana, eu pretendia postar na quarta, mas estive ocupada com a escola e minha preguiça acabou não deixando eu fazer nada. Enfim, espero que gostem, vai rolar uma tretinha básica e nosso querido Mycroft vai dar o ar da sua graça. Sem mais delongas, boa leitura o/

John abriu a porta da sua casa e entrou. Ele se sentia exausto ao chegar a sua casa naquela noite. Olhou ao redor, piscando tentando enxergar através da escuridão, e tirando seus sapatos, se jogou no sofá. Há dias não sabia o que era se sentir descansado. Sentia que suas costas estavam doloridas e pensou em dormir ali naquele sofá por dias a fio. Sabia que aquela exaustão era causada por sua constante preocupação com Sherlock. Não conseguia dormir direito à noite. E quando conseguia dormir, seu sono era preenchido por pesadelos.

O medico sentiu um pouco de dor de cabeça ao lembrar que seu amigo detetive estava naquele momento hospitalizado por causa de uma recaída. Falando nisso, John não tivera tempo de perguntar por que ele fizera aquilo, ou o que estava acontecendo no caso.

John suspirou fechando os olhos quando deu por si, o dia já havia amanhecido. Ele havia adormecido no sofá com as roupas do dia anterior. Notou uma coberta sobre seu corpo, ele sabia que Mary o havia visto.

Levantou-se, arrastando a coberta junto a si enquanto andava vagarosamente até o seu quarto. Olhou para o relógio que ficava sobre a cômoda e vira que já se passava das sete horas. Teria que se adiantar se quisesse visitar o Sherlock no hospital. O horário de visitas começava as oito e ele queria ser o primeiro a chegar lá, pois precisava ter uma conversa com o amigo sobre o seu estado.

Após lavar-se devidamente, se dirigiu até a cozinha, onde encontrou Mary sentada confortavelmente em sua cadeira, lendo o jornal local enquanto bebericava o seu chá.

– Bom dia – cumprimentou a mulher sem levantar a cabeça.

– Dia – respondeu John, pegando uma caneca e o enchia de uma grande quantidade de café preto, forte.

Sentou-se em frente à esposa e ficaram em silencio. John tomando o seu café em grandes goles e Mary lendo o seu jornal tranquilamente. Por alguns segundos era possível apenas se ouvir o som de Mary mexendo em seu jornal e depois parou. Mary depositou a xicara e o jornal sobre a mesa e passou a fitar John.

– Fiquei preocupada com você ontem à noite – comentou Mary.

John levantou seu olhar para ela.

– Você não apareceu mais depois que saiu, tive um desejo incontrolável por doces e eu tive que levantar de madrugada para comprar, do outro lado de Londres – continuou – sai às uma da manhã e você não estava aqui, voltei quase as duas e você não havia chegado. Cheguei a achar que... Moriarty havia feito alguma coisa com você.

John ficou calado e Mary apenas o encarou, um pouco incrédula.

– John! – se exasperou – Quero que me diga o que está acontecendo, nosso casamento já está virando de ponta-cabeça e você não faz nada para reverter à situação. Você sempre sai e não diz onde está indo, eu me preocupo demais e-

Ele respirou fundo a interrompendo.

– Sherlock está no hospital – falou.

Mary o fitou.

– O quê?

John fechou os olhos e virou-se para poder encara-la.

– Eu disse – respirou fundo – que Sherlock está no hospital. Ele teve uma recaída e acabou que tendo overdose por ter consumido uma quantidade considerável de... drogas. – disse a ultima palavra com ânsia.

Mary ficou instantes em silêncio antes de dar um pequeno pulo da cadeira e logo foi parar ao lado do seu marido e tomou suas mãos, apertando tentando conforta-lo.

– E como ele está John? – perguntou com tom de preocupação na voz.

– Está bem – disse com voz fraca e consultou o relógio – Na verdade, eu pretendo ir ao hospital agora.

Levantou-se e se dirigiu a porta e Mary o acompanhou. Virou-se para a esposa.

– Você pode vir se quiser – comentou.

Ela deu um pequeno sorriso.

– Você acha mesmo que eu deveria ir? – perguntou incerta.

John concordou.

Minutos depois os dois pegaram um táxi em direção ao hospital. Ficaram em silêncio enquanto o táxi seguia o seu caminho. John notou que Mary estava mais ansiosa que o normal.

– Está tudo bem? – perguntou John, um pouco intrigado.

Mary olhou para ele e depois suspirou.

– Está sim... – começou olhando para as mãos – Mas, você tem certeza que o Sherlock vai querer me ver?

John arqueou as sobrancelhas sem entender.

– Por que ele não ia querer? – perguntou para Mary que agora olhava para janela evitando encara-lo.

John esperou pela resposta dela, mas ela não falou mais nada. Chegaram ao hospital e logo foram registra-se como visitantes. Caminharam silenciosamente entre os corredores. Quando ia tornar a perguntar, o seu celular no bolso vibrou, alertando-o que uma nova mensagem havia acabado de chegar para ele.

Parou de caminhar, e começou a chegar os bolsos até encontrar o celular e ler a mensagem.

John, socorro — SH.”

John olhou surpreso para o celular e começou a adiantar os passos.

– O que foi? – Mary perguntou ao alcançar o marido.

O celular vibrou novamente.

Ajude-me! — SH.”

Acho que não vou aguentar por muito tempo... — SH.”

John apressou-se e chegou a frente à porta do quarto em que Sherlock estava. Abriu a porta abruptamente um pouco ofegante e se dirigiu até Sherlock, que se encontrava deitado, e com os olhos fechados.

– Sher...

John não conseguiu concluir o chamado, pois Sherlock havia aberto os olhos e pôs-se a sentar e chegar o celular que estava em suas mãos.

– Ótimo 25 segundos – disse Sherlock – Excelente tempo John, mas você conseguia fazer melhor. Se fizesse uma serie de exercícios diários, tenho certeza que entra em forma em pouco tempo.

John olhou incrédulo para Sherlock.

– Sherlock! – exaltou-se – O que diabos foi tudo isso? Eu achei que tinha acontecido alguma coisa seria com você!

O detetive levantou seu olhar para John. Analisou como ele estava cansado e seu corpo estava todo tenso. Olhou para o quarto e notou a presença de Mary ali observando os dois, um pouco afastada. Algo a estava incomodando. Percebeu o modo como ela ficava girando sua aliança de casamento como se quisesse tira-la. Então, os dois estavam tendo problemas.

A ideia o divertiu.

– Eu estava entediado – Vi vocês dois chegarem e resolvi ver em quanto tempo você chegava aqui se eu tivesse em problemas, então mandei a mensagem – explicou Sherlock sem tirar os olhos de Mary que agora o encarava de longe – Olá Mary.

Sherlock notou algo nos olhos de Mary que ele não conseguia identificar.

– Olá Sherlock – respondeu ainda da porta.

Sherlock tornou a olhar para John, que agora estava com uma expressão irritadiça.

– Sherlock... – começou John massageando a têmpora – Você não pode fazer isso.

O moreno o olhou sem entender.

– Por quê? – questionou.

John balançou a cabeça, andando pelo quarto, meio irritado, mas sabia que Sherlock sempre fazia coisas estranhas para poder sair do tédio que sempre tinha.

– Porque você não pode deixar as pessoas preocupadas sem motivo aparente – John sentia como se tivesse ensinando a uma criança de cinco anos a se comportar na sala de aula.

Sherlock ficou em silêncio.

“Ele esta mesmo considerando o que eu acabei de falar?” John pensou ao observar o amigo.

– Mary – Sherlock chamou de repente – Por que está ai, venha se junte a nós.

John virou-se para olhar para a esposa que continuava parada empoleirada a porta.

– Prefiro ficar aqui – respondeu a mulher.

– Talvez você devesse se sentar – continuou Sherlock – para uma mulher que está gravida você costuma passear bastante, quando ele não está...

– Chega – disse Mary.

– Devia tomar mais cuidado Mary – Sherlock provocou.

– Eu disse chega – ela levantou a voz – John eu vou te esperar lá fora.

John olhou de Mary para Sherlock, sem entender o que acabará de acontecer ali. Olhou para mulher e esta estava encarando Sherlock mostrando sua feição inexpressível, enquanto Sherlock estava com um brilho divertido nos olhos. Ele parecia estar se divertindo com algo.

– Tudo bem Mary – disse John.

John esperou ela sair para poder se virar para Sherlock. John sentia que estava perdendo algo e ele odiava ficar por fora de tudo.

– O que foi isso? – perguntou o loiro se aproximando de Sherlock que digitava freneticamente o seu celular.

– Nada – respondeu.

John olhou para ele e começou a balançar o corpo, sem saber o que dizer. Agora que estava sozinho com o amigo, sentia-se estranhamente aliviado.

– Por que está aqui John? – perguntou Sherlock que agora havia se levantado e se posto de frente para janela, dando as costas para John.

O medico notara que o detetive só trajava a camisola do hospital e aquela estava bem pequena para o comprimento do moreno. John notou o quanto o amigo estava mais magro que o normal, como a luz da manhã refletia pelos seus cabelos escuros desceu o olha para sua nuca (que ele vira o quanto branca ela era e ele sentia uma vontade descontrolável de arranha-lo) da nuca para suas costas até seu olhar repousar na sua bunda. John ficou surpreso ao notar que a bunda de Sherlock era incrivelmente arredondada. Começou a se perguntar se ela era tão branca quanto sua pele.

John sentiu suas bochechas pegarem fogo.

O que diabos ele estava pensando? Desde quando ele ficava reparando em Sherlock?

John começou a esfregar as mãos, porque sentia suas mãos coçar com a vontade de apertar a bunda de Sherlock. Ele tinha que parar com aqueles pensamentos pervertidos, pois o seu cérebro começava a imaginar cenas com Sherlock e o seu corpo respondia o fazendo ficar excitado. Ele fechou os olhos.

– John – Sherlock tornou a chamar agora com a voz rouca, fazendo John morder o lábio inferior – Você não respondeu a minha pergunta.

John abriu os olhos e viu Sherlock agora próximo de si. O detetive o fitou esperando o loiro falar alguma coisa, mas ele não conseguia. Sherlock deu alguns passos, aproximando-se mais de John enquanto este o acompanhava com o olhar. O moreno parou e John não se afastou, ele sabia que Sherlock estava muito próximo do seu rosto, mas ele não estava se importando.

O detetive inclinou o rosto e John viu-se fechando os olhos. No momento seguinte sentiu Sherlock dar um forte peteleco na sua testa, o fazendo abrir os olhos, um pouco surpreso e depois se afastar esfregando a testa.

– Ai! – reclamou – Sherlock, qual a necessidade disso?

Sherlock sorriso.

– Você não estava falando – respondeu.

John bufou irritado, mas não sentiu raiva, e logo soltou uma pequena risada, um pouco envergonhado pela cena. A risada ecoou pelo quarto e logo o silencio os tomou e John fitou Sherlock, seriamente.

– Sherlock – começou – por que você aplicou aquela seringa em você? Por acaso estava tentando se matar?

Sherlock ficou em silencio por alguns instantes antes de se voltar para John.

– John, se você soubesse... – começou.

Mas ele foi interrompido por um toque de celular. John suspirou frustrado desejando jogar o seu celular pela janela do quarto, mas não fez isso. Deu as costas a Sherlock e atendeu o celular.

– Sim? – disse ao atender.

– John – a voz de Mary respondeu – se você não se importar, eu estou indo embora do hospital agora.

John levantou uma das sobrancelhas, intrigado.

– Espere Mary, onde você está? – perguntou.

Ouviu-a suspirar do outro lado do fone.

– No hall de entrada do hospital.

– Espere por mim.

John desligou o celular e foi em direção a porta. Então se lembrou da presença de Sherlock no quarto e virou-se para falar com ele, mas o detetive já havia deitado na cama novamente e fechara os olhos. John cogitou e falar com o amigo, mas balançou a cabeça e saiu do quarto. Esperou o elevador e assim que chegou entrou rapidamente apertando o botão que se caminhou para onde Mary estava. Logo depois que a porta do elevador saiu, John se dirigiu a Mary que estava sentada esperando pacientemente pelo marido. Assim que o avistou, ela levantou-se.

– John, não era necessário você vim, poderia ficar mais um pouco com Sherlock, além do mais eu preciso ir...

– Para onde você está indo Mary? – perguntou John.

Mary ponderou antes de responder.

– Eu preciso ir a clinica antes de passar no mercado, preciso comprar algumas coisas para que de noite eu não precise sair à madrugada para comprar qualquer coisa, já que meu marido não está disponível.

John balançou a cabeça.

– Entendi, entendi – falou a levando para fora e a acompanhado.

Mary chamou um táxi, que logo parou a espera dela. Mary entrou e John a observou pela janela do táxi.

– Só tome cuidado, ok? – alertou John.

Ela soltou uma pequena risada sarcástica.

– Quando é que eu não tomo cuidado? – perguntou e John sorriu.

Então, ele se afastou e o táxi acelerou. O loiro observou o carro se afastar, mas não percebeu quando outro carro preto parou a sua frente, até uma mulher sair de dentro do carro e parar em frente ao loiro.

– Dr. Watson – chamou a mulher que não tirava os olhos do celular e digitava furiosamente.

John virou-se deparando com ela. Respirou fundo quando notou que se tratava de um pequeno “sequestro” e que a mulher a sua frente era Anthea.

– Serio? – falou chamando atenção da mulher – Isso é realmente preciso?

Anthea apenas sorriu para ele e voltou o seu olhar para o celular. John sabia que ela não responderia, então apenas entrou no carro e ficou calado enquanto fazia o seu caminho até onde o Holmes mais velho estava.

– Mycroft sabe que isso não é necessário – disse John quando o carro estacionou – Era só preciso me ligar.

Ele saiu do carro e olhou para onde se encontrava. Estava em uns dos bairros mais afastados do centro de Londres, por ali só havia poucas casas umas afastadas das outras e uma em especial, afasta de todas as outras. Aquilo não podia ser considerada uma casa. John se permitia chamar aquilo de “pequena mansão”.

– Onde estamos? – perguntou John acompanhando Anthea.

– Uma das casas do Mr. Holmes – respondeu ainda de olho no seu celular.

Entraram o local e John ficou perplexo com o tamanho daquele lugar que estava completamente vazio e empoeirado. Havia alguns moveis por ali, mas John desconfiava que aquele lugar não era usado a anos. Subiram dois lances de escada até Anthea parar em frente a uma porta escondida na parede superior a escada.

– Mr. Holmes está a sua espera – falou Anthea afastando da porta e dando espaço para John poder entrar.

John abriu a porta e entrou no local. O cômodo era revestido por granito, havia apenas uma pequena janela por onde a luz do dia entrava no lugar, tinha computadores espalhados por todos os locais onde John percebeu que a maioria delas mostravam imagens de câmeras de seguranças.

Mycroft estava sentado em uma das poltronas que tinham no quarto, segurando uma xicara de chá, enquanto lia um pequeno jornal. John se aproximou.

– Olá John – disse Mycroft sem tirar os olhos do jornal. – Como está?

John olhou para ele sem saber o que responder.

– Por favor, se sente e sirva-se de uma xicara de chá – falou.

O loiro não saiu do lugar e Mycroft suspirou, fechando o seu jornal. Encarou John até que o mesmo se sentiu desconfortável e acabou se sentando.

– John – começou Mycroft e o loiro estremeceu com a intensidade da voz dele, pois estava muito parecida com a de Sherlock quando o repreendia por falar o obvio – Como a Mary está?

Ele estranhou a pergunta.

– Bem... Por que? – arqueou as sobrancelhas.

Mycroft o olhou como se ele estivesse dito algo ofensivo.

– É preciso que tenha cuidado com ela.

– Por causa de Moriarty? Ou por que ela está gravida? – perguntou John ainda não entendendo.

– Você sempre faz tantas perguntas? – Mycroft suspirou – John, você sabe como Moriarty é perigoso.

– E por que Mary estaria em perigo por causa dele se é Sherlock que está em perigo. – John fitou Mycroft.

Os olhos de Mycroft pareciam como uma tempestade nebulosa e aquele olhar deixou o medico mais incomodado. O silêncio os rondou e John apenas queria sair dali e voltar para o hospital.

– Você sabe que Sherlock teve outra recaída – Aquilo não era uma pergunta e John sabia que Mycroft não ia responder.

O Holmes mais velho novamente pegou o jornal e começou a ler, o que deixou o médico irritado e então se levantou.

– Ele é seu irmão Mycroft! Como você pode não se importar com isso? Sherlock teve uma overdose, e você não fez NADA sobre isso.

– Apenas tome cuidado – disse Mycroft.

John teve que se segurar para não socar Mycroft bem no meio do seu rosto. Respirou fundo duas vezes antes de se virar e ir embora.

Notas finais
Capitulo não betado ;3; E então meus babys, o que acharam? Espero que tenham gostado. Espero reviews TuT Até a proxima o/