It's Always You

7 6 - Sherlock, the fugitive


Notas iniciais
Olá pessoaaaaaaal! Queria pedir realmente desculpas por atrasar quase 3 semanas com esse capitulo, mas eu tive aquele momento em que autor não sabe o que escrever, também chamado de bloqueio criativo TuT Eu tinha a idéia do capitulo toda na mente, mas não sabia como escreve-la /crys/ E também, logo depois que eu postei o ultimo capitulo, comecei a ver Doctor Who, sempre quis ver essa serie, mas tava com preguiça zzz Enfim, vi Doctor Who tudo de uma vez e comecei a ver mais 5 series de vez o que não ajudou ao meu bloqueio criativo. Também queria agradecer aos comentários da Gabu Sevs, Another e Rafaella016 que estão sempre comentando cada capitulo. Beijos meus amores :* Sem mais delongas, boa leitura! Allons-y! o/

Depois de sair do quarto onde Mycroft estava um pouco enfurecido, e deixar a mansão, o motorista de Holmes levou John de volta para o hospital. O loiro respirou vagarosamente antes de arrastar para dentro do local. Ao longe viu a sombra da medica legista sair do elevador. Ele se aproximou dela e notou que os olhos dela estavam vermelhos e inchados. Então ela foi visitar Sherlock e saiu de lá chorando. O que será que seu amigo detetive havia dito para ela?

– Molly – chamou John.

Ela olhou para o loiro e suspirou pesadamente.

– Olá John – ela fungou enquanto esfregava os olhos.

– Veio para visitar o Sherlock? – perguntou John e a moça balançou a cabeça em confirmação – O que aconteceu?

Molly limpou mais lágrimas que caiam pelo seu rosto e murmurou com a voz um pouco rouca.

– N-Nada, eu só... Pensei que estavam em um relacionamento, mas... Agora eu vejo que era tudo besteira da minha parte. – balbuciou

– Molly...

– O pior é que eu teimei em acreditar que ele estava me dando uma chance, que finalmente ele havia me notado, mas eu sei que ele nunca vai me dar essa chance por que... agora eu sei que ele... pode haver outra pessoa... – Molly olhou signitivamente para John.

John a fitou sem entender o que ela estava falando.

– O quê?

Molly suspirou.

– De qualquer forma, Lestrade está esperando por você lá dentro – disse – Preciso ir John, o hospital me espera.

– Você vai ficar bem? – perguntou o loiro e Molly balançou a cabeça.

John acha que sabia o que Molly estava sentindo, era a mesma coisa com ele há anos atrás antes da queda. Ele se lembrava de se sentir inseguro em relação a Sherlock e com medo do que o moreno pensava sobre a relação deles. Não que eles tivessem uma relação.

Espera um minuto, por que ele estava pensando mesmo?

Em um impulso, John delicadamente envolveu Molly com os braços, e a abraçou calorosamente. Ouviu a mulher soltar um pequeno soluço.

– Obrigada John – murmurou Molly ao se afastar e deu um pequeno sorriso para ele – Eu estou bem, não precisa se preocupar – olhou para trás e depois começou a se afastar de John – agora eu acho melhor você se apressar.

John concordou e foi atrás de Lestrade que o estava esperando o loiro em uma das inúmeras poltronas que existia naquele hospital. Lestrade ao ver o médico se aproximar, levantou-se e o cumprimentou.

– Olá John – disse apertando a mão do médico.

– Greg – respondeu.

Os dois começaram a caminhar em direção ao elevador que dava ao andar em que Sherlock estava.

– E então, como está o Sherlock? – perguntou Lestrade olhando de soslaio para o loiro.

– Ele está bem, posso dizer que já está em condições de insultar alguém.

Os dois riram desse comentário, quando o elevador parou e abriu as portas. Ao saírem, eles notaram uma grande movimentação de médicos e enfermeiros pelos corredores, o que deixou John preocupado.

– O que será que aconteceu? – perguntou Lestrade olhando para uma enfermeira que acabou de passar correndo por eles e ir em direção ao elevador.

John balançou os ombros, indicando que não sabia também. Então ao longe, viu a enfermeira e o médico que estavam cuidando de Sherlock, e logo ele apressou os passos.

– É que vamos descobrir.

Os dois rapidamente alcançaram o fim do corredor, onde uma pequena roda de médicos e enfermeiras estavam reunidos em frente a porta do quarto onde Sherlock estava. Alguns estavam cochichando entre si, outros apenas balançavam a cabeça em reprovação. Uma médica morena e alta que usava óculos e cabelos negros presos a um coque, viu os dois colegas se aproximarem e logo falou.

– Com licença senhores, mas não podem ficar aqui – falou.

– Inspetor de policia da Scotland Yard – disse Lestrade mostrando seu documento para a médica que apenas franziu a testa. – Qual o seu nome?

– Martha Jones – respondeu o olhando de cima a baixo.

– Então, senhorita Jones, pode me contar o que aconteceu? – perguntou Lestrade olhando para John que estava muito tentado a invadir o quarto em que Sherlock estava.

A médica suspirou.

– Um dos nossos pacientes sumiu há 30 minutos e não tem pistas dele por aqui é como se ele tivesse evaporado ou algo parecido – explicou.

– Viu alguém entrar no quarto? – John perguntou.

– Não senhor, ninguém entrou ou saiu do quarto depois que o senhor saiu – disse Jones.

Os dois homens suspiraram. Greg pediu para a médica para poder entrar no quarto para poder investigar melhor como o seu paciente havia desaparecido. Depois de alguns minutos discutindo com alguns médicos que se recusavam a deixar os dois entrar no quarto, uns dos donos do hospital apareceu e pediu para que deixassem os dois entrar.

– Como é possível ele escapar de um hospital, de novo? – perguntou John esmurrando a parede próxima de irritação.

– Eu ainda não entendo os métodos de Sherlock – disse Greg – Por deus, tomara que ele não tenha caído dessa altura.

À menção da queda, John olhou com certa raiva para Lestrade que pigarreou e mexeu na gola da camisa de nervosismo. Ele sabia que falar sobre aquele assunto com John era delicado demais, pois o amigo havia se abalado muito com o episodio do falso suicídio de Sherlock.

– Desculpe – pediu o inspetor um pouco sem graça com a situação.

John fechou os olhos e suspirou.

– Está tudo bem Greg – disse o médico – Apenas... Essa história toda com Sherlock às vezes me deixa louco. Uma hora ele esta pulando do telhado do Barts, outra hora está hospitalizado por causa de overdose e quando você menos pensar, ele esta correndo por Londres atrás de bandidos.

O inspetor riu e passou a mão pelos cabelos, cansado.

– Não se preocupe John, por mais que seja loucura pensar sobre isso, Sherlock sabe o que faz.

– Mas ele não pensa sobre as consequências que suas ações podem causar para a vida de uma pessoa.

Greg olhou para o amigo que havia sentado em uma cadeira e encarava a cama que a algum tempo atrás Sherlock se encontrava. Ele tinha certeza que John estava se referindo a si mesmo.

– Você gosta muito dele não é? – Greg perguntou.

John levantou o seu olhar para Lestrade, um pouco com os olhos arregalados com a pergunta do amigo.

– Você quer dizer... eu e o Sherlock... ?

– Não! – disse Lestrade um pouco desconcertado – Quero dizer, vocês são amigos, já moraram juntos e trabalham juntos. Dá para ver pelo modo que você age e como você se preocupa com ele.

O loiro fechou os olhos e massageou as têmporas. Ele estava tão cansado e com fome, que agora sentia que uma futura dor de cabeça chegando. Não tinha como negar aquela pergunta feita por Lestrade. A verdade era que John sabia que todos que conviviam ao redor dos dois pensavam a mesma coisa.

– Sim – disse e deu um pequeno sorriso – Ele é meu melhor amigo, não tem como negar isso – soltou uma pequena risada cansada.

Um silêncio se formou entre os dois. John ainda estava com um sorriso no rosto e estava pensando em que Lestrade havia confirmado para ele instantes atrás, quando o mesmo quebrou o silêncio.

– Eu acho que o Sherlock também gosta de você John.

John sentiu seu coração disparar ao ouvir aquilo. Por que ele estava tendo aquela conversa constrangedora com Lestrade?

– Você acha? – ele pigarreou, pois não tinha certeza como sua voz soaria para o inspetor.

– Sherlock também se preocupa com você John do seu modo. Se ele não gostasse de você, ele te irritaria até o inferno, como faz com o Anderson e a Sally – os dois riram – Posso até arriscar a dizer que Sherlock gosta de você mais do que você imagina.

John arqueou as sobrancelhas e se levantou um pouco inquieto.

– O que quis dizer com isso? – encarou o amigo.

Nesse momento um forte vento soprou e ouviu-se um baque de uma portinhola batendo. John e Lestrade trocaram olhares antes de irem até o banheiro, onde encontrou a camisola de hospital que Sherlock estava usando antes de John sair e uma pequena janela aberta, batendo contra a sua fechadura.

– Bom, pelo menos descobrimos como ele saiu – disse Lestrade.

~*~

Minutos depois de sair do hospital, Lestrade e John estavam saindo do carro do inspetor em direção ao pequeno apartamento 221B. Era o único lugar que eles podiam pensar em que Sherlock poderia estar. John ia bater na porta quando se lembrou de que ainda carregava as antigas chaves do apartamento. As encaixou na fechadura e abriu, e acabou se deparando com Mrs. Hudson que carregava uma bandeja com um pequeno bule de chá e duas xicaras e as estavam levando para o andar de cima.

– John querido, sabia que estava a caminho – saudou a mulher sorrindo, enquanto ia em direção as escadas. – Ouvi uns barulhos lá de cima do apartamento e logo pensei que fosse Sherlock. Sabe como ele é, sempre fazendo barulho e inquieto quando está entediado – abriu um sorriso para o loiro e então pareceu notar a presença do inspetor – Oh, Lestrade eu não sabia que viria também, Sherlock pediu apenas por duas xicaras.

John olhou para Lestrade que estava com uma expressão um pouco surpresa e seus olhos brilhavam com um pouco de divertimento.

– Sherlock está aqui? – perguntou John encarando Mrs. Hudson, que parou no meio do caminho para olhar para John.

– Está sim, ele chegou a vinte minutos já causando um pouco de confusão, mas Sherlock sempre causa um pouco de confusão.

Ela soltou uma pequena risada cansada, mas John já havia subido as escadas em direção ao apartamento deixando Lestrade e Mrs. Hudson sozinhos no andar de baixo.

Lestrade suspirou.

– Deixe-me ajuda-la Mrs. Hudson – pediu o inspetor pegando a bandeja das mãos da senhora.

– Oh obrigada Greg, é muito gentil dessa parte – ela sorriu – Acho melhor o senhor subir, pois eu acho que os dois podem ter uma pequena discursão.

Lestrade riu e concordou com a senhora.

Subiu as escadas cuidadosamente para não derrubar a bandeja e teve que abrir a porta do apartamento, que estava encostada, com o pé para poder entrar. E ao fazer isso notou que o clima dentro do apartamento estava um pouco tenso. John estava sentado em sua poltrona olhando para Sherlock, de braços cruzados enquanto o detetive estava em pé, usando seu pijama e roupão azul, de costas para John tocando seu violino. Lestrade achou aquela cena um pouco incomum até notar uma terceira presença no apartamento.

Mycroft Holmes estava sentado na poltrona em que Sherlock costumava sentar, olhando para o irmão e sua expressão não estava nem um pouco contente.

– Não seja tímido Lestrade, pode entrar e se juntar – disse Sherlock que continuava a tocar seu violino de costas para todos os presentes.

As cabeças de John e Mycroft viraram-se ao mesmo tempo para poder olhar para o inspetor que ainda segurava a bandeja de Mrs. Hudson, parado a porta sem nenhuma reação.

– Ah, bem... – ele pigarreou e se encaminhou a sala, depositando a bandeja na mesinha de centro que ficava entre a poltrona de John e Sherlock.

O silencio os tomou novamente e Lestrade ficou um pouco desconfortável com a situação. E ainda podia sentir o olhar do Holmes mais velho sobre ele o que não ajudou na situação.

– Holmes – começou o inspetor e os dois irmãos olharam para ele, o fazendo corar e pigarrear pelo erro – Quis dizer, Sherlock... Pode me dizer o motivo de sair assim do hospital?

O inspetor pode ver que John também prestava atenção a conversa, pois estava encarado o amigo, esperando por sua resposta assim como Lestrade também estava. Sherlock suspirou.

– Isso não é obvio? – perguntou o moreno virando-se para olhar para o inspetor.

– Não – disseram Lestrade e John, juntos.

O detetive encarou os dois, com um pouco de irritação. Então se dirigiu a bandeja, colando um pouco de chá para si e depois de jogou no sofá, para poder observar melhor todos os presentes na sala. Então notou que John e Lestrade ainda estavam esperando pela resposta. Colocou a xicara de lado e olhou para os dois.

– Dada as circunstâncias da minha hospitalização, e da minha recuperação em poucas horas, logo os médicos iam me liberar para poder voltar para casa e continuar a minha vida. Eu apenas adiantei o processo.

Lestrade ouviu John dando um tapa na própria testa com o que Sherlock acabara de falar. Ele apenas balançou a cabeça. Notou que Mycroft agora aderira uma expressão de divertimento.

– Sherlock pelo amor de deus – disse John – Você não pode simplesmente deixar o hospital, só porque acha que já está bem o suficiente para poder voltar para casa! Você teria que ficar pelo menos mais dois dias no hospital em observação.

– Irrelevante.

John apertou os punhos, segurando a vontade de socar Sherlock. Já havia aberto a boca para poder responder, quando um barulho de toque de celular chamou a atenção de todos os presentes. Lestrade atendeu o celular e se afastou para poder atender. John notou que os irmãos Holmes estavam se encarando como se estivessem conversando apenas pela troca de olhares. Sherlock carregava uma expressão entediada enquanto Mycroft estava indecifrável. Minutos depois Lestrade voltou.

– O departamento acabou de ligar – falou – E eu preciso ir.

– Problemas? – perguntou Mycroft que até o momento estava calado, e agora havia se virado para poder olhar o inspetor.

Lestrade olhou dele para Sherlock e depois falou.

– Sim – suspirou – Tenho que me apressar, Sherlock qualquer coisa e ligo para você – falou e saiu do apartamento.

Depois que ele saiu, John ficou um pouco desconfortável com a intensa troca de olhar entre os irmãos e ele se sentiu um pouco inútil ali. Então de repente, Sherlock levantou-se.

– Não – falou e adentrou o apartamento em direção ao próprio quarto.

John observou o amigo se afastar e voltou-se para Mycroft que agora estava com uma xicara em mãos e bebericava enquanto olhava para John. Ele notou uma pequena pasta que estava no colo de Mycroft e logo deduziu o motivo da visita de Mycroft.

– Você veio aqui para pedir ajuda a Sherlock para poder investigar algum caso, mas aparentemente ele se recusou – disse John para o Holmes mais velho que olhou um pouco surpreso para ele.

– Vejo que esse tempo que andou com meu irmão, te ajudou a observar melhor Dr. Watson. – Mycroft sorriu para ele.

– John – pediu massageando as têmporas.

– John – começou Mycroft – Acho que nosso ultimo encontro o deixou um pouco de receio sobre mim em relação a segurança do meu irmão.

– Mycroft, por favor – começou suspirando frustrado – Não quero falar sobre isso agora.

– Se é assim que deseja – Mycroft depositou a xicara na mesa e pegou a pasta preta que carregava e levantando-se, entregou a John.

– O que é isso? – perguntou pegando a pasta e encarando Mycroft.

– Como você mesmo deduziu, eu vim aqui para pedir um favor a Sherlock, mas como todas as vezes ele se recusou.

John arqueou a testa.

– E por que está entregando a mim?

– Por mais que eu peça a ele, Sherlock nunca vai aceitar fazer nada que eu tenha pedido. Mas você, de todas as pessoas, é a única pessoa que conheço que é capaz de convencer a Sherlock a aceitar.

John suspirou.

– Então você quer que eu convença a Sherlock a aceitar o caso? – perguntou.

– Exatamente – Mycroft sorriu para John e se dirigiu para a porta na intenção de ir embora.

– Não vai esperar Sherlock? – perguntou John levantando-se.

Mycroft soltou uma pequena risada.

– Meu caro Watson, meu irmão não sairá do seu quarto enquanto eu estiver aqui.

Minutos depois de Mycroft ter deixado o apartamento, Sherlock saiu do seu quarto, usando uma roupa casual e estava colocando seu cachecol quando encontrou com John sentado na poltrona enquanto olhava o conteúdo da pasta que Mycroft havia deixado com ele instantes antes.

– Minha resposta continua sendo não – falou Sherlock assustando John que estava muito concentrado na leitura dos papeis que estavam em suas mãos.

– Nossa Sherlock, eu levei um susto – John disse se ajeitando na poltrona – Você tem de parar de entrar em qualquer lugar em silêncio.

Sherlock não respondeu, apenas pegou a pasta das mãos de John e colocou entre os livros da instante.

– John pegue seu casaco, nós vamos sair – falou Sherlock ainda ajeitando o seu cachecol no pescoço.

– Aonde vamos? – perguntou o loiro acompanhando o detetive escadas abaixo.

– Resolver o caso.

Notas finais
Capitulo não betado u-u Então amorecos, o que acharam do capitulo? Hue Procuro series novas para ver, recomendem alguma para mim TuT Quem aqui assiste Doctor Who? E quem shippa Doctor e Rose? (EU O/) Não deixem de comentar :* Até a próxima o7
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.