It's Always You

5 4 - Starlight


Notas iniciais
Olá pessoitas! Voltei trazendo mais um capitulo novinho em folha! Espero que gostem por que deixei de estudar hoje apenas para desenvolver este capitulo que posso dizer que está bem Johnlock u-u Hue, falação a parte vamos logo pro capitulo. Boa leitura o/ ATUALIZAÇÃO 22/03/14: Desculpem pelos erros pessoal, corrigi todos os possiveis (que eu pelo menos revisei umas 3 vezes) hue. Beijinhos

– Sim? – Sherlock falou ao atender o seu telefone.

– Sherlock? Aqui é o Lestrade – disse o inspetor ao ouvir a voz do amigo – Encontramos o possível próximo local do ataque, mas temo que chegamos tarde demais – informou.

Sherlock suspirou.

– A vítima está no local? – perguntou o detetive arrumando o cachecol no pescoço.

– Não, eu... – o inspetor hesitou um momento – Você está bem? Sua voz está meio estranha.

– Claro que estou bem! – respondeu o detetive meio irritado – E então? A vítima está no local?

– Não, acho que ela foi sequestrada.

– Achar não é ter certeza – disse Sherlock terminando de ajeitar o seu cachecol – se certifique de suas suposições antes de torna-las um fato.

Ouviu o inspetor suspirar do outro lado da linha, murmurando palavras como “Esse cara é impossível”. Podia até dizer que ele estava passando as mãos pelo rosto e revirando os olhos.

– Você vem ou não?

– Estou a caminho.

– Certo, mandarei o endereço do local por mensagem... – hesitou novamente – Tem realmente certeza que está bem?

Sherlock não respondeu, apenas desligou o telefone, e se permitiu sentar no sofá. Fechou os olhos e respirou fundo tentando controlar a respiração que estava rápida demais. Pensou no que ocorrerá a minutos atrás antes do seu celular tocar. Havia se deixado levar pelos sentimentos e quase beijara John e por esse gesto, quase o perdera por isso. Ele nunca havia se deixado levar assim dessa maneira pelo calor do momento, mas olhar para John e ver o quanto ele estava machucado...

Sherlock queria explicar para John, queria dizer a ele o porquê de estar fazendo tudo aquilo, mas não podia. Na verdade nem conseguiria ao menos dizer duas palavras na frente de John. O moreno sentia que seu coração havia se afundado em água gelada e depois havia virado gelo.

Ele suspirou frustrado, bagunçando os cabelos.

Não podia deixar esses sentimentos vir a tona outra vez e tomar conta de si. Ele era Sherlock Holmes, o único detetive consultor do mundo, um sociopata alto funcional. E ele não tinha amigos.

Sherlock se levantou e pôs-se para fora do apartamento. Chamou um táxi e seguiu até o endereço que Lestrade o mandou. Ao chegar ao local, notou algo familiar nele. Sentia que conhecia aquele lugar, mas ele ainda não conseguia visualizar direito no seu palácio mental.

– Holmes – chamou Lestrade ao notar a chegada do mesmo – Finalmente você chegou, estava me perguntando se não viria mais ou havia desistido.

Sherlock bufou indignado.

– Você já viu por acaso eu desistir de algum caso? – perguntou adentrado o local onde Lestrade e seu pessoal havia fechado para o caso.

– Não – o inspetor balançou a cabeça – Enfim, depois da informação que você me deu, Donovan encontrou essa clínica. Era a mais próxima do hospital onde Mattew Gomes Wilbert trabalhava. Procuramos por alguém que se encaixasse na descrição que de acordo com você, é a “escolha perfeita” para o assassino, e bem...

Ele se calou deixando a frase no ar e Sherlock entendeu o que ele queria dizer com aquilo. O detetive olhou ao redor, pegando cada detalhe daquela pequena clinica. Sabia localizar onde cada peça ficava, ou costumava ficar.

Agora Sherlock sabia o porquê daquela clinica ser tão familiar para ele. John havia trabalhado nela á um tempo, antes dele desaparecer por dois anos. Havia passado um bom tempo ali, pois toda vez que ia cuidar de algum caso enquanto John trabalhava, ele se machucava e ia até a clinica para pedir ajudar a John nos seus ferimentos.

Sherlock fechou os olhos, suspirando.

– Por acaso o primeiro nome da vítima é Sara? – perguntou colocando suas luvas plásticas especiais para casos.

Lestrade parou de caminhar e olhou para Sherlock um pouco assustado, pois ainda não havia revelado nada para ele.

– Sim, o nome dela é Sara – disse – Como você sabe disso? – perguntou curioso.

– Por que eu a conheço – respondeu tedioso. – Por favor, não me siga, se você ficar ao meu lado você vai começar a pensar e vai me atrapalhar.

– Mas, John costumava ficar ao seu lado. – Lestrade falou observando o detetive.

Sherlock parou em frente a um corredor e sem se virar falou:

– Era diferente.

Lestrade o observou adentrar o corredor escuro silenciosamente, até que uns segundos depois ouviu um som de porta batendo e ele suspirou passando a mão pelos cabelos. Sabia que o amigo não estava bem com o afastamento do seu companheiro John, e ele queria falar alguma coisa para Sherlock para conforta-lo ou algo assim, mas não sabia o que dizer. Por hora, deixou para pensar sobre isso depois e decidiu não perturbar Holmes sobre isso agora, por que sabia que o moreno poderia ficar desconfortável com o assunto.

– Inspetor – chamou um dos policiais – Estão chamando o senhor.

Lestrade suspirou.

– Estou a caminho.

Deu as costas ao corredor e deixou Sherlock trabalhar.

Enquanto isso, o detetive consultor analisava a sala onde Sara costumava atender seus pacientes. Viu alguns papéis espalhados na mesa de trabalho, um jaleco pendurado em um gancho preso à parede superior, mas nada que indicava que ela estivera ali. Vasculhou a mesa de trabalho da doutora e encontrou alguns pesos de papéis caídos no chão. Decidiu olhar as gavetas e dentro delas encontrou alguns relatórios de pacientes.

Enquanto analisava as gavetas, notou uma mais abaixo das outras, e bem menor. Tentou abrir, mas estava trancada. Sherlock pegou seus utensílios e achou um pequeno grampo de cabelo. Encaixou o grampo na entrada da chave e girou algumas vezes até forçar a entrada e ela se abrir. Ficou um pouco decepcionado ao perceber que a gaveta estava vazia. Passou a mão por toda a entrada da gaveta e o retirou do encaixe da mesa. Apoiou-a na mesa e bateu com os nós da mão por toda extensão da gaveta. Um ruído mais abafado saia dali e ele percebeu que aquela gaveta tinha mais do que podia ver. Procurou com os dedos até achar um pequeno botão, onde ele apertou e com um ruído alto o que era para ser o fundo da gaveta se desprendeu, e revelando o que ela guardava.

Sherlock abriu um pequeno sorriso e levou a gaveta até a luz do abajur que piscava continuadamente. Notou alguns objetos pessoais e algumas fotos. Mas ele achou estranho o conteúdo daquela gaveta por que ali continha apenas duas fotos de Sara com John e as outras Sara não aparecia mais. Pegou uma foto que lhe chamara atenção, onde havia uma mulher jovem abraçada a um garoto que ele deduzia ter uns 22 anos. A mulher era loira, um pouco mais alta que o homem, estava um pouco sorridente. O homem também era loiro, usava um uniforme do exercito e esse já parecia um pouco mais alegre. Mas o que chamou atenção de Sherlock naquela foto era o jovem homem. Aquele sorriso ele conhecia.

Mexeu em mais algumas fotos, até encontrar um pequeno papel dobrado e meio amassado onde ele conseguiu identificar que estava endereçada a Sherlock. O detetive levou o papel mais próximo da luz e reconheceu aquela caligrafia. De repente suas mãos começaram a ficar um pouco mais tremula. Pegou todos os objetos e fotos da gaveta, guardo-as no bolso do seu enorme agasalho e colocou a gaveta no lugar. Andou desorientado para longe da mesa e tropeçou na parede onde ele enxergou uma lousa enorme pendurado na janela da sala. Acendeu a luz e quase tropeçou nos próprios pés.

A surpresa era estancada em sua expressão e ele congelou no lugar com os olhos um pouco arregalados. Sherlock não sabia como agir aquilo. Todo em seu ser exalava medo e preocupação, assim como acontecera no seu caso em Baskerville. Ouviu a voz de Lestrade o chamando, o fazendo recuperar um pouco de sanidade.

O inspetor já estava chegando à sala quando Sherlock abriu a porta e saiu apressadamente de lá.

– Holmes, aonde você vai? – perguntou o inspetor – Está tudo bem? O que aconteceu?

Sherlock não respondeu, apenas saiu da clinica deixando Lestrade para trás. O inspetor observou o moreno se afastar, e entrou na sala. Olhou ao redor até ver uma lousa. Lá estava desenhado um boneco caído, com uns rabiscos em vermelho ao redor do boneco. Uma seta havia sido feita do boneco até uma palavra que se destacava gigantesca em letras maiúsculas e garrafais.

“HAMISH”

Lestrade não entendeu o que aquilo significava. Caminhou próximo a lousa e viu que um pequeno recado havia sido feito ao lado do boneco.

“Isso é tudo sua culpa. – M.”.

~Algumas horas depois~

– Lestrade – John chamou o inspetor que andava pelos corredores do hospital pra lá e pra cá.

– John – se virou ao ver o medico chegar. – Que bom que você chegou.

– O que houve? – perguntou o loiro.

Lestrade suspirou antes de encarar o loiro e contar a historia.

– Estávamos investigando um caso. Sherlock deduzira o que acontecera com as vitimas, como sempre, mas estávamos sem dicas de quem poderia ter matado aquelas pessoas. Sherlock pediu para eu procurar hospitais próximos onde a 3ª vitima trabalhava. Liguei para Scotland Yard onde Donovan descobriu o... – ele parou para observar John que olhava para ele desesperado – Enfim, liguei para Sherlock há algumas horas atrás para ir para o local. Ele estava meio estranho, pediu para investigar sozinho – John balançou a cabeça – quando um dos meus agentes descobrirá uma pequena pista, fui chamar Sherlock e ele saiu de uma sala um pouco perturbado. Perguntei a ele o que estava acontecendo, mas ele apenas foi embora sem dizer mais nada.

John passava as mãos pelo cabelo, nervoso.

– Como você descobriu onde ele estava? – perguntou John.

Lestrade olhou para os lados, antes de mexer nos bolsos e pegar o seu celular.

– Eu praticamente não precisei, eu não fui atrás dele quando ele saiu perturbado do local. Achei que estivesse assim por causa de uma imagem perturbadora que estava na sala em que ele estava investigando.

– Que imagem?

– Um desenho de um boneco morto. Tinha uma mensagem escrita ao lado do desenho “É tudo sua culpa.”, achei que fosse uma mensagem para a vítima que fora sequestrada. Mas dai há uns 30 minutos atrás recebi uma mensagem do próprio Sherlock – mexeu no celular um pouco antes de entregar para John.

John pegou o celular que Lestrade havia o entregado e leu a mensagem do detetive. Seus olhos se arregalaram um pouco ao ver a tela do celular dizia para ele “Não conte nada a J...”.

– Também achei estranha a mensagem – Lestrade falou ao ver a expressão do médico – por isso fui atrás dele em Baker Street e então...

O inspetor parou para respirar fundo, antes de continuar.

– Eu o encontrei caído na sua poltrona. O chamei algumas vezes e ele não respondeu. Quando eu me aproximei dele sua respiração estava muito rasa e devagar e então eu vi a seringa na sua mão e entendi na hora o que havia acontecido.

John sentou-se no banco mais próximo e se deixou cair. Colocou as mãos sobre o rosto e se concentrou em como respirar mais devagar. Sentiu Lestrade tocar seu ombro, mas não levantou a cabeça.

– Está tudo bem John – ele falou.

– Não está nada bem Greg – respondeu o medico – Eu me afastei dele, isso é tudo culpa minha. Se eu continuasse junto a ele...

– E você continuou até depois de se casar, mas você agora tem sua própria casa, uma esposa que está esperando uma filha dos dois. A culpa não é sua por ter uma vida normal.

Não era isso o que eu queria” pensou John que balançou a cabeça, sentiu seus olhos arderem.

– Eu deveria ter imaginado que isso ia acontecer – John disse com a voz rouca – Sherlock estava me evitando, eu deveria ter adivinhado.

Lestrade deu um pequeno sorriso para o loiro, tentando conforta-lo.

– Não se culpe John.

Nessa hora um medico se aproximou dos dois. John rapidamente se levantou, esfregando os olhos, ansioso.

– A condição de Mr. Holmes está instável – informou e os dois suspiraram aliviados – Mas vamos mantê-lo no hospital por mais alguns dias para observação se caso da condição dele mudar – olhou para os dois – Posso dizer que por hora, apenas uma pessoa pode visita-lo.

John trocou olhares com o inspetor.

– Acho melhor você ir John – disse Greg – Sherlock iria preferir ter você lá a mim – soltou uma risada triste.

John concordou e seguiu o médico até a porta do quarto em que Sherlock estava hospitalizado. Entrou e fechou a porta cuidadosamente atrás de si. Levantou os olhos e viu seu amigo deitado na cama, ressonando baixinho enquanto seu peito subia e descia tranquilamente. John sorriu com a visão e se aproximou dele.

– Ei... parceiro – murmurou olhando para o rosto tranquilo do detetive – Me desculpe se isso teve que acontecer com você... Eu não sei o que está acontecendo por que você está me deixando de fora dos detalhes, mas... Queria deixar claro que ainda vou estar ao seu lado, se você ainda me quiser é claro – soltou uma pequena risada.

John observou o amigo esperando alguma reação, mas ele apenas continuava no mesmo estado. Ele não parava de pensar em como aquilo poderia ser tudo sua culpa.

Sentiu seus olhos arderem novamente, mas dessa vez não impediu que algumas lágrimas caíssem pelo seu rosto.

– Sherlock eu... – sua voz começou rouca e ele tocou a testa do amigo – Tenho muitas coisas que gostaria de ter falado para você... Há dois anos... Depois que você voltou eu senti tanta raiva de você que não pude... – começou a balbuciar enquanto mais lágrimas caiam – E depois você teve que ir embora de novo, mas você não foi e você voltou todo estranho e se recusava a falar comigo – respirou fundo e sua visão começou a embaçar pelas quantidades de lágrimas que caiam sem parar uma atrás da outra – Se esse foi o resultado... se isso foi culpa minha, eu gostaria de pedir desculpas.

John se calou quando começou a soluçar, e sentiu que não conseguia mais falar. Notou que ainda tocava a testa do amigo, acariciando um pouco seus cabelos. Afastou sua mão e começou a dar alguns passos para longe de Sherlock.

Já estava enfrente a porta, quando sua voz o chamou.

– John... – disse a voz de Sherlock um pouco fraca.

– Sherlock! – o loiro com os olhos arregalados e se aproximou do amigo que mantinha os olhos fechados. Aproximou seu rosto ao do amigo achando que imaginara ouvir aquela voz de locutor do amigo.

– A culpa não é sua – murmurava Sherlock.

John ficou calado esperando seu amigo continuar a falar.

– Fique aqui ao meu lado... agora – continuou o detetive.

Ao dizer isso, ele abriu os olhos e viu o rosto de John próximo ao seu. Seus olhos estavam um pouco vermelhos e inchados por conta das lágrimas. Sherlock não conseguia falar mais, se perdeu nos olhos do loiro. John apenas observava a reação de Sherlock, quando seus olhos se encontraram com os olhos azuis do detetive. Seus olhos claros tinham um brilho diferente. Não sabia dizer, mas classificou aquele olhar como “brilho das estrelas”, pois seus olhos azuis claros pareciam estrelas em meio ao céu escuro da noite. Ambos ficaram trocando olhar por longos segundos, sem dizer nada um ao outro como se estivessem apenas se comunicando pelos olhos.

– Que bom que você acordou – murmurou John sem tirar os olhos do amigo.

– Eu já estava acordado quando você chegou – respondeu Sherlock sustentando o olhar.

John sorriu. Aquilo era tão... Sherlock.

Então notou o quão próximo estava do amigo e se afastou, pegando uma cadeira e se sentou ao lado da cama do detetive, que continuava a observar John.

– John – chamou Sherlock.

– Sim?

– Me desculpe – falou Sherlock – Prometi no seu casamento que sempre estaria com você, mas eu quebrei essa promessa. Agora vejo o mal que causei a você.

John desviou os olhos de Sherlock, limpando o rosto que estava marcado pelas lágrimas.

– Está tudo bem agora – voltou a olhar para o amigo e sorriu – Eu te perdoo.

– Me desculpe também, por... aquela cena no apartamento.

E novamente viu o olhar de brilho de estrelas de Sherlock. Por algum motivo aparente, sentiu suas bochechas arderem e novamente desviou os olhos. Quando ia responder o médico que falara com ele mais cedo adentrou o quarto.

– Desculpe Dr. Watson, mas terá que voltar depois, Mr. Holmes precisa descansar agora – disse a John.

O loiro se levantou.

– Entendo.

Olhou para Sherlock e viu que o detetive voltara a fechar os olhos. Ele estava dormindo novamente.

– Eu volto mais tarde. – disse John e assim saiu do quarto.

Notas finais
Capitulo não betado u-u Olá olha eu aqui novamente! Espero que tenha gostado do capitulo! O que vocês acham? Quero suas opiniões! Reviews? :3