It's Always You

4 3 - When i try to kiss you


Notas iniciais
Hey pessoal! E aqui está mais um novo capitulo. /muitos feels/ Espero que gostem seus lindos ^^ Boa leitura o7

– E então? – ouviu Mary perguntar assim que adentrou o seu quarto.

John parou para olhar para ela, antes de voltar a se deitar ao seu lado.

– O quê? – perguntou.

Mary suspirou e virou-se para encarar o seu marido.

– Conseguiu ver o Sherlock? – olhou nos olhos do loiro.

Pela expressão que John fez, ela deduziu que ele não obtivera sucesso com sua “caminhada” da madrugada.

– Está tudo bem John – Mary disse tentando deixar ele mais relaxado.

John balançou a cabeça e encarou o teto, mordendo os lábios. Mary o observava apreensiva. Ela notou que algo o estava incomodando. Ela ia perguntar quando ele resolveu falar primeiro.

– Ele está me evitando.

Mary o olhou sem entender.

– O quê?

John suspirou.

– Ele... – olhou para a loira e respirou fundo – Deixa para lá. Boa noite.

E dizendo isso deu as costas para esposa e fechou os olhos tentando dormir.

No dia seguinte, John levantou cedo resolvendo ir visitar Molly no hospital. Saiu apressadamente, não querendo acordar Mary, mas ele não sabia que ela já estava acordada, mas fingia dormir esperando ele sair.

Assim que o Watson saiu, Mary checou o quanto longe ele estava e se vestiu e saiu também.

Pegou o seu celular e digitou uma mensagem.

“Estou a caminho. AGRA”.

Enquanto isso, John estava no taxi, pensando.

Talvez tivesse alguma chance de saber se Sherlock havia parecido por lá, ou tenha falado com a legista, qualquer coisa. Pois da outra vez, Molly sabia que ele não havia se atirado do telhado e morrido, por que Molly o ajudará a tramar e planejar o falso suicídio juntamente com Mycroft.

Depois que o táxi parou, ele saiu e o pagou. Adentrou ao necrotério onde Molly sempre ficava e bateu na porta, chamando a atenção dela que se encontrava de costas para ele.

– John! – ela disse caminhando meio sorridente até ele.

– Ei Molly! – cumprimentou a mulher, dando um pequeno sorriso.

– Que bom que você veio! Eu estava pensando em passar na sua casa para contar você e a Mary uma novidade, e convida-los para jantar. Mas talvez você já deva saber – disse parando em sua frente.

– Oh serio? – o medico olhou surpreso para a amiga – Qual é a novidade então? Talvez eu não saiba.

Molly olhou meio nervosa para ele, e depois abriu um sorriso enorme.

– Há dois dias na sexta à noite, Sherlock me convidou para sair – ela contou sorridente e a menção do nome do detetive John congelou no seu lugar ouvindo a historia dela – Eu fiquei um pouco surpresa, mas saímos no sábado e eu acho... Que estamos em um relacionamento agora!

John ficou calado surpreso, encarando Molly. Aquilo realmente era verdade? Por isso que Sherlock havia o ignorado esses dias? Mas por que ele faria isso? Talvez seja por causa de Moriarty. Mas ele não sabia dizer. E não sabia por que se sentia tão incomodado e desconfortável com aquilo. Era o mesmo sentimento que ele teve ao saber que o detetive estava em um relacionamento com Janine ou quando ele achava que Sherlock estava apaixonado por Irene Adler. E ele não havia gostado nada daquilo.

– John? – Molly chamou meio preocupada.

John piscou e balançou a cabeça para clarear as ideias.

– Desculpe Molly, mas Sherlock não me contou nada – disse ele com a voz tremula – Na verdade ele não me conta mais nada. – acrescentou mentalmente.

Agora Molly estava surpresa.

– Sério? – disse – Achei que ele...

– Sim – cortou John e ela o olhou, estarrecida.

John suspirou. O clima estava começando a ficar tenso entre eles. John não podia culpar a medica legista por todo aquele turbilhão de sentimentos que deixava John mais confuso que tudo. Mas talvez Sherlock estivesse usando Molly como fez com Janine. Aquele pensamento o fez relaxar e ele quis se bater por se sentir assim. Não achava de verdade que Sherlock gostava de Molly do mesmo modo que ela gostava, mas talvez ele finalmente pudesse estar dando uma chance para ela.

– John? – Molly o chamou novamente – Você ainda não me contou o porquê está aqui.

John mexeu os braços, tentando distrair seus pensamentos.

– Só queria saber se você tem visto o Sherlock – murmurou dando as costas – Mas me parece que você anda o vendo demais.

Caminhou até a porta e saiu gritando.

– Desculpe Molly, tenho que voltar – e assim foi embora deixando Molly mais confusa.

Meia hora depois, a porta da sala onde Molly estava foi aberta novamente e de lá entrou Sherlock.

– Bom dia Molly – disse o detetive caminhando em direção a uma das mesas colocando objetos em cima dela.

– Bom dia – respondeu a moça que olhava uma prancheta, conferindo alguns dados de uma mulher que havia morrido de uma doença de pele muito rara.

– Você me parece inquieta – comentou o moreno, que agora consultava o microscópio.

Ela suspirou e olhou para o detetive que estava ocupado na mesa.

– John esteve aqui a trinta minutos atrás – disse.

Molly notou que aquela informação deixara Sherlock meio tenso.

– E? – respondeu Sherlock depois de alguns minutos em silêncio.

Molly se aproximou dele.

– Por que você não contou a ele? – ela disse enquanto observava as reações de Sherlock, que continuava calado. – Sherlock, John me pareceu um pouco perturbado.

– Por que você acha isso? – perguntou secamente, ainda olhando para o microscópio.

Ela o olhava sem entender.

– Ele veio aqui atrás de você. Depois eu disse para ele que estávamos... Saindo, ele ficou incomodado. Você anda o vendo? – perguntou.

– Não – respondeu.

– Sherlock! John parece que está preocupado muito com você.

Dessa vez Sherlock levantou a cabeça e observou a mulher que estava segurando a prancheta fortemente.

– Se você pensa em me bater com essa prancheta, não será necessário, pois eu já estou de saída.

Ele se levantou, arrumando as coisas e foi em direção da porta quando a voz de Molly o parou.

– Vocês eram amigos! Na verdade melhores amigos! Por que está fazendo isso? Parece até que anda o evitando.

Sherlock suspirou e murmurou.

– Você tem razão. Éramos melhores amigos.

Saiu porta a fora, caminhando apressadamente, mas ainda podia ouvir a voz de Molly que agora gritava para ele.

– Você é um idiota!

– Sim, eu sou – e pegou um taxi para voltar para Baker Street.

~*~

Uma semana havia se passado e agora Sherlock estava envolvido em um novo caso. Três assassinatos, onde as vitimas morreram de várias formas diferentes. A primeira, uma mulher chamada Joana Terence havia morrido de um tipo de convulsão a sufocando com seu próprio vômito, até a morte, provocado por alguma substância química. A segunda era uma mulher bem jovem se chamava Amélia Higgens, havia sido encontrada e seu apartamento com um tiro na cabeça. A terceira vitima era um homem que se chamava Mattew Gomes Wilbert havia sido envenenando. Sherlock havia percebido um padrão entre as vitimas. Todos eram loiros de estatura baixa e trabalhavam em hospitais.

Sherlock analisava o corpo de Mattew quando notou algo que não havia percebido antes.

– Lestrade – chamou.

O inspetor apareceu ao seu lado, se agachado também, observando a expressão que o detetive fazia.

– O que houve?

– Você checou se todas as vítimas tinham sido casados ou tido algum tipo de relacionamento que se acabara recentemente? – perguntou Sherlock.

– Não... Por que você-

– Todas elas haviam marcas em seus dedos, provavelmente por que usam anéis, mas não anéis qualquer, mas anéis de compromisso. Olha aqui – apontou para a mão esquerda da vitima – A uma pequena marca circular entorno do dedo anelar, isso significa que é casado. Ou já foi. E a primeira vitima usava um colar onde havia uma aliança de casamento, talvez houvesse comprado o colar já com o anel, mas o mais provável era que seu casamento fora frustrado, mas ela ainda mantinha a aliança por não queria que o casamento acabasse.

Lestrade olhava meio boquiaberto para o moreno, mas pigarreou.

– E a segunda vitima?

– Ela só estava em relacionamento, nada de casamento, mas tinha sido proposta a pouco tempo.

– E como explica que havia se acabado.

– Havia fotos em um mural sem seu quarto, todas com o mesmo homem, e algumas com uma mulher que presumo ser sua melhor amiga. O seu relacionamento não estava correndo bem por que o provável noivo guardava segredos dela, e então frustrada o traiu com uma mulher.

– Você quer dizer a melhor amiga dela? – perguntou o inspetor impressionado.

– Exatamente.

– Incrível – disse Lestrade.

Sherlock ficou um pouco tenso ao ouvir aquilo, por que geralmente era John que estava ao seu lado e o elogiando pelas suas deduções.

– O nosso assassino anda mantendo um padrão, todas as vitimas são loiros, tiveram relacionamentos frustrados recentemente e trabalham em hospitais próximos uma a outra. Preciso que cheque um hospital próximo ao de que o Sr. Wilbert trabalhava. Procure por alguém que tenha o mesmo padrão que as vitimas.

– Ligarei para a Scotland Yard – saiu do local deixando Sherlock sozinho.

~*~

Depois de sair do local do crime a noite, Sherlock voltou para Baker Street querendo analisar o caso. Não sabia o porquê, mas tinha a sensação que Moriarty estava envolvido com aqueles assassinatos. Mas ele não mantinha um padrão antes, então por que ele estava fazendo isso? Que beneficio ele teria com aquilo?

Abriu a porta do apartamento e entrou o fechando devagar.

– Finalmente você chegou – disse uma voz.

Sherlock deu um pulo, ao encontrar John sentado na sua poltrona, o observando.

– Por que está aqui? – perguntou Sherlock um pouco surpreso de ver o médico ali.

John bateu os dedos nos braços da poltrona e respondeu calmamente.

– Como você vem agido como uma criança, me evitando por nenhum motivo aparente, resolvi vir até Baker Street esperar você chegar para podermos conversar calmamente.

Sherlock o encarava da porta, sua expressão indecifrável, seus lábios formavam uma linha firme em seu rosto.

– Nem pense em ir embora que eu vou atrás de você de novo. – o loiro falou.

– Isso é invasão de propriedade – disse Sherlock ainda parado.

– Eu moro aqui – replicou John.

– Você morava aqui – Sherlock o relembrou, dando ênfase a palavra “morava”.

John o observava de onde estava. Sherlock lhe parecia um pouco mais magro e havia olheiras profundas em seus olhos. O médico, não aguentando mais, se levantou da poltrona e foi parar em frente ao detetive, que o mantinham seus olhos fixos no loiro.

– Você por acaso tem dormido ou se alimentado? – perguntou John.

Sherlock não o respondeu. Olhou bem nos olhos de John. Percebeu que ele estava com a expressão preocupada, o que fez seu coração falhar uma batida. John estava triste, podia ver em seus olhos. E era tudo culpa dele.

Encararam-se por que parecia uma eternidade, até que John resolveu quebrar o silêncio.

– Sherlock...

Não conseguiu completar a frase, pois o moreno se afastou caminhando até a cozinha.

– Não vamos mesmo fazer isso? – perguntou John irritado caminhando até a sua direção.

Sherlock não respondeu.

– Droga Sherlock! Eu estou cansado de você me ignorar! Eu não sei o que eu fiz para você está assim comigo, mas eu sou seu amigo, então pare de me ignorar e olhe para mim ou eu nunca mais volto a falar com você! – ameaçou

O moreno parou de caminhar e não se moveu mais. John não estava mais aguentando aquela situação. Queria muito socar o detetive, mas se conteve.

– Ótimo.

Dizendo isso se virou na intenção de ir embora, mas um braço o agarrou, o impedindo. Encarou Sherlock, agora com raiva. Os olhos claros do amigo brilhavam na escuridão. Sentiu outro puxão no braço fazendo se aproximar mais dele. John notou que seus rostos estavam bastante próximos e seu coração começou a bater mais rápido. Os dois trocaram olhares por vários minutos e então Sherlock afrouxou o aperto no braço do loiro e depois fechou os olhos. John não estava entendendo nada o que estava acontecendo.

Sherlock abriu os olhos e voltou a encarar o medico, com mais suavidade.

– John – se aproximou mais – eu...

John não sabia como reagir, e agora estava muito próximo, podia até sentir seu hálito quente em seu rosto, mas a única coisa que ele podia pensar era em como ele queria aquilo, não sabia o porque, mas queria... ele precisava daquilo.

Seus lábios estavam muito próximos e John perdeu a linha do pensamento racional.

Não, não, não, ele não podia fazer aquilo! Ele estava casado com a Mary! Eles teriam uma filha e Sherlock é seu melhor amigo.

John agarrou o colarinho de Sherlock o fazendo se afastar.

– O que diabos... Você pensa... Que está fazendo! – John murmurou respirando muito rápido.

Sherlock o encarava sem entender o que havia acontecido.

– Nunca mais, entendeu? – John falou alto agora se afastando – Nunca mais faça isso!

Sherlock ouviu os passos do amigo se afastar e bater a porta da frente com força. Ele encostou-se à parede fechando os olhos pensando no que acabara de acontecer. Sherlock não podia deixar os sentimentos lhe tomar a consciência de novo. Por causa disso havia perdido John, de novo.

Seu telefone tocou o tirando de seus pensamentos.

– Sim?

~*~

Algumas horas mais tarde, John estava sentando em um banco de uma praça qualquer com as mãos no rosto. Pensava pela milésima vez na cena que ele e Sherlock haviam encenado a tempo atrás. Por que aquilo estava acontecendo agora? O que Sherlock estava ao tentar... o beijar?

John se sentia arrependido, mas não sabia o porque.

Seu celular tocou e ele atendeu sem olhar para a tela.

– Alô?

Uma voz conhecida respondeu.

– John?

– Lestrade? Aconteceu alguma coisa? – perguntou sentindo um péssimo pressentimento.

O inspetor suspirou.

– Aconteceu sim – o inspetou hesitou um pouco antes de continuar – com o Sherlock.

Ao ouvir aquilo, John levantou-se rapidamente, preocupado.

– O que aconteceu? – sua voz tremeu.

– Sherlock teve outra recaída – informou o inspetor – Ele teve uma overdose e agora está a caminho do hospital.

Notas finais
HUEHUEHUE estou muito mal por isso pessoal. Gostaram? Deixem seus reviews pls :3